Foram encontradas 603 questões.
Texto para responder à questão.
Eu deveria cantar.
Rolar de rir ou chorar, eu deveria, mas tinha desaprendido essas coisas. Talvez então pudesse acender uma vela, correr
até a igreja da Consolação, rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e uma Glória ao Pai, tudo que eu lembrava, depois enfiar algum
trocado, se tivesse, e nos últimos meses nunca, na caixa de metal “Para as Almas do Purgatório”. Agradecer, pedir luz, como
nos tempos em que tinha fé.
Bons tempos aqueles, pensei. Acendi um cigarro. E não tomei nenhuma dessas atitudes, dramáticas como se em algum
canto houvesse sempre uma câmera cinematográfica à minha espreita. Ou Deus. Sem juiz nem plateia, sem close nem zoom,
fiquei ali parado no começo da tarde escaldante de fevereiro, olhando o telefone que acabara de desligar. Nem sequer fiz o
sinal da cruz ou levantei os olhos para o céu. O mínimo, suponho, que um sujeito tem a obrigação de fazer nesses casos, mesmo
sem nenhuma fé, como se reagisse a uma espécie de reflexo condicionado místico.
Acontecera um milagre. Um milagre à toa, mas básico para quem, como eu, não tinha pais ricos, dinheiro aplicado, imóveis,
nem herança e apenas tentava viver sozinho numa cidade infernal como aquela que trepidava lá fora, além da janela ainda
fechada do apartamento. Nada muito sensacional, tipo recuperar de súbito a visão ou erguer-se da cadeira de rodas com o
semblante beatificado e a leveza de quem pisa sobre as águas. Embora a miopia ficasse cada vez mais aguda e os joelhos
tremessem com frequência, não sabia se fome crônica ou pura tristeza, meus olhos e pernas ainda funcionavam razoavelmente.
Outros órgãos, verdade, bem menos.
Toquei o pescoço. E o cérebro, por exemplo.
Já chega, disse para mim mesmo, parado nu no meio da penumbra gosmenta do meio-dia. Pense nesse milagre, homem.
Singelo, quase insignificante na sua simplicidade, o pequeno milagre capaz de trazer alguma paz àquela série de solavancos sem
rumo nem ritmo que eu, com certa complacência e nenhuma originalidade, estava habituado a chamar de minha vida, tinha
um nome. Chamava-se – um emprego.
(ABREU, Caio Fernando. Onde andará Dulce Veiga? São Paulo: Planeta De Agostini, 2003, p. 11-12.)
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- FonologiaAgrupamento FonológicoSílabas
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Eu deveria cantar.
Rolar de rir ou chorar, eu deveria, mas tinha desaprendido essas coisas. Talvez então pudesse acender uma vela, correr
até a igreja da Consolação, rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e uma Glória ao Pai, tudo que eu lembrava, depois enfiar algum
trocado, se tivesse, e nos últimos meses nunca, na caixa de metal “Para as Almas do Purgatório”. Agradecer, pedir luz, como
nos tempos em que tinha fé.
Bons tempos aqueles, pensei. Acendi um cigarro. E não tomei nenhuma dessas atitudes, dramáticas como se em algum
canto houvesse sempre uma câmera cinematográfica à minha espreita. Ou Deus. Sem juiz nem plateia, sem close nem zoom,
fiquei ali parado no começo da tarde escaldante de fevereiro, olhando o telefone que acabara de desligar. Nem sequer fiz o
sinal da cruz ou levantei os olhos para o céu. O mínimo, suponho, que um sujeito tem a obrigação de fazer nesses casos, mesmo
sem nenhuma fé, como se reagisse a uma espécie de reflexo condicionado místico.
Acontecera um milagre. Um milagre à toa, mas básico para quem, como eu, não tinha pais ricos, dinheiro aplicado, imóveis,
nem herança e apenas tentava viver sozinho numa cidade infernal como aquela que trepidava lá fora, além da janela ainda
fechada do apartamento. Nada muito sensacional, tipo recuperar de súbito a visão ou erguer-se da cadeira de rodas com o
semblante beatificado e a leveza de quem pisa sobre as águas. Embora a miopia ficasse cada vez mais aguda e os joelhos
tremessem com frequência, não sabia se fome crônica ou pura tristeza, meus olhos e pernas ainda funcionavam razoavelmente.
Outros órgãos, verdade, bem menos.
Toquei o pescoço. E o cérebro, por exemplo.
Já chega, disse para mim mesmo, parado nu no meio da penumbra gosmenta do meio-dia. Pense nesse milagre, homem.
Singelo, quase insignificante na sua simplicidade, o pequeno milagre capaz de trazer alguma paz àquela série de solavancos sem
rumo nem ritmo que eu, com certa complacência e nenhuma originalidade, estava habituado a chamar de minha vida, tinha
um nome. Chamava-se – um emprego.
(ABREU, Caio Fernando. Onde andará Dulce Veiga? São Paulo: Planeta De Agostini, 2003, p. 11-12.)
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Texto para responder à questão.
Eu deveria cantar.
Rolar de rir ou chorar, eu deveria, mas tinha desaprendido essas coisas. Talvez então pudesse acender uma vela, correr
até a igreja da Consolação, rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e uma Glória ao Pai, tudo que eu lembrava, depois enfiar algum
trocado, se tivesse, e nos últimos meses nunca, na caixa de metal “Para as Almas do Purgatório”. Agradecer, pedir luz, como
nos tempos em que tinha fé.
Bons tempos aqueles, pensei. Acendi um cigarro. E não tomei nenhuma dessas atitudes, dramáticas como se em algum
canto houvesse sempre uma câmera cinematográfica à minha espreita. Ou Deus. Sem juiz nem plateia, sem close nem zoom,
fiquei ali parado no começo da tarde escaldante de fevereiro, olhando o telefone que acabara de desligar. Nem sequer fiz o
sinal da cruz ou levantei os olhos para o céu. O mínimo, suponho, que um sujeito tem a obrigação de fazer nesses casos, mesmo
sem nenhuma fé, como se reagisse a uma espécie de reflexo condicionado místico.
Acontecera um milagre. Um milagre à toa, mas básico para quem, como eu, não tinha pais ricos, dinheiro aplicado, imóveis,
nem herança e apenas tentava viver sozinho numa cidade infernal como aquela que trepidava lá fora, além da janela ainda
fechada do apartamento. Nada muito sensacional, tipo recuperar de súbito a visão ou erguer-se da cadeira de rodas com o
semblante beatificado e a leveza de quem pisa sobre as águas. Embora a miopia ficasse cada vez mais aguda e os joelhos
tremessem com frequência, não sabia se fome crônica ou pura tristeza, meus olhos e pernas ainda funcionavam razoavelmente.
Outros órgãos, verdade, bem menos.
Toquei o pescoço. E o cérebro, por exemplo.
Já chega, disse para mim mesmo, parado nu no meio da penumbra gosmenta do meio-dia. Pense nesse milagre, homem.
Singelo, quase insignificante na sua simplicidade, o pequeno milagre capaz de trazer alguma paz àquela série de solavancos sem
rumo nem ritmo que eu, com certa complacência e nenhuma originalidade, estava habituado a chamar de minha vida, tinha
um nome. Chamava-se – um emprego.
(ABREU, Caio Fernando. Onde andará Dulce Veiga? São Paulo: Planeta De Agostini, 2003, p. 11-12.)
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Texto para responder à questão.
Eu deveria cantar.
Rolar de rir ou chorar, eu deveria, mas tinha desaprendido essas coisas. Talvez então pudesse acender uma vela, correr
até a igreja da Consolação, rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e uma Glória ao Pai, tudo que eu lembrava, depois enfiar algum
trocado, se tivesse, e nos últimos meses nunca, na caixa de metal “Para as Almas do Purgatório”. Agradecer, pedir luz, como
nos tempos em que tinha fé.
Bons tempos aqueles, pensei. Acendi um cigarro. E não tomei nenhuma dessas atitudes, dramáticas como se em algum
canto houvesse sempre uma câmera cinematográfica à minha espreita. Ou Deus. Sem juiz nem plateia, sem close nem zoom,
fiquei ali parado no começo da tarde escaldante de fevereiro, olhando o telefone que acabara de desligar. Nem sequer fiz o
sinal da cruz ou levantei os olhos para o céu. O mínimo, suponho, que um sujeito tem a obrigação de fazer nesses casos, mesmo
sem nenhuma fé, como se reagisse a uma espécie de reflexo condicionado místico.
Acontecera um milagre. Um milagre à toa, mas básico para quem, como eu, não tinha pais ricos, dinheiro aplicado, imóveis,
nem herança e apenas tentava viver sozinho numa cidade infernal como aquela que trepidava lá fora, além da janela ainda
fechada do apartamento. Nada muito sensacional, tipo recuperar de súbito a visão ou erguer-se da cadeira de rodas com o
semblante beatificado e a leveza de quem pisa sobre as águas. Embora a miopia ficasse cada vez mais aguda e os joelhos
tremessem com frequência, não sabia se fome crônica ou pura tristeza, meus olhos e pernas ainda funcionavam razoavelmente.
Outros órgãos, verdade, bem menos.
Toquei o pescoço. E o cérebro, por exemplo.
Já chega, disse para mim mesmo, parado nu no meio da penumbra gosmenta do meio-dia. Pense nesse milagre, homem.
Singelo, quase insignificante na sua simplicidade, o pequeno milagre capaz de trazer alguma paz àquela série de solavancos sem
rumo nem ritmo que eu, com certa complacência e nenhuma originalidade, estava habituado a chamar de minha vida, tinha
um nome. Chamava-se – um emprego.
(ABREU, Caio Fernando. Onde andará Dulce Veiga? São Paulo: Planeta De Agostini, 2003, p. 11-12.)
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3635048
Ano: 2025
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
- Transmissão de DadosCaracterísticas de TransmissãoTaxa de Transferência de Dados
- Transmissão de DadosMeios de TransmissãoCabeamento FìsicoMeio de Transmissão: Fibra Óptica
A fibra óptica é um meio de transmissão usado em redes de comunicação para transmitir sinais luminosos a longas distâncias
com alta capacidade de banda. O subtipo de fibra multimodo que suporta multiplexação por divisão de comprimento de ondas
curtas (SWDM) e taxas de dados mais altas, permitindo que quatro comprimentos de onda (de 850 nm a 953 nm) transmitam
10 Gb/pesquisa cada, fornecendo, assim, 40 Gb/s no mesmo comprimento de cabo de fibra óptica é:
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3635047
Ano: 2025
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
- AbrangênciaLAN: Local Area Network
- Transmissão de DadosCaracterísticas de TransmissãoTaxa de Transferência de Dados
- Transmissão de DadosMeios de TransmissãoCabeamento FìsicoMeio de Transmissão: Par Trançado
- Transmissão de DadosPadrões IEEE 802IEEE 802.3: Ethernet
Uma pequena empresa está atualizando sua rede local (LAN) para suportar um maior número de dispositivos e aplicações que
demandam alta largura de banda, como streaming interno de vídeo e transferência de arquivos grandes. A infraestrutura atual
utiliza cabos de par trançado categoria 5e. Para equilibrar custo e desempenho, a tecnologia de rede Ethernet indicada é:
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3635046
Ano: 2025
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
Certa empresa de contabilidade lida com dados altamente sensíveis e precisa implementar uma política de backup que
minimize a perda de dados em caso de falha, garantindo que, no máximo, as alterações de um dia sejam perdidas. Além
disso, a política deve equilibrar custos operacionais e a necessidade de um processo de restauração ágil. A política de backup
indicada para o caso hipotético é backup:
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3635045
Ano: 2025
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
- Sistemas de ArquivosComparativo entre Sistemas de Arquivos
- Sistemas de ArquivosTipos de Sistemas de ArquivosEXT2
- Sistemas de ArquivosTipos de Sistemas de ArquivosXFS
Uma administradora de sistemas está configurando um servidor Linux que será utilizado para armazenar arquivos críticos de
uma empresa. Para garantir suporte a grandes volumes de dados, alta performance e recursos avançados como o gerenciamento de permissões e snapshots, ela precisa escolher um sistema de arquivos adequado. Para atender o cenário descrito,
a, administradora de sistemas deverá optar pelo seguinte sistema de arquivos:
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3635044
Ano: 2025
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
Quanto ao armazenamento de dados em discos, existem diferentes soluções de armazenamento, algumas visam otimizar o
desempenho e a segurança de seus dados e outras visam outros aspectos. A solução de armazenamento de dados, que
distribui os dados entre os discos (striping), não possui paridade, oferece apenas melhoria de desempenho e não possui
redundância e, assim, se um disco falhar, todos os dados são perdidos é:
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3635043
Ano: 2025
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
A criptografia pode ser definida como uma técnica de proteção de dados que utiliza algoritmos matemáticos para transformar informações legíveis em textos codificados. O algoritmo assimétrico, utilizado na criptografia, baseado em propriedades
matemáticas de curvas elípticas e que oferece níveis de segurança equivalentes ao RSA, mas com chaves menores, sendo
ideal para dispositivos com recursos limitados como, por exemplo, IoT, é:
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