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Foram encontradas 120 questões.

283037 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Crítico severo da venalidade oficial, Padre Vieira, consultado por dom João IV sobre a conveniência de haver no Maranhão e Grão-Pará dois capitães-mores, disparou em resposta: “Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um”. Nos sermões tampouco deixava de denunciar a corrupção: “Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional, porque claro está que há de furtar), furta o que elegestes, e furta por si e por todos os seus”. Uma autoridade, afirmava, jamais devia ser empossada em lugar “onde se aproveite e nos arruíne; onde se enriqueça a si e deixe pobre o Estado”.

Emanuel Araújo. O teatro dos vícios: transgressão e transigência na sociedade

urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio,1977, 2.ª ed., p. 291 (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos lingüísticos do texto acima, julgue o item a seguir.

O vocábulo ‘onde’, nas duas ocorrências, tem a mesma classificação morfossintática que o vocábulo ‘onde’ empregado no seguinte trecho, também de autoria do Padre Vieira: “ (...) esta é a causa original das doenças do Brasil: tomar o alheio, cobiças, interesses, ganhos e conveniências particulares por onde a Justiça se não guarda e o Estado se perde.”

 

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Texto.

Nosotros

Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo da forca portuguesa.

Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.

Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.

Há evidência material de que o autor, no jogo de palavras com que construiu o texto, deu preferência ao pronome tônico em detrimento do pronome átono.

 

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Olha o pronome aí, gente!

Trata-se do pronome demonstrativo, aquele que não é respeitado nem por jornalistas, que não têm o direito de errar. Está na moda também o “neste momento”, no lugar de “agora”, que os ignorantes insistem em dizer “nesse momento”, que pode ser ontem ou 500 anos atrás.

LBP Eclético, People, Ano XV, n.º 142/2005, p. 18 (com adaptações).

Considerando as estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o seguinte item.

A oposição que faz o autor entre “neste momento” e “nesse momento” focaliza o aspecto espacial do pronome demonstrativo em relação à segunda e à terceira pessoas do ato comunicativo.

 

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A cigarra e as formigas

Durante o inverno, as formigas trabalhavam para secar o grão úmido, quando uma cigarra, faminta, lhes pediu algo para comer. As formigas lhe perguntaram: “Por que, no verão, não reservaste também o teu alimento?”. E a cigarra respondeu: “Não tinha tempo, pois cantava, alegrando o mundo com minha melodia”. E as formigas, rindo, disseram: “Pois bem, se cantavas no verão, dança agora no inverno”.

Moral: Descuidar de certos trabalhos pode trazer tristeza e faltas.

Esopo. Fábulas – texto integral, São Paulo: Martin Claret, 2004, p. 161.

A partir da compreensão e análise do texto acima e dos conceitos que cercam o gênero “fábula”, julgue o item a seguir.

Se o tratamento dado à cigarra pelas formigas fosse o de segunda pessoa do plural, as falas seriam: Por que, no verão, não reserváveis também o vosso alimento? e Pois bem, se cantáveis no verão, dançai agora no inverno.

 

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Julgue o item que se segue, a respeito da LODF e da organização do DF.

Um indivíduo não-nascido no Brasil não pode ser eleito governador do DF, à luz das disposições da LODF.

 

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Em relação à tributação e às finanças públicas, julgue o item seguinte.

É privativa da União a competência para emitir moeda, a qual é exercida pela Casa da Moeda do Brasil.

 

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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.

A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)

A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.

Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.

José Sarney. Discurso de Posse.

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

A substituição de “convivendo” por já que se convive mantém a correção gramatical e o sentido original do período.

 

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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.

A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)

A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.

Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.

José Sarney. Discurso de Posse.

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

As vírgulas logo após “que” e “social” justificam-se por isolar oração subordinada adjetiva restritiva deslocada de sua posição na ordem direta.

 

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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.

A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)

A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.

Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.

José Sarney. Discurso de Posse.

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

O trecho “ser integral. Indissociáveis são as liberdades” admite, sem prejuízo para a correção gramatical do texto, a seguinte reescrita: ser integral, uma vez que são indissociáveis as liberdades.

 

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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.

A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)

A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.

Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.

José Sarney. Discurso de Posse.

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

Imediatamente antes da palavra “Tolerância”, pela relação que a oração estabelece com o período anterior, caberia o emprego da conjunção Entretanto, seguida de vírgula e letra minúscula.

 

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