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2571488 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: AGE PA
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Leia o texto e responda a questão.

TRANSFORMO ESCOMBROS EM MÚSICA.

O bombeiro Davi Lopes, 51, converte a madeira queimada no incêndio do Museu Nacional em belos instrumentos.

Sou músico desde criança. Aos 10 anos, tocava saxofone e flauta. Também já gostava de passear pelo Museu Nacional, no Rio, minha cidade. Era fascinado por história e arqueologia. Mas aí cresci. Fui vendo que dava para fazer dentro da minha realidade e acabei entrando para o Corpo de Bombeiros, onde estou desde 1987. Assim que ingressei na corporação, adotei a marcenaria como hobby, fazendo portas e móveis. A música, porém, nunca me deixou e, um dia, me veio a ideia de coletar madeira dos escombros dos incêndios que ajudava a debelar e transformá-Ia em instrumentos. Sabia que precisava estudar, treinar, aprender. E como não havia luthiers no Rio naquela época, completei o tempo de serviço necessário para tirar uma licença remunerada e parti para São Paulo para fazer um curso e observar profissionais conhecidos em atividade. Na volta, me senti preparado para estrear meu próprio trabalho.

Eu não estava de plantão no dia do incêndio do Museu Nacional, o fatídico 2 de setembro de 2018. Mesmo assim, vesti o uniforme e corri para lá. Trabalhei madrugada adentro, concentrado no combate às labaredas que engoliam o prédio no resgate do acervo. Não havia espaço para emoção naquele momento, só senso de dever: salvar o máximo que pudesse das chamas. Depois, sim, chorei. Continuei lá todos os dias e comecei a pensar no destino das madeiras ainda aproveitáveis. Era um material revestido de história, não podia ser desperdiçado. Foi quando recebi um e-mail oficial que dizia: "Ajude a reconstruir o Museu Nacional com a sua ideia". E ela apareceu. Encaminhei uma proposta de produzir instrumentos musicais com aquele monte de madeira - e foi aceita. Dei então início aos pedidos de autorização, porque ainda que se tratando de escombros, continuava sendo patrimônio da União.

Junto com outras seis pessoas de diversas áreas empenhadas em trabalhar para reerguer o Museu Nacional, surgiu o Grupo Fênix, do qual fazem parte o cineasta Vinícius Dônola e o cantor Paulinho Mosca, meu amigo. O objetivo é justamente pôr a frente o projeto de converter a madeira queimada, aparentemente sem uso, em instrumentos musicais que podem trazer dinheiro e vir a ser preciosos para o renascimento do museu. Para mim, virou uma missão. A ideia de um documentário que seria intitulado "Fênix: o Voo de Davi", nasceu logo na primeira reunião e começaram a filmar desde os primeiros dias de labuta, mesmo sem patrocínio firmado, registrando a força tarefa. Fomos retirando as madeiras - mogno, cedro, vinhático, peroba do campo, braúna, jacarandá - e catalogamos, separando o que servia. O plano inicial era construir doze instrumentos e exibi-los em apresentações e shows para arrecadar recursos. Com a pandemia, só consegui fazer seis: violão de corda de aço, violão de corda de náilon, bandolim, cavaquinho, violino e viola caipira.

A divulgação do projeto teve padrinhos fora de série, que me causaram grande emoção ao tocar meus instrumentos, como Gilberto Gil e Paulinho da Viola. Uma honra. O projeto foi ganhando corpo, e a Globo adquiriu o direito de exibição do documentário (disponível na Globo Play). Vamos agora oferecer os instrumentos em um leilão com renda revertida para o museu. Meu pai era cantor de coral e é uma pena que tenha morrido há 18 anos, sem poder ver tudo isso. Ele ficaria comovido. Minha mãe, uma artesão talentosa, acompanha o andamento dos trabalhos com aquela sensação de que o caminho é bom. Depois do trágico incêndio, meu empenho é para reconstruir a joia . carioca que vimos desaparecer. É a reedificação da vida a partir dos escombros, é renascer após as cinzas sem nunca recuar, como a Fênix da mitologia.

Fonte: Depoimento dado a Marina Lang. VEJA, 15 de setembro, 2021.

Houve falha na classificação do processo de formação das palavras em:

 

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2571487 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: AGE PA
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Leia o texto e responda a questão.

TRANSFORMO ESCOMBROS EM MÚSICA.

O bombeiro Davi Lopes, 51, converte a madeira queimada no incêndio do Museu Nacional em belos instrumentos.

Sou músico desde criança. Aos 10 anos, tocava saxofone e flauta. Também já gostava de passear pelo Museu Nacional, no Rio, minha cidade. Era fascinado por história e arqueologia. Mas aí cresci. Fui vendo que dava para fazer dentro da minha realidade e acabei entrando para o Corpo de Bombeiros, onde estou desde 1987. Assim que ingressei na corporação, adotei a marcenaria como hobby, fazendo portas e móveis. A música, porém, nunca me deixou e, um dia, me veio a ideia de coletar madeira dos escombros dos incêndios que ajudava a debelar e transformá-Ia em instrumentos. Sabia que precisava estudar, treinar, aprender. E como não havia luthiers no Rio naquela época, completei o tempo de serviço necessário para tirar uma licença remunerada e parti para São Paulo para fazer um curso e observar profissionais conhecidos em atividade. Na volta, me senti preparado para estrear meu próprio trabalho.

Eu não estava de plantão no dia do incêndio do Museu Nacional, o fatídico 2 de setembro de 2018. Mesmo assim, vesti o uniforme e corri para lá. Trabalhei madrugada adentro, concentrado no combate às labaredas que engoliam o prédio no resgate do acervo. Não havia espaço para emoção naquele momento, só senso de dever: salvar o máximo que pudesse das chamas. Depois, sim, chorei. Continuei lá todos os dias e comecei a pensar no destino das madeiras ainda aproveitáveis. Era um material revestido de história, não podia ser desperdiçado. Foi quando recebi um e-mail oficial que dizia: "Ajude a reconstruir o Museu Nacional com a sua ideia". E ela apareceu. Encaminhei uma proposta de produzir instrumentos musicais com aquele monte de madeira - e foi aceita. Dei então início aos pedidos de autorização, porque ainda que se tratando de escombros, continuava sendo patrimônio da União.

Junto com outras seis pessoas de diversas áreas empenhadas em trabalhar para reerguer o Museu Nacional, surgiu o Grupo Fênix, do qual fazem parte o cineasta Vinícius Dônola e o cantor Paulinho Mosca, meu amigo. O objetivo é justamente pôr a frente o projeto de converter a madeira queimada, aparentemente sem uso, em instrumentos musicais que podem trazer dinheiro e vir a ser preciosos para o renascimento do museu. Para mim, virou uma missão. A ideia de um documentário que seria intitulado "Fênix: o Voo de Davi", nasceu logo na primeira reunião e começaram a filmar desde os primeiros dias de labuta, mesmo sem patrocínio firmado, registrando a força tarefa. Fomos retirando as madeiras - mogno, cedro, vinhático, peroba do campo, braúna, jacarandá - e catalogamos, separando o que servia. O plano inicial era construir doze instrumentos e exibi-los em apresentações e shows para arrecadar recursos. Com a pandemia, só consegui fazer seis: violão de corda de aço, violão de corda de náilon, bandolim, cavaquinho, violino e viola caipira.

A divulgação do projeto teve padrinhos fora de série, que me causaram grande emoção ao tocar meus instrumentos, como Gilberto Gil e Paulinho da Viola. Uma honra. O projeto foi ganhando corpo, e a Globo adquiriu o direito de exibição do documentário (disponível na Globo Play). Vamos agora oferecer os instrumentos em um leilão com renda revertida para o museu. Meu pai era cantor de coral e é uma pena que tenha morrido há 18 anos, sem poder ver tudo isso. Ele ficaria comovido. Minha mãe, uma artesão talentosa, acompanha o andamento dos trabalhos com aquela sensação de que o caminho é bom. Depois do trágico incêndio, meu empenho é para reconstruir a joia . carioca que vimos desaparecer. É a reedificação da vida a partir dos escombros, é renascer após as cinzas sem nunca recuar, como a Fênix da mitologia.

Fonte: Depoimento dado a Marina Lang. VEJA, 15 de setembro, 2021.

Assinale a alternativa em que a palavra não pertence ao universo musical:

 

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2571486 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: AGE PA
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TRANSFORMO ESCOMBROS EM MÚSICA.

O bombeiro Davi Lopes, 51, converte a madeira queimada no incêndio do Museu Nacional em belos instrumentos.

Sou músico desde criança. Aos 10 anos, tocava saxofone e flauta. Também já gostava de passear pelo Museu Nacional, no Rio, minha cidade. Era fascinado por história e arqueologia. Mas aí cresci. Fui vendo que dava para fazer dentro da minha realidade e acabei entrando para o Corpo de Bombeiros, onde estou desde 1987. Assim que ingressei na corporação, adotei a marcenaria como hobby, fazendo portas e móveis. A música, porém, nunca me deixou e, um dia, me veio a ideia de coletar madeira dos escombros dos incêndios que ajudava a debelar e transformá-Ia em instrumentos. Sabia que precisava estudar, treinar, aprender. E como não havia luthiers no Rio naquela época, completei o tempo de serviço necessário para tirar uma licença remunerada e parti para São Paulo para fazer um curso e observar profissionais conhecidos em atividade. Na volta, me senti preparado para estrear meu próprio trabalho.

Eu não estava de plantão no dia do incêndio do Museu Nacional, o fatídico 2 de setembro de 2018. Mesmo assim, vesti o uniforme e corri para lá. Trabalhei madrugada adentro, concentrado no combate às labaredas que engoliam o prédio no resgate do acervo. Não havia espaço para emoção naquele momento, só senso de dever: salvar o máximo que pudesse das chamas. Depois, sim, chorei. Continuei lá todos os dias e comecei a pensar no destino das madeiras ainda aproveitáveis. Era um material revestido de história, não podia ser desperdiçado. Foi quando recebi um e-mail oficial que dizia: "Ajude a reconstruir o Museu Nacional com a sua ideia". E ela apareceu. Encaminhei uma proposta de produzir instrumentos musicais com aquele monte de madeira - e foi aceita. Dei então início aos pedidos de autorização, porque ainda que se tratando de escombros, continuava sendo patrimônio da União.

Junto com outras seis pessoas de diversas áreas empenhadas em trabalhar para reerguer o Museu Nacional, surgiu o Grupo Fênix, do qual fazem parte o cineasta Vinícius Dônola e o cantor Paulinho Mosca, meu amigo. O objetivo é justamente pôr a frente o projeto de converter a madeira queimada, aparentemente sem uso, em instrumentos musicais que podem trazer dinheiro e vir a ser preciosos para o renascimento do museu. Para mim, virou uma missão. A ideia de um documentário que seria intitulado "Fênix: o Voo de Davi", nasceu logo na primeira reunião e começaram a filmar desde os primeiros dias de labuta, mesmo sem patrocínio firmado, registrando a força tarefa. Fomos retirando as madeiras - mogno, cedro, vinhático, peroba do campo, braúna, jacarandá - e catalogamos, separando o que servia. O plano inicial era construir doze instrumentos e exibi-los em apresentações e shows para arrecadar recursos. Com a pandemia, só consegui fazer seis: violão de corda de aço, violão de corda de náilon, bandolim, cavaquinho, violino e viola caipira.

A divulgação do projeto teve padrinhos fora de série, que me causaram grande emoção ao tocar meus instrumentos, como Gilberto Gil e Paulinho da Viola. Uma honra. O projeto foi ganhando corpo, e a Globo adquiriu o direito de exibição do documentário (disponível na Globo Play). Vamos agora oferecer os instrumentos em um leilão com renda revertida para o museu. Meu pai era cantor de coral e é uma pena que tenha morrido há 18 anos, sem poder ver tudo isso. Ele ficaria comovido. Minha mãe, uma artesão talentosa, acompanha o andamento dos trabalhos com aquela sensação de que o caminho é bom. Depois do trágico incêndio, meu empenho é para reconstruir a joia . carioca que vimos desaparecer. É a reedificação da vida a partir dos escombros, é renascer após as cinzas sem nunca recuar, como a Fênix da mitologia.

Fonte: Depoimento dado a Marina Lang. VEJA, 15 de setembro, 2021.

O título: "Fênix: o Voo de Davi" e o depoimento dado só não permitem afirmar:

 

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2571687 Ano: 2022
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: CETAP
Orgão: AGE PA

Assinale a alternativa que contém a(s) modalidade(s) de licitação cabível(is) para um serviço de engenharia no valor de R$ 725.000,00.

Questão Anulada

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2571585 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: AGE PA

Leia o texto e responda a questão.

IDEIAS E LIBERDADE

Dias atrás me chamou a atenção um texto do amigo e filósofo Luiz Felipe Pondé. Sua provocação era: "O capitalismo estaria apodrecendo?". Estaria chegando ao fim sem nenhuma utopia viável para pôr no lugar? Achei interessante aquilo. Existe agora o "modelo chinês", desafiando a democracia liberal. Há muita instabilidade política e um debate imenso sobre os males do mercado. Estaríamos à beira de algum precipício?

Uma das razões para a decadência seria o impacto das novas tecnologias - como a automação, a internet das coisas e a inteligência artificial- na destruição dos empregos. O raciocínio é intuitivo. Quando chegarem os carros autônomos, o que os motoristas do Uber vão fazer? E o pessoal do telemarketing, quando tudo for automatizado? Foi assim com os cubeiros, lá em Porto Alegre, chamados de "tigres", que carregavam aqueles cilindros com dejetos humanos, antes das redes sanitárias. E com as telefonistas inglesas, que eram 120.000, em 1970, e hoje não passam de 20.000.

Muitos postos de trabalho desaparecerão e outros serão criados. Estudo da OCDE mostrou que, em vinte anos, o emprego industrial declinou 20% mas cresceu 27% no setor de serviços. É o feijão com arroz da economia de mercado. Schumpeter já havia teorizado sobre isso com sua tese da "destruição criadora". Ainda recentemente, três pesquisadores da Consultoria Deloitte, lan Stewart, Debapratim De a Alex Cole, apresentaram uma pesquisa com dados do censo inglês desde 1871 e foram taxativos: "A tecnologia criou mais empregos do que destruiu nos últimos 144 anos".

Outra razão do abismo seria a desigualdade. Se tornou comum dizer que a má distribuição de renda vai corroer o sistema. Falta demonstrar qual o padrão "certo" de distribuição econômica que se deve buscar. Como bem observou John Rawls, tendemos a comparar nossa situação com a de pessoas mais próximas a nós, nas comunidades em que convivemos e em relação às posições a que aspiramos. Não na "grande sociedade". Ninguém acorda todos os dias enfurecido com a fortuna de Jeff Bezos. Mas, com razão nos indignamos se fomos discriminados, no trabalho ou na vida social.

Nos temas que realmente importam há avanços relevantes em nosso tempo. A drástica redução da pobreza talvez seja o mais crucial deles. Apenas no período da malafamada globalização, a pobreza global caiu de 36% para 10% entre 1990 e 2015. Outro aspecto: a convergência das famílias americanas com alimentação caiu de 4,2 dos padrões básicos de vida. O US Bureau of Labor Statistic mostrou que, entre 1901 e 2002 o gasto das famílias americanas com alimentação caiu de 42% para 13% de sua renda. Na Inglaterra, o gasto caiu de 35%, em 1050, para pouco mais de 11% em 2014.Não só a renda cresceu, como o custo relativo dos produtos básicos caiu significativamente.

Há um tema muito mais amplo ai que se refere à igualdade de direitos. Lembro quando Obama, no aniversário dos cinquenta anos na Marcha de Selma, provocou a imensa multidão que refazia o projeto de Martin Luther King, na luta pelos direitos civis, dizendo que "se você acha que nada mudou nos últimos cinquenta anos, pergunta a alguém que viveu em Selma ou Chicago nos anos 50. Pergunte à mulher que hoje é CEO, e não mais restrita a ser secretária, se nada mudou. Pergunte ao seu amigo gay se é mais fácil ter orgulho na América hoje do que há 30 anos". E concluiu: "Negar este progresso é roubar nosso próprio poder de transformar."

No mundo da economia, poucas pessoas expressam melhor um tipo de otimismo realista do que Deirdre Mc-Closkey, autora da monumental trilogia sobre a igualdade, a dignidade e. as virtudes burguesas, Deirdre não gosta da palavra capitalismo. Prefere e ideia do "inovismo". Seu ponto é que não foi o capital, mas, sim as ideias ou a inovação que fizeram a diferença no surgimento da moderna economia do mercado. Em algum momento entre os séculos XVII e XIX, o homem comum ganhou dignidade. O padeiro, o comerciante, o inventor de coisas. Primeiro timidamente, mas em um processo contínuo a pari passu à afirmação das sociedades de direito. Daí o casamento moderno entre a economia de mercado e a democracia liberal.

Fonte: Veja, ed. 2775. Fernando Schuler é cientista político e

professor do Insper.

Os vocábulos em negrito estão classificados corretamente, exceto em:

Questão Anulada

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