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Foram encontradas 120 questões.

265840 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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Donald Trump completou um ano no poder. Único em seu estilo de governar, o presidente acumula propostas polêmicas e atritos internacionais, mas é bem avaliado no quesito economia. O dia 20/1/2018 marcou o 1.º aniversário de sua posse.


Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).


Tomando as ideias do texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens de 21 a 26.

Fogo e fúria, de autoria do jornalista Michael Wolff, é um livro cujo lançamento despertou grande debate nos Estados Unidos, revelando os bastidores da Casa Branca e questionando a capacidade de Trump para governar o país.

 

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265839 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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Donald Trump completou um ano no poder. Único em seu estilo de governar, o presidente acumula propostas polêmicas e atritos internacionais, mas é bem avaliado no quesito economia. O dia 20/1/2018 marcou o 1.º aniversário de sua posse.


Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).


Tomando as ideias do texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens de 21 a 26.

Confirmando o que a maioria das pesquisas apontava, Trump derrotou a democrata Hillary Clinton em uma eleição controversa, sob suspeita de interferência russa.

 

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265838 Ano: 2018
Disciplina: Redação Oficial
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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Julgue os seguintes itens, considerando a correção gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem à correspondência oficial.

Solicita-se que a cópia anexa a este documento, relativa à prova documental exigida pela Comissão de Ética, seja a esta encaminhada com a máxima urgência.

 

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265837 Ano: 2018
Disciplina: Redação Oficial
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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Julgue os seguintes itens, considerando a correção gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem à correspondência oficial.

Informamos-lhe que o Projeto Bem-Estar no Trabalho está em fase de implementação, estando programado o início das atividades nele previstas para o mês de maio do corrente ano.

 

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265836 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).



Julgue os próximos itens com relação à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.

“A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que orientem o sujeito.” (linhas 13 e 14): Esse discurso torna-se viável dada a inexistência de modelos ou referenciais que orientem o sujeito.

 

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265835 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).



Julgue os próximos itens com relação à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.

“Essa é uma ideia que remete” (linha 12): Essa ideia remete

 

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265834 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).


Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens subsequentes.

“expiação” (linha 28) por remição

 

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265833 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).


Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens subsequentes.

“tem-se apoiado” (linha 8) por tem apoiado-se

 

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265832 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).


Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens subsequentes.

“mas” (linha 6) por conquanto

 

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265831 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).


Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens subsequentes.

“que” (linha 1) por à qual

 

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