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Foram encontradas 358 questões.

3170354 Ano: 2024
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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O estoquista de um determinado supermercado recebeu a tarefa de organizar as 5 prateleiras de um freezer com cinco tipos de bebidas diferentes – água, cerveja, refrigerante, suco e vinho. Sabe-se que ele colocou apenas um tipo de bebida por prateleira e que a prateleira do meio foi preenchida com uma bebida alcoólica. Os sucos estão em uma prateleira abaixo da prateleira das águas e acima da prateleira dos refrigerantes. Os vinhos estão em uma prateleira abaixo da prateleira das águas e exatamente acima da prateleira dos refrigerantes. Caso o estoquista não coloque bebidas alcoólicas em prateleiras consecutivas, podemos dizer que as bebidas ficaram organizadas, da prateleira mais alta para mais baixa, da seguinte maneira:

 

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3170353 Ano: 2024
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Para melhorar a organização do atendimento dos cidadãos em uma determinada prefeitura municipal, foi implementado um sistema de senhas numéricas que segue o seguinte padrão:

1

3

5

7

9

2

4

6

8

10

11

13

15

17

19

12

Sabe-se que o número 1 é a primeira senha; 3 é a segunda senha; 5 a terceira senha; e, assim por diante. João, ao chegar na prefeitura, retirou sua senha e percebeu que havia 7 pessoas para serem atendidas na sua frente. Tendo em vista que a próxima senha a ser anunciada para o atendimento foi o número 28, então a senha de João é o número:

 

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3170352 Ano: 2024
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Para atrair seus clientes no final do mês, quando o consumo tende a cair, o dono de um restaurante decidiu fazer uma promoção de rodada dupla de chopp, ou seja, na compra de um chopp o segundo sai inteiramente grátis. Essa promoção é válida sempre para a última sexta-feira do mês. Sabendo-se que no mês de junho de um determinado ano essa promoção aconteceu no dia 28, em setembro, do mesmo ano, a promoção irá acontecer em uma sexta-feira, dia:

 

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3170351 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Poesia Oculta

Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47min. da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos se desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e no copo d’água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: 16 de novembro de 2008. Adaptado.)

Assinale, a seguir, a transcrição textual que evidencia, ou seja, exprime intensidade.

 

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3170350 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Poesia Oculta

Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47min. da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos se desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e no copo d’água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: 16 de novembro de 2008. Adaptado.)

A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros.” (3º§) A expressão sublinhada anteriormente expressa ideia de:

 

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3170349 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Poesia Oculta

Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47min. da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos se desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e no copo d’água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: 16 de novembro de 2008. Adaptado.)

Os sinais de pontuação são sinais gráficos utilizados para reconstituir, na escrita, a melodia e o ritmo da linguagem oral. Neste sentido, indicam pausas e entonação da voz, separando orações e períodos, contribuindo para a coerência e coesão do texto. No trecho “Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha.” (2º§), os dois-pontos foram empregados para:

 

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3170348 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Poesia Oculta

Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47min. da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos se desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e no copo d’água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: 16 de novembro de 2008. Adaptado.)

Em “E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, [...]” (2º§), a expressão destacada é acentuada pela mesma razão que as seguintes palavras grifadas, EXCETO:

 

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3170347 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Poesia Oculta

Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47min. da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos se desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e no copo d’água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: 16 de novembro de 2008. Adaptado.)

A poesia oculta não é tão oculta assim.” (3º§) Assinale, a seguir, o antônimo da expressão destacada.

 

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Questão presente nas seguintes provas
3170346 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Poesia Oculta

Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47min. da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos se desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e no copo d’água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: 16 de novembro de 2008. Adaptado.)

Em todas as transcrições literais, as expressões destacadas se encontram no mesmo gênero, EXCETO em:

 

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3170345 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Caratinga-MG
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Poesia Oculta

Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47min. da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos se desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e no copo d’água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: 16 de novembro de 2008. Adaptado.)

Considerando o texto, assinale a palavra grifada que NÃO mantém o mesmo valor semântico se substituída pela seguidamente indicada.

 

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