Foram encontradas 355 questões.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
O mamífero que não envelhece e pode ser a chave
para humanos vencerem o câncer
Não é segredo para ninguém que o rato-
toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase
sem pelos, com longos dentes salientes – não é o
animal mais atraente do planeta.
5 Mas essas criaturas compensam sua pouca
beleza com uma série de características
extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o
mundo.
10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de
7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,
30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,
incluindo diabetes, e tem um notável sistema
reprodutor.
15 Eles também beneficiam o meio ambiente,
agindo como "engenheiros do ecossistema" e
aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas
onde fazem seus ninhos.
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas
20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão
revelando que eles podem deter a chave para entender
uma série de condições humanas, como o câncer e o
envelhecimento.
25 Historicamente, estudamos os ratos e
camundongos para entender os segredos da biologia
humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-
toupeira-pelado tem vantagens especiais para a
pesquisa médica.
30 O nome científico da espécie – Heterocephalus
glaber – significa essencialmente "coisa careca com
cabeça diferente".
O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes
quentes e tropicais do nordeste da África. No seu
35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias
subterrâneas, formando um labirinto de túneis e
câmaras que se estende por uma área correspondente
a diversos campos de futebol.
As rígidas condições onde vivem os ratos-
40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,
podem ser uma indicação de algumas das
características incomuns da sua espécie.
A maior parte da vida aeróbica enfrentaria
dificuldades para sobreviver nesses ambientes com
45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal
que tem a vida mais longa entre os roedores.
Enquanto um camundongo de porte similar
pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge
30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção
50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,
seria como se nós tivéssemos um primo enrugado
capaz de viver até 450 anos.
O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas
selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em
55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas
chegam a abrigar até 300 indivíduos.
São animais altamente sociais. Suas colônias são
chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia
rígida.
60 Seus membros desempenham diferentes
funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes
subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e
tubérculos que eles comem, além de fezes.
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os
65 ratos-toupeiras-pelados são considerados
"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em
ambientes extremos embaixo da terra, segundo o
pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema
nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no
70 Reino Unido.
Uma das suas características mais marcantes é
que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são
limitados.
75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada
vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças
crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento
esperados na maioria dos mamíferos realmente não
parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.
80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade
dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças
significativas.
Na Universidade de Cambridge, a equipe de
Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de
85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a
cerca de 30°C e umidade de 60%.
"Mantenho meus animais em Cambridge há 10
anos e nunca tive um sequer que morresse
simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele
90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores
costumam ser a principal causa de morte.
Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar
suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias
contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No
95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são
seus predadores, como as cobras.
É um quadro muito diferente das causas comuns
de morte em seres humanos. "Um em cada dois
humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.
100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar
de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados
quase nunca têm a doença – é muito raro."
(...)
(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
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O mamífero que não envelhece e pode ser a chave
para humanos vencerem o câncer
Não é segredo para ninguém que o rato-
toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase
sem pelos, com longos dentes salientes – não é o
animal mais atraente do planeta.
5 Mas essas criaturas compensam sua pouca
beleza com uma série de características
extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o
mundo.
10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de
7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,
30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,
incluindo diabetes, e tem um notável sistema
reprodutor.
15 Eles também beneficiam o meio ambiente,
agindo como "engenheiros do ecossistema" e
aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas
onde fazem seus ninhos.
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas
20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão
revelando que eles podem deter a chave para entender
uma série de condições humanas, como o câncer e o
envelhecimento.
25 Historicamente, estudamos os ratos e
camundongos para entender os segredos da biologia
humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-
toupeira-pelado tem vantagens especiais para a
pesquisa médica.
30 O nome científico da espécie – Heterocephalus
glaber – significa essencialmente "coisa careca com
cabeça diferente".
O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes
quentes e tropicais do nordeste da África. No seu
35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias
subterrâneas, formando um labirinto de túneis e
câmaras que se estende por uma área correspondente
a diversos campos de futebol.
As rígidas condições onde vivem os ratos-
40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,
podem ser uma indicação de algumas das
características incomuns da sua espécie.
A maior parte da vida aeróbica enfrentaria
dificuldades para sobreviver nesses ambientes com
45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal
que tem a vida mais longa entre os roedores.
Enquanto um camundongo de porte similar
pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge
30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção
50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,
seria como se nós tivéssemos um primo enrugado
capaz de viver até 450 anos.
O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas
selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em
55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas
chegam a abrigar até 300 indivíduos.
São animais altamente sociais. Suas colônias são
chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia
rígida.
60 Seus membros desempenham diferentes
funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes
subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e
tubérculos que eles comem, além de fezes.
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os
65 ratos-toupeiras-pelados são considerados
"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em
ambientes extremos embaixo da terra, segundo o
pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema
nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no
70 Reino Unido.
Uma das suas características mais marcantes é
que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são
limitados.
75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada
vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças
crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento
esperados na maioria dos mamíferos realmente não
parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.
80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade
dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças
significativas.
Na Universidade de Cambridge, a equipe de
Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de
85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a
cerca de 30°C e umidade de 60%.
"Mantenho meus animais em Cambridge há 10
anos e nunca tive um sequer que morresse
simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele
90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores
costumam ser a principal causa de morte.
Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar
suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias
contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No
95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são
seus predadores, como as cobras.
É um quadro muito diferente das causas comuns
de morte em seres humanos. "Um em cada dois
humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.
100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar
de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados
quase nunca têm a doença – é muito raro."
(...)
(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, não desempenhe papel adverbial.
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O mamífero que não envelhece e pode ser a chave
para humanos vencerem o câncer
Não é segredo para ninguém que o rato-
toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase
sem pelos, com longos dentes salientes – não é o
animal mais atraente do planeta.
5 Mas essas criaturas compensam sua pouca
beleza com uma série de características
extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o
mundo.
10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de
7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,
30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,
incluindo diabetes, e tem um notável sistema
reprodutor.
15 Eles também beneficiam o meio ambiente,
agindo como "engenheiros do ecossistema" e
aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas
onde fazem seus ninhos.
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas
20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão
revelando que eles podem deter a chave para entender
uma série de condições humanas, como o câncer e o
envelhecimento.
25 Historicamente, estudamos os ratos e
camundongos para entender os segredos da biologia
humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-
toupeira-pelado tem vantagens especiais para a
pesquisa médica.
30 O nome científico da espécie – Heterocephalus
glaber – significa essencialmente "coisa careca com
cabeça diferente".
O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes
quentes e tropicais do nordeste da África. No seu
35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias
subterrâneas, formando um labirinto de túneis e
câmaras que se estende por uma área correspondente
a diversos campos de futebol.
As rígidas condições onde vivem os ratos-
40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,
podem ser uma indicação de algumas das
características incomuns da sua espécie.
A maior parte da vida aeróbica enfrentaria
dificuldades para sobreviver nesses ambientes com
45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal
que tem a vida mais longa entre os roedores.
Enquanto um camundongo de porte similar
pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge
30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção
50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,
seria como se nós tivéssemos um primo enrugado
capaz de viver até 450 anos.
O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas
selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em
55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas
chegam a abrigar até 300 indivíduos.
São animais altamente sociais. Suas colônias são
chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia
rígida.
60 Seus membros desempenham diferentes
funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes
subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e
tubérculos que eles comem, além de fezes.
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os
65 ratos-toupeiras-pelados são considerados
"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em
ambientes extremos embaixo da terra, segundo o
pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema
nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no
70 Reino Unido.
Uma das suas características mais marcantes é
que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são
limitados.
75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada
vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças
crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento
esperados na maioria dos mamíferos realmente não
parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.
80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade
dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças
significativas.
Na Universidade de Cambridge, a equipe de
Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de
85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a
cerca de 30°C e umidade de 60%.
"Mantenho meus animais em Cambridge há 10
anos e nunca tive um sequer que morresse
simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele
90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores
costumam ser a principal causa de morte.
Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar
suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias
contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No
95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são
seus predadores, como as cobras.
É um quadro muito diferente das causas comuns
de morte em seres humanos. "Um em cada dois
humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.
100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar
de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados
quase nunca têm a doença – é muito raro."
(...)
(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)
Enquanto os seres humanos podem ficar cada vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento esperados na maioria dos mamíferos realmente não parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith. Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças significativas. (L.75-82)
O valor semântico do termo sublinhado no período acima é de
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O mamífero que não envelhece e pode ser a chave
para humanos vencerem o câncer
Não é segredo para ninguém que o rato-
toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase
sem pelos, com longos dentes salientes – não é o
animal mais atraente do planeta.
5 Mas essas criaturas compensam sua pouca
beleza com uma série de características
extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o
mundo.
10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de
7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,
30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,
incluindo diabetes, e tem um notável sistema
reprodutor.
15 Eles também beneficiam o meio ambiente,
agindo como "engenheiros do ecossistema" e
aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas
onde fazem seus ninhos.
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas
20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão
revelando que eles podem deter a chave para entender
uma série de condições humanas, como o câncer e o
envelhecimento.
25 Historicamente, estudamos os ratos e
camundongos para entender os segredos da biologia
humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-
toupeira-pelado tem vantagens especiais para a
pesquisa médica.
30 O nome científico da espécie – Heterocephalus
glaber – significa essencialmente "coisa careca com
cabeça diferente".
O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes
quentes e tropicais do nordeste da África. No seu
35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias
subterrâneas, formando um labirinto de túneis e
câmaras que se estende por uma área correspondente
a diversos campos de futebol.
As rígidas condições onde vivem os ratos-
40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,
podem ser uma indicação de algumas das
características incomuns da sua espécie.
A maior parte da vida aeróbica enfrentaria
dificuldades para sobreviver nesses ambientes com
45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal
que tem a vida mais longa entre os roedores.
Enquanto um camundongo de porte similar
pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge
30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção
50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,
seria como se nós tivéssemos um primo enrugado
capaz de viver até 450 anos.
O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas
selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em
55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas
chegam a abrigar até 300 indivíduos.
São animais altamente sociais. Suas colônias são
chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia
rígida.
60 Seus membros desempenham diferentes
funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes
subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e
tubérculos que eles comem, além de fezes.
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os
65 ratos-toupeiras-pelados são considerados
"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em
ambientes extremos embaixo da terra, segundo o
pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema
nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no
70 Reino Unido.
Uma das suas características mais marcantes é
que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são
limitados.
75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada
vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças
crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento
esperados na maioria dos mamíferos realmente não
parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.
80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade
dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças
significativas.
Na Universidade de Cambridge, a equipe de
Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de
85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a
cerca de 30°C e umidade de 60%.
"Mantenho meus animais em Cambridge há 10
anos e nunca tive um sequer que morresse
simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele
90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores
costumam ser a principal causa de morte.
Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar
suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias
contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No
95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são
seus predadores, como as cobras.
É um quadro muito diferente das causas comuns
de morte em seres humanos. "Um em cada dois
humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.
100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar
de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados
quase nunca têm a doença – é muito raro."
(...)
(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)
Uma das suas características mais marcantes é (1)/ que é difícil (2)/ dizer exatamente a idade de um rato-toupeira-pelado, (3)/ pois seus sinais de declínio físico são limitados (4). (L.71-74)
O período acima está dividido em orações. As orações 2 e 3 se classificam, respectivamente, como orações subordinadas substantivas
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O mamífero que não envelhece e pode ser a chave
para humanos vencerem o câncer
Não é segredo para ninguém que o rato-
toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase
sem pelos, com longos dentes salientes – não é o
animal mais atraente do planeta.
5 Mas essas criaturas compensam sua pouca
beleza com uma série de características
extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o
mundo.
10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de
7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,
30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,
incluindo diabetes, e tem um notável sistema
reprodutor.
15 Eles também beneficiam o meio ambiente,
agindo como "engenheiros do ecossistema" e
aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas
onde fazem seus ninhos.
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas
20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão
revelando que eles podem deter a chave para entender
uma série de condições humanas, como o câncer e o
envelhecimento.
25 Historicamente, estudamos os ratos e
camundongos para entender os segredos da biologia
humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-
toupeira-pelado tem vantagens especiais para a
pesquisa médica.
30 O nome científico da espécie – Heterocephalus
glaber – significa essencialmente "coisa careca com
cabeça diferente".
O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes
quentes e tropicais do nordeste da África. No seu
35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias
subterrâneas, formando um labirinto de túneis e
câmaras que se estende por uma área correspondente
a diversos campos de futebol.
As rígidas condições onde vivem os ratos-
40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,
podem ser uma indicação de algumas das
características incomuns da sua espécie.
A maior parte da vida aeróbica enfrentaria
dificuldades para sobreviver nesses ambientes com
45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal
que tem a vida mais longa entre os roedores.
Enquanto um camundongo de porte similar
pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge
30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção
50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,
seria como se nós tivéssemos um primo enrugado
capaz de viver até 450 anos.
O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas
selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em
55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas
chegam a abrigar até 300 indivíduos.
São animais altamente sociais. Suas colônias são
chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia
rígida.
60 Seus membros desempenham diferentes
funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes
subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e
tubérculos que eles comem, além de fezes.
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os
65 ratos-toupeiras-pelados são considerados
"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em
ambientes extremos embaixo da terra, segundo o
pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema
nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no
70 Reino Unido.
Uma das suas características mais marcantes é
que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são
limitados.
75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada
vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças
crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento
esperados na maioria dos mamíferos realmente não
parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.
80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade
dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças
significativas.
Na Universidade de Cambridge, a equipe de
Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de
85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a
cerca de 30°C e umidade de 60%.
"Mantenho meus animais em Cambridge há 10
anos e nunca tive um sequer que morresse
simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele
90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores
costumam ser a principal causa de morte.
Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar
suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias
contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No
95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são
seus predadores, como as cobras.
É um quadro muito diferente das causas comuns
de morte em seres humanos. "Um em cada dois
humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.
100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar
de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados
quase nunca têm a doença – é muito raro."
(...)
(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)
Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. As condições extremas em que vivem os ratos-toupeiras-pelados são derivadas das regiões quentes e tropicais do nordeste da África.
II. A expectativa de vida do rato-toupeira pelado é bastante superior à de outros membros roedores.
III. Numa estrutura hierárquica rígida, os ratos-toupeiras-pelados, liderados por uma “rainha”, desempenham funções diferentes na colônia.
Assinale
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
O mamífero que não envelhece e pode ser a chave
para humanos vencerem o câncer
Não é segredo para ninguém que o rato-
toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase
sem pelos, com longos dentes salientes – não é o
animal mais atraente do planeta.
5 Mas essas criaturas compensam sua pouca
beleza com uma série de características
extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o
mundo.
10 Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de
7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média,
30 anos. O roedor é resistente a doenças crônicas,
incluindo diabetes, e tem um notável sistema
reprodutor.
15 Eles também beneficiam o meio ambiente,
agindo como "engenheiros do ecossistema" e
aumentando a biodiversidade do solo ao cavar as tocas
onde fazem seus ninhos.
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas
20 criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão
revelando que eles podem deter a chave para entender
uma série de condições humanas, como o câncer e o
envelhecimento.
25 Historicamente, estudamos os ratos e
camundongos para entender os segredos da biologia
humana. Mas os cientistas acreditam que o rato-
toupeira-pelado tem vantagens especiais para a
pesquisa médica.
30 O nome científico da espécie – Heterocephalus
glaber – significa essencialmente "coisa careca com
cabeça diferente".
O rato-toupeira-pelado é nativo dos ambientes
quentes e tropicais do nordeste da África. No seu
35 ambiente natural, eles vivem em grandes colônias
subterrâneas, formando um labirinto de túneis e
câmaras que se estende por uma área correspondente
a diversos campos de futebol.
As rígidas condições onde vivem os ratos-
40 toupeiras-pelados, com baixos níveis de oxigênio,
podem ser uma indicação de algumas das
características incomuns da sua espécie.
A maior parte da vida aeróbica enfrentaria
dificuldades para sobreviver nesses ambientes com
45 pouco oxigênio, mas o rato-toupeira-pelado é o animal
que tem a vida mais longa entre os roedores.
Enquanto um camundongo de porte similar
pode viver por dois anos, o rato-toupeira-pelado atinge
30 anos de vida ou mais. Se calcularmos em proporção
50 ao tamanho dos seres humanos, aproximadamente,
seria como se nós tivéssemos um primo enrugado
capaz de viver até 450 anos.
O rato-toupeira-pelado é encontrado nas áreas
selvagens do Quênia, Etiópia e da Somália. Ele vive em
55 colônias com cerca de 70 a 80 membros. Algumas
chegam a abrigar até 300 indivíduos.
São animais altamente sociais. Suas colônias são
chefiadas por uma rainha e seguem uma hierarquia
rígida.
60 Seus membros desempenham diferentes
funções. Existem, por exemplo, os que trazem as partes
subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e
tubérculos que eles comem, além de fezes.
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os
65 ratos-toupeiras-pelados são considerados
"extremófilos", ou seja, eles conseguem sobreviver em
ambientes extremos embaixo da terra, segundo o
pesquisador Ewan St. John Smith, que estuda o sistema
nervoso sensorial na Universidade de Cambridge, no
70 Reino Unido.
Uma das suas características mais marcantes é
que é difícil dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira-pelado, pois seus sinais de declínio físico são
limitados.
75 Enquanto os seres humanos podem ficar cada
vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças
crônicas, "os sinais comuns de envelhecimento
esperados na maioria dos mamíferos realmente não
parecem acontecer" nesses roedores, segundo Smith.
80 Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade
dos ossos ou metabolismo não sofrem mudanças
significativas.
Na Universidade de Cambridge, a equipe de
Smith mantém cinco colônias, que abrigam cerca de
85 160 ratos-toupeiras-pelados em uma sala aquecida a
cerca de 30°C e umidade de 60%.
"Mantenho meus animais em Cambridge há 10
anos e nunca tive um sequer que morresse
simplesmente de causas naturais", afirma Smith. Ele
90 conta que, em cativeiro, as brigas entre os roedores
costumam ser a principal causa de morte.
Seu estilo de vida subterrâneo pode aumentar
suas chances de sobrevivência, protegendo as colônias
contra o frio, a chuva e os extremos climáticos. No
95 ambiente selvagem, a principal causa de morte são
seus predadores, como as cobras.
É um quadro muito diferente das causas comuns
de morte em seres humanos. "Um em cada dois
humanos provavelmente terá câncer", segundo Smith.
100 "Os ratos e os camundongos têm probabilidade similar
de desenvolver câncer, mas os ratos-toupeiras-pelados
quase nunca têm a doença – é muito raro."
(...)
(BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/o-mamifero-que-nao-envelhece-e-pode-ser-a-chave-para-humanos-vencerem-o-cancer.shtml. 7.jan.2023)
Existem, por exemplo, os que trazem as partes subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e tubérculos que eles comem, além de fezes. (L.61-63)
No período acima, há
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU
O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.
O número de pessoas com 65 anos ou mais no
planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a
5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.
Os dados fazem parte de projeções da
Organização das Nações Unidas – que, além de
contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um
alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.
10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é
um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65
são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7
bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades
bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.
15 Se o envelhecimento, porém, não vier
acompanhado de políticas públicas consistentes –
pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o
fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e
empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta
20 quinta-feira (12).
"Queremos deixar a mensagem de que
oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o
nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de
desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que
25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,
educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito
mais saudável."
A análise dos dados traz ainda um alerta ao
Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da
30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do
total – acima, portanto, da média global –, caso se
confirmem as projeções da ONU.
O número não é tão expressivo quanto o
observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a
35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é
sensível, idosos representam 20% da população já em
2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que
abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão
de obra.
40 No guarda-chuva de preocupações expressas
pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas
mais velhas continuam a contribuir economicamente –
muitos permanecem em empregos remunerados, ou
ajudam na família, com assistência aos filhos.
45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito
etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a
galope no caso do Brasil, também preocupa: a
informalidade. "A ampla propagação do emprego
informal e de outras formas precárias de trabalho
50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios
de proteção social, colocando em risco a segurança
econômica de idosos", diz o relatório.
Shantanu Mukherjee, diretor de análise
econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta
55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser
criadas antecipadamente, levando em conta que o
envelhecimento populacional é parte fundamental da
economia de um país."
Idosos têm maior probabilidade de viver em
60 domicílios com menor infraestrutura do que a população
em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em
países em desenvolvimento, nos quais sistemas de
proteção social estão menos estabelecidos, afirma o
relatório.
65 A situação é pior para as mulheres, que têm
níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?
Níveis também menores de participação no mercado de
trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais
baixos em comparação com homens.
70 A ONU chama especial atenção para a
distribuição desigual do trabalho doméstico, o que
restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais
ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,
enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são
75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida
como área mal regulamentada, na qual trabalhadores
normalmente ganham salários baixos.
"Dadas as expectativas de vida mais longas das
mulheres, elas têm maior probabilidade do que os
80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se
casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três
características que podem exacerbar a insegurança
econômica."
Além da seara econômica, o relatório destaca a
85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a
ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos
moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.
"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou
principalmente das famílias são cada vez mais
90 inadequados."
E a pandemia de covid evidenciou as falhas no
atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado
subfinanciados, condições precárias de trabalho das
equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em
95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre
idosos", diz a ONU.
O desafio do envelhecimento populacional
também atinge as regiões e continentes de diferentes
formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas
100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina
e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)
e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais
desafiado por altos índices de natalidade terá somente
5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.
105 Cenários como o africano, então, poderiam até
ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.
"Se formos espertos o bastante para criar políticas que
facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que
essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.
(Mayara Paixão.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-
mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)
O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida. (L.11-14)
O segmento sublinhado no período acima exerce função sintática de
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU
O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.
O número de pessoas com 65 anos ou mais no
planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a
5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.
Os dados fazem parte de projeções da
Organização das Nações Unidas – que, além de
contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um
alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.
10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é
um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65
são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7
bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades
bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.
15 Se o envelhecimento, porém, não vier
acompanhado de políticas públicas consistentes –
pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o
fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e
empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta
20 quinta-feira (12).
"Queremos deixar a mensagem de que
oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o
nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de
desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que
25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,
educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito
mais saudável."
A análise dos dados traz ainda um alerta ao
Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da
30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do
total – acima, portanto, da média global –, caso se
confirmem as projeções da ONU.
O número não é tão expressivo quanto o
observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a
35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é
sensível, idosos representam 20% da população já em
2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que
abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão
de obra.
40 No guarda-chuva de preocupações expressas
pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas
mais velhas continuam a contribuir economicamente –
muitos permanecem em empregos remunerados, ou
ajudam na família, com assistência aos filhos.
45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito
etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a
galope no caso do Brasil, também preocupa: a
informalidade. "A ampla propagação do emprego
informal e de outras formas precárias de trabalho
50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios
de proteção social, colocando em risco a segurança
econômica de idosos", diz o relatório.
Shantanu Mukherjee, diretor de análise
econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta
55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser
criadas antecipadamente, levando em conta que o
envelhecimento populacional é parte fundamental da
economia de um país."
Idosos têm maior probabilidade de viver em
60 domicílios com menor infraestrutura do que a população
em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em
países em desenvolvimento, nos quais sistemas de
proteção social estão menos estabelecidos, afirma o
relatório.
65 A situação é pior para as mulheres, que têm
níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?
Níveis também menores de participação no mercado de
trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais
baixos em comparação com homens.
70 A ONU chama especial atenção para a
distribuição desigual do trabalho doméstico, o que
restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais
ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,
enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são
75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida
como área mal regulamentada, na qual trabalhadores
normalmente ganham salários baixos.
"Dadas as expectativas de vida mais longas das
mulheres, elas têm maior probabilidade do que os
80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se
casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três
características que podem exacerbar a insegurança
econômica."
Além da seara econômica, o relatório destaca a
85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a
ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos
moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.
"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou
principalmente das famílias são cada vez mais
90 inadequados."
E a pandemia de covid evidenciou as falhas no
atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado
subfinanciados, condições precárias de trabalho das
equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em
95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre
idosos", diz a ONU.
O desafio do envelhecimento populacional
também atinge as regiões e continentes de diferentes
formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas
100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina
e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)
e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais
desafiado por altos índices de natalidade terá somente
5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.
105 Cenários como o africano, então, poderiam até
ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.
"Se formos espertos o bastante para criar políticas que
facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que
essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.
(Mayara Paixão.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-
mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)
Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. (L.35-37)
A oração sublinhada no período acima se classifica como
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU
O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.
O número de pessoas com 65 anos ou mais no
planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a
5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.
Os dados fazem parte de projeções da
Organização das Nações Unidas – que, além de
contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um
alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.
10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é
um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65
são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7
bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades
bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.
15 Se o envelhecimento, porém, não vier
acompanhado de políticas públicas consistentes –
pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o
fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e
empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta
20 quinta-feira (12).
"Queremos deixar a mensagem de que
oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o
nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de
desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que
25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,
educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito
mais saudável."
A análise dos dados traz ainda um alerta ao
Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da
30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do
total – acima, portanto, da média global –, caso se
confirmem as projeções da ONU.
O número não é tão expressivo quanto o
observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a
35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é
sensível, idosos representam 20% da população já em
2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que
abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão
de obra.
40 No guarda-chuva de preocupações expressas
pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas
mais velhas continuam a contribuir economicamente –
muitos permanecem em empregos remunerados, ou
ajudam na família, com assistência aos filhos.
45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito
etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a
galope no caso do Brasil, também preocupa: a
informalidade. "A ampla propagação do emprego
informal e de outras formas precárias de trabalho
50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios
de proteção social, colocando em risco a segurança
econômica de idosos", diz o relatório.
Shantanu Mukherjee, diretor de análise
econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta
55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser
criadas antecipadamente, levando em conta que o
envelhecimento populacional é parte fundamental da
economia de um país."
Idosos têm maior probabilidade de viver em
60 domicílios com menor infraestrutura do que a população
em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em
países em desenvolvimento, nos quais sistemas de
proteção social estão menos estabelecidos, afirma o
relatório.
65 A situação é pior para as mulheres, que têm
níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?
Níveis também menores de participação no mercado de
trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais
baixos em comparação com homens.
70 A ONU chama especial atenção para a
distribuição desigual do trabalho doméstico, o que
restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais
ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,
enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são
75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida
como área mal regulamentada, na qual trabalhadores
normalmente ganham salários baixos.
"Dadas as expectativas de vida mais longas das
mulheres, elas têm maior probabilidade do que os
80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se
casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três
características que podem exacerbar a insegurança
econômica."
Além da seara econômica, o relatório destaca a
85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a
ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos
moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.
"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou
principalmente das famílias são cada vez mais
90 inadequados."
E a pandemia de covid evidenciou as falhas no
atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado
subfinanciados, condições precárias de trabalho das
equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em
95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre
idosos", diz a ONU.
O desafio do envelhecimento populacional
também atinge as regiões e continentes de diferentes
formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas
100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina
e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)
e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais
desafiado por altos índices de natalidade terá somente
5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.
105 Cenários como o africano, então, poderiam até
ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.
"Se formos espertos o bastante para criar políticas que
facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que
essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.
(Mayara Paixão.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-
mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)
Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório. (L.59-64)
No período acima há
Provas
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU
O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.
O número de pessoas com 65 anos ou mais no
planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a
5 metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.
Os dados fazem parte de projeções da
Organização das Nações Unidas – que, além de
contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um
alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.
10 Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é
um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65
são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7
bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades
bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.
15 Se o envelhecimento, porém, não vier
acompanhado de políticas públicas consistentes –
pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o
fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e
empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta
20 quinta-feira (12).
"Queremos deixar a mensagem de que
oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o
nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de
desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que
25 desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde,
educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito
mais saudável."
A análise dos dados traz ainda um alerta ao
Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da
30 população brasileira. No meio do século, serão 22% do
total – acima, portanto, da média global –, caso se
confirmem as projeções da ONU.
O número não é tão expressivo quanto o
observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a
35 atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é
sensível, idosos representam 20% da população já em
2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que
abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão
de obra.
40 No guarda-chuva de preocupações expressas
pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas
mais velhas continuam a contribuir economicamente –
muitos permanecem em empregos remunerados, ou
ajudam na família, com assistência aos filhos.
45 Ainda assim, estereótipos, como o preconceito
etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a
galope no caso do Brasil, também preocupa: a
informalidade. "A ampla propagação do emprego
informal e de outras formas precárias de trabalho
50 ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios
de proteção social, colocando em risco a segurança
econômica de idosos", diz o relatório.
Shantanu Mukherjee, diretor de análise
econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta
55 proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser
criadas antecipadamente, levando em conta que o
envelhecimento populacional é parte fundamental da
economia de um país."
Idosos têm maior probabilidade de viver em
60 domicílios com menor infraestrutura do que a população
em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em
países em desenvolvimento, nos quais sistemas de
proteção social estão menos estabelecidos, afirma o
relatório.
65 A situação é pior para as mulheres, que têm
níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos?
Níveis também menores de participação no mercado de
trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais
baixos em comparação com homens.
70 A ONU chama especial atenção para a
distribuição desigual do trabalho doméstico, o que
restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais
ativamente no mercado de trabalho e, por consequência,
enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são
75 maioria das empregadas na economia de cuidado, tida
como área mal regulamentada, na qual trabalhadores
normalmente ganham salários baixos.
"Dadas as expectativas de vida mais longas das
mulheres, elas têm maior probabilidade do que os
80 homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se
casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três
características que podem exacerbar a insegurança
econômica."
Além da seara econômica, o relatório destaca a
85 necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a
ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos
moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado.
"Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou
principalmente das famílias são cada vez mais
90 inadequados."
E a pandemia de covid evidenciou as falhas no
atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado
subfinanciados, condições precárias de trabalho das
equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em
95 casa contribuíram para um alto número de mortes entre
idosos", diz a ONU.
O desafio do envelhecimento populacional
também atinge as regiões e continentes de diferentes
formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas
100 populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina
e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%)
e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais
desafiado por altos índices de natalidade terá somente
5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.
105 Cenários como o africano, então, poderiam até
ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal.
"Se formos espertos o bastante para criar políticas que
facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que
essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.
(Mayara Paixão.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-no-
mundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
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