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Uma escola realizou uma pesquisa com seus 200 estudantes do Ensino Médio sobre a preferência para realização do itinerário formativo entre duas opções, Humanas e Linguagens, que pretende oferecer no próximo ano, e ela mostrou que, entre os estudantes pesquisados, 115 preferem humanas; 135, linguagens; e 10 ainda não souberam opinar.
Entre os estudantes pesquisados, o total que prefere apenas a área de Humanas é igual a
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Observe a sequência de figuras abaixo, formadas por cubos brancos e pretos:

1º termo 2º termo 3º termo
Qual das expressões corresponde ao número total de cubos do termo de ordem n?
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Um instituto de pesquisa fez um levantamento com um grupo de 500 pessoas se gostam ou não de duas das modalidades olímpicas que tiveram a primeira edição na Olimpíada de Tóquio 2020 (que ocorreu em 2021); no caso, o surfe e o skate. Os dados encontrados foram que 250 gostam de surfe, 330 gostam de skate, e 50 opinaram que não gostam de nenhuma dessas duas modalidades esportivas.
O total de pessoas que preferem somente skate é igual a
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
O problema é que as tecnologias de produção em larga escala não estão 100% consolidadas. (L.29-30)
A segunda oração do período acima se classifica como
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
No entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma dificuldade técnica relevante: o transporte e armazenamento. (L.109-112)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao dito no trecho imediatamente anterior, exerce papel de
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Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
O texto, em relação ao seu propósito e tipologia, se classifica como
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
O mamífero que não envelhece e pode ser a chave
para humanos vencerem o câncer
Não é segredo para ninguém que o rato-
toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase
sem pelos, com longos dentes salientes – não é o
animal mais atraente do planeta.
5 Mas essas criaturas compensam sua pouca
beleza com uma série de características
extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o
mundo.
10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de
7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,
30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,
incluindo diabetes, e tem um notável sistema
reprodutor.
15 Eles também beneficiam o meio ambiente,
agindo como "engenheiros do ecossistema" e
aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas
onde fazem seus ninhos.
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas
20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão
revelando que eles podem deter a chave para entender
uma série de condições humanas, como o câncer e o
envelhecimento.
25 Historicamente, estudamos os ratos e
camundongos para entender os segredos da biologia
humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-
toupeira-pelado tem vantagens especiais para a
pesquisa médica.
30 O nome científico da espécie – Heterocephalus
glaber – significa essencialmente "coisa careca com
cabeça diferente".
O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes
quentes e tropicais do nordeste da África. No seu
35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias
subterrâneas, formando um labirinto de túneis e
câmaras que se estende por uma área correspondente
a diversos campos de futebol.
As rígidas condições onde vivem os ratos-
40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,
podem ser uma indicação de algumas das
características incomuns da sua espécie.
A maior parte da vida aeróbica enfrentaria
dificuldades para sobreviver nesses ambientes com
45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal
que tem a vida mais longa entre os roedores.
Enquanto um camundongo de porte similar
pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge
30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção
50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,
seria como se nós tivéssemos um primo enrugado
capaz de viver até 450 anos.
O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas
selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em
55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas
chegam a abrigar até 300 indivíduos.
São animais altamente sociais. Suas colônias são
chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia
rígida.
60 Seus membros desempenham diferentes
funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes
subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e
tubérculos que eles comem, além de fezes.
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os
65 ratos-toupeiras-pelados são considerados
"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em
ambientes extremos embaixo da terra, segundo o
pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema
nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no
70 Reino Unido.
Uma das suas características mais marcantes é
que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são
limitados.
75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada
vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças
crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento
esperados na maioria dos mamíferos realmente não
parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.
80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade
dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças
significativas.
Na Universidade de Cambridge, a equipe de
Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de
85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a
cerca de 30°C e umidade de 60%.
"Mantenho meus animais em Cambridge há 10
anos e nunca tive um sequer que morresse
simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele
90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores
costumam ser a principal causa de morte.
Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar
suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias
contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No
95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são
seus predadores, como as cobras.
É um quadro muito diferente das causas comuns
de morte em seres humanos. "Um em cada dois
humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.
100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar
de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados
quase nunca têm a doença – é muito raro."
(...)
(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)
Assinale a alternativa em que haja exemplo de voz passiva.
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU
O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.
O número de pessoas com 65 anos ou mais no
planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a
5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.
Os dados fazem parte de projeções da
Organização das Nações Unidas – que, além de
contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um
alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.
10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é
um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65
são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7
bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades
bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.
15 Se o envelhecimento, porém, não vier
acompanhado de políticas públicas consistentes –
pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o
fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e
empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta
20 quinta-feira (12).
"Queremos deixar a mensagem de que
oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o
nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de
desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que
25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,
educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito
mais saudável."
A análise dos dados traz ainda um alerta ao
Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da
30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do
total – acima, portanto, da média global –, caso se
confirmem as projeções da ONU.
O número não é tão expressivo quanto o
observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a
35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é
sensível, idosos representam 20% da população já em
2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que
abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão
de obra.
40 No guarda-chuva de preocupações expressas
pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas
mais velhas continuam a contribuir economicamente –
muitos permanecem em empregos remunerados, ou
ajudam na família, com assistência aos filhos.
45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito
etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a
galope no caso do Brasil, também preocupa: a
informalidade. "A ampla propagação do emprego
informal e de outras formas precárias de trabalho
50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios
de proteção social, colocando em risco a segurança
econômica de idosos", diz o relatório.
Shantanu Mukherjee, diretor de análise
econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta
55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser
criadas antecipadamente, levando em conta que o
envelhecimento populacional é parte fundamental da
economia de um país."
Idosos têm maior probabilidade de viver em
60 domicílios com menor infraestrutura do que a população
em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em
países em desenvolvimento, nos quais sistemas de
proteção social estão menos estabelecidos, afirma o
relatório.
65 A situação é pior para as mulheres, que têm
níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?
Níveis também menores de participação no mercado de
trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais
baixos em comparação com homens.
70 A ONU chama especial atenção para a
distribuição desigual do trabalho doméstico, o que
restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais
ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,
enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são
75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida
como área mal regulamentada, na qual trabalhadores
normalmente ganham salários baixos.
"Dadas as expectativas de vida mais longas das
mulheres, elas têm maior probabilidade do que os
80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se
casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três
características que podem exacerbar a insegurança
econômica."
Além da seara econômica, o relatório destaca a
85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a
ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos
moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.
"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou
principalmente das famílias são cada vez mais
90 inadequados."
E a pandemia de covid evidenciou as falhas no
atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado
subfinanciados, condições precárias de trabalho das
equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em
95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre
idosos", diz a ONU.
O desafio do envelhecimento populacional
também atinge as regiões e continentes de diferentes
formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas
100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina
e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)
e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais
desafiado por altos índices de natalidade terá somente
5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.
105 Cenários como o africano, então, poderiam até
ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.
"Se formos espertos o bastante para criar políticas que
facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que
essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.
(Mayara Paixão.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-
mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)
... aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050... (L.11-12)
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no trecho acima tenha produzido resultado de acordo com a norma culta. Não leve em conta possíveis alterações de sentido.
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU
O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.
O número de pessoas com 65 anos ou mais no
planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a
5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.
Os dados fazem parte de projeções da
Organização das Nações Unidas – que, além de
contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um
alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.
10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é
um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65
são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7
bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades
bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.
15 Se o envelhecimento, porém, não vier
acompanhado de políticas públicas consistentes –
pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o
fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e
empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta
20 quinta-feira (12).
"Queremos deixar a mensagem de que
oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o
nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de
desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que
25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,
educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito
mais saudável."
A análise dos dados traz ainda um alerta ao
Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da
30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do
total – acima, portanto, da média global –, caso se
confirmem as projeções da ONU.
O número não é tão expressivo quanto o
observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a
35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é
sensível, idosos representam 20% da população já em
2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que
abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão
de obra.
40 No guarda-chuva de preocupações expressas
pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas
mais velhas continuam a contribuir economicamente –
muitos permanecem em empregos remunerados, ou
ajudam na família, com assistência aos filhos.
45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito
etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a
galope no caso do Brasil, também preocupa: a
informalidade. "A ampla propagação do emprego
informal e de outras formas precárias de trabalho
50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios
de proteção social, colocando em risco a segurança
econômica de idosos", diz o relatório.
Shantanu Mukherjee, diretor de análise
econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta
55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser
criadas antecipadamente, levando em conta que o
envelhecimento populacional é parte fundamental da
economia de um país."
Idosos têm maior probabilidade de viver em
60 domicílios com menor infraestrutura do que a população
em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em
países em desenvolvimento, nos quais sistemas de
proteção social estão menos estabelecidos, afirma o
relatório.
65 A situação é pior para as mulheres, que têm
níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?
Níveis também menores de participação no mercado de
trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais
baixos em comparação com homens.
70 A ONU chama especial atenção para a
distribuição desigual do trabalho doméstico, o que
restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais
ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,
enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são
75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida
como área mal regulamentada, na qual trabalhadores
normalmente ganham salários baixos.
"Dadas as expectativas de vida mais longas das
mulheres, elas têm maior probabilidade do que os
80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se
casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três
características que podem exacerbar a insegurança
econômica."
Além da seara econômica, o relatório destaca a
85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a
ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos
moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.
"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou
principalmente das famílias são cada vez mais
90 inadequados."
E a pandemia de covid evidenciou as falhas no
atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado
subfinanciados, condições precárias de trabalho das
equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em
95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre
idosos", diz a ONU.
O desafio do envelhecimento populacional
também atinge as regiões e continentes de diferentes
formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas
100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina
e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)
e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais
desafiado por altos índices de natalidade terá somente
5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.
105 Cenários como o africano, então, poderiam até
ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.
"Se formos espertos o bastante para criar políticas que
facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que
essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.
(Mayara Paixão.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-
mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)
Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12). (L.15-20)
O pronome sublinhado no período acima exerce papel
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