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Conquanto a fórmula “Fica aprovado o texto...”
venha tendo a preferência nas redações finais dos projetos de
decreto legislativo desta década, o formato anterior,
“É aprovado o texto...”, utilizado em décadas passadas,
parece mais consentâneo com o bom português. Não apenas é
o verbo ser o verbo auxiliar típico para a formação da voz
passiva analítica, quanto é o mais adequado para formar
locução verbal com o verbo aprovar.
Ademais, em sua acepção intransitiva, ser tem a
conotação de ter existência real, existir. Um ato internacional
ao qual o parlamento brasileiro concede aprovação legislativa
cumpre a etapa parlamentar deliberativa para a sua existência
real como norma de direito positivo interno, com caráter de
permanência (não se trata de alguma coisa qualquer que recebe
um aval momentâneo para ali ficar transitoriamente).
Conquanto as duas fórmulas tenham sido utilizadas, a
opção pela utilização da locução verbal é aprovado soa,
juridicamente, mais robusta, com maior força de comunicado
de decisão peremptória à nação. Afinal, o que fica, pode,
também, sair, partir...
Maria Ester Mena Barreto Camino e Luiz Henrique Cascelli de Azevedo. Necessidade de uniformização dos projetos de decreto legislativo pertinentes a atos internacionais. Maio/2011. Internet: www2.camara.gov.br (com adaptações
Julgue o item, acerca do texto.
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“Não é difícil governar a Itália. É inútil.” O ditador
Benito Mussolini cunhou essa frase com a pretensão de jogar
sobre o povo italiano todas as mazelas do país.
Contudo, a história vem mostrando que a famosa frase embute
uma verdade, só que em um sentido invertido. Inúteis são
governantes como Mussolini e Silvio Berlusconi, o bufão de
anos que foi primeiro-ministro por três vezes e agora cai por
absoluta incapacidade de apresentar soluções para a brutal crise
econômica da Itália. O último mandato de Berlusconi começou
em 2008 e, desde então, ele parecia viver uma realidade
paralela. Passou o tempo administrando denúncias — de fraude
fiscal a sexo pago com belas garotas. Mas foi a economia que
acabou com a sua condição de primeiro-ministro com mais
tempo no poder italiano depois da Segunda Guerra Mundial.
Sem respaldo político para adotar medidas de austeridade
essenciais para impedir a quebradeira da Itália, a terceira maior
economia da zona do euro, Berlusconi anunciou, no dia 8 de
novembro, sua intenção de renúncia. Só não marcou a data.
Como condicionou a saída à aprovação de um pacote de
reformas econômicas, ele acabou provocando mais incertezas
quanto ao futuro da economia italiana.
Luiza Villaméa. A queda do bufão. In: IstoÉ, 16/11/2011 (com adaptações).
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O Poder Legislativo, como toda instituição pública
pluralista, possui virtudes e defeitos. Na Câmara e no Senado,
debatem-se diariamente os problemas nacionais e são
apresentadas dezenas de propostas e projetos capazes de mudar
os cenários político, econômico e social do país. Ali, são
votadas leis de grande impacto na vida dos cidadãos e das
instituições e se fazem a fiscalização e o acompanhamento dos
atos e dos gastos do governo, do próprio Congresso e de
instituições várias do cenário nacional. A atividade é intensa e
multifacetada. Por ser um centro do poder político onde se
digladiam forças em permanente confronto e por ter
responsabilidades sobre orçamentos e finanças públicas, a
instituição não raro é alvo de suspeitas, denúncias e
investigações sobre todo tipo de desvios, fraudes e corrupção,
envolvendo os representantes eleitos ou os assessores e
servidores que os cercam.
É público e notório que a imensa maioria das pessoas
acompanha os trabalhos do Congresso e se informa sobre as
atividades dos deputados e senadores na mídia, especialmente
na chamada grande imprensa, que inclui os telejornais e os
jornais impressos. A mídia privada, autoproclamada
independente e vigilante sobre os poderes públicos, exerce com
zelo seu papel de fiscal dos órgãos do Estado, dedicando
especial atenção às denúncias que envolvem o
Poder Legislativo. Em muitos casos, como na Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento (de 1992), e,
mais recentemente, nas CPIs dos Correios (de 2005) e da
compra de ambulâncias (de 2006), investigações conduzidas
pela Polícia Federal e pelo Ministério Público resultaram em
acusações concretas e, em muitos casos, aparentemente
fundamentadas contra deputados e senadores, com base em
gravações de conversas telefônicas e movimentações bancárias.
Mas, às vezes, até por excesso de zelo e pelo desejo
de investigar, os jornalistas denunciam como irregulares e
apontam como desvios éticos dos congressistas algumas
práticas consideradas normais, rotineiras e legais na maioria
das democracias ocidentais. É o caso das emendas ao
orçamento da União e da ocupação de cargos públicos por
pessoas indicadas por líderes e dirigentes de partidos políticos,
consideradas imorais (“manobras”, “fisiologia”,
“toma-lá-dá-cá” etc.) e noticiadas com grande destaque e boa
dose de crítica nas páginas dos jornais.
Decisões políticas acertadas, projetos importantes
aprovados, iniciativas e fatos positivos de relevância para os
cidadãos, ocorridos no Parlamento, muitas vezes não são
noticiados pela mídia e, consequentemente, acabam ignorados
pela maioria das pessoas. Se noticiados, a sua divulgação
contribuiria para melhorar a imagem do Parlamento. “Muito da
nossa maneira de ver o mundo — e, portanto, de agir neste
mundo — depende da mídia”, observa Luis Felipe Miguel,
para quem a imprensa, ao contrário do que trata de fazer
parecer, não transmite apenas “fatos”, mas também
julgamentos, valores, interpretações.
Sérgio Chacon. Congresso, imprensa e opinião pública: o caso da CPMI dos Sanguessugas, 2008. Internet: www.bd.camara.gov.br (com adaptações)
Considerando o texto acima, julgue o item.
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- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Quando se fala em gramática, geralmente se pensa em
um conjunto de ensinamentos sobre a maneira correta de falar
e escrever uma língua ou em um livro que contenha esses
ensinamentos. Trata-se de uma imagem construída ao longo de
pelo menos vinte séculos, desde que os gregos — e, dando-lhes
seguimento, os romanos — conceituaram gramática como a
arte do uso correto da língua. Essa história abriga um extenso
capítulo escrito a partir do final do século XV e recheado de
episódios decisivos no curso dos séculos XVI e XVII, quando
se consolidou o perfil das gramáticas normativas das línguas
europeias modernas.
José Carlos de Azeredo. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3.ª ed. São Paulo: Publifolha, Houaiss, 2010, p. 32 (com adaptações).
A respeito dos aspectos sintáticos e semânticos do texto acima,
julgue os itens que se seguem.
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Conquanto a fórmula “Fica aprovado o texto...”
venha tendo a preferência nas redações finais dos projetos de
decreto legislativo desta década, o formato anterior,
“É aprovado o texto...”, utilizado em décadas passadas,
parece mais consentâneo com o bom português. Não apenas é
o verbo ser o verbo auxiliar típico para a formação da voz
passiva analítica, quanto é o mais adequado para formar
locução verbal com o verbo aprovar.
Ademais, em sua acepção intransitiva, ser tem a
conotação de ter existência real, existir. Um ato internacional
ao qual o parlamento brasileiro concede aprovação legislativa
cumpre a etapa parlamentar deliberativa para a sua existência
real como norma de direito positivo interno, com caráter de
permanência (não se trata de alguma coisa qualquer que recebe
um aval momentâneo para ali ficar transitoriamente).
Conquanto as duas fórmulas tenham sido utilizadas, a
opção pela utilização da locução verbal é aprovado soa,
juridicamente, mais robusta, com maior força de comunicado
de decisão peremptória à nação. Afinal, o que fica, pode,
também, sair, partir...
Maria Ester Mena Barreto Camino e Luiz Henrique Cascelli de Azevedo. Necessidade de uniformização dos projetos de decreto legislativo pertinentes a atos internacionais. Maio/2011. Internet: www2.camara.gov.br (com adaptações
Julgue o item, acerca do texto.
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Um dicionário analógico, ou de ideias afins, ou
thesaurus, parte de um pressuposto semelhante àquele que rege
a função de um dicionário de língua como o conhecemos. Este
é uma ferramenta de busca de significados e informações de
uso de palavras que conhecemos, ou seja, partimos de uma
palavra conhecida para buscar-lhe as acepções e usos possíveis.
O dicionário analógico pressupõe situação em que, ao
contrário, temos noção de um significado, temos uma intenção
de uso, mas não nos ocorre uma palavra satisfatória. O
thesaurus, a partir de um contexto de possíveis significados,
oferece uma grande quantidade de palavras em torno dessa
significação, isto é, termos análogos com maior ou menor grau
de proximidade em relação às acepções apresentadas, para que,
nesse conjunto, possamos encontrar a palavra — ou expressão
— que melhor nos convenha, em qualquer de suas mais
prováveis funções gramaticais.
Francisco Azevedo. Apresentação do dicionário analógico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexicon, 20
Com relação a aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens
subsequentes.
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As obras para melhoria das rodovias federais
brasileiras viraram um jogo de faz de conta: as empresas
responsáveis por elas fazem de conta que estão tocando os
trabalhos, e o governo finge que acredita. Já os usuários dessas
vias são obrigados a enfrentar a vida real, que é feita de trechos
congestionados, esburacados e índices de acidentes que
aumentaram mais de 50% nos últimos cinco anos. Em 2007, o
governo licitou um pacote que incluiu a Régis Bittencourt,
principal corredor entre São Paulo e o sul do país, a
Fernão Dias, que une a capital paulista à mineira, e outras
cinco rodovias importantes do Sul e do Sudeste do país. Com
a Dutra, elas formam o cerne da malha rodoviária nacional.
De acordo com o edital de privatização, as empresas que
ganharam o direito de explorá-las deveriam ampliar o seu
número de faixas e construir contornos e ramais com vistas a
desatar os nós que as asfixiam. A reportagem percorreu de
carro 4.500 quilômetros dessas estradas para chegar a uma
conclusão assustadora. Quatro anos depois da privatização
“baratinha”, nenhuma das grandes obras previstas saiu do
papel.
Kalleo Coura. O golpe do pedágio barato. In: Veja, 16/11/2011 (com adaptações).
A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item.
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Uma vez, ouvi na televisão um político americano
dizer: “É preciso limpar as palavras.” Se bem me lembro, ele
falava a respeito de um escândalo que havia ferido
injustamente a reputação de alguém. Era como se assinalasse
que tínhamos que ter mais cuidado na escolha dos termos que
utilizamos, mas chamou-me a atenção que ele se referisse às
palavras como objetos que podem estar mais ou menos limpos.
Tal afirmativa, na boca de um escritor, seria natural.
Mas, dita por um político, soou como algo raro. Claro que,
sendo ele um político americano, há uma explicação para isso.
A cultura daquele país tem um substrato calvinista, e um dos
itens da ética protestante é o confronto entre o limpo e o sujo,
o puro e o impuro.
Anotei a expressão “limpar as palavras”. Gostei da
frase e da intenção.
Assim como a gente manda uma roupa para a
tinturaria, é preciso mandar limpar as palavras. Como se faz
uma faxina na casa, pode-se faxinar o texto. Há até
especialistas nisto: o revisor, o copidesque, o redator. Eles
pegam o texto alheio e começam a cortar aqui e ali as gorduras,
os excessos, as impurezas gramaticais. Também os professores,
os linguistas, os filólogos podem entrar nessa categoria, a
exemplo dos dicionaristas.
Mas como se limpa a palavra? Só uma palavra pode
limpar outra.
Cada um tem lá sua técnica para limpar as palavras.
Lembro uma conhecida que sugeria que, para um jeans bem
limpo, era necessário jogar na máquina de lavar roupas também
um par de tênis. No fundo, era um pouco a imitação
tecnológica do que as lavadeiras sempre fizeram na beira dos
rios, batendo as roupas na pedra. Cada escritor coloca dentro
de sua máquina de escrever um tênis diferente para clarear a
escrita. São matreirices.
O bate-enxuga das palavras. O publicitário também
sabe o que é isso, o que é sacar a frase de efeito, revirar o texto
para que ele tenha a força do slogan, do provérbio, do axioma.
Os homens que tratam das leis também pensam nisso. Ficam ali
burilando os termos pra evitar ambiguidades e subterfúgios. Às
vezes conseguem, às vezes não. A lei deveria ser limpa,
transparente. Às vezes é, às vezes, não.
Limpar as palavras. Mas há palavra pura? Há algum
tempo houve um movimento chamado “poesia pura”, “arte
pura”. Existe alguma coisa pura? Há dúvidas. Hoje, que a
ecologia está na moda, condena-se a poluição. A despoluição,
na verdade, começa pela despoluição no discurso.
Affonso Romano de Sant'Anna. Limpar as palavras. In: Coleção Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2003 (com adaptações).
Acerca das ideias do texto acima, julgue os itens a seguir.
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As universidades corporativas surgiram no mercado
educacional com o intuito de capacitar os funcionários de
instituições e grandes empresas. No caso da Universidade do
Parlamento Cearense (UNIPACE), um dos seus principais
focos foi contribuir com a educação dos servidores públicos.
Criada em 2007, ela surgiu para aperfeiçoar a atuação do
funcionalismo estadual, promovendo atividades direcionadas
à formação e qualificação profissional dos servidores e agentes
políticos vinculados às assembleias legislativas e às câmaras
municipais conveniadas.
A presidente da UNIPACE, Patrícia Saboya, define a
educação como princípio da democratização de um povo, da
manutenção da cultura e das tradições. Em consonância com o
discurso do escritor e economista César Benjamin, que afirma:
“O maior patrimônio de um país é seu próprio povo, e o maior
patrimônio de um povo é a sua cultura”, ela acredita que a
cultura permite ao cidadão comum expressar melhor conceitos
e sentimentos, conhecer bem a língua que fala, reconhecer sua
identidade e ampliar seu horizonte de direitos. O resultado
disso, segundo a deputada, é um aumento de sua capacidade de
organização e de comunicar-se melhor consigo e com outros
povos, aprender novas técnicas. Enfim, ter acesso ao que de
melhor a humanidade produziu na ciência e na arte. De acordo
com a parlamentar, um dos objetivos da instituição é ampliar
os cursos de formação na área de políticas públicas para
capacitar os servidores públicos ao melhor atendimento à
população.
Internet: www.al.ce.gov.br (com adaptações).
No que se refere a aspectos gramaticais e formais do texto acima,
julgue os itens seguintes.
Provas
Conquanto a fórmula “Fica aprovado o texto...”
venha tendo a preferência nas redações finais dos projetos de
decreto legislativo desta década, o formato anterior,
“É aprovado o texto...”, utilizado em décadas passadas,
parece mais consentâneo com o bom português. Não apenas é
o verbo ser o verbo auxiliar típico para a formação da voz
passiva analítica, quanto é o mais adequado para formar
locução verbal com o verbo aprovar.
Ademais, em sua acepção intransitiva, ser tem a
conotação de ter existência real, existir. Um ato internacional
ao qual o parlamento brasileiro concede aprovação legislativa
cumpre a etapa parlamentar deliberativa para a sua existência
real como norma de direito positivo interno, com caráter de
permanência (não se trata de alguma coisa qualquer que recebe
um aval momentâneo para ali ficar transitoriamente).
Conquanto as duas fórmulas tenham sido utilizadas, a
opção pela utilização da locução verbal é aprovado soa,
juridicamente, mais robusta, com maior força de comunicado
de decisão peremptória à nação. Afinal, o que fica, pode,
também, sair, partir...
Maria Ester Mena Barreto Camino e Luiz Henrique Cascelli de Azevedo. Necessidade de uniformização dos projetos de decreto legislativo pertinentes a atos internacionais. Maio/2011. Internet: www2.camara.gov.br (com adaptações
Julgue o item, acerca do texto.
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