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Respondida
“Em vista do caráter destrutivo da pesquisa arqueológica,
tudo que resta dos sítios escavados é a cultura material
recolhida às instituições de pesquisa e a documentação
produzida no seu transcurso, o que exige que se dispense a
ambas o mesmo cuidado dispensado aos sítios.” (LIMA,
2007). Neste sentido, os bens arqueológicos recolhidos a
museus estão submetidos a acautelamentos especiais porque
Respondida
No que diz respeito à História e à Arqueologia do mundo
antigo, pode-se afirmar o seguinte:
A
os estudiosos das sociedades pré-históricas da Europa
e da América do Norte realizaram as principais
contribuições na origem da Arqueologia no século
XIX, como é o caso de Gordon Childe, que se baseou
amplamente no difusionismo e criticou a ideia de uma
Revolução Neolítica.
B
o ambiente seco e frio de determinados contextos foi
a razão da conservação mais eficaz dos sítios
arqueológicos, como aqueles relacionados ao Antigo
Egito, ou às ruínas de Pompeia, pois a escassez de
água evita o desenvolvimento de micro-organismos
nocivos aos vestígios arqueológicos.
C
uma das primeiras escavações arqueológicas levou à
descoberta dos Guerreiros de Xian, enterrados
juntamente com o primeiro Imperador da China, em
um mausoléu construído no século III a. C. Após a
finalização das escavações, o sítio foi transformado
em museu e hoje é reconhecido como Patrimônio da
Humanidade pela UNESCO.
D
as técnicas de fotografia aérea foram impulsionadas
particularmente após a Primeira Guerra Mundial e
aplicadas inicialmente em sítios no Sudão, Síria e
Líbano, inclusive permitindo visualizar sítios
subaquáticos.
Respondida
De acordo com Pedro Paulo de Abreu Funari (2003), as
bases do surgimento da Arqueologia no Brasil estão ligadas
Respondida
Vestígios arqueológicos de sociedades pré-coloniais
americanas são encontrados:
A
no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, onde existem
coleções de artefatos de origem pré-colombiana,
todos em matérias-primas inorgânicas, como
cerâmica, lítico e metais.
B
em museus brasileiros, limitados aos de natureza
pública, visto que o patrimônio arqueológico é bem
da União e por esta as instituições privadas têm
restrições à sua guarda.
C
nas Bienais de São Paulo, a partir de 1962. Nestes
casos, após as exposições, os acervos participantes
foram incorporados pelas diferentes instituições
museológicas brasileiras, enriquecendo seus acervos.
D
no Museu de Arqueologia e Etnologia da
Universidade de São Paulo, por doação do arqueólogo
Max Uhle ao Museu Paulista em 1912. Estas peças
foram compradas a ‘huaqueros’, ou seja, o
pesquisador atual não tem acesso ao contexto original
do registro arqueológico.
Respondida
As críticas ao processualismo deram-se
Respondida
A respeito da trajetória da normatização referente ao
patrimônio arqueológico,
A
o direito de acesso deve ser assegurado a qualquer
cidadão e em qualquer momento, mediante solicitação
simples, aos acervos depositados em museus e
instituições de guarda.
B
a proteção do patrimônio arqueológico, no Brasil, é
praticamente inexistente em relação à legislação de
outros países.
C
a Lei n. 3.924, de 1961, estabeleceu distinções entre a
pesquisa arqueológica profissional e as práticas
amadoras.
D
a Lei n. 3.924, de 1961, assegurou a preservação do
patrimônio arqueológico brasileiro em sua diversidade,
fossem os sítios arqueológicos monumentais ou não, em
áreas rurais ou urbanas, referentes à Arqueologia histórica
ou à pré-colonial, indistintamente.
Respondida
No Brasil, a relação entre a Arqueologia e os museus é marcada
atualmente por:
Respondida
Segundo Krzysztof Pomian (1988), os museus de
Arqueologia tendem a adotar um dos dois seguintes
modelos: museus arqueológico-artísticos, que ressaltam os
aspectos estéticos e excepcionais dos objetos de suas
coleções; museus arqueológicos-tecnológicos, que
valorizam seus aspectos técnicos e funcionais. A aplicação
destes modelos sugere que:
A
a extroversão do patrimônio arqueológico goiano,
caracterizado pela pesquisa notadamente voltada para
sítios arqueológicos pré-coloniais, pode se inspirar,
prioritariamente, no modelo arqueológico-tecnológico.
B
as tipologias, cunhadas em um contexto europeu, não
dão conta das experiências de musealização da
Arqueologia Brasileira, uma vez que no Brasil não foi
utilizado o modelo arqueológico-artístico.
C
a existência de um modelo arqueológico-tecnológico
nos museus resulta diretamente das práticas de
desenterramento na pesquisa arqueológica.
D
o trabalho do arqueólogo, embora ligado à
interpretação de séries, não permite a um museu
transmitir isto com clareza, pois as instituições se
interessam em coletar artefatos com valores de
excepcionalidade e monumentalidade.
Respondida
No que diz respeito ao papel do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com referência ao
patrimônio arqueológico, Alejandra Saladino (2014) aponta
que:
Respondida
Diego Lemos Ribeiro (2014) analisa alguns museus de
Arqueologia no Brasil e afirma:
A
os simpósios “Futuro dos Acervos” (SAB 2007), e
“Musealização da Arqueologia desafios
contemporâneos” (SAB 2009), entre outros, além da
atuação da rede de Museus e Acervos de Arqueologia
e Etnologia (REMAAE), criada em 2008, podem ser
destacados como momentos fundamentais do debate
na zona de interseção entre Arqueologia e
Museologia.
B
a musealização da Arqueologia já equacionou o
impacto gerado pela incorporação de novas coleções
nos museus, pois institucionalmente também se
expandem os espaços físicos, infraestrutura e recursos
humanos.
C
os museus, considerados alternativas à destruição do
patrimônio arqueológico por pesquisas mal
conduzidas e degradação dos sítios por ação antrópica
e biológica, seriam uma espécie de ‘oásis’ dentro dos
quais os acervos estão garantidos e chegarão sem
risco às futuras gerações.
D
o Museu Arqueológico do Sambaqui de Joinville
(MASJ) e o Museu de Arqueologia de Xingó (MAX),
instituições analisadas mais profundamente no artigo,
possuem equilíbrio entre o quantitativo de coleções e
as ações para seu processamento e pesquisa.