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2868666 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868666-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.

 

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2868665 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868665-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, não desempenhe papel adverbial.

 

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2868664 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868664-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Enquanto os seres humanos podem ficar cada vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento esperados na maioria dos mamíferos realmente não parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith. Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças significativas. (L.75-82)

O valor semântico do termo sublinhado no período acima é de

 

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2868663 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868663-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Uma das suas características mais marcantes é (1)/ que é difícil (2)/ dizer exatamente a idade de um rato-toupeira-pelado, (3)/ pois seus sinais de declínio físico são limitados (4). (L.71-74)

O período acima está dividido em orações. As orações 2 e 3 se classificam, respectivamente, como orações subordinadas substantivas

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868662 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
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Enunciado 2868662-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. As condições extremas em que vivem os ratos-toupeiras-pelados são derivadas das regiões quentes e tropicais do nordeste da África.

II. A expectativa de vida do rato-toupeira pelado é bastante superior à de outros membros roedores.

III. Numa estrutura hierárquica rígida, os ratos-toupeiras-pelados, liderados por uma “rainha”, desempenham funções diferentes na colônia.

Assinale

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868661 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Enunciado 2868661-1Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

O mamífero que não envelhece e pode ser a chave

para humanos vencerem o câncer

Não é segredo para ninguém que o rato-

toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase

sem pelos, com longos dentes salientes – não é o

animal mais atraente do planeta.

5 Mas essas criaturas compensam sua pouca

beleza com uma série de características

extraordinárias que vêm chamando a atenção de

zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o

mundo.

10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de

7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,

30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,

incluindo diabetes, e tem um notável sistema

reprodutor.

15 Eles também beneficiam o meio ambiente,

agindo como "engenheiros do ecossistema" e

aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas

onde fazem seus ninhos.

Imunes às dores e ao envelhecimento, essas

20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os

cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão

revelando que eles podem deter a chave para entender

uma série de condições humanas, como o câncer e o

envelhecimento.

25 Historicamente, estudamos os ratos e

camundongos para entender os segredos da biologia

humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-

toupeira-pelado tem vantagens especiais para a

pesquisa médica.

30 O nome científico da espécie – Heterocephalus

glaber – significa essencialmente "coisa careca com

cabeça diferente".

O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes

quentes e tropicais do nordeste da África. No seu

35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias

subterrâneas, formando um labirinto de túneis e

câmaras que se estende por uma área correspondente

a diversos campos de futebol.

As rígidas condições onde vivem os ratos-

40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,

podem ser uma indicação de algumas das

características incomuns da sua espécie.

A maior parte da vida aeróbica enfrentaria

dificuldades para sobreviver nesses ambientes com

45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal

que tem a vida mais longa entre os roedores.

Enquanto um camundongo de porte similar

pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge

30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção

50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,

seria como se nós tivéssemos um primo enrugado

capaz de viver até 450 anos.

O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas

selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em

55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas

chegam a abrigar até 300 indivíduos.

São animais altamente sociais. Suas colônias são

chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia

rígida.

60 Seus membros desempenham diferentes

funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes

subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e

tubérculos que eles comem, além de fezes.

A biologia da espécie é incrivelmente única. Os

65 ratos-toupeiras-pelados são considerados

"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em

ambientes extremos embaixo da terra, segundo o

pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema

nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no

70 Reino Unido.

Uma das suas características mais marcantes é

que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-

toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são

limitados.

75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada

vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças

crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento

esperados na maioria dos mamíferos realmente não

parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.

80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade

dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças

significativas.

Na Universidade de Cambridge, a equipe de

Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de

85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a

cerca de 30°C e umidade de 60%.

"Mantenho meus animais em Cambridge há 10

anos e nunca tive um sequer que morresse

simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele

90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores

costumam ser a principal causa de morte.

Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar

suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias

contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No

95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são

seus predadores, como as cobras.

É um quadro muito diferente das causas comuns

de morte em seres humanos. "Um em cada dois

humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.

100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar

de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados

quase nunca têm a doença – é muito raro."

(...)

(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)

Existem, por exemplo, os que trazem as partes subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e tubérculos que eles comem, além de fezes. (L.61-63)

No período acima, há

 

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2868660 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.

O número de pessoas com 65 anos ou mais no

planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a

5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.

Os dados fazem parte de projeções da

Organização das Nações Unidas – que, além de

contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um

alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.

10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é

um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65

são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7

bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades

bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.

15 Se o envelhecimento, porém, não vier

acompanhado de políticas públicas consistentes –

pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o

fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e

empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta

20 quinta-feira (12).

"Queremos deixar a mensagem de que

oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o

nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de

desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que

25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,

educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito

mais saudável."

A análise dos dados traz ainda um alerta ao

Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da

30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do

total – acima, portanto, da média global –, caso se

confirmem as projeções da ONU.

O número não é tão expressivo quanto o

observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a

35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é

sensível, idosos representam 20% da população já em

2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que

abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão

de obra.

40 No guarda-chuva de preocupações expressas

pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas

mais velhas continuam a contribuir economicamente –

muitos permanecem em empregos remunerados, ou

ajudam na família, com assistência aos filhos.

45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito

etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a

galope no caso do Brasil, também preocupa: a

informalidade. "A ampla propagação do emprego

informal e de outras formas precárias de trabalho

50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios

de proteção social, colocando em risco a segurança

econômica de idosos", diz o relatório.

Shantanu Mukherjee, diretor de análise

econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta

55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser

criadas antecipadamente, levando em conta que o

envelhecimento populacional é parte fundamental da

economia de um país."

Idosos têm maior probabilidade de viver em

60 domicílios com menor infraestrutura do que a população

em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em

países em desenvolvimento, nos quais sistemas de

proteção social estão menos estabelecidos, afirma o

relatório.

65 A situação é pior para as mulheres, que têm

níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?

Níveis também menores de participação no mercado de

trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais

baixos em comparação com homens.

70 A ONU chama especial atenção para a

distribuição desigual do trabalho doméstico, o que

restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais

ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,

enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são

75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida

como área mal regulamentada, na qual trabalhadores

normalmente ganham salários baixos.

"Dadas as expectativas de vida mais longas das

mulheres, elas têm maior probabilidade do que os

80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se

casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três

características que podem exacerbar a insegurança

econômica."

Além da seara econômica, o relatório destaca a

85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a

ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos

moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.

"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou

principalmente das famílias são cada vez mais

90 inadequados."

E a pandemia de covid evidenciou as falhas no

atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado

subfinanciados, condições precárias de trabalho das

equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em

95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre

idosos", diz a ONU.

O desafio do envelhecimento populacional

também atinge as regiões e continentes de diferentes

formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas

100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina

e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)

e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais

desafiado por altos índices de natalidade terá somente

5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.

105 Cenários como o africano, então, poderiam até

ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.

"Se formos espertos o bastante para criar políticas que

facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que

essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-

mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida. (L.11-14)

O segmento sublinhado no período acima exerce função sintática de

 

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2868659 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.

O número de pessoas com 65 anos ou mais no

planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a

5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.

Os dados fazem parte de projeções da

Organização das Nações Unidas – que, além de

contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um

alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.

10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é

um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65

são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7

bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades

bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.

15 Se o envelhecimento, porém, não vier

acompanhado de políticas públicas consistentes –

pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o

fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e

empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta

20 quinta-feira (12).

"Queremos deixar a mensagem de que

oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o

nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de

desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que

25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,

educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito

mais saudável."

A análise dos dados traz ainda um alerta ao

Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da

30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do

total – acima, portanto, da média global –, caso se

confirmem as projeções da ONU.

O número não é tão expressivo quanto o

observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a

35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é

sensível, idosos representam 20% da população já em

2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que

abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão

de obra.

40 No guarda-chuva de preocupações expressas

pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas

mais velhas continuam a contribuir economicamente –

muitos permanecem em empregos remunerados, ou

ajudam na família, com assistência aos filhos.

45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito

etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a

galope no caso do Brasil, também preocupa: a

informalidade. "A ampla propagação do emprego

informal e de outras formas precárias de trabalho

50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios

de proteção social, colocando em risco a segurança

econômica de idosos", diz o relatório.

Shantanu Mukherjee, diretor de análise

econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta

55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser

criadas antecipadamente, levando em conta que o

envelhecimento populacional é parte fundamental da

economia de um país."

Idosos têm maior probabilidade de viver em

60 domicílios com menor infraestrutura do que a população

em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em

países em desenvolvimento, nos quais sistemas de

proteção social estão menos estabelecidos, afirma o

relatório.

65 A situação é pior para as mulheres, que têm

níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?

Níveis também menores de participação no mercado de

trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais

baixos em comparação com homens.

70 A ONU chama especial atenção para a

distribuição desigual do trabalho doméstico, o que

restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais

ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,

enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são

75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida

como área mal regulamentada, na qual trabalhadores

normalmente ganham salários baixos.

"Dadas as expectativas de vida mais longas das

mulheres, elas têm maior probabilidade do que os

80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se

casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três

características que podem exacerbar a insegurança

econômica."

Além da seara econômica, o relatório destaca a

85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a

ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos

moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.

"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou

principalmente das famílias são cada vez mais

90 inadequados."

E a pandemia de covid evidenciou as falhas no

atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado

subfinanciados, condições precárias de trabalho das

equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em

95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre

idosos", diz a ONU.

O desafio do envelhecimento populacional

também atinge as regiões e continentes de diferentes

formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas

100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina

e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)

e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais

desafiado por altos índices de natalidade terá somente

5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.

105 Cenários como o africano, então, poderiam até

ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.

"Se formos espertos o bastante para criar políticas que

facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que

essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-

mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. (L.35-37)

A oração sublinhada no período acima se classifica como

 

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2868658 Ano: 2023
Disciplina: Português
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Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.

O número de pessoas com 65 anos ou mais no

planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a

5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.

Os dados fazem parte de projeções da

Organização das Nações Unidas – que, além de

contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um

alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.

10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é

um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65

são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7

bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades

bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.

15 Se o envelhecimento, porém, não vier

acompanhado de políticas públicas consistentes –

pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o

fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e

empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta

20 quinta-feira (12).

"Queremos deixar a mensagem de que

oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o

nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de

desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que

25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,

educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito

mais saudável."

A análise dos dados traz ainda um alerta ao

Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da

30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do

total – acima, portanto, da média global –, caso se

confirmem as projeções da ONU.

O número não é tão expressivo quanto o

observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a

35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é

sensível, idosos representam 20% da população já em

2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que

abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão

de obra.

40 No guarda-chuva de preocupações expressas

pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas

mais velhas continuam a contribuir economicamente –

muitos permanecem em empregos remunerados, ou

ajudam na família, com assistência aos filhos.

45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito

etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a

galope no caso do Brasil, também preocupa: a

informalidade. "A ampla propagação do emprego

informal e de outras formas precárias de trabalho

50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios

de proteção social, colocando em risco a segurança

econômica de idosos", diz o relatório.

Shantanu Mukherjee, diretor de análise

econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta

55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser

criadas antecipadamente, levando em conta que o

envelhecimento populacional é parte fundamental da

economia de um país."

Idosos têm maior probabilidade de viver em

60 domicílios com menor infraestrutura do que a população

em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em

países em desenvolvimento, nos quais sistemas de

proteção social estão menos estabelecidos, afirma o

relatório.

65 A situação é pior para as mulheres, que têm

níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?

Níveis também menores de participação no mercado de

trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais

baixos em comparação com homens.

70 A ONU chama especial atenção para a

distribuição desigual do trabalho doméstico, o que

restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais

ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,

enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são

75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida

como área mal regulamentada, na qual trabalhadores

normalmente ganham salários baixos.

"Dadas as expectativas de vida mais longas das

mulheres, elas têm maior probabilidade do que os

80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se

casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três

características que podem exacerbar a insegurança

econômica."

Além da seara econômica, o relatório destaca a

85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a

ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos

moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.

"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou

principalmente das famílias são cada vez mais

90 inadequados."

E a pandemia de covid evidenciou as falhas no

atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado

subfinanciados, condições precárias de trabalho das

equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em

95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre

idosos", diz a ONU.

O desafio do envelhecimento populacional

também atinge as regiões e continentes de diferentes

formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas

100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina

e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)

e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais

desafiado por altos índices de natalidade terá somente

5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.

105 Cenários como o africano, então, poderiam até

ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.

"Se formos espertos o bastante para criar políticas que

facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que

essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-

mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório. (L.59-64)

No período acima há

 

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2868657 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.

O número de pessoas com 65 anos ou mais no

planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a

5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.

Os dados fazem parte de projeções da

Organização das Nações Unidas – que, além de

contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um

alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.

10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é

um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65

são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7

bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades

bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.

15 Se o envelhecimento, porém, não vier

acompanhado de políticas públicas consistentes –

pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o

fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e

empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta

20 quinta-feira (12).

"Queremos deixar a mensagem de que

oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o

nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de

desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que

25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,

educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito

mais saudável."

A análise dos dados traz ainda um alerta ao

Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da

30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do

total – acima, portanto, da média global –, caso se

confirmem as projeções da ONU.

O número não é tão expressivo quanto o

observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a

35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é

sensível, idosos representam 20% da população já em

2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que

abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão

de obra.

40 No guarda-chuva de preocupações expressas

pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas

mais velhas continuam a contribuir economicamente –

muitos permanecem em empregos remunerados, ou

ajudam na família, com assistência aos filhos.

45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito

etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a

galope no caso do Brasil, também preocupa: a

informalidade. "A ampla propagação do emprego

informal e de outras formas precárias de trabalho

50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios

de proteção social, colocando em risco a segurança

econômica de idosos", diz o relatório.

Shantanu Mukherjee, diretor de análise

econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta

55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser

criadas antecipadamente, levando em conta que o

envelhecimento populacional é parte fundamental da

economia de um país."

Idosos têm maior probabilidade de viver em

60 domicílios com menor infraestrutura do que a população

em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em

países em desenvolvimento, nos quais sistemas de

proteção social estão menos estabelecidos, afirma o

relatório.

65 A situação é pior para as mulheres, que têm

níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?

Níveis também menores de participação no mercado de

trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais

baixos em comparação com homens.

70 A ONU chama especial atenção para a

distribuição desigual do trabalho doméstico, o que

restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais

ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,

enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são

75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida

como área mal regulamentada, na qual trabalhadores

normalmente ganham salários baixos.

"Dadas as expectativas de vida mais longas das

mulheres, elas têm maior probabilidade do que os

80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se

casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três

características que podem exacerbar a insegurança

econômica."

Além da seara econômica, o relatório destaca a

85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a

ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos

moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.

"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou

principalmente das famílias são cada vez mais

90 inadequados."

E a pandemia de covid evidenciou as falhas no

atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado

subfinanciados, condições precárias de trabalho das

equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em

95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre

idosos", diz a ONU.

O desafio do envelhecimento populacional

também atinge as regiões e continentes de diferentes

formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas

100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina

e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)

e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais

desafiado por altos índices de natalidade terá somente

5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.

105 Cenários como o africano, então, poderiam até

ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.

"Se formos espertos o bastante para criar políticas que

facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que

essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-

mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.

 

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