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O planejamento escolar é um processo contínuo que visa fornecer uma estrutura sólida para a educação e o desenvolvimento dos alunos. Nesse sentido, pode ser visto como um/uma
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O processo de ensino e aprendizagem consiste em uma dinâmica fundamental que ocorre na educação. Nesse sentido, a prática educacional se orienta para alcançar determinados objetivos por meio de uma ação intencional e sistemática. Para cumprir sua função é importante que os objetivos expressem os/as
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A didática desempenha um papel fundamental na prática educativa porque apresenta como elementos primordiais do processo pedagógico escolar
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A didática é uma das disciplinas da Pedagogia que estuda principalmente
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A educação escolar é uma atividade social que, através de instituições próprias, visa a assimilação do conhecimento e das experiências humanas acumuladas no decorrer da história. Nesse contexto, a didática é uma disciplina eminentemente pedagógica porque
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Diva.
Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
Disponível em: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/diva.pd

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- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioO Padrão Ofício
- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioFormatação e Apresentação
- Ortografia e Gramática
Diva.
Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
Disponível em: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/diva.pd
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Diva.
Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
Disponível em: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/diva.pd
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“Ato de admitir sem reação agressiva ou defensiva. Atitude que consiste em deixar aos outros a liberdade de exprimirem opiniões divergentes e de atuarem em conformidade com tais opiniões; aceitação.”
As duas sentenças definem, sucessivamente:
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