Magna Concursos

Foram encontradas 48 questões.

1994340 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
Provas:

TEXTO 1


XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Observe o emprego da vírgula em:

    “E depois, olha!” (l. 48)

    “Se tu queres um amigo, cativa-me!” (l. 61)

    Pode-se afirmar que as vírgulas destacam a mesma ideia nas frases 1 e 2, que é:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994339 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Releia a seguinte passagem do texto:

    “— Os homens — disse a raposa — têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?” (l. 17 a 19)

    Pode-se inserir pela e pressão “única coisa que fazem de interessante” que a visão da raposa a respeito dos homens é:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994338 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Leia o excerto a seguir:

    “ Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia te sentarás mais perto...” (l. 64 a 66)

    Assinale a alternativa que contém a compreensão coerente com o trecho acima.

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994337 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Releia, atentamente, a seguinte passagem do texto:

    “Mas tu tens cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti.” (l. 50 a 52)

    Este excerto apresenta, entre suas partes, as seguintes relações:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994336 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Depois que o Pequeno Príncipe cativou a raposa e ia partir, a raposa contestou uma fala do menino dizendo:

    “— Terei sim — disse a raposa por causa da cor do trigo.” (l. 82)

    Essa contestação acontece porque:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994335 Ano: 2020
    Disciplina: Português
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    TEXTO 1


    XXI


  • E foi então que apareceu a raposa:
  • — Bom dia disse a raposa.
  • — Bom dia — respondeu educadamente o pequeno príncipe que,
  • olhando a sua volta, nada viu.
  • — Estou aqui — disse a voz — debaixo da macieira...
  • — Quem és tu? — perguntou o principezinho. — Tu és bem bonita...
  • — Sou uma raposa — disse a raposa.
  • — Vem brincar comigo — propôs o pequeno príncipe. — Estou tão triste...
  • — Eu não posso brincar contigo — disse a raposa. — Não me cativaram
  • ainda.
  • — Ah desculpa — disse o pequeno príncipe.
  • Mas, após refletir, acrescentou:
  • — O que quer dizer “cativar”?
  • — Tu não és daqui — disse a raposa. — Que procuras?
  • — Procuro os homens — disse o pequeno príncipe. — Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Os homens — disse a raposa —têm fuzis e caçam. É assustador!
  • Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu
  • procuras galinhas?
  • — Não — disse o príncipe. — Eu procuro amigos. Que quer dizer
  • “cativar”?
  • — Significa “criar laços”...
  • — Criar laços?
  • — Exatamente — disse a raposa — Tu não és ainda para mim senão um
  • garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
  • necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a
  • teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
  • cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no
  • mundo. E eu serei para ti única no mundo...
  • — Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma
  • flor... creio que ela me cativou...
  • — É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...
  • — Oh! Não foi na Terra — disse o principezinho.
  • A raposa pareceu intrigada:
  • — Num outro planeta?
  • — Sim.
  • — Há caçadores nesse planeta?
  • — Não.
  • — Que bom! E galinhas?
  • — Também não.
  • — Nada é perfeito — suspirou a raposa.
  • Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
  • — Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas, e os homens me
  • caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem
  • também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida
  • será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente
  • dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me
  • chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá
  • longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada.
  • Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens
  • cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O
  • trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho
  • do vento no trigo...
  • A raposa calou-se e observou, por muito tempo, o príncipe:
  • — Por favor... cativa-me! — disse ela.
  • — Eu até gostaria — disse o principezinho — mas não tenho muito
  • tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
  • — A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os
  • homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já
  • pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm
  • mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
  • — Que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.
  • — É preciso ser paciente — respondeu a raposa.— Tu te sentarás
  • primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
  • olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
  • cada dia, te sentarás mais perto...
  • No dia seguinte, o principezinho voltou.
  • — Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa.— Se
  • tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
  • feliz. s quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
  • da felicidade!
  • [...]
  • Assim, o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a
  • hora da partida, a raposa disse:
  • — Ah! Eu vou chorar.
  • — A culpa tua — disse o principezinho. — Eu não queria te fazer mal;
  • mas tu quiseste que eu te cativasse...
  • — Quis — disse a raposa.
  • — Mas tu vais chorar! — disse ele.
  • — Vou — disse a raposa.
  • — Então, não terás ganhado nada!
  • — Terei sim, — disse a raposa — por causa da cor do trigo.
  • Depois ela acrescentou:
  • — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no
  • mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
  • [...]
  • E voltou, então, à raposa:
  • — Adeus... — disse ele.
  • — Adeus — disse a raposa . — Eis o meu segredo. É muito simples: só se
  • vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
  • — O essencial é invisível aos olhos — repetiu o principezinho para não
  • se esquecer.

  • SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Com aquarelas do autor; tradução de Dom Marcos Barbosa. 49ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2015. Texto Adaptado.


    ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto. Em 1921, ingressou no Serviço Militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. É autor de “O Pequeno Príncipe” publicado nos EUA em 1943. Dedicado inicialmente às crianças, passou a ser lido por adultos no mundo inteiro, possuindo cerca de 250 versões. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1954.

    Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as declarações a seguir sobre o texto 1

    ( ) A raposa não admira os homens porque eles possuem fuzis.

    ( ) Segundo a raposa, os homens não criam, com facilidade, laços entre os amigos.

    ( ) Somente criando laços é possível conhecer, profundamente, um ao outro.

    ( ) Ao criar laços, as pessoas necessitam uma das outras e se tornam possessivas.

    ( ) Os laços fazem-nos admirar aquilo de que não gostamos, o que nos faz perder a identidade.

    Assinale a opção correspondente à sequência correta.

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994334 Ano: 2020
    Disciplina: Raciocínio Lógico
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    Todos os participantes de uma festa receberam um número da sorte para um sorteio. Esse número é formado por 5 algarismos, dispostos em ordem não-decrescente, e zeros à esquerda podem ser utilizados. Um exemplo possível é o número da sorte 02235. Após o primeiro sorteio, o locutor pediu para cada participante obedecer os seguintes passos, nessa ordem:

    I. Troque a posição do último algarismo pelo primeiro do seu número da sorte.

    II. Troque a posição do penúltimo algarismo pelo do meio.

    III. O número obtido será o seu número para o segundo sorteio.

    Por exemplo, se o número para o primeiro sorteio fosse 23469, o número para o segundo sorteio seria 93642.

    Assinale a alternativa que possui a maior diferença possível entre o número do segundo sorteio e o número do primeiro sorteio:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994333 Ano: 2020
    Disciplina: Matemática
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    Alice fez uma pesquisa com 32 colegas sobre o tempo que se dedicam às redes sociais por semana. Depois de uma semana, os colegas participantes trouxeram as respostas.

    1. Oito responderam que passam 7,5 horas por semana nas redes sociais.
    2. Sete responderam que passam 8 horas por semana nas redes sociais.
    3. Doze responderam que passam 9 horas por semana nas redes sociais.
    4. Cinco responderam que passam ∎ horas por semana nas redes sociais.

    Para apresentar os resultados dessa pesquisa, Alice calculou a média aritmética do tempo que os 32 entrevistados se dedicam às redes sociais por semana. Ao realizar esse cálculo, ela somou todas as respostas e dividiu por 32. Assim, ela obteve que, em média, os seus 32 colegas passam 8 horas nas redes sociais por semana.

    A partir dessas informações, assinale a alternativa que contém o número de horas por semana (representado pelo quadrado ∎) que os 5 colegas de Alice passam nas redes sociais, sabendo-se que os tempos respondidos por todos eles foram iguais:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994332 Ano: 2020
    Disciplina: Estatística
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    Os atletas brasileiros passaram longe das cinco primeiras edições de Jogos Olímpicos, de 1896 a 1912. A participação do Brasil só começou em Antuérpia-1920 e, de lá para cá, a única ausência foi em Amsterdã-1928.

    Disponível em: https://www.olimpiadatododia.com.br/curiosidades-olimpicas/245688-participacao-do-brasil-nos-jogos-olimpicos/

    Com o adiamento das Olimpíadas de 2020, as medalhas, que são fruto da participação brasileira nos jogos, podem ser assim distribuídas, por ano e por modalidade:

    enunciado 1739660-1

    Medalhas do Brasil em Jogos Olímpicos por modalidade

    Esporte

    Ouro

    Prata

    Bronze

    Vela

    7

    3

    8

    Atletismo

    5

    3

    9

    Vôlei

    5

    3

    2

    Judô

    4

    3

    15

    Vôlei de praia

    3

    7

    3

    Futebol

    1

    5

    2

    Natação

    1

    4

    8

    Ginástica artística

    1

    2

    1

    Tiro

    1

    2

    1

    Boxe

    1

    1

    3

    Hipismo

    1

    0

    2

    Canoagem

    0

    2

    1

    Basquete

    0

    1

    4

    Taekwondo

    0

    0

    2

    Maratona aquática

    0

    0

    1

    Pentatlo moderno

    0

    0

    1

    Considere as seguintes afirmativas:

    I - As medalhas do hipismo foram conquistadas nos jogos de 1952.

    II - O Brasil ganhou ao menos uma medalha em TODAS as edições dos Jogos Olímpicos.

    III - Judô é, até hoje, a modalidade que mais ganhou medalhas para o Brasil nas Olimpíadas.

    IV - A melhor participação do Brasil em uma única edição dos Jogos Olímpicos aconteceu em 2016.

    A partir da análise e interpretação dos dados acima descritos, estão corretas as afirmações:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1994331 Ano: 2020
    Disciplina: Matemática
    Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
    Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
    Provas:

    João observa uma piscina, cujo formato é de um paralelepípedo reto retângulo e tem toda a sua superfície interna coberta por azulejos quadrados de lado igual a 10 cm. O comprimento da piscina é equivalente a 80 azulejos e a largura, equivalente a 50 azulejos. Sabe-se, ainda, que a piscina possui uma profundidade de 12 azulejos, dos quais 10 estão cobertos com água. Sabendo-se que 1l = 1dm3, o volume total de água contida na piscina, em litros, é igual a:

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas