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Uma indústria tomou um empréstimo de R$ 200 mil a ser pago em uma única parcela ao fim de 12 meses. A taxa de juros cobrada pelo mercado era de 15% ao ano e o contrato do empréstimo previa uma capitalização mensal composta.
Julgue o item a seguir, relativos à situação acima descrita. Nesse sentido, desconsidere quaisquer taxas cobradas pelo banco e impostos cobrados pelo governo e considere 1,161 como valor aproximado para 1,012512.
Se fosse considerado o regime de juros simples para a quitação do mesmo empréstimo ao fim do oitavo mês, com desconto racional simples, à mesma taxa mensal contratada, a indústria deveria pagar um valor superior a R$ 220 mil.
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Um analista deseja avaliar se o tempo — Y —, em dias, que um processo judicial leva para ser concluído está relacionado com a quantidade — X — de juízes disponíveis no tribunal em que tal processo foi julgado. O quadro acima apresenta a tabela de análise de variância (ANOVA) correspondente a essa avaliação por
regressão linear simples, em que Y é a variável resposta e X é a variável regressora, com base no método de mínimos quadrados ordinários. Considerando essas informações e os conceitos de análise de regressão linear e inferência estatística, julgue o item.
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financeira e, em seguida, viajou. Esse cliente gastou metade do
limite do cartão com hospedagem,
com combustível e
com alimentação. Nesse caso,Provas
financeira e, em seguida, viajou. Esse cliente gastou metade do
limite do cartão com hospedagem,
com combustível e
com alimentação. Nesse caso,Provas
Uma indústria tomou um empréstimo de R$ 200 mil a ser pago em uma única parcela ao fim de 12 meses. A taxa de juros cobrada pelo mercado era de 15% ao ano e o contrato do empréstimo previa uma capitalização mensal composta.
Julgue o item a seguir, relativos à situação acima descrita. Nesse sentido, desconsidere quaisquer taxas cobradas pelo banco e impostos cobrados pelo governo e considere 1,161 como valor aproximado para 1,012512.
O valor a ser pago pela indústria na quitação do empréstimo será superior a R$ 250 mil.
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Uma vez, ouvi na televisão um político americano
dizer: “É preciso limpar as palavras.” Se bem me lembro, ele
falava a respeito de um escândalo que havia ferido
injustamente a reputação de alguém. Era como se assinalasse
que tínhamos que ter mais cuidado na escolha dos termos que
utilizamos, mas chamou-me a atenção que ele se referisse às
palavras como objetos que podem estar mais ou menos limpos.
Tal afirmativa, na boca de um escritor, seria natural.
Mas, dita por um político, soou como algo raro. Claro que,
sendo ele um político americano, há uma explicação para isso.
A cultura daquele país tem um substrato calvinista, e um dos
itens da ética protestante é o confronto entre o limpo e o sujo,
o puro e o impuro.
Anotei a expressão “limpar as palavras”. Gostei da
frase e da intenção.
Assim como a gente manda uma roupa para a
tinturaria, é preciso mandar limpar as palavras. Como se faz
uma faxina na casa, pode-se faxinar o texto. Há até
especialistas nisto: o revisor, o copidesque, o redator. Eles
pegam o texto alheio e começam a cortar aqui e ali as gorduras,
os excessos, as impurezas gramaticais. Também os professores,
os linguistas, os filólogos podem entrar nessa categoria, a
exemplo dos dicionaristas.
Mas como se limpa a palavra? Só uma palavra pode
limpar outra.
Cada um tem lá sua técnica para limpar as palavras.
Lembro uma conhecida que sugeria que, para um jeans bem
limpo, era necessário jogar na máquina de lavar roupas também
um par de tênis. No fundo, era um pouco a imitação
tecnológica do que as lavadeiras sempre fizeram na beira dos
rios, batendo as roupas na pedra. Cada escritor coloca dentro
de sua máquina de escrever um tênis diferente para clarear a
escrita. São matreirices.
O bate-enxuga das palavras. O publicitário também
sabe o que é isso, o que é sacar a frase de efeito, revirar o texto
para que ele tenha a força do slogan, do provérbio, do axioma.
Os homens que tratam das leis também pensam nisso. Ficam ali
burilando os termos pra evitar ambiguidades e subterfúgios. Às
vezes conseguem, às vezes não. A lei deveria ser limpa,
transparente. Às vezes é, às vezes, não.
Limpar as palavras. Mas há palavra pura? Há algum
tempo houve um movimento chamado “poesia pura”, “arte
pura”. Existe alguma coisa pura? Há dúvidas. Hoje, que a
ecologia está na moda, condena-se a poluição. A despoluição,
na verdade, começa pela despoluição no discurso.
Affonso Romano de Sant'Anna. Limpar as palavras. In: Coleção Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2003 (com adaptações).
Acerca das ideias do texto acima, julgue os itens a seguir.
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O Poder Legislativo, como toda instituição pública
pluralista, possui virtudes e defeitos. Na Câmara e no Senado,
debatem-se diariamente os problemas nacionais e são
apresentadas dezenas de propostas e projetos capazes de mudar
os cenários político, econômico e social do país. Ali, são
votadas leis de grande impacto na vida dos cidadãos e das
instituições e se fazem a fiscalização e o acompanhamento dos
atos e dos gastos do governo, do próprio Congresso e de
instituições várias do cenário nacional. A atividade é intensa e
multifacetada. Por ser um centro do poder político onde se
digladiam forças em permanente confronto e por ter
responsabilidades sobre orçamentos e finanças públicas, a
instituição não raro é alvo de suspeitas, denúncias e
investigações sobre todo tipo de desvios, fraudes e corrupção,
envolvendo os representantes eleitos ou os assessores e
servidores que os cercam.
É público e notório que a imensa maioria das pessoas
acompanha os trabalhos do Congresso e se informa sobre as
atividades dos deputados e senadores na mídia, especialmente
na chamada grande imprensa, que inclui os telejornais e os
jornais impressos. A mídia privada, autoproclamada
independente e vigilante sobre os poderes públicos, exerce com
zelo seu papel de fiscal dos órgãos do Estado, dedicando
especial atenção às denúncias que envolvem o
Poder Legislativo. Em muitos casos, como na Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento (de 1992), e,
mais recentemente, nas CPIs dos Correios (de 2005) e da
compra de ambulâncias (de 2006), investigações conduzidas
pela Polícia Federal e pelo Ministério Público resultaram em
acusações concretas e, em muitos casos, aparentemente
fundamentadas contra deputados e senadores, com base em
gravações de conversas telefônicas e movimentações bancárias.
Mas, às vezes, até por excesso de zelo e pelo desejo
de investigar, os jornalistas denunciam como irregulares e
apontam como desvios éticos dos congressistas algumas
práticas consideradas normais, rotineiras e legais na maioria
das democracias ocidentais. É o caso das emendas ao
orçamento da União e da ocupação de cargos públicos por
pessoas indicadas por líderes e dirigentes de partidos políticos,
consideradas imorais (“manobras”, “fisiologia”,
“toma-lá-dá-cá” etc.) e noticiadas com grande destaque e boa
dose de crítica nas páginas dos jornais.
Decisões políticas acertadas, projetos importantes
aprovados, iniciativas e fatos positivos de relevância para os
cidadãos, ocorridos no Parlamento, muitas vezes não são
noticiados pela mídia e, consequentemente, acabam ignorados
pela maioria das pessoas. Se noticiados, a sua divulgação
contribuiria para melhorar a imagem do Parlamento. “Muito da
nossa maneira de ver o mundo — e, portanto, de agir neste
mundo — depende da mídia”, observa Luis Felipe Miguel,
para quem a imprensa, ao contrário do que trata de fazer
parecer, não transmite apenas “fatos”, mas também
julgamentos, valores, interpretações.
Sérgio Chacon. Congresso, imprensa e opinião pública: o caso da CPMI dos Sanguessugas, 2008. Internet: www.bd.camara.gov.br (com adaptações)
Considerando o texto acima, julgue o item.
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Uma vez, ouvi na televisão um político americano
dizer: “É preciso limpar as palavras.” Se bem me lembro, ele
falava a respeito de um escândalo que havia ferido
injustamente a reputação de alguém. Era como se assinalasse
que tínhamos que ter mais cuidado na escolha dos termos que
utilizamos, mas chamou-me a atenção que ele se referisse às
palavras como objetos que podem estar mais ou menos limpos.
Tal afirmativa, na boca de um escritor, seria natural.
Mas, dita por um político, soou como algo raro. Claro que,
sendo ele um político americano, há uma explicação para isso.
A cultura daquele país tem um substrato calvinista, e um dos
itens da ética protestante é o confronto entre o limpo e o sujo,
o puro e o impuro.
Anotei a expressão “limpar as palavras”. Gostei da
frase e da intenção.
Assim como a gente manda uma roupa para a
tinturaria, é preciso mandar limpar as palavras. Como se faz
uma faxina na casa, pode-se faxinar o texto. Há até
especialistas nisto: o revisor, o copidesque, o redator. Eles
pegam o texto alheio e começam a cortar aqui e ali as gorduras,
os excessos, as impurezas gramaticais. Também os professores,
os linguistas, os filólogos podem entrar nessa categoria, a
exemplo dos dicionaristas.
Mas como se limpa a palavra? Só uma palavra pode
limpar outra.
Cada um tem lá sua técnica para limpar as palavras.
Lembro uma conhecida que sugeria que, para um jeans bem
limpo, era necessário jogar na máquina de lavar roupas também
um par de tênis. No fundo, era um pouco a imitação
tecnológica do que as lavadeiras sempre fizeram na beira dos
rios, batendo as roupas na pedra. Cada escritor coloca dentro
de sua máquina de escrever um tênis diferente para clarear a
escrita. São matreirices.
O bate-enxuga das palavras. O publicitário também
sabe o que é isso, o que é sacar a frase de efeito, revirar o texto
para que ele tenha a força do slogan, do provérbio, do axioma.
Os homens que tratam das leis também pensam nisso. Ficam ali
burilando os termos pra evitar ambiguidades e subterfúgios. Às
vezes conseguem, às vezes não. A lei deveria ser limpa,
transparente. Às vezes é, às vezes, não.
Limpar as palavras. Mas há palavra pura? Há algum
tempo houve um movimento chamado “poesia pura”, “arte
pura”. Existe alguma coisa pura? Há dúvidas. Hoje, que a
ecologia está na moda, condena-se a poluição. A despoluição,
na verdade, começa pela despoluição no discurso.
Affonso Romano de Sant'Anna. Limpar as palavras. In: Coleção Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2003 (com adaptações).
Acerca das ideias do texto acima, julgue os itens a seguir.
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“Não é difícil governar a Itália. É inútil.” O ditador
Benito Mussolini cunhou essa frase com a pretensão de jogar
sobre o povo italiano todas as mazelas do país.
Contudo, a história vem mostrando que a famosa frase embute
uma verdade, só que em um sentido invertido. Inúteis são
governantes como Mussolini e Silvio Berlusconi, o bufão de
anos que foi primeiro-ministro por três vezes e agora cai por
absoluta incapacidade de apresentar soluções para a brutal crise
econômica da Itália. O último mandato de Berlusconi começou
em 2008 e, desde então, ele parecia viver uma realidade
paralela. Passou o tempo administrando denúncias — de fraude
fiscal a sexo pago com belas garotas. Mas foi a economia que
acabou com a sua condição de primeiro-ministro com mais
tempo no poder italiano depois da Segunda Guerra Mundial.
Sem respaldo político para adotar medidas de austeridade
essenciais para impedir a quebradeira da Itália, a terceira maior
economia da zona do euro, Berlusconi anunciou, no dia 8 de
novembro, sua intenção de renúncia. Só não marcou a data.
Como condicionou a saída à aprovação de um pacote de
reformas econômicas, ele acabou provocando mais incertezas
quanto ao futuro da economia italiana.
Luiza Villaméa. A queda do bufão. In: IstoÉ, 16/11/2011 (com adaptações).
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O Poder Legislativo, como toda instituição pública
pluralista, possui virtudes e defeitos. Na Câmara e no Senado,
debatem-se diariamente os problemas nacionais e são
apresentadas dezenas de propostas e projetos capazes de mudar
os cenários político, econômico e social do país. Ali, são
votadas leis de grande impacto na vida dos cidadãos e das
instituições e se fazem a fiscalização e o acompanhamento dos
atos e dos gastos do governo, do próprio Congresso e de
instituições várias do cenário nacional. A atividade é intensa e
multifacetada. Por ser um centro do poder político onde se
digladiam forças em permanente confronto e por ter
responsabilidades sobre orçamentos e finanças públicas, a
instituição não raro é alvo de suspeitas, denúncias e
investigações sobre todo tipo de desvios, fraudes e corrupção,
envolvendo os representantes eleitos ou os assessores e
servidores que os cercam.
É público e notório que a imensa maioria das pessoas
acompanha os trabalhos do Congresso e se informa sobre as
atividades dos deputados e senadores na mídia, especialmente
na chamada grande imprensa, que inclui os telejornais e os
jornais impressos. A mídia privada, autoproclamada
independente e vigilante sobre os poderes públicos, exerce com
zelo seu papel de fiscal dos órgãos do Estado, dedicando
especial atenção às denúncias que envolvem o
Poder Legislativo. Em muitos casos, como na Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento (de 1992), e,
mais recentemente, nas CPIs dos Correios (de 2005) e da
compra de ambulâncias (de 2006), investigações conduzidas
pela Polícia Federal e pelo Ministério Público resultaram em
acusações concretas e, em muitos casos, aparentemente
fundamentadas contra deputados e senadores, com base em
gravações de conversas telefônicas e movimentações bancárias.
Mas, às vezes, até por excesso de zelo e pelo desejo
de investigar, os jornalistas denunciam como irregulares e
apontam como desvios éticos dos congressistas algumas
práticas consideradas normais, rotineiras e legais na maioria
das democracias ocidentais. É o caso das emendas ao
orçamento da União e da ocupação de cargos públicos por
pessoas indicadas por líderes e dirigentes de partidos políticos,
consideradas imorais (“manobras”, “fisiologia”,
“toma-lá-dá-cá” etc.) e noticiadas com grande destaque e boa
dose de crítica nas páginas dos jornais.
Decisões políticas acertadas, projetos importantes
aprovados, iniciativas e fatos positivos de relevância para os
cidadãos, ocorridos no Parlamento, muitas vezes não são
noticiados pela mídia e, consequentemente, acabam ignorados
pela maioria das pessoas. Se noticiados, a sua divulgação
contribuiria para melhorar a imagem do Parlamento. “Muito da
nossa maneira de ver o mundo — e, portanto, de agir neste
mundo — depende da mídia”, observa Luis Felipe Miguel,
para quem a imprensa, ao contrário do que trata de fazer
parecer, não transmite apenas “fatos”, mas também
julgamentos, valores, interpretações.
Sérgio Chacon. Congresso, imprensa e opinião pública: o caso da CPMI dos Sanguessugas, 2008. Internet: www.bd.camara.gov.br (com adaptações)
Considerando o texto acima, julgue o item.
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