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INSTRUÇÃO: A questão relaciona-se com o texto abaixo. Leia-o com atenção antes de responder a elas.
Caminho sem volta
Há oito anos, o banqueiro Fábio Barbosa olhou para sua árvore e viu uma floresta. Então presidente de um grande banco multinacional, ele percebeu como uma instituição financeira poderia induzir a práticas sociais e ambientais mais responsáveis em todo o setor privado. Levou o banco a adotar atitudes pioneiras, que, depois, foram incorporadas pelo mercado. Começou com talões de cheque de papel reciclado e evoluiu para práticas inovadoras. Em 2004, o banco que presidia expulsou vinte clientes corporativos, inclusive algumas madeireiras na Amazônia, porque não seguiam as leis ambientais. A experiência foi uma das referências para elaborar os Princípios do Equador, uma seleção de critérios socioambientais criada pelo Banco Mundial e hoje praticada por sessenta instituições financeiras.
Repórter - Um banco não é uma ONG. Por que ele teria de ser bonzinho para a sociedade?
Fabio Barbosa – Não é uma questão de ―ser bonzinho‖. Trata-se de fazer aquilo em que acreditamos, influenciando outras empresas que compartilhem nossa visão no propósito de construir um banco melhor, um mercado melhor e um país melhor. Já temos muita gente nesse movimento, o que ajuda a consolidar o Brasil como referência em sustentabilidade para o mundo.
Repórter - Hoje, vários bancos fazem propaganda de suas iniciativas socioambientais. Como saber quem é mais empenhado?
Barbosa – Sinceramente, não achamos que seja uma questão para medir ou comparar e, sim, para comemorar. Quanto mais empresas, pessoas e governos apoiarem a causa da sustentabilidade, mais rápido teremos empresas melhores e um país melhor. Se o cliente estiver interessado em saber quem está mais avançado na inserção de sustentabilidade, ele consegue comprovar, por meio do relacionamento, se a prática da empresa condiz com a propaganda.
Repórter - Todo mundo hoje diz que é sustentável. Cada um com entendimento diferente desse termo tão vago. Como avaliar quem é sério e quem apenas faz propaganda?
Barbosa – Quanto mais empresas e instituições começam a praticar e a comunicar suas ações em sustentabilidade, mais o tema se difunde na sociedade. Há cada vez mais opções de comunicação e a capacidade de expressão dos consumidores só aumenta. O nível de crítica e de vigilância da sociedade tem aumentado também. Essa é uma ótima notícia, pois será possível diferenciar quem realmente faz daqueles que fazem menos.
Repórter - É possível aferir as vantagens financeiras que os critérios socioambientais trouxeram para o banco?
Barbosa – Sim. Com os clientes, isso se dá por meio do relacionamento. Uma rede hoteleira queria financiar a reforma e a modernização de dois de seus estabelecimentos. Apresentamos a possibilidade de inserir critérios socioambientais nas reformas, e o resultado foi que o cliente expandiu seu financiamento conosco. Nossa marca também tem ficado mais atrativa. Em 2004, a distância de nosso banco para o líder em atratividade da marca era de treze pontos percentuais. Hoje, essa distância é de três pontos, quase um empate técnico. Isso significa novos clientes. Nos últimos doze meses, conquistamos 200 mil correntistas. Esse reconhecimento pelo mercado também nos dá acesso a novos financiamentos, como a construção de grandes obras de infra-estrutura, oportunidade em que somos escolhidos como líderes dos processos que envolvem muitos bancos e ao mesmo tempo responsáveis pela avaliação de riscos socioambientais para os Princípios do Equador. Tivemos também acesso a uma linha de financiamento de US$ 300 milhões do Banco Mundial para projetos socioambientais de nossos clientes.
Repórter - Um empresário no Brasil mal consegue ser competitivo, gerar emprego e dar lucro com a carga tributária atual. Por que ele também precisa adotar critérios socioambientais voluntariamente? Não estamos cobrando muito?
Barbosa – Trata-se de um falso dilema acreditar que ou você é bem-sucedido nos negócios ou faz as coisas certas. Critérios socioambientais, em meu modo de ver, não são um adendo ao negócio. Eles devem ser o jeito de fazer negócios. Quando um empresário toma um financiamento para reutilizar a água e tratar os efluentes e com isso reduz seus custos e aumenta sua produtividade, estamos provando que uma coisa não é antagônica à outra. Temos percebido também que empresas que pontuam melhor no questionário de risco socioambiental que aplicamos têm excelente performance financeira.
Repórter - Como fazer negócios com esses critérios de sustentabilidade em regiões como a Amazônia, onde madeira e pecuária, algumas das principais atividades econômicas, têm problemas ambientais, fundiários e tributários?
Barbosa – De fato, temos todos os problemas mencionados. Mas temos também clientes que fazem as coisas do jeito certo. É com esses que temos procurado trabalhar. Temos empresários que há anos exportam madeira da Amazônia fazendo o manejo sustentável. Outros que contam com certificações. Existem maneiras – e esses nossos clientes provam isso – de fazer negócios e manter a floresta de pé.
Repórter – O que faremos com todos esses investimentos empresariais em políticas responsáveis com o meio ambiente se essa onda de preocupações passar?
Barbosa – Essa não é uma "onda", mas um caminho sem volta. Tudo o que está sendo feito veio para ficar. Principalmente porque é a sociedade que está cobrando e porque não há outro jeito de se fazer. Os americanos dizem: "Quando as pessoas fazem, os líderes seguem". Os consumidores, tanto no Brasil como no mundo, estão cada vez mais exigentes e conscientes sobre o assunto, forçando as empresas a mudar suas práticas.
Repórter - Como o senhor acordou para os cuidados socioambientais?
Barbosa – Sempre procuro fazer as coisas certas do jeito certo. Meus valores familiares sempre reforçaram isso, e, aos poucos, percebi que existe uma receptividade da sociedade. Essa crença ficou mais forte com o tempo e agora, em que a sociedade passa por uma grande transição, com o Brasil se tornando um país cada vez mais maduro, isso está sendo cada vez mais valorizado. E cada vez mais pessoas vêm nesse caminho.
Repórter - O que o senhor mudou em sua vida pessoal para reduzir a pegada ecológica?
Barbosa – O filósofo americano Ralph Waldo Emerson disse: ―Suas atitudes falam tão alto que não consigo ouvir o que você diz‖. Precisamos ter coerência nas atitudes. No meu dia-a-dia, faço algumas coisas para isso. Reduzimos desperdício e reciclamos o lixo em São Paulo e no interior, onde estou certificando meu plantio de café como sustentável. Tenho satisfação em ver a preocupação socioambiental de meus filhos e dos amigos deles. Isso me traz enorme alegria. A próxima geração, que já está chegando ao comando das empresas, tem um jeito novo de olhar o mundo. Eles, certamente mais do que nós, terão condições de deixar um mundo melhor para as próximas gerações.
ÉPOCA 16/06/2008, texto adaptado.
"O nível de crítica e de vigilância da sociedade tem aumentado também. Essa é uma ótima notícia, pois será possível diferenciar aqueles que realmente fazem daqueles que fazem menos"
Assinale a alternativa em que se mantém a relação de causalidade que se verifica na oração sublinhada acima.
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1657207
Ano: 2008
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
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Sobre o Servidor Público, conforme as disposições da Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte, assinale a alternativa INCORRETA.
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1657156
Ano: 2008
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
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João deseja sortear uma bicicleta entre os seus n sobrinhos. Toma então n fichas e as preenche com todos os n números de dois algarismos que se pode formar com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5.
Nesse caso, é CORRETO afirmar que o número de sobrinhos de João é
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1656923
Ano: 2008
Disciplina: Comunicação Social
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
Disciplina: Comunicação Social
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
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- JornalismoTécnicas de apuração, redação, objetividade, edição e produção jornalísticaTécnicas e Práticas do Jornalismo
Analise a seguinte proposição e seus complementos.
Reportagem e notícia são duas categorias da informação jornalística que cabem em publicações institucionais. Sobre elas são feitas as seguintes afirmativas:
I. A reportagem de fatos tem como característica o relato objetivo de acontecimentos, obedecendo, na redação, a forma da pirâmide invertida.
II. As notícias caracterizam-se, predominantemente, pela predominância da forma narrativa, da humanização do relato e por texto de natureza impressionista.
III. A reportagem documental tem na busca da emoção o elemento central de atratividade, pelo qual ainda assegura a credibilidade necessária dos relatos que torna públicos.
IV. A reportagem de ação apresenta o desenrolar dos acontecimentos de maneira enunciante, próxima ao leitor, que fica envolvido com a visualização das cenas.
A análise permite concluir que estão CORRETAS
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A Lei de Responsabilidade Fiscal instituiu mecanismos mais rigorosos para a administração das finanças públicas nas três esferas de governo.
Indique a obrigatoriedade que NÃO está prevista na referida lei.
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Trabalho pode ser concebido como a execução de tarefas que requerem o emprego de esforço físico e mental, com o propósito de produzir mercadorias e serviços que satisfaçam as necessidades humanas. Em relação a essa concepção, é CORRETO afirmar que
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De acordo com Gadotti e colaboradores (2000), a avaliação institucional entrou definitivamente para a agenda educacional na década de 90. Por meio dela, é possível compreender melhor os processos que produzem a instituição, o que permite a melhoria da qualidade de seus serviços e produtos. Para Gadotti, é fundamental que a avaliação institucional tenha caráter democrático e seja presidida pelo princípio da autonomia. Considerando as idéias do autor, conclui-se que
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1654974
Ano: 2008
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
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- Demonstrações ContábeisBP: Balanço PatrimonialAtivoAtivo CirculantePCLD: Perda com Créditos de Liquidação Duvidosa
Analise as afirmativas abaixo concernentes à contabilidade geral.
I. A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE.) reflete as despesas pagas e as receitas recebidas entre dois momentos diferentes e consecutivos e a sua distribuição.
II. São atributos indispensáveis a uma informação contábil: a confiabilidade, a tempestividade, a relatividade e a compatibilidade.
III. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é uma conta credora.
A partir dessa análise, pode-se concluir que estão INCORRETAS
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1654813
Ano: 2008
Disciplina: Administração Geral
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
Disciplina: Administração Geral
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Belo Horizonte-MG
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Welsh (1983) destaca que o processo orçamentário exige da organização um sistema integrado de informações, com dados contábeis, históricos adequados. Zdanowicz (1983) aponta condições para implementação do orçamento. Assinale a alternativa que destaca essas condições.
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