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Texto para a questão.
Palavra
Peguei meu filho no colo (naquele tempo ainda dava), apertei-o com força e disse que só o soltaria se ele dissesse a palavra mágica.
E ele disse: - Mágica.
Foi solto em seguida.
Um adulto teria procurado outra palavra, em encantação que o libertasse.
Ele não teve dúvida. Me entendeu mal, mas acertou. Disse o que eu pedi. (Não, não hoje ele não se dedica às ciências exatas. É cantor compositor)
Nenhuma palavra era mais mágica do que a palavra "mágica".
Quem tem o chamado dom da palavra cedo ou tarde se descobre um impostor. Ou se regenera, e passa a usar a palavra com economia e precisão, ou se refestela na impostura: Nabokov e seus borboleteios, Borges e seus labirintos.
Impostura no bom sentido, claro - nada mais fascinante do que ver um bom mágico em ação. Você está ali pelos truques, não pelo seu desmascaramento.
Mas quem quer usar a palavra não para fascinar, mas para transmitir um pensamento ou apenas contar uma história, tem um desafio maior, o de fazer mágica sem truques. Não transformar o lenço em pomba, mas usar o lenço para dar o recado, um " lençocorreio". Cuidando o tempo todo, para que as palavras não se tornem mais importante do que o recado e o artifício - a impostura não apareça e não atrapalhe.
( ... )
Noblat.oglobo.globo.com/crônicas/notícia/2017/02/palavra.html - adaptado.
Assinale a opção que apresenta a mensagem revelada pelo texto.
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Read text II to do question based on it.
TEXT II
TRAVEL TIPS
How to Plan a Movie-Themed Vacation
It's easier than you may expect to find, visit, and enjoy the
places where your favorite movies were made.
Lars Leetaru
By Shivani Vora
March 8, 2018
Whether it's the "Lord of the Rings" trilogy in New Zealand or "Roman Holiday" in Rome, many noteworthy movies are filmed in appealing locales all over the world that travelers may want to visit and enjoy.
According to Angela TiIIson, a film location manager in Kauai who has worked on the set of films including "Jurassic Park: The Lost World" and "The Descendants," exploring a beloved movie set destination through the eyes of the film makes for an enjoyable vacation. "Seeing a
place with a focus on a movie you love will give you a perspective that the average tourist doesn't usually gel. You'lI certainly have a betler impression of the place," she said. Here are her tips to get started.
Choose Your Destination
If there's a movie you love, you can find out where it was filmed by looking at the credits at the end of the film or by going online to The Internet Movie Database, also known as IMDB, which often Iists filming locations. Once you know the locale, you can start planning your trip. Or, consider doing what Ms. TiIIson often does when deciding on where to vacation: pick a spot you're interested in visiting, and find out what movies have been filmed there. "It's fun to sometimes let a destination determine the movie you're going to Iive rather than the other way around," Ms. Tillson said.
Get in the Mood
Before you head to your destination, be sure to rewatch the movie. A rewatch not only reminds you of identifiable spots to look out for during your trip, but it also adds to the excitement of your upcoming exploration.
If the movie is based on a book, consider reading the book, too. It may have details about the local e that the movie doesn't touch on. Also, books often have scenes that don't make it into the movie adaptations, which gives you a deeper view of the destination. Ms. TiIIson also recommended downloading the movie's soundtrack or score, and listening to it throughout your trip.
Book a Themed Trip
Some travel companies sell set itineraries focused on popular movies. Luxury tour operator Zicasso, for example, has an eight-day trip, ali inclusive, to Ireland inspired by "Star Wars: The Last Jedi" and Wild Frontiers has an eleven-day trip to India inspired by "The Best Exotic Marigold Hotel." Ms. TiIIson suggested doing a web search or checking with a travel agent to find out about such trips.
Also, in some destinations, local tour operators and hotels sell movie-themed tours. For instance, The SI. Regis Priceville Resort offers a tour that includes a private helicopter ride to Manawaiopuna Falls, made famous in "Jurassic Park," and an ATV tour of filming locations of movies such as "Raiders of the Lost Ark" and "Pirates of the Caribbean." Lunch is even included. The cost is $5,674 for two adults.
A more aftordable option, in Rome, is the four-hour "Roman Holiday" themed excursion from HR Tours, where travelers ride a Vespa with a driver and see all the sites from the movie; the cost is 170 euros per person.
Hang Where lhe Movie Crew Did
When they're not working, movie crews enjoy hitting local bars and casual restaurants that serve tasty local cuisine, Ms. TiIIson said.
Find out where the behind-the-scenes staff of your film spent their time by asking your destination's tourist board or your hotel's concierge, and check out a few of the spots. "It's another way to get involved in the film and spend time in bars and restaurants that you wouldn't normally think to hit," she said.
What's the main purpose of text II?
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Texto para a questão.
Correndo risco de vida
Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato nos apresenta o reformador da natureza, Américo Pisca-Pisca. Questionando o perfeito equilíbrio do mundo natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio flagrante no fato de uma enorme árvore, como a jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta, Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras e adormece. Lá pelas tantas, uma frutinha lhe cai bem na ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito tempo era possível usar a expressão "fulano não corre mais risco de vida". Qualquer falante normal decodificava a expressão "risco de vida" como "ter a vida em risco". E tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da língua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: "'não é risco de vida, é risco de morte". Quer dizer que só ele teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da língua não passavam de obtusos irrecuperáveis. É: o tipo de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os jornais propalam "o grande Iíder sicrano ainda corre o risco de morte". E me desculpem, mas risco de morte é muito pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção. A expressão "risco de vida", estava consagrada pelo uso e não se criava problemas na comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se "João o bolo comeu" em vez de "João comeu o bolo", como em português. Se o nosso reformador da língua baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado da expressão mais trivial "correr o risco de cair do cavalo", a língua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco de vida. Tal construção dissonante amplia as possibilidades expressivas da língua, criando um veio que pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da língua. "Corrigir" risco de vida por risco de morte é substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso expressivo passou a correr risco de vida pela ação nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.
LUCCHESI, Dante, Correndo risco de vida. A Tarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado.
Na sentença "Lá pelas tantas, uma frutinha lhe cai bem na ponta do teu nariz." (§1°), a sequência destacada significa:
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Considere 2 L de água pura líquida a uma temperatura inicial de 30°C. Fornecendo certa quantidade de energia sob a forma de calor, ela se aquece até atingir os 40 ºC. Supondo que toda a energia fornecida à água fosse utilizada para elevar uma pedra de 5 kg a partir do solo (0 m) a fim de posicioná-Ia em repouso a certa altura do solo, que altura máxima seria essa? Despreze o atrito com o ar e qualquer outra troca de calor da água com o meio ambiente além da mencionada.
Dados: !$ d_{água}=1 \, g/cm^3 !$; !$ C_{água}=1 \, cal/g\,ºC !$; !$ 1 \, cal=4,2 \, J !$; !$ g=10 \, m/s^2 !$
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Sobre o processo de fotossíntese e respiração das plantas, é correto afirmar que:
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Observe a figura abaixo.

Correlacione os números representados na figura acima com as respectivas organelas citoplasmáticas e assinale a opção correta.
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Sobre a Estrutura dos transportes brasileiros, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Considere um bloco de 2 kg apoiado sobre uma superfície horizontal cujo atrito é desprezível. Do lado esquerdo é aplicada ao bloco uma força F horizontal de 10 N e do lado direito é ligado a ele uma corda ideal, esticada e inclinada de 30 º com a horizontal, conforme indicado na figura. A corda após passar por um sistema de roldanas ideal, sendo uma delas móvel, liga-se a outro bloco de 10 kg, porém suspenso pela corda. Marque a opção correta que fornece a intensidade aproximada da tração na corda ideal. Despreze o atrito com o ar e considere os blocos como pontos materiais.
Dados: !$ g=10\, m/s^2 !$, !$ \sin30º=0,50 !$ e !$ \cos\, 30º =0,87 !$.
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Um circuito elétrico é composto por uma bateria ideal com uma tensão (U) de 15 V, resistores cada qual com uma resistência elétrica (R) de 3 !$ Ω !$, fios condutores ideais e duas chaves (Ch) que permitem abrir ou fechar o circuito ou parte dele. Além disso, conta com um amperímetro ideal (A). Na situação apresentada na figura abaixo, qual das opções fornece, respectivamente, a resistência elétrica equivalente (Req) do circuito e a intensidade da corrente elétrica (i) indicada pelo amperímetro?
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Texto para a questão.
Correndo risco de vida
Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato nos apresenta o reformador da natureza, Américo Pisca-Pisca. Questionando o perfeito equilíbrio do mundo natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio flagrante no fato de uma enorme árvore, como a jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta, Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras e adormece. Lá pelas tantas, uma frutinha lhe cai bem na ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito tempo era possível usar a expressão "fulano não corre mais risco de vida". Qualquer falante normal decodificava a expressão "risco de vida" como "ter a vida em risco". E tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da língua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: "'não é risco de vida, é risco de morte". Quer dizer que só ele teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da língua não passavam de obtusos irrecuperáveis. É: o tipo de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os jornais propalam "o grande Iíder sicrano ainda corre o risco de morte". E me desculpem, mas risco de morte é muito pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção. A expressão "risco de vida", estava consagrada pelo uso e não se criava problemas na comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se "João o bolo comeu" em vez de "João comeu o bolo", como em português. Se o nosso reformador da língua baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado da expressão mais trivial "correr o risco de cair do cavalo", a língua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco de vida. Tal construção dissonante amplia as possibilidades expressivas da língua, criando um veio que pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da língua. "Corrigir" risco de vida por risco de morte é substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso expressivo passou a correr risco de vida pela ação nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.
LUCCHESI, Dante, Correndo risco de vida. A Tarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado.
Ao apresentar que "A relação entre as formas linguísticas e o seu conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente" (§4°) o autor demonstra que:
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