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3071151 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Assinale a alternativa que indica o número correto de orações que compõem o período a seguir: “Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.”

 

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3071150 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Assinale a alternativa que indica um trecho no qual o termo “se” introduza a ideia de condição.

 

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3071149 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

No trecho “Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo, mas não foi só isso” a alternativa que apresenta uma palavra que NÃO desempenha a função sintática de adjunto adnominal é:

 

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3071148 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO tenha sido empregada como pronome relativo.

 

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3071147 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

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Assinale a alternativa que indica o sentido correto do trecho sublinhado na oração a seguir: “temos tanta coisa boa em toda a cidade” (l. 16).

 

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3071146 Ano: 2024
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Assinale a alternativa na qual se tenha o emprego de linguagem denotativa.

 

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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Considerando o emprego de recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:

I. Na linha 02, em “que a visse pela primeira vez”, o termo “a” é um pronome pessoal cujo referente é “cidade” (l. 02).

II. Nas linhas 05-06, em “você não se detém para contemplá-la”, o pronome oblíquo tem como referente “cidade” (l. 02).

III. Nas linhas 09-10, em “Vou lhe dizer: é linda”, o adjetivo “linda” tem como referente “a franja do Guaíba” (l. 08).

Quais estão corretas?

 

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3071144 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que possa substituir corretamente o vocábulo “imiscuía” (l. 20) sem causar alterações significativas no texto.

 

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3071143 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Assinale a alternativa que apresenta a preposição que completa corretamente a lacuna pontilhada na linha 23.

 

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3071142 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
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A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra

  1. Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
  2. que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
  3. pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
  4. surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
  5. todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
  6. la; você simplesmente olha.
  7. Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
  8. vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
  9. do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
  10. linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
  11. quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
  12. la, e embelezá-la todos os dias.
  13. Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
  14. Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
  15. gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
  16. temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
  17. É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
  18. embruteceu.
  19. Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
  20. leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
  21. por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
  22. mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
  23. ... pobreza.
  24. Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
  25. declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
  26. não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
  27. As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
  28. suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
  29. – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
  30. E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
  31. inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
  32. odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
  33. tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
  34. pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
  35. que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
  36. respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
  37. Você pode estar sobre ele agora.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 24 e 33 (primeira e segunda ocorrências).

 

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