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Boato: Sabe da última?
Luiz Weis e Maria Inês Zanchetta
É sempre tudo muito parecido: uma história que ninguém sabe exatamente de onde saiu passa de boca em boca e, em questão de horas, se tanto, com os devidos acréscimos e bordados, vira verdade verdadeira. É o boato, um dos mais assíduos frequentadores de conversas, em toda parte e de todo tipo de gente. Costuma crescer feito bola de neve em situações de tensão e ansiedade. E pode murchar como um balão furado assim que alguém se dá ao trabalho de conferir o rumor antes de passá-lo adiante, o que, porém, raramente acontece. Às vezes, sobrevive a todas as checagens – e aí vira lenda.
Um exemplo clássico que correu mundo por se referir a uma celebridade foi o da morte do beatle Paul McCartney, que chegou a ser notícia de primeira página nos Estados Unidos em 1967, nos anos de glória do conjunto. Paul, naturalmente, estava vivo da silva – mas nem isso iria convencer os partidários da teoria do passamento do senhor McCartney. Muitas evidências foram arranjadas para demonstrar que o boato era fato. (...) E assim a história foi sendo enriquecida com detalhes do arco-da-velha: ele teria morrido em um acidente automobilístico em novembro de 1966 e fora substituído por um dublê. (...) Mas o boateiro não é uma pessoa diferente das demais ou coisa que o valha. Não há quem, com maior ou menor convicção, não tenha sido cúmplice da difusão de uma história, geralmente envolvendo gente famosa, sem ter a menor ideia se era verdadeira ou não. Ou, o que ainda é mais comum, sem se perguntar se o boato não teria sido plantado de propósito por alguém interessado em beneficiar-se da circulação da notícia falsa. Passar adiante um boato, em suma, parece parte da condição humana. Muitos boatos nascem de um mal-entendido. Alguém tira uma conclusão errada do que vê, lê ou escuta, confunde um gesto ou uma frase, e pronto – faz brotar uma inverdade que, levada às últimas consequências, pode envenenar a reputação de pessoas inocentes antes mesmo que fiquem sabendo dos rumores em que caíram.
(Revista Superinteressante número 4, ano 2, jan. 1989,
disponível em: <http://super.abril.com.br/cotidiano/boato-sabe-ultima-438891.shtml>. Acesso em 22 maio 2013).
Com relação à pergunta “Sabe da última?”, presente no título, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Consiste em frase normalmente ouvida quando há circulação de um boato.
( ) Implica que não haverá outra novidade contada logo depois.
( ) Reproduz uma situação de diálogo.
( ) Reporta à ideia de fato que gera curiosidade.
( ) Aponta para o esclarecimento de uma inverdade.
( ) Implica que não haverá outra novidade contada logo depois.
( ) Reproduz uma situação de diálogo.
( ) Reporta à ideia de fato que gera curiosidade.
( ) Aponta para o esclarecimento de uma inverdade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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Em relação aos conceitos de média e mediana, considere o exemplo das empresas 'A' e 'B' descrito a seguir: Uma pequena empresa chamada 'A' tem um diretor com salário de R$ 6.000,00 e quatro funcionários com salários respectivos de R$ 4.000,00; R$ 4.500,00; R$ 5.000,00 e R$ 5.500,00. Já outra pequena empresa chamada 'B' tem um diretor com salário de R$ 20.000,00 e contrata quatro estagiários, pagando a cada um deles o valor de R$ 1.250,00. A partir desse exemplo, considere as seguintes afirmativas:
1. A média salarial da empresa A é de R$ 5.000,00.
2. As empresas A e B possuem a mesma mediana salarial.
3. A mediana salarial da empresa B é de R$ 1.250,00.
4. A média salarial da empresa B é menor que a da empresa A.
2. As empresas A e B possuem a mesma mediana salarial.
3. A mediana salarial da empresa B é de R$ 1.250,00.
4. A média salarial da empresa B é menor que a da empresa A.
Assinale a alternativa correta.
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Por que pomos os pingos nos "is"?
A expressão "pôr os pingos nos is" significa organizar o que está confuso, discernir entre uma coisa e 1 outra, definir o lugar de cada coisa etc. Mas por que, quando queremos pôr ordem no caos, dizemos que vamos colocar os pingos nos is? Originalmente o "i" não tinha pingo. Na época romana, só havia as letras maiúsculas. E, como se sabe, o "I" maiúsculo não tem pingo (aliás, parece que muita gente não sabe disso). Quando, séculos depois, inventaram as minúsculas para facilitar a tarefa dos copistas de reproduzir centenas de páginas manuscritas, surgiu um problema: como as letras cursivas, típicas da escrita manual, são todas ligadas entre si (e é exatamente por isso que esse sistema de escrita facilitava a vida dos copistas, já que eles não precisavam levantar a pena do papel para passar de uma letra a outra), dois "ii" se assemelhavam a um "u", o que gerava ambiguidade, pois o latim tem muitas palavras com dois "ii".
A solução foi criar um sinal distintivo, no caso, o pingo do "i". É bem verdade que, posteriormente, com a invenção do trema, os dois "ii" passaram a se confundir com "ü", mas agora o risco era menor: as línguas que tinham "ii" não tinham "ü" e vice-versa. Logo, colocar um pingo no "i" foi a maneira encontrada pelos monges medievais (que passavam a vida copiando livros) para distinguir letras diferentes. Desde então, pôr os pingos nos is é sinônimo de distinguir, definir, determinar, e, por extensão, organizar, enquadrar, esclarecer...
(Blog - Aldo Bizzocchi, Revista Língua Portuguesa, ed. 91,
maio 2013. Disponível em: <revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/por-que pomos- os-pingos-nos-is-288588-1.asp>. Acesso em 25 maio 2013).
Sobre a expressão “pôr os pingos nos is”, é correto afirmar:
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Por que pomos os pingos nos "is"?
A expressão "pôr os pingos nos is" significa organizar o que está confuso, discernir entre uma coisa e outra, definir o lugar de cada coisa etc. Mas por que, quando queremos pôr ordem no caos, dizemos que vamos colocar os pingos nos is? Originalmente o "i" não tinha pingo. Na época romana, só havia as letras maiúsculas. E, como se sabe, o "I" maiúsculo não tem pingo (aliás, parece que muita gente não sabe disso). Quando, séculos depois, inventaram as minúsculas para facilitar a tarefa dos copistas de reproduzir centenas de páginas manuscritas, surgiu um problema: como as letras cursivas, típicas da escrita manual, são todas ligadas entre si (e é exatamente por isso que esse sistema de escrita facilitava a vida dos copistas, já que eles não precisavam levantar a pena do papel para passar de uma letra a outra), dois "ii" se assemelhavam a um "u", o que gerava ambiguidade, pois o latim tem muitas palavras com dois "ii".
A solução foi criar um sinal distintivo, no caso, o pingo do "i". É bem verdade que, posteriormente, com a invenção do trema, os dois "ii" passaram a se confundir com "ü", mas agora o risco era menor: as línguas que tinham "ii" não tinham "ü" e vice-versa. Logo, colocar um pingo no "i" foi a maneira encontrada pelos monges medievais (que passavam a vida copiando livros) para distinguir letras diferentes. Desde então, pôr os pingos nos is é sinônimo de distinguir, definir, determinar, e, por extensão, organizar, enquadrar, esclarecer...
(Blog - Aldo Bizzocchi, Revista Língua Portuguesa, ed. 91,
maio 2013. Disponível em: <revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/por-que pomos- os-pingos-nos-is-288588-1.asp>. Acesso em 25 maio 2013).
A relação entre “organizar, enquadrar, esclarecer” e “distinguir, definir, determinar” é de:
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Os dez mandamentos do e-mail
Carmen Guerreiro
A escrita não produz o mesmo efeito da fala. A afirmação, óbvia, parece ignorada por pessoas cada vez mais conectadas, o tempo todo, por tablets, smartphones ou computadores. A comunicação escrita parece ter tomado a dianteira em várias frentes antes dominadas pela fala. Essa prevalência fica clara na preferência crescente por e-mails, torpedos, chats, tuítes, comentários e posts como forma de e comunicação.
Pesquisa da Pew Global, de 2011, mostra que 92% dos internautas usam o e-mail como principal ferramenta de comunicação, porém, muitos capengam ao escrever um e-mail eficiente. O uso indevido de abreviações, formalidades ora excessivas ora inexistentes, o equívoco de linguagem e tratamento, a falta de objetividade são ruídos corriqueiros na comunicação eletrônica.
, ironias e brincadeiras mal interpretadas geram desentendimentos por conta da linguagem que se pretende distante e próxima ao mesmo tempo. Por isso, os especialistas e as empresas tentam sistematizar as regras que regem a comunicação por e-mail.
A apreensão tem levado empresas a consultores que capacitam funcionários a redigir e-mails não só sem deslizes na língua portuguesa, mas também eficientes e adequados à comunicação profissional. Regina Gianetti Dias Pereira, executiva e educadora corporativa da Atingir Coaching e Treinamento, se em oferecer cursos de comunicação empresarial, e diz que treinamentos para mensagens eletrônicas são cada vez mais pedidos. Especialmente porque e-mails mal escritos, confusos, pouco claros, feitos sem consistência, geram mal-entendidos e prejuízos profissionais.
A primeira lição é que dominar a tecnologia não significa domínio do uso da linguagem. A executiva afirma que existe a falsa impressão de que pessoas conectadas e integradas tecnologicamente se comunicam via internet com mais propriedade, quando na verdade uma independe da outra. O que faz diferença são alguns cuidados de adequação da linguagem para o contexto da comunicação.
(Disponível em <http//revistalinguauol.com.br>. Acesso em 05 ago. 2013.)
A palavra “óbvia” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido para o texto, por:
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Sobrenome: “Guarani Kaiowa”
Eliane Brum
No início de outubro, a carta(A de um grupo de guaranis caiovás de Mato Grosso do Sul provocou uma mobilização, em vários aspectos inédita, na sociedade brasileira. No texto(A, os índios, ameaçados de despejo por ordem judicial, declaravam: “Pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui”. A carta foi divulgada pelo Twitter e pelo Facebook, gerando uma rede de solidariedade e de denúncia das violências enfrentadas por essa etnia indígena. Desta rede, participaram – e participam – milhares de brasileiros urbanos. Para muitos deles, este foi o primeiro contato com o genocídio(B guarani caiová, apesar de o processo de extermínio(B da etnia ter se iniciado muito tempo antes. De repente, pessoas de diferentes idades, profissões e regiões geográficas passaram falar diretamente com as lideranças indígenas(C, no espaço das redes sociais, sem precisar de nenhum tipo de mediação. E de imediato passaram a ampliar suas vozes(C. partir dessa rede de pressão(D, as instituições – governo federal, congresso, judiciário etc. – foram obrigadas a colocar a questão(D na pauta. Depois de dias, em alguns casos semanas, a imprensa repercutiu o que ecoava nas redes. Alguns dos grandes jornais enviaram repórteres para a região, colunistas escreveram artigos com diferentes pontos de vista. O movimento de adesão causa guarani(E caiová nas redes sociais – sua articulação, significados e consequências – é um fenômeno fascinante. E, por sua força(E e novidade, traz com ele uma série de questões que possivelmente precisem de muito tempo para ser respondidas – e para as quais não uma resposta só.
(Revista Época, 26/11, 2012. Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/11/sobrenome-guarani-kaiowa. html>. Acesso em 20 maio 2013).
Considere as seguintes afirmativas com relação aos elementos de retomada presentes no texto:
1. A expressão “no texto” refere-se ao segmento “a carta”
2. “Processo de extermínio” refere-se a “genocídio”
3. O referente de “passaram a ampliar suas vozes”, por concordância, é “lideranças indígenas”.
4. A palavra “questão” refere-se a “rede de pressão”
5. “Sua força” retoma “causa guarani”
2. “Processo de extermínio” refere-se a “genocídio”
3. O referente de “passaram a ampliar suas vozes”, por concordância, é “lideranças indígenas”.
4. A palavra “questão” refere-se a “rede de pressão”
5. “Sua força” retoma “causa guarani”
Assinale a alternativa correta.
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Mévio ocupava há 03 anos e 04 meses o cargo público de Analista, nível médio, do quadro da Administração Pública municipal. Nesse período, após ter concluído o curso de nível superior em Direito, necessitando a municipalidade prover com certa urgência o cargo de Assessor Jurídico, aconselhado por seu superior hierárquico, Mévio solicitou a sua exoneração do cargo de Analista para poder ser nomeado para o cargo de Advogado do Município, em regime de 20 horas semanais. Tendo sido aprovado no curso de mestrado em Direito da Universidade Federal do Paraná, um ano após tomar posse e entrar em exercício no novo cargo, sempre buscando o seu aprimoramento para o exercício da função pública que exerce, Mévio solicitou a concessão de licença para capacitação profissional. Tal pedido, porém, foi prontamente indeferido pela administração, com base no fato de Mévio encontrar-se em estágio probatório. Mévio, então, solicitou a sua reintegração ao cargo de Analista anteriormente ocupado.
Tendo em vista essa situação hipotética, considere as seguintes afirmativas:
1. A posse de Mévio no cargo de Advogado acarretou a vacância do cargo de Analista, nível médio, que anteriormente ocupava na Administração municipal.
2. Sendo servidor público que já alcançou a estabilidade no cargo de Analista, a nomeação de Mévio para o cargo de Advogado prescinde de sua aprovação em concurso público.
3. Havendo compatibilidade de horários, Mévio poderia acumular os dois cargos, observado o limite do teto remuneratório estabelecido na Constituição Federal.
4. Agiu corretamente a Administração Pública ao indeferir a licença solicitada por Mévio, que somente poderá ser concedida aos servidores já aprovados em estágio probatório, estando a sua concessão condicionada a critérios de conveniência e oportunidade.
Assinale a alternativa correta.
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Qual o caminho para se editarem propriedades de um documento do MS Word 2007 como Título, Autor e Palavras-chave?
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Por que pomos os pingos nos "is"?
A expressão "pôr os pingos nos is" significa organizar o que está confuso, discernir entre uma coisa e outra, definir o lugar de cada coisa etc. Mas por que, quando queremos pôr ordem no caos, dizemos que vamos colocar os pingos nos is? Originalmente o "i" não tinha pingo. Na época romana, só havia as letras maiúsculas. E, como se sabe, o "I" maiúsculo não tem pingo (aliás, parece que muita gente não sabe disso). Quando, séculos depois, inventaram as minúsculas para facilitar a tarefa dos copistas de reproduzir centenas de páginas manuscritas, surgiu um problema: como as letras cursivas, típicas da escrita manual, são todas ligadas entre si (e é exatamente por isso que esse sistema de escrita facilitava a vida dos copistas, já que eles não precisavam levantar a pena do papel para passar de uma letra a outra), dois "ii" se assemelhavam a um "u", o que gerava ambiguidade, pois o latim tem muitas palavras com dois "ii".
A solução foi criar um sinal distintivo, no caso, o pingo do "i". É bem verdade que, posteriormente, com a invenção do trema, os dois "ii" passaram a se confundir com "ü", mas agora o risco era menor: as línguas que tinham "ii" não tinham "ü" e vice-versa. Logo, colocar um pingo no "i" foi a maneira encontrada pelos monges medievais (que passavam a vida copiando livros) para distinguir letras diferentes. Desde então, pôr os pingos nos is é sinônimo de distinguir, definir, determinar, e, por extensão, organizar, enquadrar, esclarecer...
(Blog - Aldo Bizzocchi, Revista Língua Portuguesa, ed. 91,
maio 2013. Disponível em: <revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/por-que pomos- os-pingos-nos-is-288588-1.asp>. Acesso em 25 maio 2013).
Sobre os copistas citados no texto, assinale a alternativa correta.
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Existiria uma comida brasileira básica? A mais geral é, sem dúvida, o feijão- com- arroz, esse “ prato”(A) que é usado como sinônimo para todas as pobrezas e rotinas. Mas vale notar que o arroz e o feijão são ingredientes que se misturam e formam uma massa indiferenciada, assumindo as propriedades gustativas dos dois elementos. Além disso – e qualquer semelhança não é, no plano cultural, coincidência –, a mistura faz com que o feijão deixe de ser preto, e o arroz, de ser branco. A síntese é um intermediário(E), desses que a sociedade brasileira tanto admira e valoriza. Comer arroz- com- feijão(D), então, é mais uma vez exercer o ato de misturar e desafiar a compartimentalização.
De fato, nada mais rico, na nossa sociabilidade, que os vários significados do verbo comer em suas conotações. Usamos, assim, o “pão-duro” para falar do avarento; o “pão, pão, queijo, queijo” para separar as coisas, acontecimentos e pessoas, pois não haveria nada mais distinto que o pão (de origem vegetal e agrícola, que vai ao forno) e o queijo (de origem animal, e que se fabrica por meio de um processo de fermentação “ natural” (B). (...)
Nossa comida – que mistura e combina – segue a mesma lógica do nosso mito de origem(C). Trata-se de uma comida tão 11 mulata quanto a nossa fábula das três raças. Temos uma “culinária relacional” a falar de uma sociedade também relacional.
(Excerto adaptado de O que é Brasil?, de Roberto Da Matta. Rio de Janeiro: Rocco, 2004, p. 33-35.)
Com relação a palavras e expressões empregadas no texto, é correto afirmar:
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