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2868676 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu

da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser

visto a olho nu no final deste mês.

O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro

5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de

2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que

opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório

Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.

Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior

10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado

novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta

semana perto do Sol.

Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após

meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-

15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira

(12).

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em

seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa

cauda que reflete a luz do astro-rei.

20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,

inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3

(ZTF) se aproxima.

O cometa brilhará em todo o seu esplendor

"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor

25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas

Prince, que trabalha para a ZTF.

Entretanto, será menos espetacular que o cometa

Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito

maiores.

30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um

bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu

esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua

não incomode.

"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais

35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do

Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.

O melhor período de observação será o fim de

semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.

Durante esse período, ele passará entre as

40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,

poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os

limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.

Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do

cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de

45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada

a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo

gravitacional.

Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",

de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,

50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por

todas", acrescenta ele.

Os preparativos para contemplá-lo estão

concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco

mais sobre a composição dos cometas, em especial graças

55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.

"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa

do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como

este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios

da formação do sistema solar", diz o astrofísico.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)

Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. A hipótese da procedência do cometa em questão é a nuvem de Oort.

II. O melhor período para observação do cometa é nos dias 21 e 22, no Hemisfério Sul.

III. A cauda de um cometa tem relação com a sua proximidade do Sol.

Assinale

 

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2868675 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

No entanto, como o mercado é promissor, empresas estão apostando no desenvolvimento da indústria de H2V. (L.34-36)

A circunstância indicada pelo segmento sublinhado no período acima é de

 

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2868674 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Assinale a alternativa em que, no texto, analisando o processo de formação da palavra como um todo, esteja indicada uma palavra que não tenha sido formada por composição.

 

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2868673 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões de mercado internacional também. "Todo mundo quer ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos querem atender às demandas de energia da Europa, mas o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico ainda." (L.63-69)

Assinale a alternativa em que a fala de Jodas tenha sido corretamente transposta para o discurso indireto.

 

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2868672 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está sendo construída. (L.91-92)

A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. O período é simples, uma oração absoluta.

II. Há uma locução verbal de voz passiva.

III. Há um pronome relativo.

Assinale

 

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2868671 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200 bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da consultoria McKinsey. (L.52-55)

O pronome sublinhado no segmento do texto acima desempenha papel

 

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2868670 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. A motivação para a corrida urgente pelo hidrogênio verde se dá por questões climáticas.

II. O investimento da Unigel na produção da amônia suplanta o interesse na conversão do hidrogênio em hidrogênio verde.

III. Comercialmente, levando em conta armazenamento e logística, o hidrogênio verde apresenta entraves que a amônia dele resultante não apresenta.

Assinale

 

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2868669 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868669-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Existem, por exemplo, os que trazem as partes subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e tubérculos que eles comem, além de fezes. (L.61-63)

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta possíveis alterações de sentido.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868668 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868668-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

A palavra “hierarquia” (L.58), em seu processo de formação, foi formada por

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868667 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
Provas:

Enunciado 2868667-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Em “rato-toupeira-pelado” (L.1-2), grafou-se corretamente a palavra com hífen, seguindo as regras em vigência após a validação do Novo Acordo Ortográfico.

Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido.

 

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