Foram encontradas 430 questões.
"A Psicologia do Trabalho" de José Augusto de Lima (2005) é uma obra fundamental para quem busca entender as complexidades do ambiente de trabalho e seu impacto no ser humano. Através de uma análise rigorosa e embasada, Lima proporciona uma visão abrangente que pode ser aplicada tanto na prática profissional quanto em estudos acadêmicos, tornando-se uma referência na área. Sobre as teorias da motivação, especialmente a teoria dos dois fatores de Herzberg, aponte a alternativa correta.
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A Vigilância em Saúde Mental e Trabalho (VISAT) é um campo de pesquisa e prática que envolve diversas áreas do conhecimento, incluindo a saúde pública, a psicologia, a sociologia e a ergonomia. No Brasil, alguns teóricos e pesquisadores têm contribuído significativamente para essa área; um ponto comum em diversas teorias é a importância da prevenção e promoção da saúde mental. A prevenção de adoecimentos é vista como uma estratégia fundamental para evitar que problemas de saúde mental se desenvolvam. Para isto, intervenções devem ser implementadas para identificar e mitigar fatores de risco no ambiente de trabalho. Já em relação à promoção da saúde mental, é correto afirmar que
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As Normas Regulamentadoras (NRs) são um conjunto de diretrizes que estabelecem requisitos e diretrizes de segurança e saúde do trabalho no Brasil. Elas são elaboradas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e têm como objetivo garantir a proteção dos trabalhadores em suas atividades laborais. Assim, segundo a Norma Regulamentadora NR 4, é correto afirmar que
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A cultura de segurança refere-se ao conjunto de valores, crenças, comportamentos e práticas que um grupo ou organização adota em relação à segurança. Essa cultura influencia como os colaboradores percebem e respondem a questões de segurança, incluindo a prevenção de acidentes de trabalho. Neste contexto, assinale a alternativa que descreve corretamente os principais elementos da cultura de segurança.
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A Psicodinâmica do Trabalho é um campo rico e complexo que busca entender as nuances das experiências dos trabalhadores. É uma abordagem que procura compreender as relações entre o trabalho, a saúde mental e o comportamento humano dentro do ambiente laboral. Esse campo de estudo examina como as condições de trabalho, as relações interpessoais e as demandas organizacionais influenciam a saúde psicológica dos trabalhadores. No Brasil, diversos teóricos contribuíram para o desenvolvimento da Psicodinâmica do Trabalho. Christian Dunker, em sua obra "Psicodinâmica do Trabalho e a Noção de Sofrimento" (2006), explora as relações entre o trabalho, o sofrimento e a condição humana. Ele argumenta que o trabalho pode ser uma fonte de sofrimento, mas também de realização e sentido, dependendo das condições e da organização do mesmo. Embasado pelo autor, é correto afirmar que
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"A Psicologia do Trabalho" é uma obra de José Augusto de Lima (2005), que aborda de maneira abrangente as interações entre a psicologia e o ambiente de trabalho, explorando temas essenciais para a compreensão do comportamento humano nas organizações. Lima explora fatores que influenciam a satisfação no trabalho, como ambiente físico, condições de trabalho, relações interpessoais e políticas de reconhecimento. Ele discute diversas teorias da motivação, como a teoria de Maslow e a teoria dos dois fatores de Herzberg, e como elas se aplicam no contexto laboral. Sobre as teorias da motivação, especialmente a teoria de Maslow, marque a alternativa correta.
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A promoção da saúde mental no trabalho é um tema de crescente importância, especialmente em um contexto onde o estresse e outros problemas de saúde mental têm se tornado mais comuns. Existem diversas intervenções que podem ser implementadas tanto em nível individual quanto organizacional. Em se tratando destas últimas, Robert Karasek e Tôres Theorell, em sua publicação sobre "Healthy Work: Stress, Productivity, and the Reconstruction of Working Life" (1990), sugere o Modelo de Demanda-Controle. Neste sentido, podemos afirmar corretamente que este modelo
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A obra de Geraldo Pasquali é fundamental para a compreensão da construção e utilização de instrumentos de avaliação psicológica em contextos de trabalho. Em seu livro "Psicologia e Testes Psicológicos" (2015), Pasquali discute diversos aspectos relacionados à elaboração, aplicação e interpretação de testes psicológicos, enfatizando a importância da validade e da confiabilidade desses instrumentos. Marque a alternativa que descreve corretamente os tipos de validade.
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 16 a 17.
A prevenção do adoecimento psíquico e a promoção da saúde mental são desafios atuais para a área da Saúde do Trabalhador. A prevalência de transtornos mentais tem crescido nos últimos anos, tanto no Brasil quanto em outros países ao redor do mundo (STEEL et al., 2014). Entre trabalhadores ativos, tal crescimento implica em comprometimento da qualidade de vida, perda de produtividade, afastamento temporário do trabalho ou aposentadoria precoce (GOETZEL et al., 2018). No âmbito previdenciário brasileiro, por exemplo, o mais recente Anuário Estatístico da Previdência Social indicou que transtornos mentais e do comportamento (diagnosticados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças) têm ocupado a terceira posição na concessão de auxílio-doença por incapacidade. Apenas em 2017, foram registrados 162.548 casos (BRASIL, 2017).
Ao voltar a atenção para a realidade dos bombeiros militares, o cenário não é diferente daquele observado entre os trabalhadores brasileiros em geral. Estudo realizado no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mostrou que o absenteísmo por transtornos mentais e do comportamento entre bombeiros militares cresceu nos últimos anos, compondo uma das principais causas de afastamento do trabalho naquele estado (FIORIN, 2013). Em Santa Catarina, no período entre 2013 e 2016, os transtornos mentais foram a terceira causa de afastamento (PEREIRA, 2017). Inquéritos sobre saúde mental entre bombeiros militares brasileiros seguem na mesma direção: são registradas altas prevalências de transtornos mentais, incluindo transtorno de estresse pós-traumático (LIMA, BARRETO, ASSUNÇÃO, 2015; BERGER et al., 2007), uso nocivo de álcool (AMATO et al., 2010) e quadros de burnout (LOPES, 2010).
A magnitude do problema e suas consequências para os bombeiros militares sugerem que é necessária a adoção de ações institucionais visando a saúde mental. Dentre elas, é possível destacar as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador - Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014). Tais ações podem utilizar dados já disponíveis (vigilância passiva) ou empreender esforços no sentido de construir ferramentas para identificar e registrar casos de adoecimento e acidentes de trabalho (vigilância ativa). As duas modalidades podem também ser combinadas, criando-se um sistema híbrido. Contudo, independente da modalidade adotada, alguns desafios estão sempre presentes, como registro de informações, construção de indicadores, análise e interpretação dos dados, retroalimentação (fase que requer a apresentação e discussão dos resultados junto aos trabalhadores e gestores da instituição) e planejamento e implementação de intervenções (MAIZLISH, 2000).
Leão e Gomez (2014) chamam a atenção ainda para um aspecto importante a ser observado nas ações em Visat: não basta focalizar a presença de sintomas psíquicos, é necessário avaliar e compreender sua relação com os fatores de risco presentes no ambiente de trabalho. Cabe enfatizar que, na realidade dos bombeiros militares, há dois grandes grupos de fatores de risco para a saúde mental: estressores operacionais e estressores organizacionais (LIMA, 2013).
O primeiro, estressores operacionais, está ligado à natureza das tarefas e decorre da exposição rotineira a situações de violência, risco de morte ou morte de pessoas, incluindo o risco para a vida dos próprios bombeiros (VAN DER VELDEN, KLEBER, GRIEVINK, YZERMANS, 2010). As cenas presenciadas pelos trabalhadores em ocorrências de atendimento pré-hospitalar, salvamento e combate a incêndio urbano são destaques nesse grupo (MONTEIRO, LIMA, 2018).
O segundo, estressores organizacionais, é comum aos trabalhadores em geral, embora assuma características peculiares nos Corpos de Bombeiros. Se vincula à forma pela qual o trabalho é organizado nas instituições. É possível citar ritmo de trabalho, pressão de tempo, número de horas trabalhadas, grau de autonomia sobre as tarefas, possibilidade de ter voz ativa nas decisões que interferem no trabalho de cada um e apoio social de colegas e chefes (KARASEK, THEORELL, 1990; GLINA, ROCHA, 2010). No conjunto, tanto estressores operacionais quanto organizacionais são essenciais para o entendimento da dinâmica saúde mental-trabalho (LIMA, ASSUNÇÃO, 2011).
Considerando as recomendações sobre Visat e suas metas institucionais de planejamento estratégico (MINAS GERAIS, 2017), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) desenvolveu uma ferramenta de vigilância ativa, o Programa de Saúde Ocupacional Bombeiro Militar - PSOBM (MINAS GERAIS, 2015). O objetivo do PSOBM é realizar avaliações periódicas dos bombeiros militares do estado, mensurando a exposição a fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e suas possíveis consequências à saúde. O programa inclui a atenção à saúde física e mental, ou seja, tem um caráter multidisciplinar pouco usual no Brasil. Vale frisar: a saúde mental é um aspecto raramente focalizado em ações de Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014).
Lima E. P., Vasconcelos, A. G., Camargos, B. H. (2020). "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)". Revista Flammae.
Como visualizado no texto ilustrativo "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)" de Lima E. P., Vasconcelos, A. G,, Camargos, B. H. (2020), os modelos de estresse ocupacional são fundamentais para compreender como o ambiente de trabalho e as condições laborais que afetam a saúde mental dos trabalhadores. Através da aplicação de modelos teóricos, é possível desenvolver intervenções que promovam um ambiente de trabalho mais saudável e reduzam o impacto negativo do estresse ocupacional. Da mesma maneira, Borges e Mourão, em sua obra "Psicologia do Trabalho: Teoria e Prática” (2013), exploram o tema, discutindo as implicações do estresse no contexto laboral. Neste sentido, identifique a alternativa que apresenta os modelos de estresse ocupacional analisados pelos autores.
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 16 a 17.
A prevenção do adoecimento psíquico e a promoção da saúde mental são desafios atuais para a área da Saúde do Trabalhador. A prevalência de transtornos mentais tem crescido nos últimos anos, tanto no Brasil quanto em outros países ao redor do mundo (STEEL et al., 2014). Entre trabalhadores ativos, tal crescimento implica em comprometimento da qualidade de vida, perda de produtividade, afastamento temporário do trabalho ou aposentadoria precoce (GOETZEL et al., 2018). No âmbito previdenciário brasileiro, por exemplo, o mais recente Anuário Estatístico da Previdência Social indicou que transtornos mentais e do comportamento (diagnosticados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças) têm ocupado a terceira posição na concessão de auxílio-doença por incapacidade. Apenas em 2017, foram registrados 162.548 casos (BRASIL, 2017).
Ao voltar a atenção para a realidade dos bombeiros militares, o cenário não é diferente daquele observado entre os trabalhadores brasileiros em geral. Estudo realizado no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mostrou que o absenteísmo por transtornos mentais e do comportamento entre bombeiros militares cresceu nos últimos anos, compondo uma das principais causas de afastamento do trabalho naquele estado (FIORIN, 2013). Em Santa Catarina, no período entre 2013 e 2016, os transtornos mentais foram a terceira causa de afastamento (PEREIRA, 2017). Inquéritos sobre saúde mental entre bombeiros militares brasileiros seguem na mesma direção: são registradas altas prevalências de transtornos mentais, incluindo transtorno de estresse pós-traumático (LIMA, BARRETO, ASSUNÇÃO, 2015; BERGER et al., 2007), uso nocivo de álcool (AMATO et al., 2010) e quadros de burnout (LOPES, 2010).
A magnitude do problema e suas consequências para os bombeiros militares sugerem que é necessária a adoção de ações institucionais visando a saúde mental. Dentre elas, é possível destacar as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador - Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014). Tais ações podem utilizar dados já disponíveis (vigilância passiva) ou empreender esforços no sentido de construir ferramentas para identificar e registrar casos de adoecimento e acidentes de trabalho (vigilância ativa). As duas modalidades podem também ser combinadas, criando-se um sistema híbrido. Contudo, independente da modalidade adotada, alguns desafios estão sempre presentes, como registro de informações, construção de indicadores, análise e interpretação dos dados, retroalimentação (fase que requer a apresentação e discussão dos resultados junto aos trabalhadores e gestores da instituição) e planejamento e implementação de intervenções (MAIZLISH, 2000).
Leão e Gomez (2014) chamam a atenção ainda para um aspecto importante a ser observado nas ações em Visat: não basta focalizar a presença de sintomas psíquicos, é necessário avaliar e compreender sua relação com os fatores de risco presentes no ambiente de trabalho. Cabe enfatizar que, na realidade dos bombeiros militares, há dois grandes grupos de fatores de risco para a saúde mental: estressores operacionais e estressores organizacionais (LIMA, 2013).
O primeiro, estressores operacionais, está ligado à natureza das tarefas e decorre da exposição rotineira a situações de violência, risco de morte ou morte de pessoas, incluindo o risco para a vida dos próprios bombeiros (VAN DER VELDEN, KLEBER, GRIEVINK, YZERMANS, 2010). As cenas presenciadas pelos trabalhadores em ocorrências de atendimento pré-hospitalar, salvamento e combate a incêndio urbano são destaques nesse grupo (MONTEIRO, LIMA, 2018).
O segundo, estressores organizacionais, é comum aos trabalhadores em geral, embora assuma características peculiares nos Corpos de Bombeiros. Se vincula à forma pela qual o trabalho é organizado nas instituições. É possível citar ritmo de trabalho, pressão de tempo, número de horas trabalhadas, grau de autonomia sobre as tarefas, possibilidade de ter voz ativa nas decisões que interferem no trabalho de cada um e apoio social de colegas e chefes (KARASEK, THEORELL, 1990; GLINA, ROCHA, 2010). No conjunto, tanto estressores operacionais quanto organizacionais são essenciais para o entendimento da dinâmica saúde mental-trabalho (LIMA, ASSUNÇÃO, 2011).
Considerando as recomendações sobre Visat e suas metas institucionais de planejamento estratégico (MINAS GERAIS, 2017), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) desenvolveu uma ferramenta de vigilância ativa, o Programa de Saúde Ocupacional Bombeiro Militar - PSOBM (MINAS GERAIS, 2015). O objetivo do PSOBM é realizar avaliações periódicas dos bombeiros militares do estado, mensurando a exposição a fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e suas possíveis consequências à saúde. O programa inclui a atenção à saúde física e mental, ou seja, tem um caráter multidisciplinar pouco usual no Brasil. Vale frisar: a saúde mental é um aspecto raramente focalizado em ações de Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014).
Lima E. P., Vasconcelos, A. G., Camargos, B. H. (2020). "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)". Revista Flammae.
O texto "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)" de Lima E. P., Vasconcelos, A. G., Camargos, B. H. (2020), publicado pela Revista Flammae; e Borges e Mourão em "Psicologia do Trabalho: Teoria e Prática” (2013), propõem estratégias e intervenções destinadas a prevenir e gerenciar o estresse no ambiente de trabalho. Embasado por esses autores, assinale a alternativa que apresenta corretamente as intervenções psicológicas.
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