Foram encontradas 50 questões.
Texto 1
O desastre: duas guerras, um déficit e uma crise
O aprendiz de alfaiate Andrew Johnson, que presidiu os Estados Unidos de 1865 a 1869, já foi considerado um dos grandes líderes americanos. Isso foi no tempo em que barrar a integração social dos negros era visto como uma louvável forma de impedir a corrupção de valores. Racista, Johnson combateu todos os esforços para criar uma democracia multirracial. Com a mudança na leitura da história, e o consequente sepultamento da odiosa supremacia branca, mudou também o conceito sobre Johnson, hoje considerado um dos piores presidentes americanos. Com seu adeus definitivo à Casa Branca, George Walker Bush, 62 anos, sai do poder como um dos piores, se não o pior, presidentes que os Estados Unidos já tiveram. Pode ser que Bush seja visto sob melhores luzes daqui a meio século. Mas, por enquanto, o republicano voltará para o seu rancho no Texas deixando para trás um governo desastroso cujo balanço é um desserviço completo: a maior potência econômica e militar da história conseguiu, em oito anos, ficar menos temida pelos inimigos e menos admirada pelos amigos.
Bush chegou dizendo que faria um governo “para unir, não para dividir”, e agora entrega um país com duas guerras (Iraque e Afeganistão), um déficit monumental (já na casa do trilhão de dólares) e uma economia em frangalhos (a pior crise desde a II Guerra Mundial). Logo que assumiu, Bush foi atropelado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 – e isso, nos sete anos seguintes, serviria como justificativa e desculpa para tudo: a espionagem de cidadãos americanos, as prisões secretas e a tortura contra prisioneiros, numa lamentável quebra da tradição americana de respeito aos direitos humanos. Em defesa de seu governo, Bush afirmou, em seu último pronunciamento, que se pode debater se suas decisões foram acertadas, mas não é possível questionar os resultados. “Estamos há mais de sete anos sem nenhum ataque terrorista em nosso solo”, disse.
É uma defesa pobre de seus efeitos. Afinal, mesmo sem Bush, também não houve ataques de terroristas estrangeiros nos sete anos que antecederam o 11 de Setembro. Mesmo daqui a 100 anos, Bush ainda será lembrado pela sua principal obra, a guerra do Iraque, que começou por um motivo falso (as tais armas de destruição em massa que nunca apareceram), já matou mais de 4 000 militares americanos e 100 000 civis iraquianos, consome 10 bilhões de dólares por mês e elegeu o opositor, Barack Obama. É preciso reconhecer, porém, que a guerra no Iraque não chegou a ser o fracasso vietnamita que muitos previram que seria.
Em dezembro de 2006, o historiador Eric Foner, da Universidade Colúmbia, assinou um artigo afirmando que Bush era o pior presidente da história. Fazia um governo obtuso como o de Franklin Pierce (1853-1857), corrupto como o de Warren Harding (1921-1023) e abusivo como o de Richard Nixon (1969-1974). Na semana passada, convidado por VEJA a voltar a avaliar o governo, o historiador disse: “Os últimos dois anos só confirmaram meu julgamento. Mas, ainda que ruim, o segundo mandato de Bush foi melhor que o primeiro. Nele, o presidente foi mais habilidoso, teve um convívio frutífero com a China, abriu as portas do clube atômico à Índia e abandonou a aversão ao uso da diplomacia, adotando-a para lidar com a Coréia do Norte e o Irã”. Parece pouco, mas, em se tratando de Bush, talvez não se pudesse esperar muito mais.
Texto extraído da Revista Veja, edição 2096, ano 42, n.3, de 21 de janeiro de 2009. p. 82-83.
Em relação ao emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa INCORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa correta. A dignidade da pessoa humana foi sacramentada na Constituição Federal Brasileira como
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em relação aos servidores integrantes da Brigada Militar, assinale a alternativa correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em relação à economia do Rio Grande do sul, assinale a alternativa correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa correta. Considere a planilha eletrônica Microsoft Office Excel 97, instalação padrão, português Brasil. Com um documento aberto e disponível, ao digitar dados em uma célula e não pressionar enter, tab ou outra tecla especial, qual é a tecla ou o botão capaz de cancelar a entrada de dados?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- Sistema Global de Proteção dos Direitos Humanos: Instrumentos NormativosDeclaração Universal dos Direitos Humanos
Em relação às garantias penais elencadas na Declaração Universal dos Direito Humanos, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Toda pessoa tem direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada, de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
II. Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
III. Toda pessoa tem direito de ser punida pela lei de seu país, independente do local onde o crime tenha sido praticado.
IV. Não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em relação à Geografia do Rio Grande do Sul,
assinale a alternativa INCORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa INCORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em relação à História do Brasil, assinale a alternativa correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1
O desastre: duas guerras, um déficit e uma crise
O aprendiz de alfaiate Andrew Johnson, que presidiu os Estados Unidos de 1865 a 1869, já foi considerado um dos grandes líderes americanos. Isso foi no tempo em que barrar a integração social dos negros era visto como uma louvável forma de impedir a corrupção de valores. Racista, Johnson combateu todos os esforços para criar uma democracia multirracial. Com a mudança na leitura da história, e o consequente sepultamento da odiosa supremacia branca, mudou também o conceito sobre Johnson, hoje considerado um dos piores presidentes americanos. Com seu adeus definitivo à Casa Branca, George Walker Bush, 62 anos, sai do poder como um dos piores, se não o pior, presidentes que os Estados Unidos já tiveram. Pode ser que Bush seja visto sob melhores luzes daqui a meio século. Mas, por enquanto, o republicano voltará para o seu rancho no Texas deixando para trás um governo desastroso cujo balanço é um desserviço completo: a maior potência econômica e militar da história conseguiu, em oito anos, ficar menos temida pelos inimigos e menos admirada pelos amigos.
Bush chegou dizendo que faria um governo “para unir, não para dividir”, e agora entrega um país com duas guerras (Iraque e Afeganistão), um déficit monumental (já na casa do trilhão de dólares) e uma economia em frangalhos (a pior crise desde a II Guerra Mundial). Logo que assumiu, Bush foi atropelado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 – e isso, nos sete anos seguintes, serviria como justificativa e desculpa para tudo: a espionagem de cidadãos americanos, as prisões secretas e a tortura contra prisioneiros, numa lamentável quebra da tradição americana de respeito aos direitos humanos. Em defesa de seu governo, Bush afirmou, em seu último pronunciamento, que se pode debater se suas decisões foram acertadas, mas não é possível questionar os resultados. “Estamos há mais de sete anos sem nenhum ataque terrorista em nosso solo”, disse.
É uma defesa pobre de seus efeitos. Afinal, mesmo sem Bush, também não houve ataques de terroristas estrangeiros nos sete anos que antecederam o 11 de Setembro. Mesmo daqui a 100 anos, Bush ainda será lembrado pela sua principal obra, a guerra do Iraque, que começou por um motivo falso (as tais armas de destruição em massa que nunca apareceram), já matou mais de 4 000 militares americanos e 100 000 civis iraquianos, consome 10 bilhões de dólares por mês e elegeu o opositor, Barack Obama. É preciso reconhecer, porém, que a guerra no Iraque não chegou a ser o fracasso vietnamita que muitos previram que seria.
Em dezembro de 2006, o historiador Eric Foner, da Universidade Colúmbia, assinou um artigo afirmando que Bush era o pior presidente da história. Fazia um governo obtuso como o de Franklin Pierce (1853-1857), corrupto como o de Warren Harding (1921-1023) e abusivo como o de Richard Nixon (1969-1974). Na semana passada, convidado por VEJA a voltar a avaliar o governo, o historiador disse: “Os últimos dois anos só confirmaram meu julgamento. Mas, ainda que ruim, o segundo mandato de Bush foi melhor que o primeiro. Nele, o presidente foi mais habilidoso, teve um convívio frutífero com a China, abriu as portas do clube atômico à Índia e abandonou a aversão ao uso da diplomacia, adotando-a para lidar com a Coréia do Norte e o Irã”. Parece pouco, mas, em se tratando de Bush, talvez não se pudesse esperar muito mais.
Texto extraído da Revista Veja, edição 2096, ano 42, n.3, de 21 de janeiro de 2009. p. 82-83.
Assinale a alternativa correta. Em “Mas, ainda que ruim, o segundo mandato de Bush foi melhor que o primeiro.”, temos uma oração subordinada adverbial
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container