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Foram encontradas 355 questões.

2868686 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.

O número de pessoas com 65 anos ou mais no

planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a

5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.

Os dados fazem parte de projeções da

Organização das Nações Unidas – que, além de

contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um

alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.

10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é

um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65

são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7

bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades

bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.

15 Se o envelhecimento, porém, não vier

acompanhado de políticas públicas consistentes –

pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o

fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e

empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta

20 quinta-feira (12).

"Queremos deixar a mensagem de que

oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o

nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de

desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que

25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,

educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito

mais saudável."

A análise dos dados traz ainda um alerta ao

Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da

30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do

total – acima, portanto, da média global –, caso se

confirmem as projeções da ONU.

O número não é tão expressivo quanto o

observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a

35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é

sensível, idosos representam 20% da população já em

2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que

abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão

de obra.

40 No guarda-chuva de preocupações expressas

pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas

mais velhas continuam a contribuir economicamente –

muitos permanecem em empregos remunerados, ou

ajudam na família, com assistência aos filhos.

45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito

etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a

galope no caso do Brasil, também preocupa: a

informalidade. "A ampla propagação do emprego

informal e de outras formas precárias de trabalho

50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios

de proteção social, colocando em risco a segurança

econômica de idosos", diz o relatório.

Shantanu Mukherjee, diretor de análise

econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta

55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser

criadas antecipadamente, levando em conta que o

envelhecimento populacional é parte fundamental da

economia de um país."

Idosos têm maior probabilidade de viver em

60 domicílios com menor infraestrutura do que a população

em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em

países em desenvolvimento, nos quais sistemas de

proteção social estão menos estabelecidos, afirma o

relatório.

65 A situação é pior para as mulheres, que têm

níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?

Níveis também menores de participação no mercado de

trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais

baixos em comparação com homens.

70 A ONU chama especial atenção para a

distribuição desigual do trabalho doméstico, o que

restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais

ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,

enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são

75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida

como área mal regulamentada, na qual trabalhadores

normalmente ganham salários baixos.

"Dadas as expectativas de vida mais longas das

mulheres, elas têm maior probabilidade do que os

80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se

casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três

características que podem exacerbar a insegurança

econômica."

Além da seara econômica, o relatório destaca a

85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a

ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos

moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.

"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou

principalmente das famílias são cada vez mais

90 inadequados."

E a pandemia de covid evidenciou as falhas no

atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado

subfinanciados, condições precárias de trabalho das

equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em

95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre

idosos", diz a ONU.

O desafio do envelhecimento populacional

também atinge as regiões e continentes de diferentes

formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas

100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina

e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)

e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais

desafiado por altos índices de natalidade terá somente

5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.

105 Cenários como o africano, então, poderiam até

ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.

"Se formos espertos o bastante para criar políticas que

facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que

essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-

mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Em relação à leitura do texto e suas inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. O aumento de idosos é positivo quando comprova o aumento da expectativa de vida, mas é negativo uma vez que provoca a existência de maiores desigualdades sociais.

II. No meio do século o percentual de idosos no Brasil superará a média mundial, o que demanda uma atenção maior hoje, em função da necessidade de se pensarem políticas públicas adequadas.

III. As mulheres apresentam expectativa de vida maior do que a dos homens, o que pode gerar problemas sociais, além de insegurança econômica.

Assinale

 

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2868685 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

...não haja poluição luminosa... (L.32)

Assinale a alternativa em que a modificação do segmento acima se tenha dado de acordo com a norma culta. Não leve em consideração as modificações de sentido.

 

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2868684 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

Assinale a alternativa em que o segmento do texto indicado não apresente exemplo de voz passiva.

 

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2868683 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

O objeto espacial pode ser visto à noite com um bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua não incomode. (L.30-33)

O segmento sublinhado no período acima desempenha valor

 

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2868682 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

Privilegiando sua natureza informativa, com caráter jornalístico, de modo a contar uma notícia, para texto deve ser classificado como eminentemente

 

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2868681 Ano: 2023
Disciplina: Português
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Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa cauda que reflete a luz do astro-rei. (L.17-19)

O termo sublinhado no período acima funciona como sinônimo de

 

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2868680 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios da formação do sistema solar", diz o astrofísico. (L.56-59)

O termo sublinhado no segmento acima desempenha, para a sua oração, função sintática de

 

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2868679 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

Mais tarde, poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu. (L.40-42)

O termo sublinhado no período acima apresenta valor

 

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2868678 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

Assinale a alternativa em que o termo indicado, no texto, exerça papel adjetivo.

 

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2868677 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser visto a olho nu no final deste mês. (L.1-3)

O pronome sublinhado no período acima desempenha, no texto, papel

 

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