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A partir da década de 1970, o conceito de patrimônio cultural
passou por significativas transformações. Seu escopo foi alargado
para além da valorização de bens materiais de caráter
monumental. Essa mudança de perspectiva refletiu-se na
inclusão de novas categorias de patrimônio, como o patrimônio
imaterial. No Brasil, um marco desse alargamento de sentido foi
o tombamento do terreiro de candomblé Casa Branca, na Bahia,
em 1984. No Brasil, o patrimônio imaterial permite:
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No artigo Atualização e contraefetuação do virtual: o processo do
parentesco, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro propõe o
conceito de "afinidade potencial" para explicar as complexas
relações entre grupos e entidades nos sistemas de parentesco
ameríndios. O autor afirma que:
"A afinidade potencial, valor genérico, não é um componente do
parentesco (como o é a afinidade matrimonial, efetiva), mas sua
condição exterior. Ela é a dimensão de virtualidade de que o
parentesco é o processo de atualização” (Viveiros de Castro,
2000, p. 412). Em diversas sociedades amazônicas, a afinidade potencial:
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Em seu estudo de grupos étnicos, Fredrik Barth critica definições
que se baseiam apenas em características culturais
compartilhadas, como língua, religião ou ancestralidade comum.
Para o autor, elencar tais traços culturais, ainda que seja
relevante, não explica a persistência e a dinâmica dos grupos
étnicos em contextos de mudança e interação social. O problema
desse tipo de definição, argumenta Barth, está justamente no seu
caráter concreto e substantivo. Para o autor, é importante
elaborar uma definição conceitual da etnicidade com base em
certos critérios analíticos. Para Barth, a compreensão da etnicidade exige:
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Os laudos antropológicos, em especial aqueles relacionados à
efetivação de direitos territoriais, impõem desafios particulares
aos praticantes da antropologia. Como apontado por Ilka
Boaventura Leite, na introdução do livro Laudos periciais
antropológicos em debate:
“Os laudos são, portanto, documentos produzidos com
finalidades previamente estabelecidas, dirigidos a uma audiência
restrita, dotados de regras determinadas pelas instâncias onde
irão tramitar e podem ser submetidos a análises e avaliações
bastante específicas” (Leite, 2005, p. 25).
A elaboração de um laudo antropológico:
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Em Genealogias da religião (1993), Talal Asad critica concepções
essencialistas das religiões. Asad argumenta que a categoria
"religião", tal como compreendida no Ocidente moderno, não
pode ser aplicada indiscriminadamente a outras culturas e
contextos históricos.
Para esse autor, a religião não possui uma essência universal
a-histórica. Ela deve ser, em vez disso, entendida como um
conceito historicamente produzido. A proposta de Asad está alinhada à:
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Em As estruturas elementares do parentesco (1949), Claude
Lévi-Strauss desenvolveu uma teoria sobre a proibição do incesto
e suas implicações para a estruturação das sociedades humanas.
Conforme a proposta do autor, a proibição do incesto não é nem
puramente de origem cultural nem puramente de origem natural,
e também não é uma dosagem de elementos variados tomados
de empréstimo parcialmente à natureza e parcialmente à cultura. Segundo Lévi-Strauss, a proibição do incesto:
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Entre o final do século XIX e início do século XX, o antropólogo
Franz Boas deu ênfase à pesquisa de campo e ao estudo
detalhado de culturas específicas. Ao contrário do método dedutivo proposto pelos antropólogos
evolucionistas, Boas defendia:
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Bruno Latour foi um importante antropólogo para a consolidação
da chamada antropologia simétrica. Para Latour, entre outras
características, esse tipo de antropologia busca descrever e
analisar as redes de relações que conectam humanos e não
humanos, sem privilegiar um polo em detrimento do outro. A perspectiva teórico-metodológica difundida por Bruno Latour
para essas análises é chamada de:
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O antropólogo britânico Victor Turner dedicou-se ao estudo dos
rituais. Em seu livro O processo ritual (1969), ele desenvolveu o
conceito de “liminaridade”. Para o autor, durante a fase liminar de um rito de passagem, o
indivíduo se encontra:
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Clifford Geertz foi um expoente da antropologia estadunidense
do século XX. Em seu livro de 1973, o autor define cultura como
uma "teia de significados”. Para o autor, a antropologia deve ser entendida como:
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