Foram encontradas 96 questões.
Um auxiliar administrativo realizou 65 cadastros de ofícios e de requerimentos na razão de cinco para oito, durante uma hora. Pode-se afirmar que o número de ofícios cadastrados, nesse período de tempo, corresponde a:
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Após a realização de um determinado concurso público, foi aplicada uma pesquisa com os candidatos em relação à ênfase nos estudos nas questões de conhecimentos específicos e legislação. Constatou-se que, do total de entrevistados, 125 estudaram para as questões de conhecimentos específicos, 135 estudaram para as questões de legislação e 50 estudaram para ambas as questões. Nessa situação, o número total de candidatos entrevistados é equivalente a:
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Relacione a Coluna 1 à Coluna 2 no que diz respeito à classificação de receitas e despesas, prevista na Lei Federal nº 4.320/1964 que estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Coluna 1
1. Receitas Correntes.
2. Receitas de Capital.
3. Despesas Correntes.
4. Despesas de Capital.
Coluna 2
( ) Alienação de Bens Móveis e Imóveis.
( ) Impostos.
( ) Investimentos.
( ) Participações e Dividendos.
( ) Transferências Correntes.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Para responder à questão, considere a Figura 1 abaixo, criada utilizando o Excel 2010.

No Excel 2010, se incluirmos o comando =MÁXIMO(B2:B6) na posição D7, qual será o resultado?
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Orfandades
Quem ama cuida. Quem ama não se ausenta e nem se esquiva. Quando as coisas ficam difíceis, estica a mão, oferece o ombro, abraça e conforta. Quem ama se faz presente, não sai do ar. Às vezes se sacrifica. O amor tem uma cláusula de irrevogabilidade. Se foi revogado não é amor. Já era.
Se isso lhe parece antigo, tem razão. As coisas não são mais assim. A modalidade de amor que praticamos é mais amena. Está ligada ao nosso futuro, à nossa carreira, a certa ideia de conforto e sucesso. É contingente. Virou uma forma de realização pessoal e social, não sentimento pelo qual pagamos um preço. Pelo amor não sacrificamos nada, só recebemos.
Desculpem se pareço triste, mas percebo ao meu redor – e dentro de mim – uma sensação pesada de orfandade, ligada à transitoriedade das coisas. Fui ver na internet e descobri que a palavra "órfão" vem do grego orphanos, que significa, literalmente, "privado" ou "desprovido". Não nos sentimos privados de proteção e carinho? Não estamos desprovidos da sensação de aconchego que torna a vida aprazível? Tudo a ver.
Sinto, na verdade, que vivemos orfandades simultâneas e múltiplas. A mesma tristeza que a morte dos pais provoca – a orfandade original – espalhou-se pela vida. Quando os amores terminam, quando os empregos acabam, quando as amizades estremecem, quando a família se afasta, nos sentimos da mesma forma: expostos e desprotegidos, solitários, à mercê do mundo... feito uma criança. Essas são as nossas orfandades.
Alguém dirá que sempre foi assim. Não creio. Havia no passado camadas de proteção entre o mundo e cada um de nós. Éramos parte de algo maior que nos abrigava. Hoje estamos sozinhos, ou quase. Há nosso amor, mas ele pode faltar. Existe a família, mas ela se resume a pais e filhos – um núcleo pequeno e frágil que pode a qualquer instante implodir. No trabalho, somos lutadores solitários. Em que parte do mundo nos juntamos a nossos iguais e nos sentimos parte de um todo? Nenhuma. Onde fica o oásis de paz e tranquilidade? Não há.
As relações afetivas já foram esse oásis, não são mais. Trocamos segurança por verdade e aventura. Somos deixados, trocados, esquecidos, superados. Assim como deixamos, trocamos, esquecemos, superamos. Muitas vezes. Tantas vezes. Tudo é intenso e provisório. Nada está assegurado. Não podemos realmente contar com isso. O que é sólido se desmancha no ar (para usar uma frase famosa) e avançamos – de cabeça erguida, em meio às nossas múltiplas orfandades, colhendo o riso e o gozo que se oferecem, retribuindo com a nossa alegria (que não morreu, hiberna apenas).
Estamos à espera de tempos melhores. Depois do inverno, o verão. Depois da noite, o sol. Ao vazio do nosso luto – qualquer que seja a sua causa – sucederá a plenitude. Reencontraremos o amor, a direção, a unidade refeita com o mundo e com nós mesmos. Um amor virá depois do outro, e com ele a vida nova. Enquanto isso, a melancolia. O intervalo terrível. Enquanto isso, o frio.
Há que ter paciência, portanto. Com os nossos sentimentos. Com a vida que escolhemos viver. Há que sentir-se órfão antes de recomeçar e renascer.
(Ivan Martins – Revista Época, 24 de junho de 2015 – disponível em http://www.epoca.globo.com - adaptação)
Considerando a função do adjunto adverbial, analise as assertivas a seguir:
I. A forma “no passado” é um adjunto adverbial de tempo.
II. A forma “Nenhuma” é um adjunto adverbial de negação.
III. A forma “enquanto” é um adjunto adverbial de tempo.
Quais estão corretas?
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Orfandades
Quem ama cuida. Quem ama não se ausenta e nem se esquiva. Quando as coisas ficam difíceis, estica a mão, oferece o ombro, abraça e conforta. Quem ama se faz presente, não sai do ar. Às vezes se sacrifica. O amor tem uma cláusula de irrevogabilidade. Se foi revogado não é amor. Já era.
Se isso lhe parece antigo, tem razão. As coisas não são mais assim. A modalidade de amor que praticamos é mais amena(a). Está ligada ao nosso futuro, à nossa carreira, a certa ideia de conforto e sucesso. É contingente. Virou uma forma de realização pessoal e social, não sentimento pelo qual pagamos um preço. Pelo amor não sacrificamos nada, só recebemos.
Desculpem se pareço triste, mas percebo ao meu redor – e dentro de mim – uma sensação pesada de orfandade, ligada àtransitoriedade das coisas. Fui ver na internet e descobri que a palavra "órfão"(b) vem do grego orphanos, que significa, literalmente, "privado" ou "desprovido". Não nos sentimos privados de proteção e carinho? Não estamos desprovidos da sensação de aconchego que torna a vida aprazível? Tudo a ver.
Sinto, na verdade, que vivemos orfandades simultâneas e múltiplas(c). A mesma tristeza que a morte dos pais provoca – a orfandade original – espalhou-se pela vida. Quando os amores terminam, quando os empregos acabam, quando as amizades estremecem, quando a família se afasta, nos sentimos da mesma forma: expostos e desprotegidos, solitários, à mercê do mundo... feito uma criança. Essas são as nossas orfandades.
Alguém dirá que sempre foi assim(d). Não creio. Havia no passado camadas de proteção entre o mundo e cada um de nós. Éramos parte de algo maior que nos abrigava. Hoje estamos sozinhos, ou quase. Há nosso amor, mas ele pode faltar. Existe a família, mas ela se resume a pais e filhos – um núcleo pequeno e frágil que pode a qualquer instante implodir. No trabalho, somos lutadores solitários. Em que parte do mundo nos juntamos a nossos iguais e nos sentimos parte de um todo? Nenhuma. Onde fica o oásis de paz e tranquilidade? Não há.
As relações afetivas já foram esse oásis, não são mais. Trocamos segurança por verdade e aventura. Somos deixados, trocados, esquecidos, superados. Assim como deixamos, trocamos, esquecemos, superamos. Muitas vezes. Tantas vezes. Tudo é intenso e provisório. Nada está assegurado. Não podemos realmente contar com isso. O que é sólido se desmancha no ar (para usar uma frase famosa) e avançamos – de cabeça erguida, em meio às nossas múltiplas orfandades, colhendo o riso e o gozo que se oferecem, retribuindo com a nossa alegria (que não morreu, hiberna apenas).
Estamos à espera de tempos melhores. Depois do inverno, o verão. Depois da noite, o sol. Ao vazio do nosso luto – qualquer que seja a sua causa – sucederá a plenitude. Reencontraremos o amor, a direção, a unidade refeita com o mundo e com nós mesmos. Um amor virá depois do outro, e com ele a vida nova. Enquanto isso, a melancolia. O intervalo terrível. Enquanto isso, o frio.
Há que ter paciência(e), portanto. Com os nossos sentimentos. Com a vida que escolhemos viver. Há que sentir-se órfão antes de recomeçar e renascer.
(Ivan Martins – Revista Época, 24 de junho de 2015 – disponível em http://www.epoca.globo.com - adaptação)
Assinale a alternativa na qual o vocábulo “que” esteja empregado como pronome relativo.
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Orfandades
Quem ama cuida. Quem ama não se ausenta e nem se esquiva. Quando as coisas ficam difíceis, estica a mão, oferece o ombro, abraça e conforta. Quem ama se faz presente, não sai do ar. Às vezes se sacrifica. O amor tem uma cláusula de irrevogabilidade. Se foi revogado não é amor. Já era.
Se isso lhe parece antigo, tem razão. As coisas não são mais assim. A modalidade de amor que praticamos é mais amena. Está ligada ao nosso futuro, à nossa carreira, ____ certa ideia de conforto e sucesso. É contingente. Virou uma forma de realização pessoal e social, não sentimento pelo qual pagamos um preço. Pelo amor não sacrificamos nada, só recebemos.
Desculpem se pareço triste, mas percebo ao meu redor – e dentro de mim – uma sensação pesada de orfandade, ligada ___ transitoriedade das coisas. Fui ver na internet e descobri que a palavra "órfão" vem do grego orphanos, que significa, literalmente, "privado" ou "desprovido". Não nos sentimos privados de proteção e carinho? Não estamos desprovidos da sensação de aconchego que torna a vida aprazível? Tudo a ver.
Sinto, na verdade, que vivemos orfandades simultâneas e múltiplas. A mesma tristeza que a morte dos pais provoca – a orfandade original – espalhou-se pela vida. Quando os amores terminam, quando os empregos acabam, quando as amizades estremecem, quando a família se afasta, nos sentimos da mesma forma: expostos e desprotegidos, solitários, ___ mercê do mundo... feito uma criança. Essas são as nossas orfandades.
Alguém dirá que sempre foi assim. Não creio. Havia no passado camadas de proteção entre o mundo e cada um de nós. Éramos parte de algo maior que nos abrigava. Hoje estamos sozinhos, ou quase. Há nosso amor, mas ele pode faltar. Existe a família, mas ela se resume a pais e filhos – um núcleo pequeno e frágil que pode a qualquer instante implodir. No trabalho, somos lutadores solitários. Em que parte do mundo nos juntamos a nossos iguais e nos sentimos parte de um todo? Nenhuma. Onde fica o oásis de paz e tranquilidade? Não há.
As relações afetivas já foram esse oásis, não são mais. Trocamos segurança por verdade e aventura. Somos deixados, trocados, esquecidos, superados. Assim como deixamos, trocamos, esquecemos, superamos. Muitas vezes. Tantas vezes. Tudo é intenso e provisório. Nada está assegurado. Não podemos realmente contar com isso. O que é sólido se desmancha no ar (para usar uma frase famosa) e avançamos – de cabeça erguida, em meio às nossas múltiplas orfandades, colhendo o riso e o gozo que se oferecem, retribuindo com a nossa alegria (que não morreu, hiberna apenas).
Estamos à espera de tempos melhores. Depois do inverno, o verão. Depois da noite, o sol. Ao vazio do nosso luto – qualquer que seja a sua causa – sucederá a plenitude. Reencontraremos o amor, a direção, a unidade refeita com o mundo e com nós mesmos. Um amor virá depois do outro, e com ele a vida nova. Enquanto isso, a melancolia. O intervalo terrível. Enquanto isso, o frio.
Há que ter paciência, portanto. Com os nossos sentimentos. Com a vida que escolhemos viver. Há que sentir-se órfão antes de recomeçar e renascer.
(Ivan Martins – Revista Época, 24 de junho de 2015 – disponível em http://www.epoca.globo.com - adaptação)
Considerando o acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 05, 07 e 13.
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Cultura da Bebida
A droga mais consumida mundo afora continua gerando muita polêmica. Legalizado na maior parte dos países, o álcool é a substância que, paradoxalmente, mais custa à saúde pública. Se colocarmos na ponta do lápis gastos com hospitais, mortes, acidentes, violência, seguros, entre outros, percebemos que o poder de fogo da bebida é alto.
Nas últimas semanas, o tema voltou à tona com a notícia de que circula um projeto de lei no parlamento da Indonésia (em que 88% da população é muçulmana), que propõe prisão de até dois anos para quem for pego bebendo, produzindo ou distribuindo álcool. A informação é da agência de notícias EFE.
Se aprovada, a lei equipara um consumidor de álcool ao de outras drogas ilícitas, podendo inclusive ser tratado como traficante. Segundo os autores da proposta, o álcool é responsável por 58% dos crimes cometidos no país. Bom lembrar que em boa parte do mundo islâmico o consumo de álcool é proibido.
Longe da medida extrema que está sendo discutida na Indonésia, a ingestão responsável de bebida é um grande desafio. A maior parte das pessoas que bebe acaba ingerindo álcool de forma adequada e não enfrenta maiores problemas. O álcool está inserido culturalmente no mundo ocidental desde sempre. Mas e o uso nocivo e os impactos que ele pode trazer para a vida de cada um? O que fazer?
A revista alemã Deutsche Welle traz um estudo do final de fevereiro, publicado no periódico Scientific Report, que mostra que o álcool pode ser considerado até 114 vezes mais letal do que a maconha. Ou seja, algumas questões devem e precisam ser discutidas em um mundo em que as pessoas gostam de beber.
Que beber álcool em excesso faz mal para a saúde não resta dúvida. Mas será que o consumo moderado poderia trazer algum benefício? Muitos pesquisadores defendem que um pouco de bebida faz bem, mas a realidade pode ser diferente.
Beber muito álcool – tanto em ocasiões isoladas como ao longo do tempo – pode levar a problemas cardíacos, doenças no fígado e até alguns tipos de câncer, sem contar problemas como violência, acidentes, abuso e dependência.
Mas como fica a questão de beber algo como uma dose por dia? Um estudo publicado no início do ano pelo European Heart Journal, divulgado pelo site Medical News Today, aponta uma redução de risco de problemas cardíacos da ordem de 15% a 20% nos consumidores moderados de bebida. Outro trabalho, da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA), mostra que, em mais de cem estudos prospectivos, parece haver uma relação positiva entre consumo moderado e menor risco de infartos, derrames e doenças cardíacas.
Aparentemente, haveria um efeito protetor do álcool, que funcionaria como uma espécie de antioxidante, aumentando os níveis do HDL colesterol (“colesterol bom”), o que em tese protegeria a saúde de nossos vasos sanguíneos. O vinho teria o efeito mais conhecido, mas, recentemente, a cerveja parece ter alcançado o mesmo status.
Mas essa suposta proteção está longe de ser unanimidade. Muitos especialistas acreditam que os eventuais benefícios não superam os riscos, mesmo no consumo moderado. Para eles, os estudos superestimam as vantagens de beber um drinque diário. Haveria, possivelmente, apenas alguns grupos que teriam benefícios, como o dos homens entre 50 e 64 anos e o das mulheres acima dos 65 anos.
Outra pesquisa sueca recente, da Universidade de Gotemburgo, mostra que os eventuais benefícios do consumo moderado de álcool para o coração podem ter muito mais a ver com um genótipo específico do que com uma determinada faixa de idade. Apenas 15% da população teriam genes específicos que garantem uma suposta proteção do álcool à saúde do coração. Será?
(Jairo Bauer – Revista da Cultura, 08 de maio de 2015 – disponível em http://www.revistadacultura.com.br – adaptação)
Considerando o emprego das orações subordinadas, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 7, o vocábulo “Segundo” inicia uma oração subordinada substantiva.
II. Nas linhas 17, a oração “que um pouco de bebida faz bem” é uma oração subordinada objetiva direta.
III. Na linha 24, o pronome “que” introduz uma oração subordinada adjetiva.
Quais estão corretas?
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A Lei Complementar nº 002/2012, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Municipais de Parobé, estabelece que o servidor que estiver respondendo a processo administrativo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido do cargo, ou aposentado voluntariamente,
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Orfandades
Quem ama cuida. Quem ama não se ausenta e nem se esquiva. Quando as coisas ficam difíceis, estica a mão, oferece o ombro, abraça e conforta. Quem ama se faz presente, não sai do ar. Às vezes se sacrifica. O amor tem uma cláusula de irrevogabilidade. Se foi revogado não é amor. Já era.
Se isso lhe parece antigo, tem razão. As coisas não são mais assim. A modalidade de amor que praticamos é mais amena. Está ligada ao nosso futuro, à nossa carreira, ____ certa ideia de conforto e sucesso. É contingente. Virou uma forma de realização pessoal e social, não sentimento pelo qual pagamos um preço. Pelo amor não sacrificamos nada, só recebemos.
Desculpem se pareço triste, mas percebo ao meu redor – e dentro de mim – uma sensação pesada de orfandade, ligada ___ transitoriedade das coisas. Fui ver na internet e descobri que a palavra "órfão" vem do grego orphanos, que significa, literalmente, "privado" ou "desprovido". Não nos sentimos privados de proteção e carinho? Não estamos desprovidos da sensação de aconchego que torna a vida aprazível? Tudo a ver.
Sinto, na verdade, que vivemos orfandades simultâneas e múltiplas. A mesma tristeza que a morte dos pais provoca – a orfandade original – espalhou-se pela vida. Quando os amores terminam, quando os empregos acabam, quando as amizades estremecem, quando a família se afasta, nos sentimos da mesma forma: expostos e desprotegidos, solitários, ___ mercê do mundo... feito uma criança. Essas são as nossas orfandades.
Alguém dirá que sempre foi assim. Não creio. Havia no passado camadas de proteção entre o mundo e cada um de nós. Éramos parte de algo maior que nos abrigava. Hoje estamos sozinhos, ou quase. Há nosso amor, mas ele pode faltar. Existe a família, mas ela se resume a pais e filhos – um núcleo pequeno e frágil que pode a qualquer instante implodir. No trabalho, somos lutadores solitários. Em que parte do mundo nos juntamos a nossos iguais e nos sentimos parte de um todo? Nenhuma. Onde fica o oásis de paz e tranquilidade? Não há.
As relações afetivas já foram esse oásis, não são mais. Trocamos segurança por verdade e aventura. Somos deixados, trocados, esquecidos, superados. Assim como deixamos, trocamos, esquecemos, superamos. Muitas vezes. Tantas vezes. Tudo é intenso e provisório. Nada está assegurado. Não podemos realmente contar com isso. O que é sólido se desmancha no ar (para usar uma frase famosa) e avançamos – de cabeça erguida, em meio às nossas múltiplas orfandades, colhendo o riso e o gozo que se oferecem, retribuindo com a nossa alegria (que não morreu, hiberna apenas).
Estamos à espera de tempos melhores. Depois do inverno, o verão. Depois da noite, o sol. Ao vazio do nosso luto – qualquer que seja a sua causa – sucederá a plenitude. Reencontraremos o amor, a direção, a unidade refeita com o mundo e com nós mesmos. Um amor virá depois do outro, e com ele a vida nova. Enquanto isso, a melancolia. O intervalo terrível. Enquanto isso, o frio.
Há que ter paciência, portanto. Com os nossos sentimentos. Com a vida que escolhemos viver. Há que sentir-se órfão antes de recomeçar e renascer.
(Ivan Martins – Revista Época, 24 de junho de 2015 – disponível em http://www.epoca.globo.com - adaptação)
Analise as afirmações abaixo em relação ao assunto discutido no texto:
I. O assunto principal do texto é a orfandade advinda da morte de familiares próximos.
II. Para o autor, as relações de hoje em dia são efêmeras e nos deixam a sensação de solidão e abandono.
III. No terceiro parágrafo, o autor emprega um tom melancólico em relação às relações atuais.
Quais estão corretas?
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