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3169427 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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A morte da atenção

Você já teve a sensação de que está cada vez mais difícil manter o foco? Vivemos mergulhados numa chuva de estímulos – e isso tem efeitos mensuráveis sobre o cérebro.

Por Bruno Garattoni e Maurício Brum

Publicado em 19 out 2023, 15h55

Em 9 de janeiro de 2007, às 10h da manhã, um Steve Jobs saudável subiu ao palco do Moscone Center, espaço de eventos que a Apple alugava em São Francisco. “Vamos fazer história hoje”, disse. O iPhone não nasceu bem (dois meses após o lançamento, a Apple teve de cortar seu preço em 30%), mas acabou decolando. Vieram os aplicativos, redes sociais, o Android, a massificação. Hoje, 6,4 bilhões de pessoas têm um smartphone – superando com folga o saneamento básico, que chega a 4,4 bilhões. É bizarro, mas até tem seu nexo: o instinto humano de encontrar algo interessante, e prestar atenção àquilo, é tão primal quanto as necessidades fisiológicas.

A internet móvel saciou, finalmente, esse desejo. Passamos a ter, pela primeira vez na história, acesso a um fluxo constante e quase infinito de informações novas.

Ao mesmo tempo, foram aparecendo sinais de que algo não andava bem. A média de atenção humana, segundo um estudo da Microsoft, havia regredido para míseros oito segundos – um a menos do que o peixe-dourado, uma espécie ornamental de aquário, que é capaz de focar num estímulo visual por nove segundos.

Essa informação, de 2017, correu o mundo: saiu no New York Times, no Guardian, nas revistas Time e New Scientist, entre outros grandes veículos de imprensa. E foi replicada em milhões de páginas da internet.

Só havia um problema: o tal estudo (que não era da Microsoft) não apresentava nenhuma prova. Os autores não haviam feito nenhuma experiência concreta – fosse com humanos ou peixes –, e citavam números de origem indefinida, impossíveis de comprovar. A notícia era claramente absurda. Mas isso não impediu que se espalhasse, inquestionada, por todos os cantos. Simplesmente porque ninguém havia se dado ao trabalho de prestar atenção ao que estava lendo.

O papo de oito segundos é um mito, mas a atenção humana está caindo, sim. Há dados comprovando o fenômeno, que você já deve ter visto e sentido na pele.

O ritmo acelerado do TikTok conquistou 1,6 bilhão de usuários – e todas as outras redes copiaram o formato, com vídeos verticais curtíssimos. No WhatsApp, virou hábito ouvir os áudios em velocidade acelerada, 1,5x ou mais. Assistimos a filmes e maratonamos séries, mas quase sempre com o celular ao alcance da mão, desviando periodicamente o foco da história.

Em vez de caçar coisas interessantes, hoje temos é que nos defender da chuva de estímulos que disputam nossa atenção. Há cada vez mais serviços de streaming, podcasts, filmes, vídeos, livros, jogos, notícias… todas as formas possíveis de informação e entretenimento.

Isso é ótimo, mas também tem consequências ruins. Está cada vez mais difícil focar em algo. Qual foi a última coisa que chamou a sua atenção na internet hoje? Você lembra? É bem possível que não: olhou aquilo por tão pouco tempo que o seu cérebro nem chegou a formar uma memória.

Nos Estados Unidos, os casos de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) dobraram na última década. E essa condição, até então restrita a crianças, alcançou também jovens adultos – que hoje enchem o TikTok de vídeos sobre ela e os remédios que tomam para tentar contê-la.

[...]

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-morteda-atencao. Acesso em: 10 nov. 2023.

Considerando o trecho “Só havia um problema: o tal estudo (que não era da Microsoft) não apresentava nenhuma prova.”, é correto afirmar que

 

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3169426 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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A morte da atenção

Você já teve a sensação de que está cada vez mais difícil manter o foco? Vivemos mergulhados numa chuva de estímulos – e isso tem efeitos mensuráveis sobre o cérebro.

Por Bruno Garattoni e Maurício Brum

Publicado em 19 out 2023, 15h55

Em 9 de janeiro de 2007, às 10h da manhã, um Steve Jobs saudável subiu ao palco do Moscone Center, espaço de eventos que a Apple alugava em São Francisco. “Vamos fazer história hoje”, disse. O iPhone não nasceu bem (dois meses após o lançamento, a Apple teve de cortar seu preço em 30%), mas acabou decolando. Vieram os aplicativos, redes sociais, o Android, a massificação. Hoje, 6,4 bilhões de pessoas têm um smartphone – superando com folga o saneamento básico, que chega a 4,4 bilhões. É bizarro, mas até tem seu nexo: o instinto humano de encontrar algo interessante, e prestar atenção àquilo, é tão primal quanto as necessidades fisiológicas.

A internet móvel saciou, finalmente, esse desejo. Passamos a ter, pela primeira vez na história, acesso a um fluxo constante e quase infinito de informações novas.

Ao mesmo tempo, foram aparecendo sinais de que algo não andava bem. A média de atenção humana, segundo um estudo da Microsoft, havia regredido para míseros oito segundos – um a menos do que o peixe-dourado, uma espécie ornamental de aquário, que é capaz de focar num estímulo visual por nove segundos.

Essa informação, de 2017, correu o mundo: saiu no New York Times, no Guardian, nas revistas Time e New Scientist, entre outros grandes veículos de imprensa. E foi replicada em milhões de páginas da internet.

Só havia um problema: o tal estudo (que não era da Microsoft) não apresentava nenhuma prova. Os autores não haviam feito nenhuma experiência concreta – fosse com humanos ou peixes –, e citavam números de origem indefinida, impossíveis de comprovar. A notícia era claramente absurda. Mas isso não impediu que se espalhasse, inquestionada, por todos os cantos. Simplesmente porque ninguém havia se dado ao trabalho de prestar atenção ao que estava lendo.

O papo de oito segundos é um mito, mas a atenção humana está caindo, sim. Há dados comprovando o fenômeno, que você já deve ter visto e sentido na pele.

O ritmo acelerado do TikTok conquistou 1,6 bilhão de usuários – e todas as outras redes copiaram o formato, com vídeos verticais curtíssimos. No WhatsApp, virou hábito ouvir os áudios em velocidade acelerada, 1,5x ou mais. Assistimos a filmes e maratonamos séries, mas quase sempre com o celular ao alcance da mão, desviando periodicamente o foco da história.

Em vez de caçar coisas interessantes, hoje temos é que nos defender da chuva de estímulos que disputam nossa atenção. Há cada vez mais serviços de streaming, podcasts, filmes, vídeos, livros, jogos, notícias… todas as formas possíveis de informação e entretenimento.

Isso é ótimo, mas também tem consequências ruins. Está cada vez mais difícil focar em algo. Qual foi a última coisa que chamou a sua atenção na internet hoje? Você lembra? É bem possível que não: olhou aquilo por tão pouco tempo que o seu cérebro nem chegou a formar uma memória.

Nos Estados Unidos, os casos de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) dobraram na última década. E essa condição, até então restrita a crianças, alcançou também jovens adultos – que hoje enchem o TikTok de vídeos sobre ela e os remédios que tomam para tentar contê-la.

[...]

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-morteda-atencao. Acesso em: 10 nov. 2023.

Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho do texto preserva a norma-padrão da língua quanto às regras de indicação de crase.

“[...] olhou aquilo por tão pouco tempo que o seu cérebro nem chegou a formar uma memória.”.

 

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3169425 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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A morte da atenção

Você já teve a sensação de que está cada vez mais difícil manter o foco? Vivemos mergulhados numa chuva de estímulos – e isso tem efeitos mensuráveis sobre o cérebro.

Por Bruno Garattoni e Maurício Brum

Publicado em 19 out 2023, 15h55

Em 9 de janeiro de 2007, às 10h da manhã, um Steve Jobs saudável subiu ao palco do Moscone Center, espaço de eventos que a Apple alugava em São Francisco. “Vamos fazer história hoje”, disse. O iPhone não nasceu bem (dois meses após o lançamento, a Apple teve de cortar seu preço em 30%), mas acabou decolando. Vieram os aplicativos, redes sociais, o Android, a massificação. Hoje, 6,4 bilhões de pessoas têm um smartphone – superando com folga o saneamento básico, que chega a 4,4 bilhões. É bizarro, mas até tem seu nexo: o instinto humano de encontrar algo interessante, e prestar atenção àquilo, é tão primal quanto as necessidades fisiológicas.

A internet móvel saciou, finalmente, esse desejo. Passamos a ter, pela primeira vez na história, acesso a um fluxo constante e quase infinito de informações novas.

Ao mesmo tempo, foram aparecendo sinais de que algo não andava bem. A média de atenção humana, segundo um estudo da Microsoft, havia regredido para míseros oito segundos – um a menos do que o peixe-dourado, uma espécie ornamental de aquário, que é capaz de focar num estímulo visual por nove segundos.

Essa informação, de 2017, correu o mundo: saiu no New York Times, no Guardian, nas revistas Time e New Scientist, entre outros grandes veículos de imprensa. E foi replicada em milhões de páginas da internet.

Só havia um problema: o tal estudo (que não era da Microsoft) não apresentava nenhuma prova. Os autores não haviam feito nenhuma experiência concreta – fosse com humanos ou peixes –, e citavam números de origem indefinida, impossíveis de comprovar. A notícia era claramente absurda. Mas isso não impediu que se espalhasse, inquestionada, por todos os cantos. Simplesmente porque ninguém havia se dado ao trabalho de prestar atenção ao que estava lendo.

O papo de oito segundos é um mito, mas a atenção humana está caindo, sim. Há dados comprovando o fenômeno, que você já deve ter visto e sentido na pele.

O ritmo acelerado do TikTok conquistou 1,6 bilhão de usuários – e todas as outras redes copiaram o formato, com vídeos verticais curtíssimos. No WhatsApp, virou hábito ouvir os áudios em velocidade acelerada, 1,5x ou mais. Assistimos a filmes e maratonamos séries, mas quase sempre com o celular ao alcance da mão, desviando periodicamente o foco da história.

Em vez de caçar coisas interessantes, hoje temos é que nos defender da chuva de estímulos que disputam nossa atenção. Há cada vez mais serviços de streaming, podcasts, filmes, vídeos, livros, jogos, notícias… todas as formas possíveis de informação e entretenimento.

Isso é ótimo, mas também tem consequências ruins. Está cada vez mais difícil focar em algo. Qual foi a última coisa que chamou a sua atenção na internet hoje? Você lembra? É bem possível que não: olhou aquilo por tão pouco tempo que o seu cérebro nem chegou a formar uma memória.

Nos Estados Unidos, os casos de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) dobraram na última década. E essa condição, até então restrita a crianças, alcançou também jovens adultos – que hoje enchem o TikTok de vídeos sobre ela e os remédios que tomam para tentar contê-la.

[...]

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-morteda-atencao. Acesso em: 10 nov. 2023.

Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

Em relação à ambiguidade presente nos textos, o Manual de Redação da Presidência da República (2018) apresenta a seguinte definição:

“Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um . Como a é requisito básico de todo texto oficial, deve-se atentar para as construções que possam gerar de compreensão” (Brasil, 2018, p. 65).

 

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3169424 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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A morte da atenção

Você já teve a sensação de que está cada vez mais difícil manter o foco? Vivemos mergulhados numa chuva de estímulos – e isso tem efeitos mensuráveis sobre o cérebro.

Por Bruno Garattoni e Maurício Brum

Publicado em 19 out 2023, 15h55

Em 9 de janeiro de 2007, às 10h da manhã, um Steve Jobs saudável subiu ao palco do Moscone Center, espaço de eventos que a Apple alugava em São Francisco. “Vamos fazer história hoje”, disse. O iPhone não nasceu bem (dois meses após o lançamento, a Apple teve de cortar seu preço em 30%), mas acabou decolando. Vieram os aplicativos, redes sociais, o Android, a massificação. Hoje, 6,4 bilhões de pessoas têm um smartphone – superando com folga o saneamento básico, que chega a 4,4 bilhões. É bizarro, mas até tem seu nexo: o instinto humano de encontrar algo interessante, e prestar atenção àquilo, é tão primal quanto as necessidades fisiológicas.

A internet móvel saciou, finalmente, esse desejo. Passamos a ter, pela primeira vez na história, acesso a um fluxo constante e quase infinito de informações novas.

Ao mesmo tempo, foram aparecendo sinais de que algo não andava bem. A média de atenção humana, segundo um estudo da Microsoft, havia regredido para míseros oito segundos – um a menos do que o peixe-dourado, uma espécie ornamental de aquário, que é capaz de focar num estímulo visual por nove segundos.

Essa informação, de 2017, correu o mundo: saiu no New York Times, no Guardian, nas revistas Time e New Scientist, entre outros grandes veículos de imprensa. E foi replicada em milhões de páginas da internet.

Só havia um problema: o tal estudo (que não era da Microsoft) não apresentava nenhuma prova. Os autores não haviam feito nenhuma experiência concreta – fosse com humanos ou peixes –, e citavam números de origem indefinida, impossíveis de comprovar. A notícia era claramente absurda. Mas isso não impediu que se espalhasse, inquestionada, por todos os cantos. Simplesmente porque ninguém havia se dado ao trabalho de prestar atenção ao que estava lendo.

O papo de oito segundos é um mito, mas a atenção humana está caindo, sim. Há dados comprovando o fenômeno, que você já deve ter visto e sentido na pele.

O ritmo acelerado do TikTok conquistou 1,6 bilhão de usuários – e todas as outras redes copiaram o formato, com vídeos verticais curtíssimos. No WhatsApp, virou hábito ouvir os áudios em velocidade acelerada, 1,5x ou mais. Assistimos a filmes e maratonamos séries, mas quase sempre com o celular ao alcance da mão, desviando periodicamente o foco da história.

Em vez de caçar coisas interessantes, hoje temos é que nos defender da chuva de estímulos que disputam nossa atenção. Há cada vez mais serviços de streaming, podcasts, filmes, vídeos, livros, jogos, notícias… todas as formas possíveis de informação e entretenimento.

Isso é ótimo, mas também tem consequências ruins. Está cada vez mais difícil focar em algo. Qual foi a última coisa que chamou a sua atenção na internet hoje? Você lembra? É bem possível que não: olhou aquilo por tão pouco tempo que o seu cérebro nem chegou a formar uma memória.

Nos Estados Unidos, os casos de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) dobraram na última década. E essa condição, até então restrita a crianças, alcançou também jovens adultos – que hoje enchem o TikTok de vídeos sobre ela e os remédios que tomam para tentar contê-la.

[...]

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-morteda-atencao. Acesso em: 10 nov. 2023.

Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa correta.

“Está cada vez mais difícil focar em algo. Qual foi a última coisa que chamou a sua atenção na internet hoje?”.

 

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3169423 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: AOCP
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A morte da atenção

Você já teve a sensação de que está cada vez mais difícil manter o foco? Vivemos mergulhados numa chuva de estímulos – e isso tem efeitos mensuráveis sobre o cérebro.

Por Bruno Garattoni e Maurício Brum

Publicado em 19 out 2023, 15h55

Em 9 de janeiro de 2007, às 10h da manhã, um Steve Jobs saudável subiu ao palco do Moscone Center, espaço de eventos que a Apple alugava em São Francisco. “Vamos fazer história hoje”, disse. O iPhone não nasceu bem (dois meses após o lançamento, a Apple teve de cortar seu preço em 30%), mas acabou decolando. Vieram os aplicativos, redes sociais, o Android, a massificação. Hoje, 6,4 bilhões de pessoas têm um smartphone – superando com folga o saneamento básico, que chega a 4,4 bilhões. É bizarro, mas até tem seu nexo: o instinto humano de encontrar algo interessante, e prestar atenção àquilo, é tão primal quanto as necessidades fisiológicas.

A internet móvel saciou, finalmente, esse desejo. Passamos a ter, pela primeira vez na história, acesso a um fluxo constante e quase infinito de informações novas.

Ao mesmo tempo, foram aparecendo sinais de que algo não andava bem. A média de atenção humana, segundo um estudo da Microsoft, havia regredido para míseros oito segundos – um a menos do que o peixe-dourado, uma espécie ornamental de aquário, que é capaz de focar num estímulo visual por nove segundos.

Essa informação, de 2017, correu o mundo: saiu no New York Times, no Guardian, nas revistas Time e New Scientist, entre outros grandes veículos de imprensa. E foi replicada em milhões de páginas da internet.

Só havia um problema: o tal estudo (que não era da Microsoft) não apresentava nenhuma prova. Os autores não haviam feito nenhuma experiência concreta – fosse com humanos ou peixes –, e citavam números de origem indefinida, impossíveis de comprovar. A notícia era claramente absurda. Mas isso não impediu que se espalhasse, inquestionada, por todos os cantos. Simplesmente porque ninguém havia se dado ao trabalho de prestar atenção ao que estava lendo.

O papo de oito segundos é um mito, mas a atenção humana está caindo, sim. Há dados comprovando o fenômeno, que você já deve ter visto e sentido na pele.

O ritmo acelerado do TikTok conquistou 1,6 bilhão de usuários – e todas as outras redes copiaram o formato, com vídeos verticais curtíssimos. No WhatsApp, virou hábito ouvir os áudios em velocidade acelerada, 1,5x ou mais. Assistimos a filmes e maratonamos séries, mas quase sempre com o celular ao alcance da mão, desviando periodicamente o foco da história.

Em vez de caçar coisas interessantes, hoje temos é que nos defender da chuva de estímulos que disputam nossa atenção. Há cada vez mais serviços de streaming, podcasts, filmes, vídeos, livros, jogos, notícias… todas as formas possíveis de informação e entretenimento.

Isso é ótimo, mas também tem consequências ruins. Está cada vez mais difícil focar em algo. Qual foi a última coisa que chamou a sua atenção na internet hoje? Você lembra? É bem possível que não: olhou aquilo por tão pouco tempo que o seu cérebro nem chegou a formar uma memória.

Nos Estados Unidos, os casos de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) dobraram na última década. E essa condição, até então restrita a crianças, alcançou também jovens adultos – que hoje enchem o TikTok de vídeos sobre ela e os remédios que tomam para tentar contê-la.

[...]

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-morteda-atencao. Acesso em: 10 nov. 2023.

Assinale a alternativa que explica corretamente o uso da(s) vírgula(s) no trecho.

 

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3169422 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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A morte da atenção

Você já teve a sensação de que está cada vez mais difícil manter o foco? Vivemos mergulhados numa chuva de estímulos – e isso tem efeitos mensuráveis sobre o cérebro.

Por Bruno Garattoni e Maurício Brum

Publicado em 19 out 2023, 15h55

Em 9 de janeiro de 2007, às 10h da manhã, um Steve Jobs saudável subiu ao palco do Moscone Center, espaço de eventos que a Apple alugava em São Francisco. “Vamos fazer história hoje”, disse. O iPhone não nasceu bem (dois meses após o lançamento, a Apple teve de cortar seu preço em 30%), mas acabou decolando. Vieram os aplicativos, redes sociais, o Android, a massificação. Hoje, 6,4 bilhões de pessoas têm um smartphone – superando com folga o saneamento básico, que chega a 4,4 bilhões. É bizarro, mas até tem seu nexo: o instinto humano de encontrar algo interessante, e prestar atenção àquilo, é tão primal quanto as necessidades fisiológicas.

A internet móvel saciou, finalmente, esse desejo. Passamos a ter, pela primeira vez na história, acesso a um fluxo constante e quase infinito de informações novas.

Ao mesmo tempo, foram aparecendo sinais de que algo não andava bem. A média de atenção humana, segundo um estudo da Microsoft, havia regredido para míseros oito segundos – um a menos do que o peixe-dourado, uma espécie ornamental de aquário, que é capaz de focar num estímulo visual por nove segundos.

Essa informação, de 2017, correu o mundo: saiu no New York Times, no Guardian, nas revistas Time e New Scientist, entre outros grandes veículos de imprensa. E foi replicada em milhões de páginas da internet.

Só havia um problema: o tal estudo (que não era da Microsoft) não apresentava nenhuma prova. Os autores não haviam feito nenhuma experiência concreta – fosse com humanos ou peixes –, e citavam números de origem indefinida, impossíveis de comprovar. A notícia era claramente absurda. Mas isso não impediu que se espalhasse, inquestionada, por todos os cantos. Simplesmente porque ninguém havia se dado ao trabalho de prestar atenção ao que estava lendo.

O papo de oito segundos é um mito, mas a atenção humana está caindo, sim. Há dados comprovando o fenômeno, que você já deve ter visto e sentido na pele.

O ritmo acelerado do TikTok conquistou 1,6 bilhão de usuários – e todas as outras redes copiaram o formato, com vídeos verticais curtíssimos. No WhatsApp, virou hábito ouvir os áudios em velocidade acelerada, 1,5x ou mais. Assistimos a filmes e maratonamos séries, mas quase sempre com o celular ao alcance da mão, desviando periodicamente o foco da história.

Em vez de caçar coisas interessantes, hoje temos é que nos defender da chuva de estímulos que disputam nossa atenção. Há cada vez mais serviços de streaming, podcasts, filmes, vídeos, livros, jogos, notícias… todas as formas possíveis de informação e entretenimento.

Isso é ótimo, mas também tem consequências ruins. Está cada vez mais difícil focar em algo. Qual foi a última coisa que chamou a sua atenção na internet hoje? Você lembra? É bem possível que não: olhou aquilo por tão pouco tempo que o seu cérebro nem chegou a formar uma memória.

Nos Estados Unidos, os casos de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) dobraram na última década. E essa condição, até então restrita a crianças, alcançou também jovens adultos – que hoje enchem o TikTok de vídeos sobre ela e os remédios que tomam para tentar contê-la.

[...]

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-morteda-atencao. Acesso em: 10 nov. 2023.

Considere o seguinte excerto:

“Nos Estados Unidos, os casos de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) dobraram na última década. E essa condição, até então restrita a crianças, alcançou também jovens adultos – que hoje enchem o TikTok de vídeos sobre ela e os remédios que tomam para tentar contê-la.”.

Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. “Nos Estados Unidos” é um adjunto adverbial locativo e poderia estar no fim da oração, após “década”, sem prejuízo gramatical ou de sentido.

II. O pronome oblíquo “a” que aparece em “contê-la” e o pronome pessoal “ela” possuem o mesmo referente: “essa condição”, que, por sua vez, tem como referente o TDAH.

III. Em “[...] os remédios que tomam para tentar contê-la.”, a substituição de “os remédios” por “o remédio” exigiria a concordância com a forma verbal “toma” em vez de “tomam”.

 

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3169421 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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Considere a notícia a seguir:

Enunciado 3417678-1

Muitas são as consequências na alteração do padrão climático mundial. Nesse sentido, uma das preocupações atuais é que, com o derretimento do Ártico, haverá a liberação na atmosfera de gases do efeito estufa, como metano e carbono, à medida que o permafrost (terreno congelado) derrete. Uma outra preocupação dos cientistas diz respeito

 

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3169420 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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Considere a seguinte matéria publicada:

Enunciado 3417677-1

Segundo a Revista Exame, cerca de 110 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar seus territórios devido a conflitos, perseguições ou violações dos direitos humanos, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. A guerra no Sudão, com o deslocamento de mais 2 milhões de pessoas, somente em 2023, é a mais recente de muitas crises que levaram a esse número recorde. De acordo com a ONU, a maioria desses refugiados é acolhida por países de baixa e média renda

 

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3169419 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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O Brasil avalia a possibilidade de expansão de acordos no âmbito do Mercosul. Nesse sentido, em outubro de 2023, publicou uma consulta que visa à possível ampliação do acordo entre Mercosul e

I. Índia.

II. Emirados Árabes Unidos.

III. Cuba.

IV. Suriname.

Assinale a alternativa que aponta a(s) opção(ões) correta(s).

 

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3169418 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: CBM-PE
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No ano de 2022, passaram a valer algumas mudanças no sistema de ensino brasileiro. Sobre essas mudanças, assinale a alternativa correta.

 

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