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Leia o trecho abaixo para responder à questão 26.
“A arte da dança faz parte das culturas humanas e sempre integrou o trabalho, as religiões e as atividades de lazer. Os povos sempre privilegiaram a dança, sendo esta um bem cultural e uma atividade inerente à natureza do homem.”Diante do exposto, assinale a alternativa que contém apenas informações corretas no que diz respeito à arte da dança de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais.
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Derivada do grego, a palavra “estética” significa “sentir” e envolve um conjunto, uma rede de percepções presentes em diversas práticas e conhecimentos humanos. As experiências estéticas de homens e mulheres estendem-se a vários âmbitos de seu existir, de seu saber, de sua identidade, enfim, de seu humanizar-se. Em processos de produzir e apreciar objetos artísticos, em múltiplas linguagens, enraizadas em contextos socioculturais, as pessoas experimentam suas criações e percepções estéticas de maneira mais intensa, diferenciada.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação
Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília: MEC, 1999, p. 48.
O jogo instaura uma nova percepção do tempo, pois o início e o fim do jogo estão diretamente relacionados à limitação do tempo, que, por sua vez, instaura-se como fenômenos culturais. Mesmo depois de ter chegado ao fim, o jogo permanece como criação do espírito, um tesouro a ser conservado pela memória.
Johan Huizinga. Homo ludens –
O jogo como elemento da cultura. São Paulo: Editora Perspectiva,1996. 4.ª ed., p. 12-3.
Tendo como referência inicial os fragmentos de textos acima e a multiplicidade de aspectos que eles evocam, assinale a opção correta.
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Muita gente considera o catch um esporte ignóbil. O catch não é um esporte, é um espetáculo, e é tão ignóbil assistir a uma representação da dor, no catch, como ao sofrimento de Arnolfo ou de Andrômaca.
Existe, no entanto, um falso catch, pomposo, com a aparência inútil de um esporte regular; mas esse não tem qualquer interesse. O verdadeiro — impropriamente chamado catch amador — realiza-se em salas de segunda classe, onde o público adere espontaneamente à natureza espetacular do combate, como o público de um cinema de bairro. Ao público pouco importa que o combate seja falseado ou não; o futuro racional do combate não lhe interessa: o catch é uma soma de espetáculos, sem que um só seja uma função: cada momento impõe o conhecimento total de uma paixão que surge, sem jamais se estender em direção a um resultado que a coroe.
Assim, a função do lutador não é ganhar, mas executar exatamente os gestos que se esperam dele. O catch propõe gestos excessivos, explorados até o paroxismo da sua significação. Esta função de ênfase é a mesma do teatro antigo, cuja força — língua — e cujos acessórios — máscaras e coturnos — concorriam para fornecer a explicação exageradamente visível de uma necessidade. O gesto de um lutador vencido, significando uma derrota que não se oculta, mas se acentua, corresponde à máscara antiga, encarregada de significar o tom trágico do espetáculo. O lutador prolonga exageradamente a sua posição de derrota, caído, impondo ao público o espetáculo intolerável da sua impotência. No catch, como nos teatros antigos, não se tem vergonha da dor, sabe-se chorar, saboreiam-se as lágrimas.
Roland Barthes. Mitologias. Rio de Janeiro: DIFEL, 2010, p. 15-26 (com adaptações).
Considerando o texto acima e aspectos a ele relacionados, julgue o item.
No catch, assim como nos espetáculos teatrais, há relação entre ficção e realidade em dois níveis: ético e estético. No nível ético, a dor e o sofrimento do lutador derrotado correspondem à catarse da dor real do público, conforme o modelo das tragédias antigas. No nível estético, o exagero cênico acentua o caráter de verossimilhança, o que atende à expectativa do público quanto à significação do espetáculo.
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