Foram encontradas 75 questões.
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
INSTRUÇÃO: Observe o anúncio publicitário para responder às questões 15 e 16.

É bom sonhar com o futuro. Mas realizar é muito melhor: faça a Primeira Previdência Itaú.
A Primeira Previdência Itaú foi feita para você que quer dar um empurrãozinho no futuro de quem você ama. Pode ser uma faculdade, um curso no exterior ou abrir um negócio. Com menos de 3 reais por dia, você já começa a investir. Acesse o site, faça uma simulação e invista no futuro de quem é mais importante para você. O mundo muda e seu jeito de investir muda também.
O anúncio acima faz parte de uma campanha publicitária, elaborada com imagens e textos que constituem um recurso multimodal, ou seja, em que se empregam formas de apresentação diversas. Todas as alternativas abaixo interpretam corretamente o texto, EXCETO:
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“Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.”
(PESSOA, Fernando. Livro do desassossego, por Bernardo Soares. São Paulo: Montecristo, 2012)
Considere o seguinte trecho de Fernando Pessoa:
“(...) assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.”
Esse trecho privilegia todos os aspectos abaixo, EXCETO:
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INSTRUÇÃO: Observe a tirinha abaixo para responder às questões 12 e 13.

A palavra destacada estabelece uma relação semântico-discursiva de comparação em:
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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisQuadrinhos
INSTRUÇÃO: Observe a tirinha abaixo para responder às questões 12 e 13.

Em relação aos elementos que constituem a construção de significado do texto, todas as alternativas abaixo são verdadeiras, EXCETO:
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 1 para responder às questões de 1 a 11.
TEXTO 1
COISAS QUE EU FARIA
1 Se eu fosse um bilionário entediado, já tivesse bebido os vinhos mais caros, comido as trufas
mais raras, me hospedado em castelos e dado rolês em ônibus espaciais: compraria um sítio com uma
paisagem a perder de vista, compraria uma bazuca, encheria essa paisagem a perder de vista com
Fuscas, Brasílias, Del Reys [- e por que não -] Land Rovers a perder de vista; encheria um cálice de
5 Bourbon e passaria uma tarde inteira explodindo carros. (De noite, após um banho de cachoeira, leria
Proust).
Se eu fosse um bilionário engajado, já tivesse investido na Amazônia e nas baleias, no Zimbábue
e no ozônio, na alfabetização, na fibra de coco e na energia solar: criaria uma bolsa sabática. Nada de
financiar pesquisas, estudos, livros, filmes como fazem essas incríveis instituições tipo a Fulbright, a
10 Ford, a antiga Vitae. A minha instituição financiaria um ano de ociosidade, seria a Fulbright Farniente.
Um candidato se proporia a assistir aos principais campeonatos mundiais in loco. Aprovado. Outro diria
gostar muito da luz da manhã e pediria para viajar pelo mundo por um ano, aproveitando o amanhecer
em Lisboa, no deserto de Atacama, no topo do Himalaia. Aprovado. Outra diria: “Eu e o Jurandir, a
gente gosta muito de massa, mas nunca “foi” pra Itália; então a gente “tava” pensando em passar 2017
15 por lá, comendo uns “macarrãozinho”(sic)”. “Tá” aqui o dinheiro, amiga.
Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos, no discurso do Estado da União, televisionado ao
vivo para o mundo: começaria cantando “Mariana conta um/ Um conta Mariana/ É um é Ana/ Viva a
Mariana!”. Terminada a música, faria a cara mais contrita, pediria desculpas, diria “brincadeira, fellows
americans! Agora, falando sério” – e cantaria “Um elefante incomoda muita gente/ Dois elefantes
20 incomodam muito mais” até chegar a 58 elefantes ou até o Serviço Secreto cortar a transmissão e me
levar para Guantánamo – o que vier primeiro.
Se eu fosse um Deus altruísta: encarnava de novo e passava uns tempos resolvendo esse conflito
sobre o qual não se pode dizer que Ele (ou Eu) é (ou sou) inteiramente inocente.
Se eu fosse um Deus egoísta: “desencanaria” desse embaraço de uma vez por todas, encarnaria
25 com uma pinta de Leonardo Di Caprio e passaria a eternidade me esbaldando por aí. (Aos domingos,
iria para o meu sítio tomar Bourbon e explodir Del Reys).
Se eu fosse um Deus piadista: encarnaria como presidente de uma portentosa nação, cantaria
canções bem populares como “Mariana, conta um” e “Um elefante incomoda muita gente” e, então,
quando o Serviço Secreto tentasse dar sumiço em mim, sairia levitando sobre cabeças de congressistas
30 atônitos e sob os olhos esbugalhados de boa parte da população mundial, diria, com voz tonitruante: “Eu
sou aquele que é e tudo pode, ó fariseus!” E todos se curvariam. E eu, aos brados, voltaria para as
alturas.
(Adaptado de: PRATA, Antônio- colunista Folha de São Paulo. Disponível em: Acesso em: 10/07/2016)
VOCABULÁRIO – Texto: “COISAS QUE EU FARIA”
Trufas: cogumelo comestível; bombom aromatizado com conhaque.
Bazuca: lança-foguetes; arma que dispara granadas.
Proust: escritor francês; autor de “Em busca do tempo perdido”.
Engajado: empenhado, comprometido.
Bolsa sabática: bolsa de estudos para cursos no exterior.
Farniente: ociosidade agradável; fazer nada, ócio.
In loco: no lugar; no próprio local.
Contrita: constrangida; contida; arrependida.
Altruísta: aquele que se preocupa com o bem-estar e a felicidade alheios.
Tonitruante: com estrondo, muito ruidoso.
Fariseus: membros de um grupo judaico que vivia na estrita observância de preceitos religiosos; pessoas que seguem rigorosamente as formalidades de uma religião.
Nos trechos abaixo, todas as palavras destacadas são articuladores sintáticos e estabelecem as relações semânticas indicadas, EXCETO:
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- OrtografiaProblemas da Norma Culta
- SintaxeColocação Pronominal
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 1 para responder às questões de 1 a 11.
TEXTO 1
COISAS QUE EU FARIA
1 Se eu fosse um bilionário entediado, já tivesse bebido os vinhos mais caros, comido as trufas
mais raras, me hospedado em castelos e dado rolês em ônibus espaciais: compraria um sítio com uma
paisagem a perder de vista, compraria uma bazuca, encheria essa paisagem a perder de vista com
Fuscas, Brasílias, Del Reys [- e por que não -] Land Rovers a perder de vista; encheria um cálice de
5 Bourbon e passaria uma tarde inteira explodindo carros. (De noite, após um banho de cachoeira, leria
Proust).
Se eu fosse um bilionário engajado, já tivesse investido na Amazônia e nas baleias, no Zimbábue
e no ozônio, na alfabetização, na fibra de coco e na energia solar: criaria uma bolsa sabática. Nada de
financiar pesquisas, estudos, livros, filmes como fazem essas incríveis instituições tipo a Fulbright, a
10 Ford, a antiga Vitae. A minha instituição financiaria um ano de ociosidade, seria a Fulbright Farniente.
Um candidato se proporia a assistir aos principais campeonatos mundiais in loco. Aprovado. Outro diria
gostar muito da luz da manhã e pediria para viajar pelo mundo por um ano, aproveitando o amanhecer
em Lisboa, no deserto de Atacama, no topo do Himalaia. Aprovado. Outra diria: “Eu e o Jurandir, a
gente gosta muito de massa, mas nunca “foi” pra Itália; então a gente “tava” pensando em passar 2017
15 por lá, comendo uns “macarrãozinho”(sic)”. “Tá” aqui o dinheiro, amiga.
Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos, no discurso do Estado da União, televisionado ao
vivo para o mundo: começaria cantando “Mariana conta um/ Um conta Mariana/ É um é Ana/ Viva a
Mariana!”. Terminada a música, faria a cara mais contrita, pediria desculpas, diria “brincadeira, fellows
americans! Agora, falando sério” – e cantaria “Um elefante incomoda muita gente/ Dois elefantes
20 incomodam muito mais” até chegar a 58 elefantes ou até o Serviço Secreto cortar a transmissão e me
levar para Guantánamo – o que vier primeiro.
Se eu fosse um Deus altruísta: encarnava de novo e passava uns tempos resolvendo esse conflito
sobre o qual não se pode dizer que Ele (ou Eu) é (ou sou) inteiramente inocente.
Se eu fosse um Deus egoísta: “desencanaria” desse embaraço de uma vez por todas, encarnaria
25 com uma pinta de Leonardo Di Caprio e passaria a eternidade me esbaldando por aí. (Aos domingos,
iria para o meu sítio tomar Bourbon e explodir Del Reys).
Se eu fosse um Deus piadista: encarnaria como presidente de uma portentosa nação, cantaria
canções bem populares como “Mariana, conta um” e “Um elefante incomoda muita gente” e, então,
quando o Serviço Secreto tentasse dar sumiço em mim, sairia levitando sobre cabeças de congressistas
30 atônitos e sob os olhos esbugalhados de boa parte da população mundial, diria, com voz tonitruante: “Eu
sou aquele que é e tudo pode, ó fariseus!” E todos se curvariam. E eu, aos brados, voltaria para as
alturas.
(Adaptado de: PRATA, Antônio- colunista Folha de São Paulo. Disponível em: Acesso em: 10/07/2016)
VOCABULÁRIO – Texto: “COISAS QUE EU FARIA”
Trufas: cogumelo comestível; bombom aromatizado com conhaque.
Bazuca: lança-foguetes; arma que dispara granadas.
Proust: escritor francês; autor de “Em busca do tempo perdido”.
Engajado: empenhado, comprometido.
Bolsa sabática: bolsa de estudos para cursos no exterior.
Farniente: ociosidade agradável; fazer nada, ócio.
In loco: no lugar; no próprio local.
Contrita: constrangida; contida; arrependida.
Altruísta: aquele que se preocupa com o bem-estar e a felicidade alheios.
Tonitruante: com estrondo, muito ruidoso.
Fariseus: membros de um grupo judaico que vivia na estrita observância de preceitos religiosos; pessoas que seguem rigorosamente as formalidades de uma religião.
No texto, Antônio Prata emprega registro informal da língua, de acordo com o tipo textual e o veículo de publicação utilizado. Se fosse necessário adaptá-lo a um registro formal, aplicando estritamente as regras de colocação pronominal, segundo a Norma Culta, várias adaptações seriam necessárias.
Observe os trechos abaixo e assinale aquele que permaneceria sem alteração, caso se aplicasse a Norma Culta.
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 1 para responder às questões de 1 a 11.
TEXTO 1
COISAS QUE EU FARIA
1 Se eu fosse um bilionário entediado, já tivesse bebido os vinhos mais caros, comido as trufas
mais raras, me hospedado em castelos e dado rolês em ônibus espaciais: compraria um sítio com uma
paisagem a perder de vista, compraria uma bazuca, encheria essa paisagem a perder de vista com
Fuscas, Brasílias, Del Reys [- e por que não -] Land Rovers a perder de vista; encheria um cálice de
5 Bourbon e passaria uma tarde inteira explodindo carros. (De noite, após um banho de cachoeira, leria
Proust).
Se eu fosse um bilionário engajado, já tivesse investido na Amazônia e nas baleias, no Zimbábue
e no ozônio, na alfabetização, na fibra de coco e na energia solar: criaria uma bolsa sabática. Nada de
financiar pesquisas, estudos, livros, filmes como fazem essas incríveis instituições tipo a Fulbright, a
10 Ford, a antiga Vitae. A minha instituição financiaria um ano de ociosidade, seria a Fulbright Farniente.
Um candidato se proporia a assistir aos principais campeonatos mundiais in loco. Aprovado. Outro diria
gostar muito da luz da manhã e pediria para viajar pelo mundo por um ano, aproveitando o amanhecer
em Lisboa, no deserto de Atacama, no topo do Himalaia. Aprovado. Outra diria: “Eu e o Jurandir, a
gente gosta muito de massa, mas nunca “foi” pra Itália; então a gente “tava” pensando em passar 2017
15 por lá, comendo uns “macarrãozinho”(sic)”. “Tá” aqui o dinheiro, amiga.
Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos, no discurso do Estado da União, televisionado ao
vivo para o mundo: começaria cantando “Mariana conta um/ Um conta Mariana/ É um é Ana/ Viva a
Mariana!”. Terminada a música, faria a cara mais contrita, pediria desculpas, diria “brincadeira, fellows
americans! Agora, falando sério” – e cantaria “Um elefante incomoda muita gente/ Dois elefantes
20 incomodam muito mais” até chegar a 58 elefantes ou até o Serviço Secreto cortar a transmissão e me
levar para Guantánamo – o que vier primeiro.
Se eu fosse um Deus altruísta: encarnava de novo e passava uns tempos resolvendo esse conflito
sobre o qual não se pode dizer que Ele (ou Eu) é (ou sou) inteiramente inocente.
Se eu fosse um Deus egoísta: “desencanaria” desse embaraço de uma vez por todas, encarnaria
25 com uma pinta de Leonardo Di Caprio e passaria a eternidade me esbaldando por aí. (Aos domingos,
iria para o meu sítio tomar Bourbon e explodir Del Reys).
Se eu fosse um Deus piadista: encarnaria como presidente de uma portentosa nação, cantaria
canções bem populares como “Mariana, conta um” e “Um elefante incomoda muita gente” e, então,
quando o Serviço Secreto tentasse dar sumiço em mim, sairia levitando sobre cabeças de congressistas
30 atônitos e sob os olhos esbugalhados de boa parte da população mundial, diria, com voz tonitruante: “Eu
sou aquele que é e tudo pode, ó fariseus!” E todos se curvariam. E eu, aos brados, voltaria para as
alturas.
(Adaptado de: PRATA, Antônio- colunista Folha de São Paulo. Disponível em: Acesso em: 10/07/2016)
VOCABULÁRIO – Texto: “COISAS QUE EU FARIA”
Trufas: cogumelo comestível; bombom aromatizado com conhaque.
Bazuca: lança-foguetes; arma que dispara granadas.
Proust: escritor francês; autor de “Em busca do tempo perdido”.
Engajado: empenhado, comprometido.
Bolsa sabática: bolsa de estudos para cursos no exterior.
Farniente: ociosidade agradável; fazer nada, ócio.
In loco: no lugar; no próprio local.
Contrita: constrangida; contida; arrependida.
Altruísta: aquele que se preocupa com o bem-estar e a felicidade alheios.
Tonitruante: com estrondo, muito ruidoso.
Fariseus: membros de um grupo judaico que vivia na estrita observância de preceitos religiosos; pessoas que seguem rigorosamente as formalidades de uma religião.
Leia os trechos abaixo:
“A minha instituição financiaria um ano de ociosidade (...)” (l.10)
“Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos (...)” (l.16)
“Passaria a eternidade me esbaldando por aí.” (l.25)
O autor emprega verbos e pronomes em 1ª pessoa para:
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 1 para responder às questões de 1 a 11.
TEXTO 1
COISAS QUE EU FARIA
1 Se eu fosse um bilionário entediado, já tivesse bebido os vinhos mais caros, comido as trufas
mais raras, me hospedado em castelos e dado rolês em ônibus espaciais: compraria um sítio com uma
paisagem a perder de vista, compraria uma bazuca, encheria essa paisagem a perder de vista com
Fuscas, Brasílias, Del Reys [- e por que não -] Land Rovers a perder de vista; encheria um cálice de
5 Bourbon e passaria uma tarde inteira explodindo carros. (De noite, após um banho de cachoeira, leria
Proust).
Se eu fosse um bilionário engajado, já tivesse investido na Amazônia e nas baleias, no Zimbábue
e no ozônio, na alfabetização, na fibra de coco e na energia solar: criaria uma bolsa sabática. Nada de
financiar pesquisas, estudos, livros, filmes como fazem essas incríveis instituições tipo a Fulbright, a
10 Ford, a antiga Vitae. A minha instituição financiaria um ano de ociosidade, seria a Fulbright Farniente.
Um candidato se proporia a assistir aos principais campeonatos mundiais in loco. Aprovado. Outro diria
gostar muito da luz da manhã e pediria para viajar pelo mundo por um ano, aproveitando o amanhecer
em Lisboa, no deserto de Atacama, no topo do Himalaia. Aprovado. Outra diria: “Eu e o Jurandir, a
gente gosta muito de massa, mas nunca “foi” pra Itália; então a gente “tava” pensando em passar 2017
15 por lá, comendo uns “macarrãozinho”(sic)”. “Tá” aqui o dinheiro, amiga.
Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos, no discurso do Estado da União, televisionado ao
vivo para o mundo: começaria cantando “Mariana conta um/ Um conta Mariana/ É um é Ana/ Viva a
Mariana!”. Terminada a música, faria a cara mais contrita, pediria desculpas, diria “brincadeira, fellows
americans! Agora, falando sério” – e cantaria “Um elefante incomoda muita gente/ Dois elefantes
20 incomodam muito mais” até chegar a 58 elefantes ou até o Serviço Secreto cortar a transmissão e me
levar para Guantánamo – o que vier primeiro.
Se eu fosse um Deus altruísta: encarnava de novo e passava uns tempos resolvendo esse conflito
sobre o qual não se pode dizer que Ele (ou Eu) é (ou sou) inteiramente inocente.
Se eu fosse um Deus egoísta: “desencanaria” desse embaraço de uma vez por todas, encarnaria
25 com uma pinta de Leonardo Di Caprio e passaria a eternidade me esbaldando por aí. (Aos domingos,
iria para o meu sítio tomar Bourbon e explodir Del Reys).
Se eu fosse um Deus piadista: encarnaria como presidente de uma portentosa nação, cantaria
canções bem populares como “Mariana, conta um” e “Um elefante incomoda muita gente” e, então,
quando o Serviço Secreto tentasse dar sumiço em mim, sairia levitando sobre cabeças de congressistas
30 atônitos e sob os olhos esbugalhados de boa parte da população mundial, diria, com voz tonitruante: “Eu
sou aquele que é e tudo pode, ó fariseus!” E todos se curvariam. E eu, aos brados, voltaria para as
alturas.
(Adaptado de: PRATA, Antônio- colunista Folha de São Paulo. Disponível em: Acesso em: 10/07/2016)
VOCABULÁRIO – Texto: “COISAS QUE EU FARIA”
Trufas: cogumelo comestível; bombom aromatizado com conhaque.
Bazuca: lança-foguetes; arma que dispara granadas.
Proust: escritor francês; autor de “Em busca do tempo perdido”.
Engajado: empenhado, comprometido.
Bolsa sabática: bolsa de estudos para cursos no exterior.
Farniente: ociosidade agradável; fazer nada, ócio.
In loco: no lugar; no próprio local.
Contrita: constrangida; contida; arrependida.
Altruísta: aquele que se preocupa com o bem-estar e a felicidade alheios.
Tonitruante: com estrondo, muito ruidoso.
Fariseus: membros de um grupo judaico que vivia na estrita observância de preceitos religiosos; pessoas que seguem rigorosamente as formalidades de uma religião.
A relação semântica estabelecida pela conjunção na oração: “(...) até chegar a 58 elefantes ou até o Serviço Secreto cortar a transmissão (...)” (l.20), encontra-se também em:
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 1 para responder às questões de 1 a 11.
TEXTO 1
COISAS QUE EU FARIA
1 Se eu fosse um bilionário entediado, já tivesse bebido os vinhos mais caros, comido as trufas
mais raras, me hospedado em castelos e dado rolês em ônibus espaciais: compraria um sítio com uma
paisagem a perder de vista, compraria uma bazuca, encheria essa paisagem a perder de vista com
Fuscas, Brasílias, Del Reys [- e por que não -] Land Rovers a perder de vista; encheria um cálice de
5 Bourbon e passaria uma tarde inteira explodindo carros. (De noite, após um banho de cachoeira, leria
Proust).
Se eu fosse um bilionário engajado, já tivesse investido na Amazônia e nas baleias, no Zimbábue
e no ozônio, na alfabetização, na fibra de coco e na energia solar: criaria uma bolsa sabática. Nada de
financiar pesquisas, estudos, livros, filmes como fazem essas incríveis instituições tipo a Fulbright, a
10 Ford, a antiga Vitae. A minha instituição financiaria um ano de ociosidade, seria a Fulbright Farniente.
Um candidato se proporia a assistir aos principais campeonatos mundiais in loco. Aprovado. Outro diria
gostar muito da luz da manhã e pediria para viajar pelo mundo por um ano, aproveitando o amanhecer
em Lisboa, no deserto de Atacama, no topo do Himalaia. Aprovado. Outra diria: “Eu e o Jurandir, a
gente gosta muito de massa, mas nunca “foi” pra Itália; então a gente “tava” pensando em passar 2017
15 por lá, comendo uns “macarrãozinho”(sic)”. “Tá” aqui o dinheiro, amiga.
Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos, no discurso do Estado da União, televisionado ao
vivo para o mundo: começaria cantando “Mariana conta um/ Um conta Mariana/ É um é Ana/ Viva a
Mariana!”. Terminada a música, faria a cara mais contrita, pediria desculpas, diria “brincadeira, fellows
americans! Agora, falando sério” – e cantaria “Um elefante incomoda muita gente/ Dois elefantes
20 incomodam muito mais” até chegar a 58 elefantes ou até o Serviço Secreto cortar a transmissão e me
levar para Guantánamo – o que vier primeiro.
Se eu fosse um Deus altruísta: encarnava de novo e passava uns tempos resolvendo esse conflito
sobre o qual não se pode dizer que Ele (ou Eu) é (ou sou) inteiramente inocente.
Se eu fosse um Deus egoísta: “desencanaria” desse embaraço de uma vez por todas, encarnaria
25 com uma pinta de Leonardo Di Caprio e passaria a eternidade me esbaldando por aí. (Aos domingos,
iria para o meu sítio tomar Bourbon e explodir Del Reys).
Se eu fosse um Deus piadista: encarnaria como presidente de uma portentosa nação, cantaria
canções bem populares como “Mariana, conta um” e “Um elefante incomoda muita gente” e, então,
quando o Serviço Secreto tentasse dar sumiço em mim, sairia levitando sobre cabeças de congressistas
30 atônitos e sob os olhos esbugalhados de boa parte da população mundial, diria, com voz tonitruante: “Eu
sou aquele que é e tudo pode, ó fariseus!” E todos se curvariam. E eu, aos brados, voltaria para as
alturas.
(Adaptado de: PRATA, Antônio- colunista Folha de São Paulo. Disponível em: Acesso em: 10/07/2016)
VOCABULÁRIO – Texto: “COISAS QUE EU FARIA”
Trufas: cogumelo comestível; bombom aromatizado com conhaque.
Bazuca: lança-foguetes; arma que dispara granadas.
Proust: escritor francês; autor de “Em busca do tempo perdido”.
Engajado: empenhado, comprometido.
Bolsa sabática: bolsa de estudos para cursos no exterior.
Farniente: ociosidade agradável; fazer nada, ócio.
In loco: no lugar; no próprio local.
Contrita: constrangida; contida; arrependida.
Altruísta: aquele que se preocupa com o bem-estar e a felicidade alheios.
Tonitruante: com estrondo, muito ruidoso.
Fariseus: membros de um grupo judaico que vivia na estrita observância de preceitos religiosos; pessoas que seguem rigorosamente as formalidades de uma religião.
Releia atentamente o 4° parágrafo do texto, observando as relações de sentido que se estabelecem entre as frases do fragmento:
“Se eu fosse um Deus altruísta: encarnava de novo e passava uns tempos resolvendo esse conflito (...)” (l.22)
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas traduzem exatamente a relação de sentido sugerida nesse fragmento.
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COISAS QUE EU FARIA
1 Se eu fosse um bilionário entediado, já tivesse bebido os vinhos mais caros, comido as trufas
mais raras, me hospedado em castelos e dado rolês em ônibus espaciais: compraria um sítio com uma
paisagem a perder de vista, compraria uma bazuca, encheria essa paisagem a perder de vista com
Fuscas, Brasílias, Del Reys [- e por que não -] Land Rovers a perder de vista; encheria um cálice de
5 Bourbon e passaria uma tarde inteira explodindo carros. (De noite, após um banho de cachoeira, leria
Proust).
Se eu fosse um bilionário engajado, já tivesse investido na Amazônia e nas baleias, no Zimbábue
e no ozônio, na alfabetização, na fibra de coco e na energia solar: criaria uma bolsa sabática. Nada de
financiar pesquisas, estudos, livros, filmes como fazem essas incríveis instituições tipo a Fulbright, a
10 Ford, a antiga Vitae. A minha instituição financiaria um ano de ociosidade, seria a Fulbright Farniente.
Um candidato se proporia a assistir aos principais campeonatos mundiais in loco. Aprovado. Outro diria
gostar muito da luz da manhã e pediria para viajar pelo mundo por um ano, aproveitando o amanhecer
em Lisboa, no deserto de Atacama, no topo do Himalaia. Aprovado. Outra diria: “Eu e o Jurandir, a
gente gosta muito de massa, mas nunca “foi” pra Itália; então a gente “tava” pensando em passar 2017
15 por lá, comendo uns “macarrãozinho”(sic)”. “Tá” aqui o dinheiro, amiga.
Se eu fosse o presidente dos Estados Unidos, no discurso do Estado da União, televisionado ao
vivo para o mundo: começaria cantando “Mariana conta um/ Um conta Mariana/ É um é Ana/ Viva a
Mariana!”. Terminada a música, faria a cara mais contrita, pediria desculpas, diria “brincadeira, fellows
americans! Agora, falando sério” – e cantaria “Um elefante incomoda muita gente/ Dois elefantes
20 incomodam muito mais” até chegar a 58 elefantes ou até o Serviço Secreto cortar a transmissão e me
levar para Guantánamo – o que vier primeiro.
Se eu fosse um Deus altruísta: encarnava de novo e passava uns tempos resolvendo esse conflito
sobre o qual não se pode dizer que Ele (ou Eu) é (ou sou) inteiramente inocente.
Se eu fosse um Deus egoísta: “desencanaria” desse embaraço de uma vez por todas, encarnaria
25 com uma pinta de Leonardo Di Caprio e passaria a eternidade me esbaldando por aí. (Aos domingos,
iria para o meu sítio tomar Bourbon e explodir Del Reys).
Se eu fosse um Deus piadista: encarnaria como presidente de uma portentosa nação, cantaria
canções bem populares como “Mariana, conta um” e “Um elefante incomoda muita gente” e, então,
quando o Serviço Secreto tentasse dar sumiço em mim, sairia levitando sobre cabeças de congressistas
30 atônitos e sob os olhos esbugalhados de boa parte da população mundial, diria, com voz tonitruante: “Eu
sou aquele que é e tudo pode, ó fariseus!” E todos se curvariam. E eu, aos brados, voltaria para as
alturas.
(Adaptado de: PRATA, Antônio- colunista Folha de São Paulo. Disponível em: Acesso em: 10/07/2016)
VOCABULÁRIO – Texto: “COISAS QUE EU FARIA”
Trufas: cogumelo comestível; bombom aromatizado com conhaque.
Bazuca: lança-foguetes; arma que dispara granadas.
Proust: escritor francês; autor de “Em busca do tempo perdido”.
Engajado: empenhado, comprometido.
Bolsa sabática: bolsa de estudos para cursos no exterior.
Farniente: ociosidade agradável; fazer nada, ócio.
In loco: no lugar; no próprio local.
Contrita: constrangida; contida; arrependida.
Altruísta: aquele que se preocupa com o bem-estar e a felicidade alheios.
Tonitruante: com estrondo, muito ruidoso.
Fariseus: membros de um grupo judaico que vivia na estrita observância de preceitos religiosos; pessoas que seguem rigorosamente as formalidades de uma religião.
No texto, as “realidades” são construídas ficcionalmente porque o narrador
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