Foram encontradas 40 questões.
Segundo o Artigo 4º da Resolução Normativa CFA Nº 471, de 16 de outubro de 2015, são elegíveis o Administrador e o Tecnólogo que satisfaçam os seguintes requisitos na data do pedido de registro da chapa eleitoral da qual seja integrante, EXCETO:
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O COLECIONADOR DE PALAVRAS
Por: Chico Viana. Disponível em: http://revistalingua.com.br/textos/blogponta/o-colecionador-de-palavras-342472-1.asp
Acesso em: 22 abr 2016
O hábito começou muito cedo. Dizia "papá" e
"mãmã" com um prazer especial em jogar com as sílabas.
"Pa... pá", "mã... mã" - os sons iam e voltavam até que ele
os guardava para depois, quando quisesse, brincar de
novo. Com o tempo foi juntando outros fonemas ("bu... bu",
"pi... pi", "tó...tó"). Um dia teve febre e ouviu "dodói";
enamorou-se da palavra e ficou repetindo-a em seu delírio.
Cresceu e foi refinando as escolhas. Agora
prestava atenção não apenas aos sons, mas também ao
casamento que havia entre eles e o sentido. s vezes a
união lhe parecia perfeita, como em "croque" (sentia o
atrito de um fonema no outro), "bafo" (a palavra terminava
num sopro) ou "empecilho" (pronunciar essa foi um
obstáculo que venceu a duras penas).
Noutras vezes, achava que palavra e som eram
como estranhos. "Erisipela", por exemplo. Ficaria bem para
designar um metal precioso ("Usava um colar de erisipela
legítima"), mas não para indicar uma doença. [...] Teve
pena da tia por ela sofrer de uma doença cujo nome não
combinava em nada com as ulcerações que havia em suas
pernas.
Descompassos como esse lhe deram uma vaga
ideia das incoerências do mundo. Havia palavras bonitas
para coisas feias e palavras feias para coisas bonitas,
assim como havia pessoas lindas com uma alma escura, e
outras, de rosto nada atraente, com um espírito luminoso.
O mais das vezes - foi aprendendo - o nome era uma falsa
aparência das coisas. Isso não o levou a desistir da
coleção, só que agora ele tinha um critério; passou a dividir
as palavras conforme a semelhança que tinham com os
objetos ou seres que designavam.
Agrupou de um lado, por exemplo, "sanfona",
"crocodilo", "miosótis", "turmalina" (se bem que essa mais
parecesse nome de mulher) - e do outro "presidente",
"cadeira", "promotor", "recurso" (palavras que não
excitavam a língua e que a gente, quando as ouvia, não
tinha a curiosidade de saber o que significavam).
medida que envelhecia, tornava-se mais
exigente com a sua coleção. Algumas palavras lhe
pareciam insípidas, por isso ele resolveu esvaziar parte do
baú. Uma das primeiras que jogou fora foi "jucundo", cuja
hipocrisia não mais suportava (parecia designar algo triste,
mas significava "alegre"). Trocou "jucundo" por
"meditabundo", palavra mais honesta e de acordo com seu
atual estado de espírito. Jogou fora também "vagar",
"flanar", "leviano", e por pouco não se livrava de "paciente"
("prudência", que ia substituir a outra, aconselhou-o a
esperar mais um pouco).
A coleção agora tinha pouquíssimos vocábulos,
mas cada um pesava tanto que o homem não conseguia
transportar o baú. Deixou-o embaixo da cama e nele foi
inserindo, sem muito entusiasmo, as palavras que ainda o
impressionavam (sabia que, se parasse de colecionar,
morria). Um dos novos termos foi "achaque", que
vagamente lhe soou como uma dança fúnebre de tribo
africana (riu ao perceber que ainda tinha imaginação
poética). Outro foi "próstata", que lhe pareceu o som de
uma chicotada (ta-ta). E um dos últimos foi "tumor", que
ele sem graça botou no lugar de "humor".
Depois que morreu, os amigos e parentes ficaram
intrigados com aquele baú embaixo da cama. Abriram-no e
nada encontraram em seu interior. "Ele era meio tantã",
comentou a mulher. "Passava horas diante desse baú
vazio." Resolveu guardá-lo, como lembrança, e aos
poucos foi metendo nele os objetos inúteis da casa.
Chico Viana é doutor em Teoria Literária pela UFRJ, professor de português e
redação e assina no site de “Língua” o blog “Na ponta do lápis”. www.chicoviana.com
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O COLECIONADOR DE PALAVRAS
Por: Chico Viana. Disponível em: http://revistalingua.com.br/textos/blogponta/o-colecionador-de-palavras-342472-1.asp
Acesso em: 22 abr 2016
O hábito começou muito cedo. Dizia "papá" e
"mãmã" com um prazer especial em jogar com as sílabas.
"Pa... pá", "mã... mã" - os sons iam e voltavam até que ele
os guardava para depois, quando quisesse, brincar de
novo. Com o tempo foi juntando outros fonemas ("bu... bu",
"pi... pi", "tó...tó"). Um dia teve febre e ouviu "dodói";
enamorou-se da palavra e ficou repetindo-a em seu delírio.
Cresceu e foi refinando as escolhas. Agora
prestava atenção não apenas aos sons, mas também ao
casamento que havia entre eles e o sentido. s vezes a
união lhe parecia perfeita, como em "croque" (sentia o
atrito de um fonema no outro), "bafo" (a palavra terminava
num sopro) ou "empecilho" (pronunciar essa foi um
obstáculo que venceu a duras penas).
Noutras vezes, achava que palavra e som eram
como estranhos. "Erisipela", por exemplo. Ficaria bem para
designar um metal precioso ("Usava um colar de erisipela
legítima"), mas não para indicar uma doença. [...] Teve
pena da tia por ela sofrer de uma doença cujo nome não
combinava em nada com as ulcerações que havia em suas
pernas.
Descompassos como esse lhe deram uma vaga
ideia das incoerências do mundo. Havia palavras bonitas
para coisas feias e palavras feias para coisas bonitas,
assim como havia pessoas lindas com uma alma escura, e
outras, de rosto nada atraente, com um espírito luminoso.
O mais das vezes - foi aprendendo - o nome era uma falsa
aparência das coisas. Isso não o levou a desistir da
coleção, só que agora ele tinha um critério; passou a dividir
as palavras conforme a semelhança que tinham com os
objetos ou seres que designavam.
Agrupou de um lado, por exemplo, "sanfona",
"crocodilo", "miosótis", "turmalina" (se bem que essa mais
parecesse nome de mulher) - e do outro "presidente",
"cadeira", "promotor", "recurso" (palavras que não
excitavam a língua e que a gente, quando as ouvia, não
tinha a curiosidade de saber o que significavam).
medida que envelhecia, tornava-se mais
exigente com a sua coleção. Algumas palavras lhe
pareciam insípidas, por isso ele resolveu esvaziar parte do
baú. Uma das primeiras que jogou fora foi "jucundo", cuja
hipocrisia não mais suportava (parecia designar algo triste,
mas significava "alegre"). Trocou "jucundo" por
"meditabundo", palavra mais honesta e de acordo com seu
atual estado de espírito. Jogou fora também "vagar",
"flanar", "leviano", e por pouco não se livrava de "paciente"
("prudência", que ia substituir a outra, aconselhou-o a
esperar mais um pouco).
A coleção agora tinha pouquíssimos vocábulos,
mas cada um pesava tanto que o homem não conseguia
transportar o baú. Deixou-o embaixo da cama e nele foi
inserindo, sem muito entusiasmo, as palavras que ainda o
impressionavam (sabia que, se parasse de colecionar,
morria). Um dos novos termos foi "achaque", que
vagamente lhe soou como uma dança fúnebre de tribo
africana (riu ao perceber que ainda tinha imaginação
poética). Outro foi "próstata", que lhe pareceu o som de
uma chicotada (ta-ta). E um dos últimos foi "tumor", que
ele sem graça botou no lugar de "humor".
Depois que morreu, os amigos e parentes ficaram
intrigados com aquele baú embaixo da cama. Abriram-no e
nada encontraram em seu interior. "Ele era meio tantã",
comentou a mulher. "Passava horas diante desse baú
vazio." Resolveu guardá-lo, como lembrança, e aos
poucos foi metendo nele os objetos inúteis da casa.
Chico Viana é doutor em Teoria Literária pela UFRJ, professor de português e
redação e assina no site de “Língua” o blog “Na ponta do lápis”. www.chicoviana.com
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O que durante muito tempo em administração foi uma
barreira ao processo de tomada de decisão, que era a
obtenção de dados para extração de informações e
consequente obtenção de conhecimento, hoje não mais
o é. Ao contrário, a grande dificuldade do momento
tecnológico atual reside na separação de dados úteis
daqueles que não são verdadeiros ou não servem aos
propósitos dos processos decisórios. Neste sentido, o
estudo da “Inteligência de Negócio” ou Business
Intelligence é fundamental ao Administrador para que o
mesmo desenvolva habilidade na manipulação de
dados, obtenção de informações e, consequentemente
na orientação da redução do nível de erro inerente ao
processo decisório. Partindo-se dos conceitos de
modelagem dimensional de dados utilizados em BI, ao
fato de sairmos de um nível mais alto da hierarquia e
buscarmos informações mais detalhadas em níveis
menores dentro de uma mesma dimensão, dar-se-á o
nome de:
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Usando-se do conceito de certificados digitais, a
Receita Federal do Brasil tem exigido, para a
transferência de alguns arquivos empresariais ao fisco,
a obtenção, por parte do administrador responsável
pela empresa, de um certificado comercial apropriados
para assinaturas digitais, criptografia e controle de
acesso em transações onde uma prova de identidade
deve ser exigida. Estes certificados, usualmente
emitidos na forma de tokens ou cartões são
certificados:
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No Microsoft Excel, a função NPER retorna o número
de períodos para investimento de acordo com
pagamentos constantes e periódicos e uma taxa de
juros constante. São argumentos constantes da função
NPER todos os seguintes, EXCETO:
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Em uma impressora laser colorida padrão, serão
encontrados cilindros de toner em todas as cores
abaixo, EXCETO:
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O novo navegador web introduzido pela Microsoft em
seu sistema operacional Windows 10 é o:
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Qual dos números IP´s abaixo pertence a uma classe
IP privada, usualmente configurada para uso em redes
privativas de empresas?
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Dentre os fundos de investimento apresentados, qual
apresenta menor risco e menor retorno?
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