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Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Na história da moderna literatura brasileira, a obra de José Lins do Rego representa uma época, uma corrente de pensamento dentro da atividade criadora na ficção. Confluíram em seus livros caminhos de diversas origens, raízes aflorantes no solo e outras de mais longa viagem subterrânea, as primeiras de contemporâneos em tentativas recentes e as segundas de nomes mais antigos na história do romance brasileiro.
Mas o menino José − José Lins do Rego Cavalcanti −, nascido aos 3 de junho de 1901, no engenho Corredor, município de Pilar, Estado da Paraíba, já trazia consigo outras raízes que iria acrescentar a essas heranças. Raízes do sangue e da terra, que vinham de João do Rego Cavalcanti e Amélia do Rego Cavalcanti, seus pais, passando de geração em geração por outros homens e mulheres sempre ligados ao mundo rural do Nordeste açucareiro.
Seu primeiro livro − Menino de engenho − é chave de uma obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro. O escritor mesmo, certa vez, em artigo de jornal, contou alguma coisa a respeito do livro de estreia: “O livro foi oferecido a todos os editores nacionais, de todos recebeu um não seco, quando não me deram o calado como resposta. Só mais tarde uma editora desconhecida, com dinheiro do meu bolso, publicaria a novela. Havia por esse tempo a revolução de São Paulo e, apesar da convulsão, esgotou-se em três meses. Uma edição de 2000 exemplares foi quase toda vendida no Rio”.
Além das opiniões elogiosas da crítica, o livro mereceu também o prêmio de romance da Fundação Graça Aranha, o que consolidou sem dúvida a posição do estreante, que então se lança ao trabalho com maior entusiasmo e ímpeto criador, para oferecer no ano seguinte − 1933 − o segundo livro do “Ciclo da Cana-de-Açúcar” − Doidinho. Daí por diante sua obra não conheceu interrupções maiores. A partir de Banguê, em 1934, seus livros trazem então uma nova e definitiva chancela editorial − Livraria José Olympio Editora. No ano seguinte, 1935, José Lins publicaria Moleque Ricardo, penúltima parte do ciclo, que ficará definitivamente encerrado com o aparecimento de Usina, em 1936.
(Adaptado de Wilson Lousada. Breve notícia-vida de José Lins do Rego. Usina. 7. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. p. XI-XVI)
A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada corretamente em:
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Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.
A obesidade é a maior das ameaças à saúde do século 21. O processo inflamatório crônico, os hormônios e os mediadores químicos produzidos e liberados pelo tecido adiposo, acumulado em excesso, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, metabólicas, pulmonares e de diversos tipos de câncer.
No Brasil, metade da população adulta está acima da faixa de peso saudável. Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa 70%: 30% estão com excesso de peso, 30% são obesos e 10% sofrem de obesidade grave. A continuarmos no mesmo ritmo, é provável que nos próximos dez ou vinte anos estejamos na situação deles.
A característica mais assustadora dessa epidemia é o número crescente de crianças e adolescentes obesos, consequência do acesso ilimitado a alimentos de alta densidade energética e da vida em frente da TV e dos computadores.
O impacto dessa nova realidade será tão abrangente, que a próxima geração provavelmente terá vida mais curta do que a atual, previsão demográfica que os avanços da medicina não conseguirão reverter. Os custos da assistência médica aos portadores das doenças crônicas associadas à obesidade arruinarão as finanças dos sistemas de saúde de países como o nosso.
O consumo de refrigerantes e sucos açucarados é uma das maiores fontes de calorias ingeridas por crianças e adolescentes. Um levantamento mostrou que os adolescentes americanos consomem em média 357 calorias diárias dessa fonte. É possível que os nossos não fiquem para trás.
Ao contrário dos carboidratos complexos contidos nos alimentos ricos em fibras, como as frutas e as verduras, as bebidas açucaradas são pobres em nutrientes e estão ligadas a maus hábitos alimentares, como o consumo de doces, biscoitos e salgadinhos empacotados.
As recomendações do Ministério da Saúde para que crianças e adultos evitem refrigerantes e sucos açucarados e, principalmente, aumentem os níveis de atividade física, devem ser levadas a sério.
(Adaptado: Drauzio Varella. Refrigerantes açucarados. Disponível em: http://folha.com/no1201415, 15/12/2012)
Segundo o autor,
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Brasil, o país do futebol. Não é essa a imagem que grande parte do mundo tem do nosso país? Afinal, a paixão dos brasileiros pelo jogo, as cinco Copas do Mundo conquistadas e a exportação de craques capazes de decidir partidas com jogadas sensacionais sustentam essa fama.
Até a natureza alimenta a identificação da nação com o esporte mais popular do mundo. Na caatinga e em partes do cerrado vive uma espécie animal que pode encolher-se e ficar justamente com o formato de uma bola: é o tatu-bola. E essa característica deu origem à proposta de torná-lo a mascote da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
A decisão favorável ao tatu-bola como mascote não ocorreu apenas pelo formato curioso do animal em posição de defesa, ao transformar-se em uma compacta bola. A decisão levou em conta o fato de a espécie existir apenas no Brasil e sofrer risco de extinção. "Com essa mascote, vamos poder realizar um dos principais objetivos da Copa Fifa 2014, que é comunicar a importância da preservação do meio ambiente. Temos certeza de que ela será amada não apenas no Brasil, mas no mundo todo", afirmou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, endossando a escolha.
(Texto adaptado a partir de matéria de Dimas Marques. In: Horizonte Geográfico, n. 144, ano 25. p. 66-68)
O texto informa que o tatu-bola foi escolhido como mascote da Copa do Mundo de 2014, principalmente, porque
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Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.
A obesidade é a maior das ameaças à saúde do século 21. O processo inflamatório crônico, os hormônios e os mediadores químicos produzidos e liberados pelo tecido adiposo, acumulado em excesso, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, metabólicas, pulmonares e de diversos tipos de câncer.
No Brasil, metade da população adulta está acima da faixa de peso saudável. Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa 70%: 30% estão com excesso de peso, 30% são obesos e 10% sofrem de obesidade grave. A continuarmos no mesmo ritmo, é provável que nos próximos dez ou vinte anos estejamos na situação deles.
A característica mais assustadora dessa epidemia é o número crescente de crianças e adolescentes obesos, consequência do acesso ilimitado a alimentos de alta densidade energética e da vida em frente da TV e dos computadores.
O impacto dessa nova realidade será tão abrangente, que a próxima geração provavelmente terá vida mais curta do que a atual, previsão demográfica que os avanços da medicina não conseguirão reverter. Os custos da assistência médica aos portadores das doenças crônicas associadas à obesidade arruinarão as finanças dos sistemas de saúde de países como o nosso.
O consumo de refrigerantes e sucos açucarados é uma das maiores fontes de calorias ingeridas por crianças e adolescentes. Um levantamento mostrou que os adolescentes americanos consomem em média 357 calorias diárias dessa fonte. É possível que os nossos não fiquem para trás.
Ao contrário dos carboidratos complexos contidos nos alimentos ricos em fibras, como as frutas e as verduras, as bebidas açucaradas são pobres em nutrientes e estão ligadas a maus hábitos alimentares, como o consumo de doces, biscoitos e salgadinhos empacotados.
As recomendações do Ministério da Saúde para que crianças e adultos evitem refrigerantes e sucos açucarados e, principalmente, aumentem os níveis de atividade física, devem ser levadas a sério.
(Adaptado: Drauzio Varella. Refrigerantes açucarados. Disponível em: http://folha.com/no1201415, 15/12/2012)
Segundo pesquisas, os adolescentes consomem doces e refrigerantes em excesso.
Considerados os necessários ajustes, a substituição do segmento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo correto em:
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Sivuca nasceu numa família de pequenos lavradores e coureiros. Vivendo na área rural de Itabaiana, na Paraíba, numa localidade pobre e remota, sem rádio nem eletricidade, o próprio Sivuca não sabe explicar como a música entrou em sua vida. Ninguém na família tocava qualquer instrumento. “Eu não sei. Mas sei que veio firme, porque minha vocação foi mais forte do que toda e qualquer tendência. Quero dizer, a música veio para ficar em mim, pronto.”
Suas primeiras memórias musicais vêm dos sanfoneiros itinerantes que passavam por Itabaiana, de pessoas que tocavam violão na cidade, da banda de música e do órgão da igreja. Seu talento era evidente, a ponto de que a própria família passasse a insistir que tentasse carreira na cidade grande. Depois de algumas idas e vindas, mudou-se para Recife, foi contratado pela Rádio Clube de Pernambuco aos 15 anos de idade, em novembro de 1945, e descobriu um novo horizonte musical.
Sivuca aprendeu teoria musical com o clarinetista da Orquestra Sinfônica de Recife e, três anos depois, passou a estudar harmonia e orquestração com o maestro fluminense Guerra-Peixe, que então vivia em Recife. Ao longo da vida profissional, foi incorporando outros instrumentos ao seu arsenal, como o violão, a guitarra e o piano, numa mistura de autodidatismo e aprendizado informal com alguns dos melhores músicos do mundo.
Segundo o músico, “o estudo, o desenvolvimento musical torna-se necessário. Eu digo isso porque eu também passei pelo mesmo; fui, por muito tempo, músico sem estudar, naturalmente levando a sério todas as tendências, mas também me dando ao trabalho de queimar pestana e estudar teoria musical, estudar orquestração e, enfim, harmonia, fuga, contraponto, me preparar para lidar com os ingredientes teoricamente”.
(Adaptado de http://musicosdobrasil.com.br/sivuca. Acesso em 04/03/2013)
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Sivuca nasceu numa família de pequenos lavradores e coureiros. Vivendo na área rural de Itabaiana, na Paraíba, numa localidade pobre e remota, sem rádio nem eletricidade, o próprio Sivuca não sabe explicar como a música entrou em sua vida. Ninguém na família tocava qualquer instrumento. “Eu não sei. Mas sei que veio firme, porque minha vocação foi mais forte do que toda e qualquer tendência. Quero dizer, a música veio para ficar em mim, pronto.”
Suas primeiras memórias musicais vêm dos sanfoneiros itinerantes que passavam por Itabaiana, de pessoas que tocavam violão na cidade, da banda de música e do órgão da igreja. Seu talento era evidente, a ponto de que a própria família passasse a insistir que tentasse carreira na cidade grande. Depois de algumas idas e vindas, mudou-se para Recife, foi contratado pela Rádio Clube de Pernambuco aos 15 anos de idade, em novembro de 1945, e descobriu um novo horizonte musical.
Sivuca aprendeu teoria musical com o clarinetista da Orquestra Sinfônica de Recife e, três anos depois, passou a estudar harmonia e orquestração com o maestro fluminense Guerra-Peixe, que então vivia em Recife. Ao longo da vida profissional, foi incorporando outros instrumentos ao seu arsenal, como o violão, a guitarra e o piano, numa mistura de autodidatismo e aprendizado informal com alguns dos melhores músicos do mundo.
Segundo o músico, “o estudo, o desenvolvimento musical torna-se necessário. Eu digo isso porque eu também passei pelo mesmo; fui, por muito tempo, músico sem estudar, naturalmente levando a sério todas as tendências, mas também me dando ao trabalho de queimar pestana e estudar teoria musical, estudar orquestração e, enfim, harmonia, fuga, contraponto, me preparar para lidar com os ingredientes teoricamente”.
(Adaptado de http://musicosdobrasil.com.br/sivuca. Acesso em 04/03/2013)
Ninguém na família tocava qualquer instrumento.
O elemento em destaque acima exerce a mesma função sintática que o elemento grifado em:
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