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Texto.
O discurso cairuense particulariza-se, do ponto da organização formal e da estratégia teórico-ideológica, na articulação parlamentar.
Em linhas gerais, pode-se dizer que ele se caracteriza pelo relato simples e objetivo e pela análise dos problemas nacionais mais candentes da época.
E o faz dentro da melhor técnica, combinando o jogo da eloqüência com o exame meticuloso e realista das proposições que lhe são submetidas.
Usa a retórica de uma forma que convém ao estilo da casa, sem as palavras alçarem vôos insopitáveis, ao ambiente em que tramitam os projetos da política e da administração públicas, voltados para a dialética do concreto, para a gerência das circunstâncias tumultuadas ou desafiantes de problemas que emergem da sociedade brasileira: os econômicos, os políticos, os jurídicos, etc., numa complexidade que reclama o estudo detido, a discussão aberta e atualizada, por vezes a retrospectiva histórica. Mas sempre a demandar o senso real das coisas.
João Alfredo de Sousa Montenegro.O discurso autoritário de Cairu. Brasília: Senado Federal, 2000, Coleção Brasil500 anos, 2.ª ed., p. 235.
Considerando os sentidos e as estruturas lingüísticas do texto acima, bem como as noções que cercam o conceito de retórica e argumentação, julgue o item subseqüente.
Quando se atribui às palavras o poder de “alçarem vôos insopitáveis”, está-se lançando mão de uma figura de estilo chamada metonímia.
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Texto
Crítico severo da venalidade oficial, Padre Vieira, consultado por dom João IV sobre a conveniência de haver no Maranhão e Grão-Pará dois capitães-mores, disparou em resposta: “Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um”. Nos sermões tampouco deixava de denunciar a corrupção: “Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional, porque claro está que há de furtar), furta o que elegestes, e furta por si e por todos os seus”. Uma autoridade, afirmava, jamais devia ser empossada em lugar “onde se aproveite e nos arruíne; onde se enriqueça a si e deixe pobre o Estado”.
Emanuel Araújo. O teatro dos vícios: transgressão e transigência
na sociedade urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio,1977, 2.ª ed., p. 291 (com adaptações).
A partir das idéias e de aspectos morfossintáticos do texto, julgue o seguinte item.
Se, por hipótese, dom João IV reclamasse posteriormente junto a Vieira das roubalheiras dos dois capitães-mores nomeados para o Maranhão e Grão-Pará, a resposta que poderia ouvir do padre estaria correta na seguinte forma: “Majestade, eu vo-lo adverti.”
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Crítico severo da venalidade oficial, Padre Vieira, consultado por dom João IV sobre a conveniência de haver no Maranhão e Grão-Pará dois capitães-mores, disparou em resposta: “Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um”. Nos sermões tampouco deixava de denunciar a corrupção: “Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional, porque claro está que há de furtar), furta o que elegestes, e furta por si e por todos os seus”. Uma autoridade, afirmava, jamais devia ser empossada em lugar “onde se aproveite e nos arruíne; onde se enriqueça a si e deixe pobre o Estado”.
Emanuel Araújo. O teatro dos vícios: transgressão e transigência
na sociedade urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio,1977, 2.ª ed., p. 291 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos lingüísticos do texto acima, julgue o item a seguir.
Se os verbos introdutores de discurso direto empregados no texto fossem dispostos em ordem crescente de força comunicativa, a forma verbal “afirmava” viria antecedendo o predicado “disparou em resposta”.
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Crítico severo da venalidade oficial, Padre Vieira, consultado por dom João IV sobre a conveniência de haver no Maranhão e Grão-Pará dois capitães-mores, disparou em resposta: “Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um”. Nos sermões tampouco deixava de denunciar a corrupção: “Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional, porque claro está que há de furtar), furta o que elegestes, e furta por si e por todos os seus”. Uma autoridade, afirmava, jamais devia ser empossada em lugar “onde se aproveite e nos arruíne; onde se enriqueça a si e deixe pobre o Estado”.
Emanuel Araújo. O teatro dos vícios: transgressão e transigência
na sociedade urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio,1977, 2.ª ed., p. 291 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos lingüísticos do texto acima, julgue o item a seguir.
Do comparativo ‘menos mal será um ladrão que dois’ depreende-se o seguinte raciocínio argumentativo: Se é ruim ter um ladrão, pior será ter dois ladrões; portanto, ter apenas um ladrão é melhor.
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Crítico severo da venalidade oficial, Padre Vieira, consultado por dom João IV sobre a conveniência de haver no Maranhão e Grão-Pará dois capitães-mores, disparou em resposta: “Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um”. Nos sermões tampouco deixava de denunciar a corrupção: “Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional, porque claro está que há de furtar), furta o que elegestes, e furta por si e por todos os seus”. Uma autoridade, afirmava, jamais devia ser empossada em lugar “onde se aproveite e nos arruíne; onde se enriqueça a si e deixe pobre o Estado”.
Emanuel Araújo. O teatro dos vícios: transgressão e transigência
na sociedade urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio,1977, 2.ª ed., p. 291 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos lingüísticos do texto acima, julgue o item a seguir.
Padre Vieira recusa o condicional por ser tal recurso lingüístico incompatível com as características estilísticas da oratória cultista e conceptista do autor.
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Texto
Crítico severo da venalidade oficial, Padre Vieira, consultado por dom João IV sobre a conveniência de haver no Maranhão e Grão-Pará dois capitães-mores, disparou em resposta: “Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um”. Nos sermões tampouco deixava de denunciar a corrupção: “Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional, porque claro está que há de furtar), furta o que elegestes, e furta por si e por todos os seus”. Uma autoridade, afirmava, jamais devia ser empossada em lugar “onde se aproveite e nos arruíne; onde se enriqueça a si e deixe pobre o Estado”.
Emanuel Araújo. O teatro dos vícios: transgressão e transigência
na sociedade urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio,1977, 2.ª ed., p. 291 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos lingüísticos do texto acima, julgue o item a seguir.
O vocábulo ‘onde’, nas duas ocorrências, tem a mesma classificação morfossintática que o vocábulo ‘onde’ empregado no seguinte trecho, também de autoria do Padre Vieira: “ (...) esta é a causa original das doenças do Brasil: tomar o alheio, cobiças, interesses, ganhos e conveniências particulares por onde a Justiça se não guarda e o Estado se perde.”
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Julgue o item que se segue, a respeito da LODF e da organização do DF.
Um indivíduo não-nascido no Brasil não pode ser eleito governador do DF, à luz das disposições da LODF.
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Em relação à tributação e às finanças públicas, julgue o item seguinte.
É privativa da União a competência para emitir moeda, a qual é exercida pela Casa da Moeda do Brasil.
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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.
A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)
A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.
Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.
José Sarney. Discurso de Posse.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
A substituição de “convivendo” por já que se convive mantém a correção gramatical e o sentido original do período.
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O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem o intimidam facções ou grupos.
A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não significa concordância.(...)
A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é uma perspectiva de vida feliz.
Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociáveis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômica, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias.
José Sarney. Discurso de Posse.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
As vírgulas logo após “que” e “social” justificam-se por isolar oração subordinada adjetiva restritiva deslocada de sua posição na ordem direta.
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