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Texto.
Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando as relações de significação do texto acima, julgue o seguinte item.
Ao transferir de sua pessoa para “as instituições livres”, para a “Nação” e para “a nossa civilização” a “vil afronta” de sua iminente cassação, Juscelino se utiliza do recurso argumentativo da antecipação, ou seja, o de enunciar uma contraprova para se antecipar a uma possível objeção do destinatário.
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Texto.
Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando as relações de significação do texto acima, julgue o seguinte item.
Juscelino Kubitschek trata, em seu discurso, de duas realidades: a do momento em que profere o discurso, em que usufrui de seus direitos políticos; e a de um futuro anunciado para breve, no qual poderá ser cassado. Pertence à realidade futura o seguinte conjunto de termos: “ato de violência”, “atentado” , “orgulhar desse ato” , “essa vil afronta” , “tão grande privilégio” , “oportunidade de glória”.
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Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando as relações de significação do texto acima, julgue o seguinte item.
No discurso de Juscelino Kubitschek, identifica-se estratégia argumentativa característica da retórica parlamentar, que consiste em esconder os fatos negativos da biografia do orador e enaltecer o que possui de positivo, seja feitos políticos, seja qualidades de caráter.
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Juscelino Kubitscheck
• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).
O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso)— Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)
Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.
Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.
Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.
Considerando as relações de significação do texto acima, julgue o seguinte item.
O terceiro parágrafo se estrutura em torno de uma dúvida, em cuja resposta se confrontam os seguintes pares antitéticos: vaidade e tristeza; glória e humilhação; pesar e iniqüidade.
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Olha o pronome aí, gente!
Trata-se do pronome demonstrativo, aquele que não é respeitado nem por jornalistas, que não têm o direito de errar. Está na moda também o “neste momento”, no lugar de “agora”, que os ignorantes insistem em dizer “nesse momento”, que pode ser ontem ou 500 anos atrás.
LBP Eclético, People, Ano XV, n.º 142/2005, p. 18 (com adaptações).
Considerando as estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o seguinte item.
O título do texto consiste em uma frase com valor exortativo, na qual desempenham função significativa a forma verbal no imperativo e a presença do vocativo.
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Olha o pronome aí, gente!
Trata-se do pronome demonstrativo, aquele que não é respeitado nem por jornalistas, que não têm o direito de errar. Está na moda também o “neste momento”, no lugar de “agora”, que os ignorantes insistem em dizer “nesse momento”, que pode ser ontem ou 500 anos atrás.
LBP Eclético, People, Ano XV, n.º 142/2005, p. 18 (com adaptações).
Considerando as estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o seguinte item.
A oposição que faz o autor entre “neste momento” e “nesse momento” focaliza o aspecto espacial do pronome demonstrativo em relação à segunda e à terceira pessoas do ato comunicativo.
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Olha o pronome aí, gente!
Trata-se do pronome demonstrativo, aquele que não é respeitado nem por jornalistas, que não têm o direito de errar. Está na moda também o “neste momento”, no lugar de “agora”, que os ignorantes insistem em dizer “nesse momento”, que pode ser ontem ou 500 anos atrás.
LBP Eclético, People, Ano XV, n.º 142/2005, p. 18 (com adaptações).
Considerando as estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o seguinte item.
A análise lingüística do texto revela a presença de conclusão não-decorrente das premissas.
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Olha o pronome aí, gente!
Trata-se do pronome demonstrativo, aquele que não é respeitado nem por jornalistas, que não têm o direito de errar. Está na moda também o “neste momento”, no lugar de “agora”, que os ignorantes insistem em dizer “nesse momento”, que pode ser ontem ou 500 anos atrás.
LBP Eclético, People, Ano XV, n.º 142/2005, p. 18 (com adaptações).
Considerando as estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o seguinte item.
Na segunda linha do texto, a retirada da vírgula que aparece após o termo “jornalistas” acarreta mudança sintático-semântica na oração subseqüente. Ela deixa de ser explicativa e se torna restritiva.
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A cigarra e as formigas
Durante o inverno, as formigas trabalhavam para secar o grão úmido, quando uma cigarra, faminta, lhes pediu algo para comer. As formigas lhe perguntaram: “Por que, no verão, não reservaste também o teu alimento?”. E a cigarra respondeu: “Não tinha tempo, pois cantava, alegrando o mundo com minha melodia”. E as formigas, rindo, disseram: “Pois bem, se cantavas no verão, dança agora no inverno”.
Moral: Descuidar de certos trabalhos pode trazer tristeza e faltas.
Esopo. Fábulas – texto integral, São Paulo: Martin Claret, 2004, p. 161.
A partir da compreensão e análise do texto acima e dos conceitos que cercam o gênero “fábula”, julgue o item a seguir.
Inexistem, na fábula, marcas lingüísticas que denunciem julgamento das atitudes dos personagens pelo autor.
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A cigarra e as formigas
Durante o inverno, as formigas trabalhavam para secar o grão úmido, quando uma cigarra, faminta, lhes pediu algo para comer. As formigas lhe perguntaram: “Por que, no verão, não reservaste também o teu alimento?”. E a cigarra respondeu: “Não tinha tempo, pois cantava, alegrando o mundo com minha melodia”. E as formigas, rindo, disseram: “Pois bem, se cantavas no verão, dança agora no inverno”.
Moral: Descuidar de certos trabalhos pode trazer tristeza e faltas.
Esopo. Fábulas – texto integral, São Paulo: Martin Claret, 2004, p. 161.
A partir da compreensão e análise do texto acima e dos conceitos que cercam o gênero “fábula”, julgue o item a seguir.
Na construção dessa fábula, foram acionados dois campos semânticos opostos, que, trazidos para a época atual, representam o trabalho e o ócio. Ao primeiro correspondem os termos e as expressões: “trabalhavam”, “secar o grão úmido”, ‘rindo’; ao segundo, correspondem: “faminta”, ‘cantava’, ‘alegrando o mundo com minha melodia’.
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