Magna Concursos

Foram encontradas 149 questões.

712810 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Pessoas Habitadas
Estava conversando com uma amiga, dia desses. Ela comentava sobre uma terceira pessoa, que eu não conhecia. Descreveu-a como sendo boa gente, esforçada, ótimo caráter. “Só tem um probleminha: não é habitada. Rimos. É uma expressão coloquial na França – habité – mas nunca tinha escutado por estas paragens e com este sentido. Lembrei-me de uma outra amiga que, de forma parecida, também costuma dizer “aquela ali tem gente em casa” quando se refere a pessoas que fazem diferença.
Uma pessoa pode ser altamente confiável, gentil, carinhosa, simpática, mas se não é habitada, rapidinho coloca os outros pra dormir. Uma pessoa habitada é uma pessoa possuída, não necessariamente pelo demo, ainda que satanás esteja longe de ser má referência. Clarice Lispector certa vez escreveu uma carta a Fernando Sabino dizendo que faltava demônio em Berna, onde morava na ocasião. A Suiça, de fato, é um país de contos de fada onde tudo funciona, onde todos são belos, onde a vida parece uma pintura, um rótulo de chocolate. Mas
falta uma ebulição que a salve do marasmo. Retornando ao assunto: pessoas habitadas são aquelas possuídas por si mesmas, em diversas versões. Os habitados estão preenchidos de indagações, angústias, incertezas, mas não são menos felizes por causa disso. Não transformam suas “inadequações” em doença, mas em força e curiosidade. Não recuam diante de encruzilhadas, não se amedrontam com transgressões, não adotam as opiniões dos outros para facilitar o diálogo. São pessoas que surpreendem com um gesto ou uma fala fora do script, sem nenhuma disposição para serem bonecos de ventríloquos. Ao contrário, encantam pela verdade pessoal que defendem. Além disso, mantêm com a solidão uma relação mais do que cordial.
Então são as criaturas mais incríveis do universo? Não necessariamente. Entre os habitados há de tudo, gente fenomenal e também assassinos, pervertidos e demais malucos que não merecem abrandamento de pena pelo fato de serem, em certos aspectos, bastante interessantes. Interessam, mas assustam. Interessam, mas causam dano. Eu não gostaria de repartir a mesa de um restaurante, com Hannibal Lecter, “The Cannibal”, ainda que eu não tenha dúvida de que o personagem imortalizado por Anthony Hopkins renderia um papo mais estimulante do que uma conversa com, sei lá, Britney Spears, que só tem gente em casa porque está grávida. Zzzzzzzzzzz.
Que tenhamos a sorte de esbarrar com seres habitados e ao mesmo tempo inofensivos, cujo único mal que possam fazer é nos fascinar e nos manter acordados uma madrugada inteira. Ou a vida inteira, o que é melhor.
MEDEIROS, Martha. Pessoas habitadas. In: SANTOS, Joaquim
Ferreira (organização e introdução). As Cem melhores crônicas brasileiras. Rio de janeiro: Objetiva, 2007. p. 324-325.
“Lembrei-me de uma outra amiga que, de forma parecida, também costuma dizer “aquela ali tem gente em casa” quando se refere a pessoas que fazem diferença.”
Nesse período, “aquela ali tem gente em casa” exerce qual função sintática?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
708957 Ano: 2014
Disciplina: Comunicação Social
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Provas:
Leia o trecho: “A [...] trata dos aspectos psicológicos e culturais dos processos de comunicação, o que, de alguma forma, envolve os modernos manuais de redação dos grandes jornais, pela influência que podem exercer sobre as intenções e o comportamento jornalístico de editores e repórteres, nas suas relações entre si, com as fontes e com os leitores ou pelos propósitos utilitários que impõem ao produto”. O pensamento elencado do trecho refere-se a um conceito que pertence ao meio jornalístico, que é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
693813 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Provas:
SOCIEDADE E TRIBO
O cinema vem explorando o tema exaustivamente, desde os clássicos faroestes até os policiais urbanos – diante de uma situação de gritante injustiça, alguém resolve assumir a lei pelas próprias mãos. É uma ideia que tem um apelo emocional irresistível. O tema toca na nostalgia de alguma pureza primordial, pré-civilização, em que a ideia do que é justo e bom não resultaria de uma construção coletiva da cultura política sempre contraditória das sociedades, mas de alguma coisa fundamental que está acima de tudo e que não precisa ser pensada, apenas “sentida”. Como não somos deuses, esse rompimento com a regra social é uma escolha pessoal, uma decisão intransferível que se toma. E o preço é pesado.
A tensão entre indivíduo e sociedade, afinal a alma da nossa vida, é o motor permanente do dilema. Está presente tanto na simples decisão de jogar uma lata de refrigerante pela janela do carro quanto no desespero de Hamlet para vingar o assassinato do pai, já que o Estado – representado pela rainha – era conivente com o crime. Claro que há uma diferença abissal de dimensão ética entre os casos, e também de suas consequências. No cinema, na literatura e no teatro, o motor central parece sempre repetir o monólogo shakespeariano: “Suportar calado os dardos da injustiça ou insurgir-se contra eles?” Nesse modelo, a decisão é sempre do indivíduo, porque a sociedade é descartada.
A morte recente de um assaltante pelas mãos de taxistas foi mais um desses casos-limite. A resposta a uma dura injustiça passa a funcionar na mesma lógica transgressora do crime; levada à última consequência, essa privatização da lei – como a indizível estupidez que também recentemente assassinou um pichador de muros – destrói os horizontes de sobrevivênvia comum. A rapidez com que o chamado senso comum saca das adversativas atenuantes – “mas era um assaltante”, como se fosse esse o foco da questão – revela uma ética já dissolvida no comportamento irracional de manada. O que parece uma afirmação do indivíduo é de fato o seu aniquilamento. O “mas era um criminoso” se encaixa facilmente em “mas era uma prostituta”, “mas era um índio”, “mas era uma empregada doméstica”, “mas era pobre” – são gradações desqualificantas com diferenças notáveis, mas em todas transparecem insidiosas a crescente cultura da justiça tribal e de sua cada vez mais maldisfarçada simpatia pela violência.
Entende-se o crescente isolamento social pelo vidro fumê dos carros, cercas elétricas, bolsões de consumo refrigerado com acesso vedado a parcelas da população e polícia particular, porque a barra anda mesmo pesada. Mas, se de alguma forma as classes médias forem incapazes de pensar em alternativas sociais, culturais e educacionais que nos ponham em contato uns com os outros, em pouco tempo estaremos inaugurando praças de linchamento como o ponto alto da ideia de justiça que nos restou.
TEZZA, Cristovão. Um operário em férias: 100 crônicas escolhidas.
(organização e apresentação Christian Schwartz). In:__________. Sociedade e tribo. Rio de Janeiro: Record, 1013. p.171-172.
No terceiro parágrafo, os vocábulos “conivente”, “abissal” e “insurgir-se’ têm que sentidos, respectivamente?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
693636 Ano: 2014
Disciplina: Matemática
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Uma lojista compra 12 blusas por R$140,00 e as vende numa promoção: 3 blusas por R$56,00. Qual o percentual de lucro que essa lojista tem?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
693436 Ano: 2014
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO

Quem nasce em Jaru/RO é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
693297 Ano: 2014
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Provas:
Dada a sequência numérica 9120, 1824, 456, 152, 76, ___; o número que completa esta sequência lógica é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
682582 Ano: 2014
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Provas:

Dentre as cláusulas necessárias prevista na Lei nº 8.666/93, na parte que diz respeito ao crédito pelo qual correrá a despesa, é obrigatória a indicação da:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
678370 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Aqui e ali, por toda a parte, encontravam-se trabalhadores, uns ao sol, outros debaixo de pequenas barracas feitas de lona ou de folha de palmeira. De um lado cunhavam pedra cantando; de outro a quebravam a picareta; de outro afeiçoavam lajedos a ponta de picão; mais adiante faziam paralelepípedos a escopro e macete. E todo aquele retintim de ferramentas, e o marchar da forja, e o coro dos que lá em cima brocavam a rocha para lançarlhe fogo, e a surda zoada ao longe, que vinha do cortiço, como de uma aldeia alarmada; tudo dava a idéia de uma atividade feroz, de uma luta de vingança e de ódio. Aqueles homens gotejantes de suor, bêbedos de calor, desvairados de insolação a quebrarem, a espicaçarem, a torturarem a pedra, pareciam um punhado de demônios revoltados na sua impotência contra o impassível gigante que a contemplava com desprezo, imperturbável a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito.
(AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. Porto Alegre: L&PM, 1998. p. 51-52.)
Há uma multiplicidade de sinais empregados na pontuação, porém esses sinais são de grande importância no processo de construção de sentidos no texto.
Escolha a alternativa abaixo em que todos os sinais de pontuação mencionados são apenas aqueles empregados no texto.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
672142 Ano: 2014
Disciplina: Matemática
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO
Carol foi ao supermercado e viu um cartaz dizendo: “Refrigerante Jaruzinho 2 litros - R$ 4,00 a unidade”. Carol quer comprar 7 unidades desse refrigerante. Ela vai precisar de:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
671988 Ano: 2014
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Jaru-RO

Jaru foi distrito do Município de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas