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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.
A palavra nosotros não pertence ao léxico da língua portuguesa. Ao buscar em outra língua o título do texto, o autor está contribuindo para desnacionalizar a língua portuguesa, por meio da infiltração de estrangeirismos ou empréstimos desnecessários.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Ainda tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.
Uma análise dos sintagmas do texto compostos com o substantivo “nó” permite afirmar que “o nó náutico” constitui paráfrase de “medida marítima”; “nó na garganta” é expressão clichê, que denota dificuldade de falar; na expressão “nó da forca portuguesa”, identifica-se figura de estilo denominada personificação ou animismo.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Tendo como base o texto acima, julgue o item a seguir.
A expressão “sempre tivemos as costas largas” admite, no contexto em que está empregada, pelo menos duas leituras: a de que sempre obtivemos a proteção de alguém e a de que nosso país tem grande extensão de litoral. Nela se revela, portanto, ambigüidade.
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Texto.
Nosotros
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.
Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.
Tendo como base o texto acima, julgue o item a seguir.
Considerando-se o trabalho realizado pelo autor sobre a própria mensagem e a evidência colocada no lado palpável dos signos (Jakobson), diz-se que está presente no texto a função poética da linguagem, independentemente de ele se apresentar em formato de prosa.
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Texto.
Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando aspectos morfossintáticos do discurso de Juscelino Kubitscheck, julgue o item subseqüente.
O último período do primeiro parágrafo é construído sintática e semanticamente com base nas figuras de linguagem denominadas assíndeto e hipérbole.
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Texto.
Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando aspectos morfossintáticos do discurso de Juscelino Kubitscheck, julgue o item subseqüente.
Constitui paráfrase do período “Faço-o agora (...) as instituições livres” o trecho a seguir, que poderia ser permutado com aquele, sem prejuízo do sentido geral do texto: Dirijo-me, neste momento, ao País para que, caso a iniqüidade venha a se abater sobre mim, não esteja eu impedido de cumprir a obrigação de delatar a violência que na pessoa deste parlamentar sofrerão as instituições democráticas.
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Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando aspectos morfossintáticos do discurso de Juscelino Kubitscheck, julgue o item subseqüente.
Os dois termos “por que”, que aparecem em “por que me invade” e em “por que já passei” são analisados, respectivamente, como: preposição por + pronome interrogativo que; preposição por + pronome relativo que.
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Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando aspectos morfossintáticos do discurso de Juscelino Kubitscheck, julgue o item subseqüente.
Afirma o filólogo Martinz de Aguiar que a colocação dos pronomes átonos em português “obedece a um complexo de fatores, fonético (rítmico), lógico, psicológico (estilístico), estético, histórico (...)”. Em conformidade com tal afirmação, estão corretas as seguintes reescritas de construções lingüísticas do texto: vier a se consumar / “vier a consumar-se”; é o caso de me perguntar / “é o caso de perguntar-me”; se deveria envaidecer-me / “se me deveria envaidecer”.
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Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando aspectos morfossintáticos do discurso de Juscelino Kubitscheck, julgue o item subseqüente.
Analisando-se sintaticamente o último período do texto, constata-se que: seja consumada a iniqüidade substitui o objeto direto de “espero”, sem alterar a transitividade do verbo; nele identifica-se anástrofe (inversão na ordem direta); “que anunciam para breve” é oração adjetiva; “da iniqüidade” é complemento nominal.
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Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando as relações de significação do texto acima, julgue o seguinte item.
O discurso em questão se vale de recursos que evidenciam a intenção de não revelar, de indeterminar o agente de determinadas ações verbais. Dois deles são: o emprego da voz passiva, como em “Se me forem retirados os direitos políticos" e o emprego de verbo flexionado na terceira pessoa do plural, como em “ferem o nosso País”.
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