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Foram encontradas 355 questões.

2868697 Ano: 2023
Disciplina: Matemática
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Uma escola realizou uma pesquisa com seus 200 estudantes do Ensino Médio sobre a preferência para realização do itinerário formativo entre duas opções, Humanas e Linguagens, que pretende oferecer no próximo ano, e ela mostrou que, entre os estudantes pesquisados, 115 preferem humanas; 135, linguagens; e 10 ainda não souberam opinar.

Entre os estudantes pesquisados, o total que prefere apenas a área de Humanas é igual a

 

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2868695 Ano: 2023
Disciplina: Matemática
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Observe a sequência de figuras abaixo, formadas por cubos brancos e pretos:

Enunciado 2868695-1

1º termo 2º termo 3º termo

Qual das expressões corresponde ao número total de cubos do termo de ordem n?

 

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2868694 Ano: 2023
Disciplina: Matemática
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Um instituto de pesquisa fez um levantamento com um grupo de 500 pessoas se gostam ou não de duas das modalidades olímpicas que tiveram a primeira edição na Olimpíada de Tóquio 2020 (que ocorreu em 2021); no caso, o surfe e o skate. Os dados encontrados foram que 250 gostam de surfe, 330 gostam de skate, e 50 opinaram que não gostam de nenhuma dessas duas modalidades esportivas.

O total de pessoas que preferem somente skate é igual a

 

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2868693 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.

 

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2868692 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

O problema é que as tecnologias de produção em larga escala não estão 100% consolidadas. (L.29-30)

A segunda oração do período acima se classifica como

 

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2868691 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

No entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma dificuldade técnica relevante: o transporte e armazenamento. (L.109-112)

O segmento sublinhado no período acima, em relação ao dito no trecho imediatamente anterior, exerce papel de

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868690 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

O texto, em relação ao seu propósito e tipologia, se classifica como

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868689 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868689-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Assinale a alternativa em que haja exemplo de voz passiva.

 

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2868688 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.

O número de pessoas com 65 anos ou mais no

planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a

5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.

Os dados fazem parte de projeções da

Organização das Nações Unidas – que, além de

contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um

alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.

10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é

um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65

são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7

bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades

bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.

15 Se o envelhecimento, porém, não vier

acompanhado de políticas públicas consistentes –

pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o

fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e

empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta

20 quinta-feira (12).

"Queremos deixar a mensagem de que

oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o

nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de

desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que

25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,

educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito

mais saudável."

A análise dos dados traz ainda um alerta ao

Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da

30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do

total – acima, portanto, da média global –, caso se

confirmem as projeções da ONU.

O número não é tão expressivo quanto o

observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a

35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é

sensível, idosos representam 20% da população já em

2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que

abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão

de obra.

40 No guarda-chuva de preocupações expressas

pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas

mais velhas continuam a contribuir economicamente –

muitos permanecem em empregos remunerados, ou

ajudam na família, com assistência aos filhos.

45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito

etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a

galope no caso do Brasil, também preocupa: a

informalidade. "A ampla propagação do emprego

informal e de outras formas precárias de trabalho

50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios

de proteção social, colocando em risco a segurança

econômica de idosos", diz o relatório.

Shantanu Mukherjee, diretor de análise

econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta

55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser

criadas antecipadamente, levando em conta que o

envelhecimento populacional é parte fundamental da

economia de um país."

Idosos têm maior probabilidade de viver em

60 domicílios com menor infraestrutura do que a população

em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em

países em desenvolvimento, nos quais sistemas de

proteção social estão menos estabelecidos, afirma o

relatório.

65 A situação é pior para as mulheres, que têm

níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?

Níveis também menores de participação no mercado de

trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais

baixos em comparação com homens.

70 A ONU chama especial atenção para a

distribuição desigual do trabalho doméstico, o que

restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais

ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,

enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são

75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida

como área mal regulamentada, na qual trabalhadores

normalmente ganham salários baixos.

"Dadas as expectativas de vida mais longas das

mulheres, elas têm maior probabilidade do que os

80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se

casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três

características que podem exacerbar a insegurança

econômica."

Além da seara econômica, o relatório destaca a

85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a

ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos

moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.

"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou

principalmente das famílias são cada vez mais

90 inadequados."

E a pandemia de covid evidenciou as falhas no

atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado

subfinanciados, condições precárias de trabalho das

equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em

95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre

idosos", diz a ONU.

O desafio do envelhecimento populacional

também atinge as regiões e continentes de diferentes

formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas

100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina

e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)

e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais

desafiado por altos índices de natalidade terá somente

5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.

105 Cenários como o africano, então, poderiam até

ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.

"Se formos espertos o bastante para criar políticas que

facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que

essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-

mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

... aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050... (L.11-12)

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no trecho acima tenha produzido resultado de acordo com a norma culta. Não leve em conta possíveis alterações de sentido.

 

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2868687 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.

O número de pessoas com 65 anos ou mais no

planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a

5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.

Os dados fazem parte de projeções da

Organização das Nações Unidas – que, além de

contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um

alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.

10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é

um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65

são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7

bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades

bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.

15 Se o envelhecimento, porém, não vier

acompanhado de políticas públicas consistentes –

pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o

fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e

empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta

20 quinta-feira (12).

"Queremos deixar a mensagem de que

oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o

nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de

desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que

25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,

educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito

mais saudável."

A análise dos dados traz ainda um alerta ao

Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da

30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do

total – acima, portanto, da média global –, caso se

confirmem as projeções da ONU.

O número não é tão expressivo quanto o

observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a

35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é

sensível, idosos representam 20% da população já em

2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que

abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão

de obra.

40 No guarda-chuva de preocupações expressas

pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas

mais velhas continuam a contribuir economicamente –

muitos permanecem em empregos remunerados, ou

ajudam na família, com assistência aos filhos.

45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito

etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a

galope no caso do Brasil, também preocupa: a

informalidade. "A ampla propagação do emprego

informal e de outras formas precárias de trabalho

50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios

de proteção social, colocando em risco a segurança

econômica de idosos", diz o relatório.

Shantanu Mukherjee, diretor de análise

econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta

55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser

criadas antecipadamente, levando em conta que o

envelhecimento populacional é parte fundamental da

economia de um país."

Idosos têm maior probabilidade de viver em

60 domicílios com menor infraestrutura do que a população

em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em

países em desenvolvimento, nos quais sistemas de

proteção social estão menos estabelecidos, afirma o

relatório.

65 A situação é pior para as mulheres, que têm

níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?

Níveis também menores de participação no mercado de

trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais

baixos em comparação com homens.

70 A ONU chama especial atenção para a

distribuição desigual do trabalho doméstico, o que

restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais

ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,

enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são

75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida

como área mal regulamentada, na qual trabalhadores

normalmente ganham salários baixos.

"Dadas as expectativas de vida mais longas das

mulheres, elas têm maior probabilidade do que os

80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se

casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três

características que podem exacerbar a insegurança

econômica."

Além da seara econômica, o relatório destaca a

85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a

ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos

moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.

"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou

principalmente das famílias são cada vez mais

90 inadequados."

E a pandemia de covid evidenciou as falhas no

atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado

subfinanciados, condições precárias de trabalho das

equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em

95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre

idosos", diz a ONU.

O desafio do envelhecimento populacional

também atinge as regiões e continentes de diferentes

formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas

100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina

e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)

e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais

desafiado por altos índices de natalidade terá somente

5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.

105 Cenários como o africano, então, poderiam até

ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.

"Se formos espertos o bastante para criar políticas que

facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que

essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-

mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12). (L.15-20)

O pronome sublinhado no período acima exerce papel

 

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