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Nosso Universo está morrendo
O Universo está morrendo. Uma morte lenta é verdade, mas o diagnóstico é incontroverso e foi apresentado por um grupo internacional de astrônomos, durante a Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, que acontece em Honolulu, no Havaí. Os cientistas constataram que as galáxias produzem hoje apenas metade da energia que geravam 2 bilhões de anos atrás – é o início de um gradual, mas inconfundível, apagar das luzes no cosmos.
O novo estudo, publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, faz parte do projeto Gama (sigla inglesa para “composição de galáxias e massa”) e investigou a quantidade de emissão de energia numa vasta região do espaço, analisando individualmente cerca de 200 mil galáxias.
Como se sabe, já que a luz leva um certo tempo para viajar grandes distâncias, olhar para as profundezas do espaço equivale a estudar o passado. Assim, ao comparar a quantidade de luz emitida pelas estrelascontidas em galáxias típicas, mas distantes, com outras similares, mas mais próximas, é possível avaliar se a produção total de estrelas – e, portanto, de energia – está em alta ou em baixa.
Graças à generosa amostra do Gama, foi possível fazer essa comparação com grande precisão. E a moral da história é que, 2 bilhões de anos atrás, a quantidade deenergia produzida pelas galáxias era o dobro da atual. Ou seja, conforme cada vez mais estrelas se extinguem e cada vez menos estrelas surgem, o Universo aproxima-se vagarosamente de seu fim.
Já se tinha uma boa ideia de que o pico de atividade do cosmos – que tem cerca de 13,8 bilhões de anos a contar do Big Bang – havia sido atingido há algum tempo. Mas os resultados do Gama agora são inconfundíveis.O grande diferencial é que eles usaram os mais variados instrumentos para cobrir uma vasta faixa do espectro eletromagnético(A), do infravermelho ao ultravioleta,passando, é claro, pela luz visível. É a primeira vez que temos uma cobertura tão abrangente.
Para isso, a equipe liderada por Simon Driver, da Universidade da Austrália Ocidental, fez uso principalmente de telescópios do ESO (Observatório Europeu do Sul) em Paranal, no Chile, e de dados dos satélites Galex e Wise, da Nasa, e Herschel, da ESA (Agência Espacial Europeia)
Para uma próxima fase, eles pretendem também incluir medições em rádio, possivelmente obtidas com o SKA (Square Kilometer Array), conjunto de radiotelescópios em construção na África do Sul. Mas os dados colhidos até agora já trazem uma mensagem muito clara.
“O Universo deve declinar daqui para frente, suavemente evoluindo para a velhice”, disse Driver. “O Universo basicamente se sentou no sofá, puxou as cobertas e está prestes a entrar num cochilo eterno.”(B)
Com efeito, se nossa compreensão do funcionamento do cosmos estiver certa, e sua expansão prosseguir em ritmo acelerado, este é o desfecho esperado: um lento e gradual, mas irreversível, apagamento.
Aos poucos, todas as nuvens de gás geradas pelo evento primordial do Big Bang serão convertidas dentro das galáxias em estrelas(C). Essas, por sua vez, completarão seu ciclo de vida e se tornarão cadáveres degenerados de matéria ou buracos negros. Os primeiros estão condenados a se resfriar para sempre. Os segundos, num tempo ainda mais longo, devem emitir suaves sopros de radiação até evaporarem sem deixar resquícios. É um cenário melancólico.
Apesar disso, não devemos nos preocupar demais. Embora as luzes estejam se apagando, a fase ativa do Universo ainda deve durar muitos bilhões de anos, e depois disso as estrelas mais longevas viverão por até 1 trilhão de anos – um tempo incomensurável do nosso ponto de vista – até que só restem os resquícios das glórias de outrora.
Contudo, no meio do caminho, ainda tem um grande “se”. Tudo isso só irá acontecer se a misteriosa energia escura – que ninguém no momento sabe o que é – continuar trabalhando, como agora, para compensar a gravidade e com isso seguir acelerando a expansão cósmica. Por outro lado, se ela resolver mudar de humor e passar, no futuro, a ajudar a gravidade a atrair as coisas, podemos ter um desfecho em que o Universo interrompe a expansão e passa a se contrair, terminando num Big Crunch – um “grande esmagamento”.
E quem sabe não é um evento desses o que gera um novo Big Bang e recomeça toda a história, num ciclo infinito?(D) As respostas estão lá fora.
NOGUEIRA, Salvador. Nosso universo está morrendo.
Disponível em: <http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com. br/2015/08/11/nosso-universo-esta-morrendo/>. Acesso em: 11 ago. 2015 (Adaptação).
Assinale a alternativa em cuja passagem se verifica ocorrência de linguagem figurada.
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Em um depósito, existem duas embalagens de detergente, com as seguintes datas de validade registradas:
| Detergentes | Datas de validade |
| A | 10/09/2015 |
| B | 03/11/2015 |
Considerando essas informações, é CORRETO afirmar que no dia 10 de outubro de 2015
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De acordo com norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a concordância verbal e / ou nominal está INCORRETA.
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Nosso Universo está morrendo
O Universo está morrendo. Uma morte lenta é verdade, mas o diagnóstico é incontroverso e foi apresentado por um grupo internacional de astrônomos, durante a Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, que acontece em Honolulu, no Havaí. Os cientistas constataram que as galáxias produzem hoje apenas metade da energia que geravam 2 bilhões de anos atrás – é o início de um gradual, mas inconfundível, apagar das luzes no cosmos.
O novo estudo, publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, faz parte do projeto Gama (sigla inglesa para “composição de galáxias e massa”) e investigou a quantidade de emissão de energia numa vasta região do espaço, analisando individualmente cerca de 200 mil galáxias.
Como se sabe, já que a luz leva um certo tempo para viajar grandes distâncias, olhar para as profundezas do espaço equivale a estudar o passado. Assim, ao comparar a quantidade de luz emitida pelas estrelas contidas em galáxias típicas, mas distantes, com outras similares, mas mais próximas, é possível avaliar se a produção total de estrelas – e, portanto, de energia – está em alta ou em baixa.
Graças à generosa amostra do Gama, foi possível fazer essa comparação com grande precisão. E a moral da história é que, 2 bilhões de anos atrás, a quantidade de energia produzida pelas galáxias era o dobro da atual. Ou seja, conforme cada vez mais estrelas se extinguem e cada vez menos estrelas surgem, o Universo aproxima-se vagarosamente de seu fim.
Já se tinha uma boa ideia de que o pico de atividade do cosmos – que tem cerca de 13,8 bilhões de anos a contar do Big Bang – havia sido atingido há algum tempo. Mas os resultados do Gama agora são inconfundíveis.O grande diferencial é que eles usaram os mais variados instrumentos para cobrir uma vasta faixa do espectro eletromagnético, do infravermelho ao ultravioleta,passando, é claro, pela luz visível. É a primeira vez que temos uma cobertura tão abrangente.
Para isso, a equipe liderada por Simon Driver, da Universidade da Austrália Ocidental, fez uso principalmente de telescópios do ESO (Observatório Europeu do Sul) em Paranal, no Chile, e de dados dos satélites Galex e Wise, da Nasa, e Herschel, da ESA (Agência Espacial Europeia)
Para uma próxima fase, eles pretendem também incluir medições em rádio, possivelmente obtidas com o SKA (Square Kilometer Array), conjunto de radiotelescópios em construção na África do Sul. Mas os dados colhidos até agora já trazem uma mensagem muito clara.
“O Universo deve declinar daqui para frente, suavemente evoluindo para a velhice”, disse Driver. “O Universo basicamente se sentou no sofá, puxou as cobertas e está prestes a entrar num cochilo eterno.”
Com efeito, se nossa compreensão do funcionamento do cosmos estiver certa, e sua expansão prosseguir em ritmo acelerado, este é o desfecho esperado: um lento e gradual, mas irreversível, apagamento.
Aos poucos, todas as nuvens de gás geradas pelo evento primordial do Big Bang serão convertidas dentro das galáxias em estrelas. Essas, por sua vez, completarão seu ciclo de vida e se tornarão cadáveres degenerados de matéria ou buracos negros. Os primeiros estão condenados a se resfriar para sempre. Os segundos, num tempo ainda mais longo, devem emitir suaves sopros de radiação até evaporarem sem deixar resquícios. É um cenário melancólico.
Apesar disso, não devemos nos preocupar demais. Embora as luzes estejam se apagando, a fase ativa do Universo ainda deve durar muitos bilhões de anos, e depois disso as estrelas mais longevas viverão por até 1 trilhão de anos – um tempo incomensurável do nosso ponto de vista – até que só restem os resquícios das glórias de outrora.
Contudo, no meio do caminho, ainda tem um grande “se”. Tudo isso só irá acontecer se a misteriosa energia escura – que ninguém no momento sabe o que é – continuar trabalhando, como agora, para compensar a gravidade e com isso seguir acelerando a expansão cósmica. Por outro lado, se ela resolver mudar de humor e passar, no futuro, a ajudar a gravidade a atrair as coisas, podemos ter um desfecho em que o Universo interrompe a expansão e passa a se contrair, terminando num Big Crunch – um “grande esmagamento”.
E quem sabe não é um evento desses o que gera um novo Big Bang e recomeça toda a história, num ciclo infinito? As respostas estão lá fora.
NOGUEIRA, Salvador. Nosso universo está morrendo.
Disponível em: <http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com. br/2015/08/11/nosso-universo-esta-morrendo/>. Acesso em: 11 ago. 2015 (Adaptação).
Leia o período a seguir.
“Com efeito, se nossa compreensão do funcionamento do cosmos estiver certa, e sua expansão prosseguir em ritmo acelerado, este é o desfecho esperado: um lento e gradual, mas irreversível, apagamento.”
Analise as afirmativas a seguir.
I. Flexionando-se “estiver” e “prosseguir” no pretérito imperfeito do subjuntivo, o verbo “ser” passa a se flexionar no futuro do presente do indicativo.
II. A palavra “este” aponta para uma informação introduzida em sequência: “um lento e gradual, mas irreversível, apagamento”.
III. O verbo “prosseguir”, no período em análise, comporta-se como intransitivo.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
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1387191
Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Nova Serrana-MG
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Nova Serrana-MG
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Considere a situação a seguir.
Visando divulgar junto à população em geral as realizações do governo e demais informações de interesse público relativas à gestão política e administrativa do estado, o governador de um estado contrata, diretamente, porinexigibilidade de licitação, uma agência de publicidade de renome nacional, detentora de várias premiaçõesrelevantes em sua área de atuação e com larga experiência na prestação de serviço ao Poder Público.
Na hipótese, é CORRETO afirmar que a contratação direta:
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Tecnologia
Luis Fernando Verissimo
Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré- eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige. Uma tela vazia muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais,tudo bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado, ele diz “Errado”. Não diz “Burro”, mas está implícito. É pior, muito pior. Às vezes, quando a gente erra, ele faz “bip”. Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: “Bip!” “Olha aqui, pessoal: ele errou”. “O burro errou!”
Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Sabe muito mais coisa e não tem nenhum pudor em dizer que sabe. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguentava os humanos por falta de coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior impaciência conosco, jamais faria “bip” em público.
Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/
cronicas_de_luis_ fernando_verissimo>. Acesso em: 25 ago. 2015 (Adaptação).
Leia a frase a seguir.
“Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele.”
Na frase anterior, a expressão destacada exprime uma:
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1386220
Ano: 2015
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Nova Serrana-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Nova Serrana-MG
Provas:
Assinale a alternativa que apresenta o nome da cidade canadense que sediou os Jogos Pan-Americanos de 2015.
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1386201
Ano: 2015
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Nova Serrana-MG
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: FUNDEP
Orgão: Câm. Nova Serrana-MG
Provas:
De acordo com a legislação aplicável, deve-se adotar no âmbito da Câmara de Vereadores de Nova Serrana o voto secreto em:
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Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase foi empregado incorretamente.
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Os recursos de hardware são um dos principais componentes dos sistemas de informações.
A esse respeito, assinale a alternativa que apresenta corretamente um exemplo desse tipo de recurso.
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Cadernos
Caderno Container