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A VONTADE DO FALECIDO
1º Seu Irineu Boaventura não era tão bemaventurado assim, pois sua saúde não era lá para que se diga. Pelo contrário, seu Irineu ultimamente já tava até curvando a espinha, tendo merecido, por parte de vizinhos mais irrelevantes, o significado apelido “Péna- Cova”. 2º Se havia expectativa em torno do passamento do seu Irineu? Havia sim. O velho tinha os seus guardados. Não eram bens imóveis, pois seu Irineu conhecia de sobra Altamirando, seu sobrinho, e sabia que, se comprasse terreno, o nefando parente se instalaria nele sem a menor cerimônia. De mais a mais, o velho era antigão: não comprava o que não precisava e nem dava dinheiro por papel pintado. Dessa forma, não possuía bens imóveis nem ações (...). A erva dele era viva. Tudo guardado em pacotinhos, num cofrão verde que ele tinha no escritório.
3º O sobrinho, embora mais mau-caráter do que o resto da família, foi o que teve a atitude mais leal, porque, numa tarde em que seu Irineu tossia muito, perguntou assim de supetão:
4º – Titio, se o senhor puser o bloco na rua, pra quem fica o seu dinheiro, hem?
5º O velho, engasgado de ódio, chegou a perder _____ tonalidade cadavérica e ficar levemente ruborizado, respondendo com voz rouca: 6º – Na hora em que eu morrer, você vai ver, seu cretino.
7º Alguns dias depois, deu-se o evento. Seu Irineu apanhou um resfriado, do resfriado passou _____ pneumonia, da pneumonia passou ao estado de coma e do estado de coma não passou mais. Levou pau e foi reprovado. (...)
8º – Bota titio na mesa da sala de visitas – aconselhou Altamirando; e começou o velório. Tudo que era parente com razoáveis esperanças de herança foi velar o morto. Mesmo parentes desesperançados compareceram ao ato fúnebre. Horas antes do enterro, abriram o cofrão verde onde havia sessenta milhões em cruzeiros.
9º – O velho tinha menos dinheiro do que eu pensava – disse alto o sobrinho.
10 Tomou-se – isto sim – conhecimento de uma carta que estava cuidadosamente colocada dentro do cofre, sobre o dinheiro. E na carta o velho dizia: “Quero ser enterrado junto com a quantia existente nesse cofre, que é tudo o que eu possuo e que foi ganho com o suor do meu rosto, sem a ajuda de parente vagabundo nenhum”. E, por baixo, a assinatura com firma reconhecida para não haver dúvida: Irineu de Carvalho Pinto Boaventura.
11 Prá quê! Nunca se chorou tanto num velório sem se ligar pro morto. A parentada chorava _____ pampas, mas não apareceu ninguém com peito para desrespeitar _____ vontade do falecido. Estava todo mundo vigiando todo mundo, e lá foram aquelas notas novinhas arrumadas ao lado do corpo, dentro do caixão.
12 Foi quase hora do corpo sair. Desde o momento em que se tomou conhecimento do que a carta dizia, que Altamirando imaginava um jeito de passar o morto pra trás. Pensou, pensou e, na hora que iam fechar o caixão, ele deu um grito de “pera aí”. Tirou os sessenta milhões de dentro do caixão, fez um cheque da mesma importância, jogou lá dentro e disse “fecha”.
13 – Se ele precisar, mais tarde desconta o cheque no Banco.
(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. São Paulo, Moderna, 1986.)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto:
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Ao trabalhar com Assessoria de Comunicação, o Jornalista deverá lidar com um importante instrumento de divulgação, em formato de texto informativo, que tem o objetivo de despertar a imprensa ou a mídia para determinado assunto de interesse da Assessoria, denominado:
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Os números x = 2a – 1, y = a + 8 e z = 3a + 2 formam, nessa ordem, uma progressão geométrica. Assim, é correto afirmar que a expressão 2x – y + z é igual a:
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Sobre o processo administrativo disciplinar, é INCORRETO afirmar que:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: EXATUS
Orgão: Câm. Ivaiporã-PR
Que fato histórico completou 30 anos no último final de semana?
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RITOS DE DEZEMBRO
1º Os sons de dezembro não são tão suaves como quer o poeta – ao invés das mandolinas, ou dos alaúdes, são as _________ que marcam o ritmo das cidades, nos congestionamentos ao redor dos shopping centers e churrascarias. Mas o poeta não erra de todo. Apesar do turbilhão de compras e comemorações, ou, quem sabe, por isso mesmo, dezembro agrada feito aquelas histórias de terror que, ansiosamente, as crianças insistem em ouvir de novo e de novo. Imerso nos agridoces ritos do fim de ano, o país apressa o passo ao encontro do calendário, com ar de quem se esfalfa de trabalhar.
2º E há tanto por fazer! Sortear o amigo secreto, escolher os presentes, estar presente à comemoração com os colegas, levar as crianças a ver Papai Noel, escrever cartões de boas-festas, preparar a ceia de Natal, ________ os parentes, planejar o réveillon... Não há cristão que aguente – mas não há cristão que dispense. Nada mais estafante, do que atravessar os corredores coloridos dos shoppings, entre trenós de mentira e preços implacavelmente verdadeiros. Apenas num dia, 120 mil pessoas desfilaram por um shopping de São Paulo.
3º Pois dar e ganhar presentes representa “a celebração de um contrato essencial para a vida em sociedade, que permite aos indivíduos localizarem-se no mundo”, como ________ o historiador J. A., 34, que prepara uma tese sobre o significado das festas populares.
4º A própria correria de dezembro atende a uma necessidade básica de todo mundo: a preparação da festa, o tempo consumido em atividades improdutivas, o dinheiro deixado nas lojas. A estação do desperdício enriquece a vida, ao interromper a rotina que impera durante o ano todo.
5º Preparar-se, se não pra o próximo ano, ao menos pra a última noite deste, é outra das tarefas inescapáveis de dezembro. Tão absorvente é essa ocupação que, antes ainda do Natal, as pessoas já dedicam atenção às questões de onde, como e com quem passar o réveillon.
6º O que todos procuram, afinal, é uma identificação mais íntima com a família e os amigos, para despertar o espírito de solidariedade habitualmente adormecido.
Revista Isto É. 22 dez. 1982. Texto parcialmente reproduzido.
Identifique o que cada uma das frases abaixo expressa no texto: fato ou opinião. Enumere 1 para fato e 2 para opinião:
( ) “Os sons de dezembro não são tão suaves como quer o poeta”. (1º parágrafo).
( ) “... o país apressa o passo ao encontro do calendário”. (1º parágrafo).
( ) “Nada mais estafante do que atravessar os corredores coloridos dos shoppings”. (2º parágrafo).
( ) “... prepara uma tese sobre o significado das festas populares” (2º parágrafo). Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
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Em uma caixa no formato de paralelepípedo reto retângulo com dimensões internas de 20 cm, 25 cm e 40 cm, serão colocados cubinhos maciços com 1 cm de aresta, organizados dentro da caixa de forma que se possa colocar a maior quantidade de cubinhos possíveis. Os cubinhos serão colocados em etapas, da seguinte maneira: na etapa l coloca-se 2 cubinhos, na etapa 2 coloca-se 4 cubinhos, na etapa 3 coloca-se 8 cubinhos e, assim, sucessivamente, até que se tenha colocado a maior quantidade possível de cubinhos dentro da caixa, respeitando-se as respectivas quantidades de cubinhos que devem ser colocados em cada etapa. Assinale a alternativa correta:
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A VONTADE DO FALECIDO
1º Seu Irineu Boaventura não era tão bemaventurado assim, pois sua saúde não era lá para que se diga. Pelo contrário, seu Irineu ultimamente já tava até curvando a espinha, tendo merecido, por parte de vizinhos mais irrelevantes, o significado apelido “Péna- Cova”. 2º Se havia expectativa em torno do passamento do seu Irineu? Havia sim. O velho tinha os seus guardados. Não eram bens imóveis, pois seu Irineu conhecia de sobra Altamirando, seu sobrinho, e sabia que, se comprasse terreno, o nefando parente se instalaria nele sem a menor cerimônia. De mais a mais, o velho era antigão: não comprava o que não precisava e nem dava dinheiro por papel pintado. Dessa forma, não possuía bens imóveis nem ações (...). A erva dele era viva. Tudo guardado em pacotinhos, num cofrão verde que ele tinha no escritório.
3º O sobrinho, embora mais mau-caráter do que o resto da família, foi o que teve a atitude mais leal, porque, numa tarde em que seu Irineu tossia muito, perguntou assim de supetão:
4º – Titio, se o senhor puser o bloco na rua, pra quem fica o seu dinheiro, hem?
5º O velho, engasgado de ódio, chegou a perder _____ tonalidade cadavérica e ficar levemente ruborizado, respondendo com voz rouca: 6º – Na hora em que eu morrer, você vai ver, seu cretino.
7º Alguns dias depois, deu-se o evento. Seu Irineu apanhou um resfriado, do resfriado passou _____ pneumonia, da pneumonia passou ao estado de coma e do estado de coma não passou mais. Levou pau e foi reprovado. (...)
8º – Bota titio na mesa da sala de visitas – aconselhou Altamirando; e começou o velório. Tudo que era parente com razoáveis esperanças de herança foi velar o morto. Mesmo parentes desesperançados compareceram ao ato fúnebre. Horas antes do enterro, abriram o cofrão verde onde havia sessenta milhões em cruzeiros.
9º – O velho tinha menos dinheiro do que eu pensava – disse alto o sobrinho.
10 Tomou-se – isto sim – conhecimento de uma carta que estava cuidadosamente colocada dentro do cofre, sobre o dinheiro. E na carta o velho dizia: “Quero ser enterrado junto com a quantia existente nesse cofre, que é tudo o que eu possuo e que foi ganho com o suor do meu rosto, sem a ajuda de parente vagabundo nenhum”. E, por baixo, a assinatura com firma reconhecida para não haver dúvida: Irineu de Carvalho Pinto Boaventura.
11 Prá quê! Nunca se chorou tanto num velório sem se ligar pro morto. A parentada chorava _____ pampas, mas não apareceu ninguém com peito para desrespeitar _____ vontade do falecido. Estava todo mundo vigiando todo mundo, e lá foram aquelas notas novinhas arrumadas ao lado do corpo, dentro do caixão.
12 Foi quase hora do corpo sair. Desde o momento em que se tomou conhecimento do que a carta dizia, que Altamirando imaginava um jeito de passar o morto pra trás. Pensou, pensou e, na hora que iam fechar o caixão, ele deu um grito de “pera aí”. Tirou os sessenta milhões de dentro do caixão, fez um cheque da mesma importância, jogou lá dentro e disse “fecha”.
13 – Se ele precisar, mais tarde desconta o cheque no Banco.
(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. São Paulo, Moderna, 1986.)
Em relação ao uso das estruturas linguística do texto, marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:
( ) A palavra nefando (2º parágrafo) está empregada com o sentido de “detestável que merece desprezo”.
( ) A expressão “com peito” (12 parágrafo) está empregada em uma linguagem informal.
( ) A palavra “suor” (10 parágrafo) está empregada com o sentido conotativo.
( ) O hipérbole é uma figura de linguagem que aparece no 7º parágrafo.
A alternativa que preenche corretamente os parênteses de cima para baixo é:
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Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
I - ao sair da via pelo lado direito, aproximar-se o máximo possível do bordo direito da pista e executar sua manobra no menor espaço possível.
II - ao sair da via pelo lado esquerdo, aproximar-se o máximo possível de seu eixo ou da linha divisória da pista, quando houver, caso se trate de uma pista com circulação nos dois sentidos, ou do bordo esquerdo, tratando-se de uma pista de um só sentido.
Assinale a alternativa correta:
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A Constituição Federal da República do Brasil define que a aposentadoria compulsória dos servidores públicos, com proventos proporcionais ao tempo de serviço, ocorrerá quando o servidor completar:
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