Foram encontradas 115 questões.
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisCharges
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemTemas e Figuras
A pergunta que me fazem em Porto Alegre
Por David Coimbra
- Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
- que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
- pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
- surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
- todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
- la; você simplesmente olha.
- Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
- vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
- do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
- linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
- quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
- la, e embelezá-la todos os dias.
- Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
- Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
- gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
- temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
- É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
- embruteceu.
- Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
- leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
- por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
- mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
- ... pobreza.
- Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
- declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
- não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
- As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
- suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
- – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
- E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
- inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
- odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
- tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
- pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
- que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
- respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
- Você pode estar sobre ele agora.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta
prova).
Analise a charge e as asserções a seguir e a relação proposta entre elas e o texto base desta prova.

Fonte: https://i.pinimg.com/736x/68/b0/e3/68b0e3a1a48d192789575d8dc87676ce.jpg
I. Tanto a charge quanto o texto abordam um mesmo problema de Porto Alegre,
POIS
II. Ambas retratam o aquecimento global.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Provas
A pergunta que me fazem em Porto Alegre
Por David Coimbra
- Eu voltei. E, nesses novos dias da minha velha Porto Alegre, as pessoas me perguntam o
- que estou achando da cidade, como se fosse um forasteiro que a visse pela primeira vez. Mas a
- pergunta, de certa forma, faz sentido. Quem passa muito tempo fora de um lugar conhecido
- surpreende-se, ao retornar, por reparar em coisas que não reparava quando passava por elas
- todos os dias. Se você está acostumado com a paisagem, você não se detém para contemplá-
- la; você simplesmente olha.
- Pois nesses dias, estimulado pela curiosidade dos amigos, não apenas olhei: parei e, muitas
- vezes, surpresa!, admirei. Por exemplo, a franja do Guaíba que começa nos armazéns do cais
- do porto, passa pela torre do Gasômetro e se espreguiça Zona Sul adentro. Vou lhe dizer: é
- linda. Poucas cidades do mundo têm uma fatia de terra grudada a uma porção d'água tão bonita
- quanto essa de Porto Alegre. Tínhamos de cuidar dela como se fosse uma filha pequena, e mimá-
- la, e embelezá-la todos os dias.
- Já a Zona Norte, de onde venho, é mais dura e, estremeço ao admitir, quase sempre feia.
- Mas poderia ser mais bela, e até já foi. O casario germânico do Moinhos de Vento, a Liverpool
- gaúcha que é o IAPI, os prédios açorianos da Cidade Baixa, o maravilhoso Centro Histórico,
- temos tanta coisa boa em toda a cidade, mas o que sinto, tristemente, é que nos embrutecemos.
- É essa a palavra que buscava, era o que queria dizer aos meus amigos: Porto Alegre se
- embruteceu.
- Até os anos 1980 e parte dos 1990, era mais sofisticada, mais alegre e decididamente mais
- leve. Mas foi se transformando aos poucos, pressionada pela miséria que a cercava e se imiscuía
- por suas ruas e praças. Muitas administrações públicas tiveram parcela de culpa nesse processo,
- mas não foi só isso. O que houve foi o estabelecimento de uma mentalidade que confunde pobre
- ... pobreza.
- Vem bem calhar usar esses termos agora, por causa das polêmicas criadas pelas
- declarações de um ex-ministro da Economia. É espantoso como um homem experiente como ele
- não entende que a forma do que se fala pode consagrar ou arruinar o conteúdo do que se fala.
- As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias. Outro dia,
- suscitou essa confusão que aflige Porto Alegre. Falou, textualmente, o seguinte:
- – O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.
- E o Brasil se levantou de indignação, entendendo que o ministro dissera que os maiores
- inimigos do meio ambiente são os pobres. Ora, pobre é mais do que diferente da pobreza: ele a
- odeia. Tudo o que ele quer é se livrar dela. O pobre não gostaria de ter de jogar dejetos sem
- tratamento nos rios, nem de, vezes, viver em meio ao lixo. Ele só faz assim devido
- pobreza que o oprime. Logo, a pobreza, e não o pobre, é responsável, sim, por muito de ruim
- que ocorre no meio ambiente, no Brasil e também em Porto Alegre. Mas escreverei mais a
- respeito amanhã, quando apontarei o símbolo do que atormenta Porto Alegre. É algo singelo.
- Você pode estar sobre ele agora.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasj0hr501mvys0c2dvv.html – texto adaptado especialmente para esta
prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O autor lista localidades que considera belas em sua cidade natal e inclui a região da qual é proveniente entre elas.
II. A reflexão do autor se inicia após sua estadia fora de Porto Alegre e de seu olhar para a cidade como se fosse um estrangeiro.
III. O autor do texto afirma que a fala de um ex-ministro foi a responsável por um problema que aflige Porto Alegre e que transformou a cidade.
Quais estão corretas?
Provas
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
- Administração de EstoquesPrevisão para Estoques
- Gestão do PatrimônioBem PatrimonialMateriais Permanentes e de Consumo
Segundo Chiavenato (2022), uma das técnicas quantitativas utilizadas para calcular a previsão de consumo de materiais é o método da média móvel. Analise a tabela abaixo e, utilizando o método da média móvel (dos últimos quatro anos), calcule a previsão de consumo do item Z do estoque para o ano de 2024.
| Ano | Consumo em unidades do item X | Apuração |
|---|---|---|
| 2020 | 400.000 | |
| 2021 | 650.000 | |
| 2022 | 800.000 | |
| 2023 | 950.000 | |
| Média móvel | ||
Pelo método da média móvel, quantas são as unidades previstas de consumo do item Z do estoque para 2024?
Provas
Assinale a alternativa que é uma proposição simples.
Provas
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Cachoeirinha-RS
Analise as assertivas abaixo sobre a Lei de Improbidade Administrativa, Lei nº 8.429/1992:
I. A obrigação ao ressarcimento integral do dano ao patrimônio público se restringe aos casos de ação ou de omissão dolosa do agente público ou de terceiros.
II. As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
III. No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou os valores acrescidos ao seu patrimônio.
IV. A aplicação das sanções previstas nessa Lei depende da aprovação ou da rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.
Quais estão corretas?
Provas
Caderno Container