Foram encontradas 179 questões.
O valor total da conta de um jantar de confraternização
seria dividido igualmente entre três amigos. Entretanto,
um deles pôde participar somente com a metade do
valor inicialmente previsto e, dessa forma, os outros dois
arcaram com o valor restante, dividindo-o em duas partes
iguais. Cada uma dessas duas partes corresponde, do
valor total da conta, a
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Computador doutor
No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature
apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de
inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos.
A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia
para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel
crescente.
O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias,
principal exame para detectar câncer de mama. Comparou-
-se o desempenho de um sistema computadorizado com o de
seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil
mulheres no Reino Unido e nos EUA.
O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa
cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7%
menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no
caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.
A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino
Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de
arbitrar divergências.
O estudo contou com financiamento do Google Health
e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas
nos dois países.
Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por
isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que
há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja
carência deles.
No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de
mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda,
de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta
de especialistas ou de aparelhos.
Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos
de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são
tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes.
Ainda assim, a modalidade da doença permanece como
primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com
16724 óbitos em 2017.
Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por
que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Computador doutor
No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature
apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de
inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos.
A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia
para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel
crescente.
O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias,
principal exame para detectar câncer de mama. Comparou-
-se o desempenho de um sistema computadorizado com o de
seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil
mulheres no Reino Unido e nos EUA.
O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa
cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7%
menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no
caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.
A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino
Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de
arbitrar divergências.
O estudo contou com financiamento do Google Health
e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas
nos dois países.
Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por
isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que
há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja
carência deles.
No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de
mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda,
de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta
de especialistas ou de aparelhos.
Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos
de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são
tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes.
Ainda assim, a modalidade da doença permanece como
primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com
16724 óbitos em 2017.
Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por
que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
• A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel crescente.
No desenvolvimento do texto, a ideia de que “A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia para a noite” é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Computador doutor
No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature
apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de
inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos.
A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia
para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel
crescente.
O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias,
principal exame para detectar câncer de mama. Comparou-
-se o desempenho de um sistema computadorizado com o de
seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil
mulheres no Reino Unido e nos EUA.
O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa
cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7%
menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no
caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.
A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino
Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de
arbitrar divergências.
O estudo contou com financiamento do Google Health
e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas
nos dois países.
Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por
isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que
há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja
carência deles.
No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de
mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda,
de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta
de especialistas ou de aparelhos.
Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos
de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são
tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes.
Ainda assim, a modalidade da doença permanece como
primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com
16724 óbitos em 2017.
Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por
que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
• O programa logrou 5,7% menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos… (3º parágrafo) • A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade… (4º parágrafo)
Os termos destacados têm como sinônimos adequados ao contexto, respectivamente:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Computador doutor
No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature
apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de
inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos.
A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia
para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel
crescente.
O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias,
principal exame para detectar câncer de mama. Comparou-
-se o desempenho de um sistema computadorizado com o de
seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil
mulheres no Reino Unido e nos EUA.
O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa
cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7%
menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no
caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.
A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino
Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de
arbitrar divergências.
O estudo contou com financiamento do Google Health
e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas
nos dois países.
Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por
isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que
há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja
carência deles.
No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de
mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda,
de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta
de especialistas ou de aparelhos.
Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos
de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são
tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes.
Ainda assim, a modalidade da doença permanece como
primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com
16724 óbitos em 2017.
Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por
que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Noite de autógrafos
Escritores, principalmente de ficção, mentem muito – ou
não seriam escritores de ficção. Mas ninguém mente mais
que escritores em campanha de lançamento de um livro,
não importa o gênero. A noite de autógrafos, por exemplo, é
um terreno fértil para tal autor delirar e sair dizendo, no dia
seguinte, que assinou muito mais livros do que os modestos
15 ou 20 que autografou na vida real.
Minha história favorita é a da bela romancista bissexta
que, há anos, teria autografado 2000 livros de uma sentada, numa livraria em São Paulo. Já com uma certa prática
na matéria, fiz os cálculos. Dois mil livros? Vamos supor que
a autora tenha recebido cada leitor à mesa, aceitado o seu
beijo, trocado com ele uma única e simpática frase, deixado fotografar-se abraçada ao dito, escrito algo bem simples,
assinado, devolvido o livro, aceitado outro beijo e dito tchau –
e tudo isso em 1 minuto cravado.
Significa que os 2000 livros lhe terão tomado 2000 minutos.
Ou seja, ela ficou sentada por 33 horas e 20 minutos, assinando sem parar. Nem os megassellers* americanos que aportam
aqui e carimbam os livros em vez de assiná-los conseguiriam
tal proeza.
Já o autor mais consciencioso, em meio à sessão, dá
uma espiada na fila, constata que ela está muito comprida
e tenta apressar o processo. Mas nem sempre é possível,
porque quem vai a tais eventos quer mais que um autógrafo
– quer também trocar uma palavra com o autor e sentir, ao
vivo, se ele se parece com o que escreve.
É um momento bonito esse encontro do escritor com
seus leitores. E não importa que tenha sido uma noite de
15 ou 20 autógrafos – ou de imaginários 2000.
(Ruy Castro. A arte de querer bem.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018, p. 59-60)
* megassellers: escritores que atingem a marca de milhões de exemplares
vendidos.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Computador doutor
No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature
apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de
inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos.
A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia
para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel
crescente.
O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias,
principal exame para detectar câncer de mama. Comparou-
-se o desempenho de um sistema computadorizado com o de
seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil
mulheres no Reino Unido e nos EUA.
O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa
cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7%
menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no
caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.
A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino
Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de
arbitrar divergências.
O estudo contou com financiamento do Google Health
e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas
nos dois países.
Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por
isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que
há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja
carência deles.
No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de
mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda,
de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta
de especialistas ou de aparelhos.
Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos
de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são
tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes.
Ainda assim, a modalidade da doença permanece como
primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com
16724 óbitos em 2017.
Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por
que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
• … pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de arbitrar divergências.
Em conformidade com a norma-padrão de pontuação da língua portuguesa, nessa passagem, o seguinte termo pode ser isolado por duas vírgulas:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Computador doutor
No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature
apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de
inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos.
A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia
para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel
crescente.
O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias,
principal exame para detectar câncer de mama. Comparou-
-se o desempenho de um sistema computadorizado com o de
seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil
mulheres no Reino Unido e nos EUA.
O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa
cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7%
menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no
caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.
A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino
Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de
arbitrar divergências.
O estudo contou com financiamento do Google Health
e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas
nos dois países.
Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por
isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que
há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja
carência deles.
No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de
mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda,
de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta
de especialistas ou de aparelhos.
Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos
de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são
tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes.
Ainda assim, a modalidade da doença permanece como
primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com
16724 óbitos em 2017.
Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por
que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Computador doutor
No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature
apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de
inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos.
A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia
para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel
crescente.
O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias,
principal exame para detectar câncer de mama. Comparou-
-se o desempenho de um sistema computadorizado com o de
seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil
mulheres no Reino Unido e nos EUA.
O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa
cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7%
menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no
caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.
A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino
Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de
arbitrar divergências.
O estudo contou com financiamento do Google Health
e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas
nos dois países.
Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por
isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que
há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja
carência deles.
No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de
mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda,
de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos.
Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta
de especialistas ou de aparelhos.
Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos
de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são
tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes.
Ainda assim, a modalidade da doença permanece como
primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com
16724 óbitos em 2017.
Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por
que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão de regência da língua portuguesa, as lacunas do trecho escrito a partir do texto original devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder a questão.
Noite de autógrafos
Escritores, principalmente de ficção, mentem muito – ou
não seriam escritores de ficção. Mas ninguém mente mais
que escritores em campanha de lançamento de um livro,
não importa o gênero. A noite de autógrafos, por exemplo, é
um terreno fértil para tal autor delirar e sair dizendo, no dia
seguinte, que assinou muito mais livros do que os modestos
15 ou 20 que autografou na vida real.
Minha história favorita é a da bela romancista bissexta
que, há anos, teria autografado 2000 livros de uma sentada, numa livraria em São Paulo. Já com uma certa prática
na matéria, fiz os cálculos. Dois mil livros? Vamos supor que
a autora tenha recebido cada leitor à mesa, aceitado o seu
beijo, trocado com ele uma única e simpática frase, deixado fotografar-se abraçada ao dito, escrito algo bem simples,
assinado, devolvido o livro, aceitado outro beijo e dito tchau –
e tudo isso em 1 minuto cravado.
Significa que os 2000 livros lhe terão tomado 2000 minutos.
Ou seja, ela ficou sentada por 33 horas e 20 minutos, assinando sem parar. Nem os megassellers* americanos que aportam
aqui e carimbam os livros em vez de assiná-los conseguiriam
tal proeza.
Já o autor mais consciencioso, em meio à sessão, dá
uma espiada na fila, constata que ela está muito comprida
e tenta apressar o processo. Mas nem sempre é possível,
porque quem vai a tais eventos quer mais que um autógrafo
– quer também trocar uma palavra com o autor e sentir, ao
vivo, se ele se parece com o que escreve.
É um momento bonito esse encontro do escritor com
seus leitores. E não importa que tenha sido uma noite de
15 ou 20 autógrafos – ou de imaginários 2000.
(Ruy Castro. A arte de querer bem.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018, p. 59-60)
* megassellers: escritores que atingem a marca de milhões de exemplares
vendidos.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container