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1504787 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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TEXTO 1


O som dos sentimentos

Babi Dewett


1 ___ João Paulo tirou a mochila preta dos ombros e a colocou no chão, perto dos pés, e, ao lado dela,

apoiou a caixa dura e surrada de couro onde trazia seu violão. Respirou fundo, afastou os cabelos loiros

da testa, desgrudando-os um pouco do suor que escorria, e olhou para os lados analisando o lugar que

tinha escolhido para apresentar-se nos próximos meses. Era tão movimentado, que muita gente passava

5 sem notar o garoto de 19 anos alto, magro e desengonçado plantado no meio da calçada, já que não era o

único músico lá. Enquanto retirava seu instrumento da caixa, uma ou duas pessoas esbarravam na sua

mochila, mas João continuou focado em preparar-se, passando a correia do violão pelo ombro e afinando

as cordas.

___ Apesar de todo o barulho daquele espaço aberto e da quantidade de gente que passava apressada

10 por ali por causa do horário de almoço, sabia que seria um enorme desafio, mas seu plano era seguir em

frente. Não haveria público melhor que aquelas pessoas, que nem desconfiavam que eram consideradas

um público. Para João, aquele era um ritual de passagem, como havia sido para muitos outros estudantes

do Conservatório Musical, que ficava ali perto, na Avenida 9 de Julho.

___Atrás e acima do garoto, imponente, erguia-se o Museu de Arte de São Paulo, o famoso MASP.

15 Bonito e moderno, estava situado na avenida que tinha feito João se apaixonar pela capital paulistana

desde o primeiro dia que chegou à cidade para estudar música, dois anos antes, vindo de Belo Horizonte.

A fachada do museu parecia cenário de filme, e o enorme vão que existia entre suas duas gigantescas

pilastras vermelhas estava sempre cheio de gente. Era um ótimo lugar para o rapaz passar suas tardes

tocando, quando saía do Conservatório, depois das aulas da manhã.

20 ___ Ele achava triste ver que tantas pessoas corriam do metrô para os prédios comerciais, e dos

prédios para os ônibus ou para as ruas transversais, sem notar toda a beleza que a Avenida Paulista tinha

em seu concreto e seriedade. Mas João era apaixonado pelas pequenas coisas, pela beleza sutil dos

detalhes, e por isso mesmo gostava tanto de música. Os acordes, os sons, as notas e a maneira incrível

como a melodia exercia um poder imenso sobre as pessoas, não importando se músico ou ouvinte,

25 fascinavam o rapaz. Para ele, sons eram universais, e ele tinha certeza de que conseguiria mostrar isso ao

mundo, estudando muito e fazendo um ótimo trabalho no Conservatório.

___ Naquele início de tarde de um outono recém-chegado, no dia 22 de março, o primeiro acorde no

violão de madeira clara soou na grande avenida pelas mãos de João Paulo. Diante dele e de seu

instrumento, um pequeno pote para moedas era um convite para os passantes depositarem sua

30 contribuição. Ele estava decidido a arrecadar qualquer quantia em dinheiro, não para ele, mas para doar

para outras pessoas e, quem sabe, mudar suas vidas, por mais poético e impossível que isso pudesse

parecer.

___ Deixando-se levar por um sentimento maior de idealismo, pensando nas contribuições que viriam

e em sua paixão pela música, João Paulo começou a entoar “Blackbird”, dos Beatles. Sua voz não era

35 suave nem bonita, mas grave e até um pouco desafinada, porém ele conseguia emitir as notas e cantar

sem esforço. Ainda tentando se concentrar naquele novo “trabalho”, ficou mais calmo quando conseguiu

arrancar sorrisos de dois senhores engravatados que passavam e de uma moça que empurrava um

carrinho de bebê, e parou para ouvir. Foram poucos em sua plateia, mas quem sabe não seria mais fácil

depois de alguns dias?


(PIMENTA, Paula et al. Um ano inesquecível. 1ª edição. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, 2015.)


TEXTO 2


Minha vida fora de série


Sally: A parte mais difícil de seguir em frente é não olhar pra trás. (Felicity)


1 ___ “Lembre-se de fazer um pedido antes de apagar as velas, Priscila!”

___ Minha mãe estava louca se achava que tinha alguma possibilidade de eu ter me esquecido da

melhor parte. Fechei os olhos para me concentrar melhor e falei: “Eu quero voltar pra São Paulo!”

___ “Ai, sua burra! Não pode falar o desejo em voz alta, senão não acontece!”

5___ “Marina! Será que nem na hora dos parabéns você para de implicar?”

___ “O pedido da Priscila não vai se realizar. Mas não porque ela o mencionou em voz alta.” E

virando-se para mim, com uma expressão meio triste e cansada, ela acrescentou: “Meu bem, já

discutimos isso umas 50 vezes. Nossa vida agora é aqui...”.

___ Subitamente, perdi o interesse pelo enorme bolo de brigadeiro que estava na minha frente. Sem

10 me preocupar em apagar as velas, saí pisando duro em direção ao meu quarto. Antes de bater a porta

com força, gritei que, se eu não podia voltar pra São Paulo, então eu não queria nada, pois coisa

nenhuma em Belo Horizonte tinha o poder de me fazer feliz!

___ Deitei-me na cama e comecei a me lembrar de como o meu aniversário do ano anterior havia

sido diferente. Eu tinha convidado todas as minhas amigas para nadar na minha casa, meu pai havia

15 feito um churrasco, e o dia não poderia ter sido mais feliz. Como eu gostaria de voltar no tempo...

___ Ouvi uma batida na porta e apenas mandei que a pessoa fosse embora. Era minha prima. Ela

entrou, fechou a porta atrás de si e se sentou na minha cama, sem me pedir minha permissão. Peguei

uma revista e comecei a folhear, pra que ela percebesse que eu não queria conversa.

___ “Pri...”, ela começou baixinho. “Sua mãe ficou triste... ela está quase chorando lá embaixo.”

20 _ “Agora você já tem 13 anos, não pode continuar agindo como um caramujo que se esconde na

concha a cada contrariedade!”

___ Isso fez com que eu fechasse a revista com força. Ela tinha conseguido me deixar ainda mais

brava.

___ “E você é muito adulta pra me dar conselhos, não é?”, eu disse, me levantando. “Quantos anos

25 você tem mesmo? Treze anos e nove meses, se me lembro bem?”

___ “Priscila, na verdade a idade não importa, mas sim o fato de que você deveria apoiar a sua mãe!

Você acha que não está sendo difícil pra ela também? Ela acabou de se separar do seu pai! Deve estar

sofrendo muito por causa disso! Não precisa também de uma filha mimada pra tornar as coisas ainda

mais complicadas pra ela nesse momento!”

30_ Eu sabia que minha mãe estava sofrendo. Ela fazia de tudo para esconder, mas eu a escutava

chorar trancada no quarto algumas vezes e reparava nos olhos inchados com os quais ela vinha

acordando todas as manhãs. Eu imaginava que ela devia estar chorando bastante de madrugada. Tudo o

que eu mais queria era poder aliviar esse sofrimento dela, mas eu estava tão infeliz também, que nem

conseguia fingir. E eu sabia que isso a deixava ainda mais triste.

35 _ “Mas por que ela tinha que resolver se mudar?”, eu me sentei. “Por que ela tinha que mudar a

nossa vida inteira? E por que ela não me deixou ficar lá com meu pai e meu irmão?”

___ No processo de separação de meus pais, eles dividiram tudo... inclusive os filhos e os animais de

estimação. Eu, o Biscoito, a Snow e o Biju viemos com minha mãe pra BH. O meu irmão, a Duna, o

Chico e o Pavarotti permaneceram com meu pai, em São Paulo. Esse acordo maluco, de dividir tudo,

40 podia muito bem funcionar pra eles, que quiseram parecer justos um com o outro, mas para mim

foi muito pior! [...] (Texto adaptado)


(PIMENTA, Paula. Minha vida fora de série: 1ª temporada. 7ª edição. Belo Horizonte: Gutenberg, 2013.)

Comparando os Textos 1 e 2 , é correto afirmar:

 

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1504786 Ano: 2015
Disciplina: Português
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TEXTO 1


O som dos sentimentos

Babi Dewett


1 ___ João Paulo tirou a mochila preta dos ombros e a colocou no chão, perto dos pés, e, ao lado dela,

apoiou a caixa dura e surrada de couro onde trazia seu violão. Respirou fundo, afastou os cabelos loiros

da testa, desgrudando-os um pouco do suor que escorria, e olhou para os lados analisando o lugar que

tinha escolhido para apresentar-se nos próximos meses. Era tão movimentado, que muita gente passava

5 sem notar o garoto de 19 anos alto, magro e desengonçado plantado no meio da calçada, já que não era o

único músico lá. Enquanto retirava seu instrumento da caixa, uma ou duas pessoas esbarravam na sua

mochila, mas João continuou focado em preparar-se, passando a correia do violão pelo ombro e afinando

as cordas.

___ Apesar de todo o barulho daquele espaço aberto e da quantidade de gente que passava apressada

10 por ali por causa do horário de almoço, sabia que seria um enorme desafio, mas seu plano era seguir em

frente. Não haveria público melhor que aquelas pessoas, que nem desconfiavam que eram consideradas

um público. Para João, aquele era um ritual de passagem, como havia sido para muitos outros estudantes

do Conservatório Musical, que ficava ali perto, na Avenida 9 de Julho.

___Atrás e acima do garoto, imponente, erguia-se o Museu de Arte de São Paulo, o famoso MASP.

15 Bonito e moderno, estava situado na avenida que tinha feito João se apaixonar pela capital paulistana

desde o primeiro dia que chegou à cidade para estudar música, dois anos antes, vindo de Belo Horizonte.

A fachada do museu parecia cenário de filme, e o enorme vão que existia entre suas duas gigantescas

pilastras vermelhas estava sempre cheio de gente. Era um ótimo lugar para o rapaz passar suas tardes

tocando, quando saía do Conservatório, depois das aulas da manhã.

20 ___ Ele achava triste ver que tantas pessoas corriam do metrô para os prédios comerciais, e dos

prédios para os ônibus ou para as ruas transversais, sem notar toda a beleza que a Avenida Paulista tinha

em seu concreto e seriedade. Mas João era apaixonado pelas pequenas coisas, pela beleza sutil dos

detalhes, e por isso mesmo gostava tanto de música. Os acordes, os sons, as notas e a maneira incrível

como a melodia exercia um poder imenso sobre as pessoas, não importando se músico ou ouvinte,

25 fascinavam o rapaz. Para ele, sons eram universais, e ele tinha certeza de que conseguiria mostrar isso ao

mundo, estudando muito e fazendo um ótimo trabalho no Conservatório.

___ Naquele início de tarde de um outono recém-chegado, no dia 22 de março, o primeiro acorde no

violão de madeira clara soou na grande avenida pelas mãos de João Paulo. Diante dele e de seu

instrumento, um pequeno pote para moedas era um convite para os passantes depositarem sua

30 contribuição. Ele estava decidido a arrecadar qualquer quantia em dinheiro, não para ele, mas para doar

para outras pessoas e, quem sabe, mudar suas vidas, por mais poético e impossível que isso pudesse

parecer.

___ Deixando-se levar por um sentimento maior de idealismo, pensando nas contribuições que viriam

e em sua paixão pela música, João Paulo começou a entoar “Blackbird”, dos Beatles. Sua voz não era

35 suave nem bonita, mas grave e até um pouco desafinada, porém ele conseguia emitir as notas e cantar

sem esforço. Ainda tentando se concentrar naquele novo “trabalho”, ficou mais calmo quando conseguiu

arrancar sorrisos de dois senhores engravatados que passavam e de uma moça que empurrava um

carrinho de bebê, e parou para ouvir. Foram poucos em sua plateia, mas quem sabe não seria mais fácil

depois de alguns dias?


(PIMENTA, Paula et al. Um ano inesquecível. 1ª edição. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, 2015.)


TEXTO 2


Minha vida fora de série


Sally: A parte mais difícil de seguir em frente é não olhar pra trás. (Felicity)


1 ___ “Lembre-se de fazer um pedido antes de apagar as velas, Priscila!”

___ Minha mãe estava louca se achava que tinha alguma possibilidade de eu ter me esquecido da

melhor parte. Fechei os olhos para me concentrar melhor e falei: “Eu quero voltar pra São Paulo!”

___ “Ai, sua burra! Não pode falar o desejo em voz alta, senão não acontece!”

5___ “Marina! Será que nem na hora dos parabéns você para de implicar?”

___ “O pedido da Priscila não vai se realizar. Mas não porque ela o mencionou em voz alta.” E

virando-se para mim, com uma expressão meio triste e cansada, ela acrescentou: “Meu bem, já

discutimos isso umas 50 vezes. Nossa vida agora é aqui...”.

___ Subitamente, perdi o interesse pelo enorme bolo de brigadeiro que estava na minha frente. Sem

10 me preocupar em apagar as velas, saí pisando duro em direção ao meu quarto. Antes de bater a porta

com força, gritei que, se eu não podia voltar pra São Paulo, então eu não queria nada, pois coisa

nenhuma em Belo Horizonte tinha o poder de me fazer feliz!

___ Deitei-me na cama e comecei a me lembrar de como o meu aniversário do ano anterior havia

sido diferente. Eu tinha convidado todas as minhas amigas para nadar na minha casa, meu pai havia

15 feito um churrasco, e o dia não poderia ter sido mais feliz. Como eu gostaria de voltar no tempo...

___ Ouvi uma batida na porta e apenas mandei que a pessoa fosse embora. Era minha prima. Ela

entrou, fechou a porta atrás de si e se sentou na minha cama, sem me pedir minha permissão. Peguei

uma revista e comecei a folhear, pra que ela percebesse que eu não queria conversa.

___ “Pri...”, ela começou baixinho. “Sua mãe ficou triste... ela está quase chorando lá embaixo.”

20 _ “Agora você já tem 13 anos, não pode continuar agindo como um caramujo que se esconde na

concha a cada contrariedade!”

___ Isso fez com que eu fechasse a revista com força. Ela tinha conseguido me deixar ainda mais

brava.

___ “E você é muito adulta pra me dar conselhos, não é?”, eu disse, me levantando. “Quantos anos

25 você tem mesmo? Treze anos e nove meses, se me lembro bem?”

___ “Priscila, na verdade a idade não importa, mas sim o fato de que você deveria apoiar a sua mãe!

Você acha que não está sendo difícil pra ela também? Ela acabou de se separar do seu pai! Deve estar

sofrendo muito por causa disso! Não precisa também de uma filha mimada pra tornar as coisas ainda

mais complicadas pra ela nesse momento!”

30_ Eu sabia que minha mãe estava sofrendo. Ela fazia de tudo para esconder, mas eu a escutava

chorar trancada no quarto algumas vezes e reparava nos olhos inchados com os quais ela vinha

acordando todas as manhãs. Eu imaginava que ela devia estar chorando bastante de madrugada. Tudo o

que eu mais queria era poder aliviar esse sofrimento dela, mas eu estava tão infeliz também, que nem

conseguia fingir. E eu sabia que isso a deixava ainda mais triste.

35 _ “Mas por que ela tinha que resolver se mudar?”, eu me sentei. “Por que ela tinha que mudar a

nossa vida inteira? E por que ela não me deixou ficar lá com meu pai e meu irmão?”

___ No processo de separação de meus pais, eles dividiram tudo... inclusive os filhos e os animais de

estimação. Eu, o Biscoito, a Snow e o Biju viemos com minha mãe pra BH. O meu irmão, a Duna, o

Chico e o Pavarotti permaneceram com meu pai, em São Paulo. Esse acordo maluco, de dividir tudo,

40 podia muito bem funcionar pra eles, que quiseram parecer justos um com o outro, mas para mim

foi muito pior! [...] (Texto adaptado)


(PIMENTA, Paula. Minha vida fora de série: 1ª temporada. 7ª edição. Belo Horizonte: Gutenberg, 2013.)

Observe a ocorrência do advérbio nos dois textos:

I – “[...] já que não era o único músico .” (Texto 1 - l. 5 e 6)

II – “E por que ela não me deixou ficar com meu pai e meu irmão?” (Texto 2 - l. 36).

Agora, assinale a alternativa correta quanto ao emprego contextualizado dessa palavra nas ocorrências acima.

 

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1504785 Ano: 2015
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O som dos sentimentos

Babi Dewett


1 ___ João Paulo tirou a mochila preta dos ombros e a colocou no chão, perto dos pés, e, ao lado dela,

apoiou a caixa dura e surrada de couro onde trazia seu violão. Respirou fundo, afastou os cabelos loiros

da testa, desgrudando-os um pouco do suor que escorria, e olhou para os lados analisando o lugar que

tinha escolhido para apresentar-se nos próximos meses. Era tão movimentado, que muita gente passava

5 sem notar o garoto de 19 anos alto, magro e desengonçado plantado no meio da calçada, já que não era o

único músico lá. Enquanto retirava seu instrumento da caixa, uma ou duas pessoas esbarravam na sua

mochila, mas João continuou focado em preparar-se, passando a correia do violão pelo ombro e afinando

as cordas.

___ Apesar de todo o barulho daquele espaço aberto e da quantidade de gente que passava apressada

10 por ali por causa do horário de almoço, sabia que seria um enorme desafio, mas seu plano era seguir em

frente. Não haveria público melhor que aquelas pessoas, que nem desconfiavam que eram consideradas

um público. Para João, aquele era um ritual de passagem, como havia sido para muitos outros estudantes

do Conservatório Musical, que ficava ali perto, na Avenida 9 de Julho.

___Atrás e acima do garoto, imponente, erguia-se o Museu de Arte de São Paulo, o famoso MASP.

15 Bonito e moderno, estava situado na avenida que tinha feito João se apaixonar pela capital paulistana

desde o primeiro dia que chegou à cidade para estudar música, dois anos antes, vindo de Belo Horizonte.

A fachada do museu parecia cenário de filme, e o enorme vão que existia entre suas duas gigantescas

pilastras vermelhas estava sempre cheio de gente. Era um ótimo lugar para o rapaz passar suas tardes

tocando, quando saía do Conservatório, depois das aulas da manhã.

20 ___ Ele achava triste ver que tantas pessoas corriam do metrô para os prédios comerciais, e dos

prédios para os ônibus ou para as ruas transversais, sem notar toda a beleza que a Avenida Paulista tinha

em seu concreto e seriedade. Mas João era apaixonado pelas pequenas coisas, pela beleza sutil dos

detalhes, e por isso mesmo gostava tanto de música. Os acordes, os sons, as notas e a maneira incrível

como a melodia exercia um poder imenso sobre as pessoas, não importando se músico ou ouvinte,

25 fascinavam o rapaz. Para ele, sons eram universais, e ele tinha certeza de que conseguiria mostrar isso ao

mundo, estudando muito e fazendo um ótimo trabalho no Conservatório.

___ Naquele início de tarde de um outono recém-chegado, no dia 22 de março, o primeiro acorde no

violão de madeira clara soou na grande avenida pelas mãos de João Paulo. Diante dele e de seu

instrumento, um pequeno pote para moedas era um convite para os passantes depositarem sua

30 contribuição. Ele estava decidido a arrecadar qualquer quantia em dinheiro, não para ele, mas para doar

para outras pessoas e, quem sabe, mudar suas vidas, por mais poético e impossível que isso pudesse

parecer.

___ Deixando-se levar por um sentimento maior de idealismo, pensando nas contribuições que viriam

e em sua paixão pela música, João Paulo começou a entoar “Blackbird”, dos Beatles. Sua voz não era

35 suave nem bonita, mas grave e até um pouco desafinada, porém ele conseguia emitir as notas e cantar

sem esforço. Ainda tentando se concentrar naquele novo “trabalho”, ficou mais calmo quando conseguiu

arrancar sorrisos de dois senhores engravatados que passavam e de uma moça que empurrava um

carrinho de bebê, e parou para ouvir. Foram poucos em sua plateia, mas quem sabe não seria mais fácil

depois de alguns dias?


(PIMENTA, Paula et al. Um ano inesquecível. 1ª edição. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, 2015.)


TEXTO 2


Minha vida fora de série


Sally: A parte mais difícil de seguir em frente é não olhar pra trás. (Felicity)


1 ___ “Lembre-se de fazer um pedido antes de apagar as velas, Priscila!”

___ Minha mãe estava louca se achava que tinha alguma possibilidade de eu ter me esquecido da

melhor parte. Fechei os olhos para me concentrar melhor e falei: “Eu quero voltar pra São Paulo!”

___ “Ai, sua burra! Não pode falar o desejo em voz alta, senão não acontece!”

5___ “Marina! Será que nem na hora dos parabéns você para de implicar?”

___ “O pedido da Priscila não vai se realizar. Mas não porque ela o mencionou em voz alta.” E

virando-se para mim, com uma expressão meio triste e cansada, ela acrescentou: “Meu bem, já

discutimos isso umas 50 vezes. Nossa vida agora é aqui...”.

___ Subitamente, perdi o interesse pelo enorme bolo de brigadeiro que estava na minha frente. Sem

10 me preocupar em apagar as velas, saí pisando duro em direção ao meu quarto. Antes de bater a porta

com força, gritei que, se eu não podia voltar pra São Paulo, então eu não queria nada, pois coisa

nenhuma em Belo Horizonte tinha o poder de me fazer feliz!

___ Deitei-me na cama e comecei a me lembrar de como o meu aniversário do ano anterior havia

sido diferente. Eu tinha convidado todas as minhas amigas para nadar na minha casa, meu pai havia

15 feito um churrasco, e o dia não poderia ter sido mais feliz. Como eu gostaria de voltar no tempo...

___ Ouvi uma batida na porta e apenas mandei que a pessoa fosse embora. Era minha prima. Ela

entrou, fechou a porta atrás de si e se sentou na minha cama, sem me pedir minha permissão. Peguei

uma revista e comecei a folhear, pra que ela percebesse que eu não queria conversa.

___ “Pri...”, ela começou baixinho. “Sua mãe ficou triste... ela está quase chorando lá embaixo.”

20 _ “Agora você já tem 13 anos, não pode continuar agindo como um caramujo que se esconde na

concha a cada contrariedade!”

___ Isso fez com que eu fechasse a revista com força. Ela tinha conseguido me deixar ainda mais

brava.

___ “E você é muito adulta pra me dar conselhos, não é?”, eu disse, me levantando. “Quantos anos

25 você tem mesmo? Treze anos e nove meses, se me lembro bem?”

___ “Priscila, na verdade a idade não importa, mas sim o fato de que você deveria apoiar a sua mãe!

Você acha que não está sendo difícil pra ela também? Ela acabou de se separar do seu pai! Deve estar

sofrendo muito por causa disso! Não precisa também de uma filha mimada pra tornar as coisas ainda

mais complicadas pra ela nesse momento!”

30_ Eu sabia que minha mãe estava sofrendo. Ela fazia de tudo para esconder, mas eu a escutava

chorar trancada no quarto algumas vezes e reparava nos olhos inchados com os quais ela vinha

acordando todas as manhãs. Eu imaginava que ela devia estar chorando bastante de madrugada. Tudo o

que eu mais queria era poder aliviar esse sofrimento dela, mas eu estava tão infeliz também, que nem

conseguia fingir. E eu sabia que isso a deixava ainda mais triste.

35 _ “Mas por que ela tinha que resolver se mudar?”, eu me sentei. “Por que ela tinha que mudar a

nossa vida inteira? E por que ela não me deixou ficar lá com meu pai e meu irmão?”

___ No processo de separação de meus pais, eles dividiram tudo... inclusive os filhos e os animais de

estimação. Eu, o Biscoito, a Snow e o Biju viemos com minha mãe pra BH. O meu irmão, a Duna, o

Chico e o Pavarotti permaneceram com meu pai, em São Paulo. Esse acordo maluco, de dividir tudo,

40 podia muito bem funcionar pra eles, que quiseram parecer justos um com o outro, mas para mim

foi muito pior! [...] (Texto adaptado)


(PIMENTA, Paula. Minha vida fora de série: 1ª temporada. 7ª edição. Belo Horizonte: Gutenberg, 2013.)

Sobre o modo de apresentação do Texto 2, considere as afirmações a seguir:

I- A utilização da primeira pessoa do singular coloca em destaque o discurso direto.

II- A divisão do texto entre o “aqui” e o “lá” mudam os sentimentos de Chico e Pavaroti.

III- O irmão de Priscila, o Pavaroti, permaneceu em São Paulo.

IV- Priscila era uma adolescente insatisfeita com as mudanças ocorridas a partir da separação de seus pais, não conseguindo esconder esse sentimento.

Das afirmações feitas acima, pode-se considerar a correta:

 

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1504784 Ano: 2015
Disciplina: Português
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TEXTO 1


O som dos sentimentos

Babi Dewett


1 ___ João Paulo tirou a mochila preta dos ombros e a colocou no chão, perto dos pés, e, ao lado dela,

apoiou a caixa dura e surrada de couro onde trazia seu violão. Respirou fundo, afastou os cabelos loiros

da testa, desgrudando-os um pouco do suor que escorria, e olhou para os lados analisando o lugar que

tinha escolhido para apresentar-se nos próximos meses. Era tão movimentado, que muita gente passava

5 sem notar o garoto de 19 anos alto, magro e desengonçado plantado no meio da calçada, já que não era o

único músico lá. Enquanto retirava seu instrumento da caixa, uma ou duas pessoas esbarravam na sua

mochila, mas João continuou focado em preparar-se, passando a correia do violão pelo ombro e afinando

as cordas.

___ Apesar de todo o barulho daquele espaço aberto e da quantidade de gente que passava apressada

10 por ali por causa do horário de almoço, sabia que seria um enorme desafio, mas seu plano era seguir em

frente. Não haveria público melhor que aquelas pessoas, que nem desconfiavam que eram consideradas

um público. Para João, aquele era um ritual de passagem, como havia sido para muitos outros estudantes

do Conservatório Musical, que ficava ali perto, na Avenida 9 de Julho.

___Atrás e acima do garoto, imponente, erguia-se o Museu de Arte de São Paulo, o famoso MASP.

15 Bonito e moderno, estava situado na avenida que tinha feito João se apaixonar pela capital paulistana

desde o primeiro dia que chegou à cidade para estudar música, dois anos antes, vindo de Belo Horizonte.

A fachada do museu parecia cenário de filme, e o enorme vão que existia entre suas duas gigantescas

pilastras vermelhas estava sempre cheio de gente. Era um ótimo lugar para o rapaz passar suas tardes

tocando, quando saía do Conservatório, depois das aulas da manhã.

20 ___ Ele achava triste ver que tantas pessoas corriam do metrô para os prédios comerciais, e dos

prédios para os ônibus ou para as ruas transversais, sem notar toda a beleza que a Avenida Paulista tinha

em seu concreto e seriedade. Mas João era apaixonado pelas pequenas coisas, pela beleza sutil dos

detalhes, e por isso mesmo gostava tanto de música. Os acordes, os sons, as notas e a maneira incrível

como a melodia exercia um poder imenso sobre as pessoas, não importando se músico ou ouvinte,

25 fascinavam o rapaz. Para ele, sons eram universais, e ele tinha certeza de que conseguiria mostrar isso ao

mundo, estudando muito e fazendo um ótimo trabalho no Conservatório.

___ Naquele início de tarde de um outono recém-chegado, no dia 22 de março, o primeiro acorde no

violão de madeira clara soou na grande avenida pelas mãos de João Paulo. Diante dele e de seu

instrumento, um pequeno pote para moedas era um convite para os passantes depositarem sua

30 contribuição. Ele estava decidido a arrecadar qualquer quantia em dinheiro, não para ele, mas para doar

para outras pessoas e, quem sabe, mudar suas vidas, por mais poético e impossível que isso pudesse

parecer.

___ Deixando-se levar por um sentimento maior de idealismo, pensando nas contribuições que viriam

e em sua paixão pela música, João Paulo começou a entoar “Blackbird”, dos Beatles. Sua voz não era

35 suave nem bonita, mas grave e até um pouco desafinada, porém ele conseguia emitir as notas e cantar

sem esforço. Ainda tentando se concentrar naquele novo “trabalho”, ficou mais calmo quando conseguiu

arrancar sorrisos de dois senhores engravatados que passavam e de uma moça que empurrava um

carrinho de bebê, e parou para ouvir. Foram poucos em sua plateia, mas quem sabe não seria mais fácil

depois de alguns dias?


(PIMENTA, Paula et al. Um ano inesquecível. 1ª edição. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, 2015.)


TEXTO 2


Minha vida fora de série


Sally: A parte mais difícil de seguir em frente é não olhar pra trás. (Felicity)


1 ___ “Lembre-se de fazer um pedido antes de apagar as velas, Priscila!”

___ Minha mãe estava louca se achava que tinha alguma possibilidade de eu ter me esquecido da

melhor parte. Fechei os olhos para me concentrar melhor e falei: “Eu quero voltar pra São Paulo!”

___ “Ai, sua burra! Não pode falar o desejo em voz alta, senão não acontece!”

5___ “Marina! Será que nem na hora dos parabéns você para de implicar?”

___ “O pedido da Priscila não vai se realizar. Mas não porque ela o mencionou em voz alta.” E

virando-se para mim, com uma expressão meio triste e cansada, ela acrescentou: “Meu bem, já

discutimos isso umas 50 vezes. Nossa vida agora é aqui...”.

___ Subitamente, perdi o interesse pelo enorme bolo de brigadeiro que estava na minha frente. Sem

10 me preocupar em apagar as velas, saí pisando duro em direção ao meu quarto. Antes de bater a porta

com força, gritei que, se eu não podia voltar pra São Paulo, então eu não queria nada, pois coisa

nenhuma em Belo Horizonte tinha o poder de me fazer feliz!

___ Deitei-me na cama e comecei a me lembrar de como o meu aniversário do ano anterior havia

sido diferente. Eu tinha convidado todas as minhas amigas para nadar na minha casa, meu pai havia

15 feito um churrasco, e o dia não poderia ter sido mais feliz. Como eu gostaria de voltar no tempo...

___ Ouvi uma batida na porta e apenas mandei que a pessoa fosse embora. Era minha prima. Ela

entrou, fechou a porta atrás de si e se sentou na minha cama, sem me pedir minha permissão. Peguei

uma revista e comecei a folhear, pra que ela percebesse que eu não queria conversa.

___ “Pri...”, ela começou baixinho. “Sua mãe ficou triste... ela está quase chorando lá embaixo.”

20 _ “Agora você já tem 13 anos, não pode continuar agindo como um caramujo que se esconde na

concha a cada contrariedade!”

___ Isso fez com que eu fechasse a revista com força. Ela tinha conseguido me deixar ainda mais

brava.

___ “E você é muito adulta pra me dar conselhos, não é?”, eu disse, me levantando. “Quantos anos

25 você tem mesmo? Treze anos e nove meses, se me lembro bem?”

___ “Priscila, na verdade a idade não importa, mas sim o fato de que você deveria apoiar a sua mãe!

Você acha que não está sendo difícil pra ela também? Ela acabou de se separar do seu pai! Deve estar

sofrendo muito por causa disso! Não precisa também de uma filha mimada pra tornar as coisas ainda

mais complicadas pra ela nesse momento!”

30_ Eu sabia que minha mãe estava sofrendo. Ela fazia de tudo para esconder, mas eu a escutava

chorar trancada no quarto algumas vezes e reparava nos olhos inchados com os quais ela vinha

acordando todas as manhãs. Eu imaginava que ela devia estar chorando bastante de madrugada. Tudo o

que eu mais queria era poder aliviar esse sofrimento dela, mas eu estava tão infeliz também, que nem

conseguia fingir. E eu sabia que isso a deixava ainda mais triste.

35 _ “Mas por que ela tinha que resolver se mudar?”, eu me sentei. “Por que ela tinha que mudar a

nossa vida inteira? E por que ela não me deixou ficar lá com meu pai e meu irmão?”

___ No processo de separação de meus pais, eles dividiram tudo... inclusive os filhos e os animais de

estimação. Eu, o Biscoito, a Snow e o Biju viemos com minha mãe pra BH. O meu irmão, a Duna, o

Chico e o Pavarotti permaneceram com meu pai, em São Paulo. Esse acordo maluco, de dividir tudo,

40 podia muito bem funcionar pra eles, que quiseram parecer justos um com o outro, mas para mim

foi muito pior! [...] (Texto adaptado)


(PIMENTA, Paula. Minha vida fora de série: 1ª temporada. 7ª edição. Belo Horizonte: Gutenberg, 2013.)

Observe a palavra destacada no trecho: “E eu sabia que isso a deixava ainda mais triste.” (Texto 2 - l. 34). A alternativa, que representa a situação do pronome isso, refere-se ao/à:

 

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1504783 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

O PODER DA GENTILEZA


(1l) 1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?

Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com

essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender

melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites

(5l) da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o

desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,

profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais

fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter

paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser

(10l) felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui

encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,

como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.


2. Para você, o que é gentileza?

Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto

(15l) consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e

meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,

trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver

com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar

(20l) uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.


3. Por que nos esquecemos de ser gentis?

Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos

pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas

(25l) vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e

mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo

com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos

darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma

moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte

(30l) e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais

delicadas e íntegras ações”.


4. Que benefícios a gentileza nos traz?

Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,

(35l) muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,

propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber

gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,

profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,

competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a

(40l) gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.


5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?

Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a

comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz

entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:

(45l) GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,

grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em

minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em

nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso

dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de

(50l) enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.

Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais

conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.


(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015)



TEXTO 2


PROJETO REGISTRA GESTOS DE GENTILEZA DA POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE


(1l) Cada vez mais, com a correria do dia a dia, o tempo e a vontade de praticar a gentileza parecem gestos em extinção. Mas não estão!

Para provar isso, foi conduzida uma matéria em Minas Gerais que percorreu diversos bairros em busca de

exemplos de gentileza e encontrou muita gente amável com o próximo sem esperar nada em troca.

(5l) Após constatar isso, o site Estado Mineiro resolveu iniciar uma série sobre gentileza urbana, como parte do concurso “Prêmio Jornal na Escola” que vai agraciar os autores das três melhores redações sobre gentileza urbana.

São histórias como da artista plástica Estella Cruzmel, de 65, que molha as plantas e retira ervas daninhas do gramado diariamente. Inspiradas pelo gesto da vizinha, a funcionária pública Célia Ribeiro, de 72, e

(10l) Sônia Arantes, de 56, passaram a ajudá-la.

“Resolvemos ajudar, porque ela sozinha não dava conta de cuidar da praça”, diz Célia.

A artista também deixa livros sobre os bancos para quem quiser ler e, até mesmo, levar para casa. “Todos

os dias venho aqui passear e aproveito para ler.”, conta a diarista Cássia Ferreira, de 30 anos.

Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana.

(15l) “Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca”, diz Wilson Fernandes, de 58. É

possível colher pés de alface, couve, cana-caiana, laranja, mamão, tomates e manjericão frescos.

Aos 93 anos, Padre Augusto Padrão faz questão de parar para conversar com as pessoas. Dá atenção

especial às crianças. “Procuro ser gentil, e a maioria retribui”, diz.

O microempreendedor Carlos Henrique Barbosa, de 44, ajuda idosos e crianças a atravessar o

(20l) cruzamento entre Cristina e Viçosa. “Gentileza gera gentileza”, aposta.

Outra história maravilhosa é a das garis Creuza Ramos e Ana Xavier, que, depois de limpar as ruas do

entorno do Fórum Lafayette, oferecem café a quem passa no ponto de varrição da rua Guajajaras.

#BHmaisgentil

Os Diários Associados iniciam uma campanha de mobilização social. A meta é fazer de Belo Horizonte a

(25l) capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua,

desligar celulares nos cinemas, entre outras. Para isso basta usar a #BHmaisgentil.

“Gentileza urbana é um tema muito explorado na atualidade, mas queremos, de fato, enfatizar que essa

atitude vai além da cordialidade no trânsito e da civilidade nas ações. Queremos propor uma

transformação social. A escrita é o melhor meio para gerar esse processo, pois é pensando que

(30l) escrevemos e geramos conteúdo. E nada melhor que começar com os jovens, que são a grande mola

transformadora da sociedade”, diz Helivane Evangelista, diretora UniBH.



enunciado 1504783-1


(Disponível em: http://razoesparaacreditar.com/ser/projeto-registra-gestos-de-gentileza-da-populacao-de-bh Acesso 15/09/2015.)


RESPONDA S QUESTÕES DE 1 A 20 E TRANSCREVA AS RESPOSTAS CORRETAS PARA O CARTÃO-RESPOSTA

Os atos de gentileza são praticados visando ao bom relacionamento de uns com os outros. Há situações, porém, em que os efeitos da gentileza recaem unicamente na pessoa que a pratica. Identifique um desses casos, de acordo com o Texto 1:

 

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1504782 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

O PODER DA GENTILEZA


(1l) 1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?

Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com

essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender

melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites

(5l) da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o

desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,

profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais

fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter

paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser

(10l) felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui

encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,

como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.


2. Para você, o que é gentileza?

Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto

(15l) consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e

meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,

trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver

com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar

(20l) uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.


3. Por que nos esquecemos de ser gentis?

Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos

pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas

(25l) vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e

mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo

com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos

darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma

moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte

(30l) e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais

delicadas e íntegras ações”.


4. Que benefícios a gentileza nos traz?

Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,

(35l) muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,

propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber

gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,

profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,

competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a

(40l) gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.


5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?

Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a

comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz

entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:

(45l) GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,

grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em

minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em

nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso

dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de

(50l) enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.

Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais

conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.


(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015)



TEXTO 2


PROJETO REGISTRA GESTOS DE GENTILEZA DA POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE


(1l) Cada vez mais, com a correria do dia a dia, o tempo e a vontade de praticar a gentileza parecem gestos em extinção. Mas não estão!

Para provar isso, foi conduzida uma matéria em Minas Gerais que percorreu diversos bairros em busca de

exemplos de gentileza e encontrou muita gente amável com o próximo sem esperar nada em troca.

(5l) Após constatar isso, o site Estado Mineiro resolveu iniciar uma série sobre gentileza urbana, como parte do concurso “Prêmio Jornal na Escola” que vai agraciar os autores das três melhores redações sobre gentileza urbana.

São histórias como da artista plástica Estella Cruzmel, de 65, que molha as plantas e retira ervas daninhas do gramado diariamente. Inspiradas pelo gesto da vizinha, a funcionária pública Célia Ribeiro, de 72, e

(10l) Sônia Arantes, de 56, passaram a ajudá-la.

“Resolvemos ajudar, porque ela sozinha não dava conta de cuidar da praça”, diz Célia.

A artista também deixa livros sobre os bancos para quem quiser ler e, até mesmo, levar para casa. “Todos

os dias venho aqui passear e aproveito para ler.”, conta a diarista Cássia Ferreira, de 30 anos.

Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana.

(15l) “Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca”, diz Wilson Fernandes, de 58. É

possível colher pés de alface, couve, cana-caiana, laranja, mamão, tomates e manjericão frescos.

Aos 93 anos, Padre Augusto Padrão faz questão de parar para conversar com as pessoas. Dá atenção

especial às crianças. “Procuro ser gentil, e a maioria retribui”, diz.

O microempreendedor Carlos Henrique Barbosa, de 44, ajuda idosos e crianças a atravessar o

(20l) cruzamento entre Cristina e Viçosa. “Gentileza gera gentileza”, aposta.

Outra história maravilhosa é a das garis Creuza Ramos e Ana Xavier, que, depois de limpar as ruas do

entorno do Fórum Lafayette, oferecem café a quem passa no ponto de varrição da rua Guajajaras.

#BHmaisgentil

Os Diários Associados iniciam uma campanha de mobilização social. A meta é fazer de Belo Horizonte a

(25l) capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua,

desligar celulares nos cinemas, entre outras. Para isso basta usar a #BHmaisgentil.

“Gentileza urbana é um tema muito explorado na atualidade, mas queremos, de fato, enfatizar que essa

atitude vai além da cordialidade no trânsito e da civilidade nas ações. Queremos propor uma

transformação social. A escrita é o melhor meio para gerar esse processo, pois é pensando que

(30l) escrevemos e geramos conteúdo. E nada melhor que começar com os jovens, que são a grande mola

transformadora da sociedade”, diz Helivane Evangelista, diretora UniBH.



enunciado 1504782-1


(Disponível em: http://razoesparaacreditar.com/ser/projeto-registra-gestos-de-gentileza-da-populacao-de-bh Acesso 15/09/2015.)


RESPONDA S QUESTÕES DE 1 A 20 E TRANSCREVA AS RESPOSTAS CORRETAS PARA O CARTÃO-RESPOSTA

Leia atentamente o fragmento: “Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana. ‘Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca’ [...]” (Texto 2 - L. 14 e 15)

Identifique a citação que mais se aproxima do trecho lido:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1504781 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

O PODER DA GENTILEZA


(1l) 1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?

Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com

essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender

melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites

(5l) da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o

desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,

profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais

fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter

paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser

(10l) felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui

encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,

como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.


2. Para você, o que é gentileza?

Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto

(15l) consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e

meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,

trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver

com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar

(20l) uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.


3. Por que nos esquecemos de ser gentis?

Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos

pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas

(25l) vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e

mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo

com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos

darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma

moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte

(30l) e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais

delicadas e íntegras ações”.


4. Que benefícios a gentileza nos traz?

Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,

(35l) muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,

propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber

gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,

profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,

competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a

(40l) gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.


5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?

Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a

comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz

entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:

(45l) GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,

grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em

minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em

nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso

dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de

(50l) enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.

Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais

conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.


(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015)



TEXTO 2


PROJETO REGISTRA GESTOS DE GENTILEZA DA POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE


(1l) Cada vez mais, com a correria do dia a dia, o tempo e a vontade de praticar a gentileza parecem gestos em extinção. Mas não estão!

Para provar isso, foi conduzida uma matéria em Minas Gerais que percorreu diversos bairros em busca de

exemplos de gentileza e encontrou muita gente amável com o próximo sem esperar nada em troca.

(5l) Após constatar isso, o site Estado Mineiro resolveu iniciar uma série sobre gentileza urbana, como parte do concurso “Prêmio Jornal na Escola” que vai agraciar os autores das três melhores redações sobre gentileza urbana.

São histórias como da artista plástica Estella Cruzmel, de 65, que molha as plantas e retira ervas daninhas do gramado diariamente. Inspiradas pelo gesto da vizinha, a funcionária pública Célia Ribeiro, de 72, e

(10l) Sônia Arantes, de 56, passaram a ajudá-la.

“Resolvemos ajudar, porque ela sozinha não dava conta de cuidar da praça”, diz Célia.

A artista também deixa livros sobre os bancos para quem quiser ler e, até mesmo, levar para casa. “Todos

os dias venho aqui passear e aproveito para ler.”, conta a diarista Cássia Ferreira, de 30 anos.

Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana.

(15l) “Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca”, diz Wilson Fernandes, de 58. É

possível colher pés de alface, couve, cana-caiana, laranja, mamão, tomates e manjericão frescos.

Aos 93 anos, Padre Augusto Padrão faz questão de parar para conversar com as pessoas. Dá atenção

especial às crianças. “Procuro ser gentil, e a maioria retribui”, diz.

O microempreendedor Carlos Henrique Barbosa, de 44, ajuda idosos e crianças a atravessar o

(20l) cruzamento entre Cristina e Viçosa. “Gentileza gera gentileza”, aposta.

Outra história maravilhosa é a das garis Creuza Ramos e Ana Xavier, que, depois de limpar as ruas do

entorno do Fórum Lafayette, oferecem café a quem passa no ponto de varrição da rua Guajajaras.

#BHmaisgentil

Os Diários Associados iniciam uma campanha de mobilização social. A meta é fazer de Belo Horizonte a

(25l) capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua,

desligar celulares nos cinemas, entre outras. Para isso basta usar a #BHmaisgentil.

“Gentileza urbana é um tema muito explorado na atualidade, mas queremos, de fato, enfatizar que essa

atitude vai além da cordialidade no trânsito e da civilidade nas ações. Queremos propor uma

transformação social. A escrita é o melhor meio para gerar esse processo, pois é pensando que

(30l) escrevemos e geramos conteúdo. E nada melhor que começar com os jovens, que são a grande mola

transformadora da sociedade”, diz Helivane Evangelista, diretora UniBH.



enunciado 1504781-1


(Disponível em: http://razoesparaacreditar.com/ser/projeto-registra-gestos-de-gentileza-da-populacao-de-bh Acesso 15/09/2015.)


RESPONDA S QUESTÕES DE 1 A 20 E TRANSCREVA AS RESPOSTAS CORRETAS PARA O CARTÃO-RESPOSTA

Observe :

enunciado 1504781-2

(Disponível em: www.gabrielamariamonteiro.blogspot.com /Acesso em 25/09/2015).

Entre as opções a seguir, fragmentos retirados dos Textos 1 e 2, encontre aquela que resume as ideias contidas nesse manual:

 

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1504780 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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TEXTO 1


O som dos sentimentos

Babi Dewett


1 ___ João Paulo tirou a mochila preta dos ombros e a colocou no chão, perto dos pés, e, ao lado dela,

apoiou a caixa dura e surrada de couro onde trazia seu violão. Respirou fundo, afastou os cabelos loiros

da testa, desgrudando-os um pouco do suor que escorria, e olhou para os lados analisando o lugar que

tinha escolhido para apresentar-se nos próximos meses. Era tão movimentado, que muita gente passava

5 sem notar o garoto de 19 anos alto, magro e desengonçado plantado no meio da calçada, já que não era o

único músico lá. Enquanto retirava seu instrumento da caixa, uma ou duas pessoas esbarravam na sua

mochila, mas João continuou focado em preparar-se, passando a correia do violão pelo ombro e afinando

as cordas.

___ Apesar de todo o barulho daquele espaço aberto e da quantidade de gente que passava apressada

10 por ali por causa do horário de almoço, sabia que seria um enorme desafio, mas seu plano era seguir em

frente. Não haveria público melhor que aquelas pessoas, que nem desconfiavam que eram consideradas

um público. Para João, aquele era um ritual de passagem, como havia sido para muitos outros estudantes

do Conservatório Musical, que ficava ali perto, na Avenida 9 de Julho.

___Atrás e acima do garoto, imponente, erguia-se o Museu de Arte de São Paulo, o famoso MASP.

15 Bonito e moderno, estava situado na avenida que tinha feito João se apaixonar pela capital paulistana

desde o primeiro dia que chegou à cidade para estudar música, dois anos antes, vindo de Belo Horizonte.

A fachada do museu parecia cenário de filme, e o enorme vão que existia entre suas duas gigantescas

pilastras vermelhas estava sempre cheio de gente. Era um ótimo lugar para o rapaz passar suas tardes

tocando, quando saía do Conservatório, depois das aulas da manhã.

20 ___ Ele achava triste ver que tantas pessoas corriam do metrô para os prédios comerciais, e dos

prédios para os ônibus ou para as ruas transversais, sem notar toda a beleza que a Avenida Paulista tinha

em seu concreto e seriedade. Mas João era apaixonado pelas pequenas coisas, pela beleza sutil dos

detalhes, e por isso mesmo gostava tanto de música. Os acordes, os sons, as notas e a maneira incrível

como a melodia exercia um poder imenso sobre as pessoas, não importando se músico ou ouvinte,

25 fascinavam o rapaz. Para ele, sons eram universais, e ele tinha certeza de que conseguiria mostrar isso ao

mundo, estudando muito e fazendo um ótimo trabalho no Conservatório.

___ Naquele início de tarde de um outono recém-chegado, no dia 22 de março, o primeiro acorde no

violão de madeira clara soou na grande avenida pelas mãos de João Paulo. Diante dele e de seu

instrumento, um pequeno pote para moedas era um convite para os passantes depositarem sua

30 contribuição. Ele estava decidido a arrecadar qualquer quantia em dinheiro, não para ele, mas para doar

para outras pessoas e, quem sabe, mudar suas vidas, por mais poético e impossível que isso pudesse

parecer.

___ Deixando-se levar por um sentimento maior de idealismo, pensando nas contribuições que viriam

e em sua paixão pela música, João Paulo começou a entoar “Blackbird”, dos Beatles. Sua voz não era

35 suave nem bonita, mas grave e até um pouco desafinada, porém ele conseguia emitir as notas e cantar

sem esforço. Ainda tentando se concentrar naquele novo “trabalho”, ficou mais calmo quando conseguiu

arrancar sorrisos de dois senhores engravatados que passavam e de uma moça que empurrava um

carrinho de bebê, e parou para ouvir. Foram poucos em sua plateia, mas quem sabe não seria mais fácil

depois de alguns dias?


(PIMENTA, Paula et al. Um ano inesquecível. 1ª edição. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, 2015.)


TEXTO 2


Minha vida fora de série


Sally: A parte mais difícil de seguir em frente é não olhar pra trás. (Felicity)


1 ___ “Lembre-se de fazer um pedido antes de apagar as velas, Priscila!”

___ Minha mãe estava louca se achava que tinha alguma possibilidade de eu ter me esquecido da

melhor parte. Fechei os olhos para me concentrar melhor e falei: “Eu quero voltar pra São Paulo!”

___ “Ai, sua burra! Não pode falar o desejo em voz alta, senão não acontece!”

5___ “Marina! Será que nem na hora dos parabéns você para de implicar?”

___ “O pedido da Priscila não vai se realizar. Mas não porque ela o mencionou em voz alta.” E

virando-se para mim, com uma expressão meio triste e cansada, ela acrescentou: “Meu bem, já

discutimos isso umas 50 vezes. Nossa vida agora é aqui...”.

___ Subitamente, perdi o interesse pelo enorme bolo de brigadeiro que estava na minha frente. Sem

10 me preocupar em apagar as velas, saí pisando duro em direção ao meu quarto. Antes de bater a porta

com força, gritei que, se eu não podia voltar pra São Paulo, então eu não queria nada, pois coisa

nenhuma em Belo Horizonte tinha o poder de me fazer feliz!

___ Deitei-me na cama e comecei a me lembrar de como o meu aniversário do ano anterior havia

sido diferente. Eu tinha convidado todas as minhas amigas para nadar na minha casa, meu pai havia

15 feito um churrasco, e o dia não poderia ter sido mais feliz. Como eu gostaria de voltar no tempo...

___ Ouvi uma batida na porta e apenas mandei que a pessoa fosse embora. Era minha prima. Ela

entrou, fechou a porta atrás de si e se sentou na minha cama, sem me pedir minha permissão. Peguei

uma revista e comecei a folhear, pra que ela percebesse que eu não queria conversa.

___ “Pri...”, ela começou baixinho. “Sua mãe ficou triste... ela está quase chorando lá embaixo.”

20 _ “Agora você já tem 13 anos, não pode continuar agindo como um caramujo que se esconde na

concha a cada contrariedade!”

___ Isso fez com que eu fechasse a revista com força. Ela tinha conseguido me deixar ainda mais

brava.

___ “E você é muito adulta pra me dar conselhos, não é?”, eu disse, me levantando. “Quantos anos

25 você tem mesmo? Treze anos e nove meses, se me lembro bem?”

___ “Priscila, na verdade a idade não importa, mas sim o fato de que você deveria apoiar a sua mãe!

Você acha que não está sendo difícil pra ela também? Ela acabou de se separar do seu pai! Deve estar

sofrendo muito por causa disso! Não precisa também de uma filha mimada pra tornar as coisas ainda

mais complicadas pra ela nesse momento!”

30_ Eu sabia que minha mãe estava sofrendo. Ela fazia de tudo para esconder, mas eu a escutava

chorar trancada no quarto algumas vezes e reparava nos olhos inchados com os quais ela vinha

acordando todas as manhãs. Eu imaginava que ela devia estar chorando bastante de madrugada. Tudo o

que eu mais queria era poder aliviar esse sofrimento dela, mas eu estava tão infeliz também, que nem

conseguia fingir. E eu sabia que isso a deixava ainda mais triste.

35 _ “Mas por que ela tinha que resolver se mudar?”, eu me sentei. “Por que ela tinha que mudar a

nossa vida inteira? E por que ela não me deixou ficar lá com meu pai e meu irmão?”

___ No processo de separação de meus pais, eles dividiram tudo... inclusive os filhos e os animais de

estimação. Eu, o Biscoito, a Snow e o Biju viemos com minha mãe pra BH. O meu irmão, a Duna, o

Chico e o Pavarotti permaneceram com meu pai, em São Paulo. Esse acordo maluco, de dividir tudo,

40 podia muito bem funcionar pra eles, que quiseram parecer justos um com o outro, mas para mim

foi muito pior! [...] (Texto adaptado)


(PIMENTA, Paula. Minha vida fora de série: 1ª temporada. 7ª edição. Belo Horizonte: Gutenberg, 2013.)

Marque a alternativa em que a palavra destacada não traduz ideia de posse.

 

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1504779 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

O PODER DA GENTILEZA


(1l) 1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?

Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com

essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender

melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites

(5l) da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o

desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,

profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais

fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter

paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser

(10l) felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui

encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,

como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.


2. Para você, o que é gentileza?

Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto

(15l) consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e

meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,

trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver

com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar

(20l) uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.


3. Por que nos esquecemos de ser gentis?

Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos

pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas

(25l) vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e

mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo

com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos

darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma

moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte

(30l) e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais

delicadas e íntegras ações”.


4. Que benefícios a gentileza nos traz?

Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,

(35l) muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,

propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber

gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,

profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,

competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a

(40l) gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.


5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?

Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a

comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz

entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:

(45l) GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,

grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em

minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em

nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso

dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de

(50l) enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.

Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais

conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.


(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015)



TEXTO 2


PROJETO REGISTRA GESTOS DE GENTILEZA DA POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE


(1l) Cada vez mais, com a correria do dia a dia, o tempo e a vontade de praticar a gentileza parecem gestos em extinção. Mas não estão!

Para provar isso, foi conduzida uma matéria em Minas Gerais que percorreu diversos bairros em busca de

exemplos de gentileza e encontrou muita gente amável com o próximo sem esperar nada em troca.

(5l) Após constatar isso, o site Estado Mineiro resolveu iniciar uma série sobre gentileza urbana, como parte do concurso “Prêmio Jornal na Escola” que vai agraciar os autores das três melhores redações sobre gentileza urbana.

São histórias como da artista plástica Estella Cruzmel, de 65, que molha as plantas e retira ervas daninhas do gramado diariamente. Inspiradas pelo gesto da vizinha, a funcionária pública Célia Ribeiro, de 72, e

(10l) Sônia Arantes, de 56, passaram a ajudá-la.

“Resolvemos ajudar, porque ela sozinha não dava conta de cuidar da praça”, diz Célia.

A artista também deixa livros sobre os bancos para quem quiser ler e, até mesmo, levar para casa. “Todos

os dias venho aqui passear e aproveito para ler.”, conta a diarista Cássia Ferreira, de 30 anos.

Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana.

(15l) “Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca”, diz Wilson Fernandes, de 58. É

possível colher pés de alface, couve, cana-caiana, laranja, mamão, tomates e manjericão frescos.

Aos 93 anos, Padre Augusto Padrão faz questão de parar para conversar com as pessoas. Dá atenção

especial às crianças. “Procuro ser gentil, e a maioria retribui”, diz.

O microempreendedor Carlos Henrique Barbosa, de 44, ajuda idosos e crianças a atravessar o

(20l) cruzamento entre Cristina e Viçosa. “Gentileza gera gentileza”, aposta.

Outra história maravilhosa é a das garis Creuza Ramos e Ana Xavier, que, depois de limpar as ruas do

entorno do Fórum Lafayette, oferecem café a quem passa no ponto de varrição da rua Guajajaras.

#BHmaisgentil

Os Diários Associados iniciam uma campanha de mobilização social. A meta é fazer de Belo Horizonte a

(25l) capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua,

desligar celulares nos cinemas, entre outras. Para isso basta usar a #BHmaisgentil.

“Gentileza urbana é um tema muito explorado na atualidade, mas queremos, de fato, enfatizar que essa

atitude vai além da cordialidade no trânsito e da civilidade nas ações. Queremos propor uma

transformação social. A escrita é o melhor meio para gerar esse processo, pois é pensando que

(30l) escrevemos e geramos conteúdo. E nada melhor que começar com os jovens, que são a grande mola

transformadora da sociedade”, diz Helivane Evangelista, diretora UniBH.



enunciado 1504779-1


(Disponível em: http://razoesparaacreditar.com/ser/projeto-registra-gestos-de-gentileza-da-populacao-de-bh Acesso 15/09/2015.)


RESPONDA S QUESTÕES DE 1 A 20 E TRANSCREVA AS RESPOSTAS CORRETAS PARA O CARTÃO-RESPOSTA

Diga muito obrigado e receba um sorriso de volta.” Essa reciprocidade que a gentileza propicia está exemplificada na seguinte passagem do Texto 1:

 

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1504778 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte

TEXTO 1

O PODER DA GENTILEZA


(1l) 1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?

Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com

essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender

melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites

(5l) da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o

desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,

profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais

fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter

paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser

(10l) felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui

encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,

como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.


2. Para você, o que é gentileza?

Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto

(15l) consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e

meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,

trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver

com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar

(20l) uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.


3. Por que nos esquecemos de ser gentis?

Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos

pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas

(25l) vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e

mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo

com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos

darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma

moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte

(30l) e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais

delicadas e íntegras ações”.


4. Que benefícios a gentileza nos traz?

Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,

(35l) muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,

propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber

gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,

profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,

competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a

(40l) gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.


5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?

Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a

comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz

entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:

(45l) GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,

grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em

minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em

nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso

dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de

(50l) enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.

Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais

conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.


(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015)



TEXTO 2


PROJETO REGISTRA GESTOS DE GENTILEZA DA POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE


(1l) Cada vez mais, com a correria do dia a dia, o tempo e a vontade de praticar a gentileza parecem gestos em extinção. Mas não estão!

Para provar isso, foi conduzida uma matéria em Minas Gerais que percorreu diversos bairros em busca de

exemplos de gentileza e encontrou muita gente amável com o próximo sem esperar nada em troca.

(5l) Após constatar isso, o site Estado Mineiro resolveu iniciar uma série sobre gentileza urbana, como parte do concurso “Prêmio Jornal na Escola” que vai agraciar os autores das três melhores redações sobre gentileza urbana.

São histórias como da artista plástica Estella Cruzmel, de 65, que molha as plantas e retira ervas daninhas do gramado diariamente. Inspiradas pelo gesto da vizinha, a funcionária pública Célia Ribeiro, de 72, e

(10l) Sônia Arantes, de 56, passaram a ajudá-la.

“Resolvemos ajudar, porque ela sozinha não dava conta de cuidar da praça”, diz Célia.

A artista também deixa livros sobre os bancos para quem quiser ler e, até mesmo, levar para casa. “Todos

os dias venho aqui passear e aproveito para ler.”, conta a diarista Cássia Ferreira, de 30 anos.

Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana.

(15l) “Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca”, diz Wilson Fernandes, de 58. É

possível colher pés de alface, couve, cana-caiana, laranja, mamão, tomates e manjericão frescos.

Aos 93 anos, Padre Augusto Padrão faz questão de parar para conversar com as pessoas. Dá atenção

especial às crianças. “Procuro ser gentil, e a maioria retribui”, diz.

O microempreendedor Carlos Henrique Barbosa, de 44, ajuda idosos e crianças a atravessar o

(20l) cruzamento entre Cristina e Viçosa. “Gentileza gera gentileza”, aposta.

Outra história maravilhosa é a das garis Creuza Ramos e Ana Xavier, que, depois de limpar as ruas do

entorno do Fórum Lafayette, oferecem café a quem passa no ponto de varrição da rua Guajajaras.

#BHmaisgentil

Os Diários Associados iniciam uma campanha de mobilização social. A meta é fazer de Belo Horizonte a

(25l) capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua,

desligar celulares nos cinemas, entre outras. Para isso basta usar a #BHmaisgentil.

“Gentileza urbana é um tema muito explorado na atualidade, mas queremos, de fato, enfatizar que essa

atitude vai além da cordialidade no trânsito e da civilidade nas ações. Queremos propor uma

transformação social. A escrita é o melhor meio para gerar esse processo, pois é pensando que

(30l) escrevemos e geramos conteúdo. E nada melhor que começar com os jovens, que são a grande mola

transformadora da sociedade”, diz Helivane Evangelista, diretora UniBH.



enunciado 1504778-1


(Disponível em: http://razoesparaacreditar.com/ser/projeto-registra-gestos-de-gentileza-da-populacao-de-bh Acesso 15/09/2015.)


RESPONDA S QUESTÕES DE 1 A 20 E TRANSCREVA AS RESPOSTAS CORRETAS PARA O CARTÃO-RESPOSTA

Leia atentamente as manchetes de jornais de I a IV:

I- “Iniciativa dos meninos do suco desencadeia uma poderosa corrente do bem” : dois garotos de 11 e 12 anos vendiam suco para ajudar uma senhora idosa a comprar uma cadeira de banho e fraldas. (Curitiba – Paraná)

II- “Crianças recebem cortes gratuitos de barbeiro em troca de lerem para ele”: crianças que leem para um barbeiro local recebem um corte de cabelo gratuito. (USA)

III- “Bibliocirco dissemina leitura e alegria pela cidade”: um grupo de palhaços com a missão de disseminar alegria (brincadeiras, jogos) e leitura (distribuição de livros, de revistas, etc) tem ocupado espaços públicos. (São Paulo)

IV- Cidade oferece transporte público de graça para passageiros que leem: para incentivar a leitura, cidade não cobra passagem de ônibus para pessoas que entram no veículo com um livro na mão. (Romênia)

A passagem do Texto 2 que bem caracteriza essas manchetes é:

 

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