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Sou tia há exatos 12 anos. Leandro, meu primeiro sobrinho, chegou a este mundão em março de 2010. Hoje está um pré-adolescente. Menino carinhoso, educado, de sorriso tímido e igualmente bonito. O nascimento dele havia sido marcado para o final da tarde daquela quarta-feira. Por isso, organizei meu dia para chegar mais cedo ao estágio, dar conta das demandas com tranquilidade e ir embora no meu horário. Assim, daria tempo de ver nascer aquele bebezinho tão aguardado.
Eu já estava prestes a desligar meu computador quando uma demanda extra da chefia apareceu.
Lembro-me da sensação de medo que eu senti em dizer “infelizmente eu não vou conseguir cumprir, já passou do meu horário e tenho um compromisso — literalmente inadiável”.
Esbocei as palavras na minha mente, mas elas nunca encontraram o som da minha voz. O sim do medo me silenciou. E o receio de não parecer dedicada o bastante prevaleceu.
Fiquei. Fiz o melhor que pude, o mais rápido que pude, e então fui correndo para a maternidade, na esperança de chegar a tempo de ouvir o chorinho dele pela primeira vez. Mas não deu. Já era tarde.
Amarguei aquela negativa não dita por muito tempo. Talvez, no trabalho, a demanda pudesse ser tranquilamente resolvida na manhã seguinte, mas sequer tive coragem de negociar.
Dessa maneira eu me desrespeitei muitas e muitas vezes, nas mais variadas circunstâncias. Mas a vida não espera. Ao longo do tempo, ganhei maturidade (e mais sobrinhos: Joaquim, o sexto, chegará daqui a pouco!) e aprendi que impor limites é como dizer que a gente também importa. Falar “não” para o mundo às vezes é falar “sim” para você. Que tenhamos sempre coragem para sustentar esse sim!
Débora Zanelato. Um sim para você. In: Vida Simples, ano 20, ed. 241, 2022, p. 6 (com adaptações).
Com a afirmação “Que tenhamos sempre coragem para sustentar esse sim!”, a autora do texto expressa
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A máquina de fotografar mudou a história do olhar humano. Na sequência, o cinema nos ensinou a ver o mundo de um modo diferente. A televisão concentrou nosso olhar dentro da pequena tela doméstica, uma espécie de prisão para os espíritos mais inquietos, um conforto visual para outros menos preocupados. O computador ajudou a concentrar nossos corpos diante de uma tela com possibilidades infinitas, ou aparentemente infinitas. Os tablets hipnotizaram muita gente com a novidade do touchpower. Finalmente, os telefones celulares concentraram todas essas possibilidades, facilitando a relação tanto com o mundo visual quanto com o virtual, e, também por isso, passaram a valer como um órgão do corpo humano.
Isso é provado empiricamente no momento em que alguém perde um celular. É como se esse alguém perdesse o órgão físico que lhe permite conexão com o mundo. Se alguém ainda especula sobre o “sexto sentido”, o celular é o mais forte candidato a ocupar o lugar desse saber além dos sentidos corporais clássicos.
Os aparatos técnicos controlam nossa relação com o mundo visual há muito tempo. Desde que o virtual surgiu, esses aparelhos que conjugam todas essas possibilidades controlam o todo de nossas percepções. Até aí nada demais.
Já sabemos disso. Mas, se sabemos, por que não mudamos aquilo que já conhecemos e aprendemos a criticar tão bem? Essa não é uma pergunta retórica, feita apenas por fazer. É uma pergunta que, levada a sério, nos confronta com nossos próprios limites. Ora, não mudamos nossa relação com esses objetos porque eles criam hábitos. E não há nada mais forte em nossas vidas do que nossos hábitos. Os hábitos nos dão segurança e senso de pertencimento, o conforto do que é conhecido para nós.
O que chamamos de consumismo é, na verdade, um hábito. Não abandonamos os mais diversos produtos que nos fazem mal ou que fazem mal à natureza ou a alguém, não deixamos de lado o cigarro, as comidas industrializadas, o carro ou o sedentarismo porque eles têm a força do hábito. Os hábitos nos dão prazer porque poupam nosso empenho e esforço em uma sociedade que já exige muito de nossos corpos. E quando entram em cena os esforços mentais, tudo o que queremos é ser poupados.
Somos devotos do deus da inércia. O celular vem a ser uma parte do ritual desse culto, pois nos poupa empenho e esforço. E nos dá a sensação de potencialidades abertas. Ele é o melhor exemplo de pequena potencialidade literalmente ao alcance da mão que nos livra de muitos desempenhos que seriam sofríveis se tivéssemos que nos esforçar por eles a todo momento. Nós nos regozijamos com a superficialidade porque, de fato, interpretamos que ela é o que tem que ser. Somos signatários dessa vida instantânea, imediata, sem densidade. Estamos habituados à superfície porque não conhecemos nada melhor do que ela.
Marcia Tiburi. Nós e os aparelhos: sobre hábitos e prazeres na era da automação
humana. Internet: <https://revistacult.uol.com.br> (com adaptações).
No contexto em que aparece, a palavra “olhar” é classificada como
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A máquina de fotografar mudou a história do olhar humano. Na sequência, o cinema nos ensinou a ver o mundo de um modo diferente. A televisão concentrou nosso olhar dentro da pequena tela doméstica, uma espécie de prisão para os espíritos mais inquietos, um conforto visual para outros menos preocupados. O computador ajudou a concentrar nossos corpos diante de uma tela com possibilidades infinitas, ou aparentemente infinitas. Os tablets hipnotizaram muita gente com a novidade do touchpower. Finalmente, os telefones celulares concentraram todas essas possibilidades, facilitando a relação tanto com o mundo visual quanto com o virtual, e, também por isso, passaram a valer como um órgão do corpo humano.
Isso é provado empiricamente no momento em que alguém perde um celular. É como se esse alguém perdesse o órgão físico que lhe permite conexão com o mundo. Se alguém ainda especula sobre o “sexto sentido”, o celular é o mais forte candidato a ocupar o lugar desse saber além dos sentidos corporais clássicos.
Os aparatos técnicos controlam nossa relação com o mundo visual há muito tempo. Desde que o virtual surgiu, esses aparelhos que conjugam todas essas possibilidades controlam o todo de nossas percepções. Até aí nada demais.
Já sabemos disso. Mas, se sabemos, por que não mudamos aquilo que já conhecemos e aprendemos a criticar tão bem? Essa não é uma pergunta retórica, feita apenas por fazer. É uma pergunta que, levada a sério, nos confronta com nossos próprios limites. Ora, não mudamos nossa relação com esses objetos porque eles criam hábitos. E não há nada mais forte em nossas vidas do que nossos hábitos. Os hábitos nos dão segurança e senso de pertencimento, o conforto do que é conhecido para nós.
O que chamamos de consumismo é, na verdade, um hábito. Não abandonamos os mais diversos produtos que nos fazem mal ou que fazem mal à natureza ou a alguém, não deixamos de lado o cigarro, as comidas industrializadas, o carro ou o sedentarismo porque eles têm a força do hábito. Os hábitos nos dão prazer porque poupam nosso empenho e esforço em uma sociedade que já exige muito de nossos corpos. E quando entram em cena os esforços mentais, tudo o que queremos é ser poupados.
Somos devotos do deus da inércia. O celular vem a ser uma parte do ritual desse culto, pois nos poupa empenho e esforço. E nos dá a sensação de potencialidades abertas. Ele é o melhor exemplo de pequena potencialidade literalmente ao alcance da mão que nos livra de muitos desempenhos que seriam sofríveis se tivéssemos que nos esforçar por eles a todo momento. Nós nos regozijamos com a superficialidade porque, de fato, interpretamos que ela é o que tem que ser. Somos signatários dessa vida instantânea, imediata, sem densidade. Estamos habituados à superfície porque não conhecemos nada melhor do que ela.
Marcia Tiburi. Nós e os aparelhos: sobre hábitos e prazeres na era da automação
humana. Internet: <https://revistacult.uol.com.br> (com adaptações).
O emprego de vírgulas no trecho “instantânea, imediata, sem densidade” tem a finalidade de
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A máquina de fotografar mudou a história do olhar humano. Na sequência, o cinema nos ensinou a ver o mundo de um modo diferente. A televisão concentrou nosso olhar dentro da pequena tela doméstica, uma espécie de prisão para os espíritos mais inquietos, um conforto visual para outros menos preocupados. O computador ajudou a concentrar nossos corpos diante de uma tela com possibilidades infinitas, ou aparentemente infinitas. Os tablets hipnotizaram muita gente com a novidade do touchpower. Finalmente, os telefones celulares concentraram todas essas possibilidades, facilitando a relação tanto com o mundo visual quanto com o virtual, e, também por isso, passaram a valer como um órgão do corpo humano.
Isso é provado empiricamente no momento em que alguém perde um celular. É como se esse alguém perdesse o órgão físico que lhe permite conexão com o mundo. Se alguém ainda especula sobre o “sexto sentido”, o celular é o mais forte candidato a ocupar o lugar desse saber além dos sentidos corporais clássicos.
Os aparatos técnicos controlam nossa relação com o mundo visual há muito tempo. Desde que o virtual surgiu, esses aparelhos que conjugam todas essas possibilidades controlam o todo de nossas percepções. Até aí nada demais.
Já sabemos disso. Mas, se sabemos, por que não mudamos aquilo que já conhecemos e aprendemos a criticar tão bem? Essa não é uma pergunta retórica, feita apenas por fazer. É uma pergunta que, levada a sério, nos confronta com nossos próprios limites. Ora, não mudamos nossa relação com esses objetos porque eles criam hábitos. E não há nada mais forte em nossas vidas do que nossos hábitos. Os hábitos nos dão segurança e senso de pertencimento, o conforto do que é conhecido para nós.
O que chamamos de consumismo é, na verdade, um hábito. Não abandonamos os mais diversos produtos que nos fazem mal ou que fazem mal à natureza ou a alguém, não deixamos de lado o cigarro, as comidas industrializadas, o carro ou o sedentarismo porque eles têm a força do hábito. Os hábitos nos dão prazer porque poupam nosso empenho e esforço em uma sociedade que já exige muito de nossos corpos. E quando entram em cena os esforços mentais, tudo o que queremos é ser poupados.
Somos devotos do deus da inércia. O celular vem a ser uma parte do ritual desse culto, pois nos poupa empenho e esforço. E nos dá a sensação de potencialidades abertas. Ele é o melhor exemplo de pequena potencialidade literalmente ao alcance da mão que nos livra de muitos desempenhos que seriam sofríveis se tivéssemos que nos esforçar por eles a todo momento. Nós nos regozijamos com a superficialidade porque, de fato, interpretamos que ela é o que tem que ser. Somos signatários dessa vida instantânea, imediata, sem densidade. Estamos habituados à superfície porque não conhecemos nada melhor do que ela.
Marcia Tiburi. Nós e os aparelhos: sobre hábitos e prazeres na era da automação
humana. Internet: <https://revistacult.uol.com.br> (com adaptações).
Ao caracterizar a televisão como “uma espécie de prisão para os espíritos mais inquietos, um conforto visual para outros menos preocupados”, a autora do texto
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A figura acima mostra um dos dispositivos utilizados nos computadores pessoais. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o nome desse dispositivo.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: QUADRIX
Orgão: CRC-AC

No Brasil, entre março de 2020 e janeiro deste ano, foram notificadas trezentas e vinte e quatro mortes, em decorrência da doença, na faixa etária de cinco a onze anos de idade. Esse número faz do coronavírus mais letal que males como o sarampo, a rubéola e a meningite juntos.
Internet: <https://oglobo.globo.com> (com adaptações).
No Brasil, a vacinação de crianças
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: QUADRIX
Orgão: CRC-AC
Apesar do crescimento bem acima dos anos anteriores, especialistas avaliam que há pouco a se comemorar com o resultado de 2021. Isso porque boa parte do crescimento é resultado da comparação com o ano fraco de 2020 e o avanço de 4,6% em 2021 é inferior ao de países vizinhos, como Colômbia e Argentina. Para 2022, as perspectivas já eram pouco animadoras, com estudiosos prevendo estagnação — isto é, com variação zero ou próxima de zero —, devido, principalmente, ao efeito da forte alta de juros sobre a economia.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
O texto se refere ao(à)
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: QUADRIX
Orgão: CRC-AC
Mais que as milhares de reportagens sobre a crise dos refugiados que cruzavam o Mar Mediterrâneo, foi o retrato da morte de Alan Kurdi, de apenas três anos de idade, em uma praia na Turquia, o responsável por acordar a comunidade internacional para um dos mais graves problemas sociais do início do século 21.
Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).
Acerca da crise de refugiados no mundo, assinale a alternativa correta.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: QUADRIX
Orgão: CRC-AC
Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, no dia 24 de fevereiro de 2022, muitos países, liderados pelo governo dos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), anunciaram sanções internacionais contra o país liderado por Vladimir Putin.
Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).
Acerca das sanções impostas à Rússia devido à invasão na Ucrânia, assinale a alternativa correta.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: QUADRIX
Orgão: CRC-AC
A pobreza menstrual, como a situação ficou conhecida, chegou ao Senado por iniciativa popular. Vindas de mulheres, duas sugestões legislativas tramitam na Casa depois de conseguirem, na Internet, os 20 mil apoios necessários para serem analisadas pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa (CDH). Ambas propõem a distribuição gratuita de absorventes para quem não tem condição de comprá-los. Pelo texto das propostas, calcinhas absorventes, absorventes externos e internos e coletores menstruais, descartáveis ou não, devem ser distribuídos gratuitamente em postos de saúde e nas unidades prisionais.
Zenaide Maia estima um gasto de R$ 30 por ciclo menstrual. Ela destaca que, como quase 13% da população vive com menos de R$ 246 reais por mês, “menstruar pode ser caro”.
Agência Senado.
A referência conceitual do texto alicerça-se no(na)
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