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Muitos donos de cães têm a intuição de que seus animais vão entender suas vontades. Esses animais sabem antecipar o comportamento de humanos, mas uma pergunta ainda não tinha sido respondida pela ciência: cães realmente têm consciência da intenção dos humanos, ou apenas reagem mecanicamente a suas atitudes? Um novo estudo indica que a primeira hipótese deve ser a correta.
A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
No trecho “esperar os que pareciam não querer alimentá-los” (linhas 23 e 24), está elíptico, após o vocábulo “os”, o termo humanos.
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Muitos donos de cães têm a intuição de que seus animais vão entender suas vontades. Esses animais sabem antecipar o comportamento de humanos, mas uma pergunta ainda não tinha sido respondida pela ciência: cães realmente têm consciência da intenção dos humanos, ou apenas reagem mecanicamente a suas atitudes? Um novo estudo indica que a primeira hipótese deve ser a correta.
A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
No quinto parágrafo, a expressão “o resultado” (linha 16) se refere ao comportamento dos cachorros ao fim do experimento.
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A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos do trecho “esperar os que pareciam não querer alimentá-los” (linhas 23 e 24) caso o termo “que” fosse substituído por quem.
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Muitos donos de cães têm a intuição de que seus animais vão entender suas vontades. Esses animais sabem antecipar o comportamento de humanos, mas uma pergunta ainda não tinha sido respondida pela ciência: cães realmente têm consciência da intenção dos humanos, ou apenas reagem mecanicamente a suas atitudes? Um novo estudo indica que a primeira hipótese deve ser a correta.
A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Caso fossem suprimidas as vírgulas empregadas no trecho “Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho” (linhas 6 e 7), a correção gramatical do trecho seria mantida, mas seu sentido seria alterado.
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A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
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Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos do trecho “uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam” (linhas 8 e 9), a expressão “na qual” poderia ser substituída por onde.
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A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Feitos os devidos ajustes de iniciais maiúsculas e minúsculas e de pontuação, o termo “Isso” (linha 26) poderia ser substituído por o que, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto.
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Muitos donos de cães têm a intuição de que seus animais vão entender suas vontades. Esses animais sabem antecipar o comportamento de humanos, mas uma pergunta ainda não tinha sido respondida pela ciência: cães realmente têm consciência da intenção dos humanos, ou apenas reagem mecanicamente a suas atitudes? Um novo estudo indica que a primeira hipótese deve ser a correta.
A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O termo “Todavia” (linha 33) introduz oração com sentido conclusivo.
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A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Na linha 27, o termo “escreveram” está flexionado no plural porque concorda com a expressão “Schünemann e as outras pesquisadoras”, que exerce a função de sujeito.
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Muitos donos de cães têm a intuição de que seus animais vão entender suas vontades. Esses animais sabem antecipar o comportamento de humanos, mas uma pergunta ainda não tinha sido respondida pela ciência: cães realmente têm consciência da intenção dos humanos, ou apenas reagem mecanicamente a suas atitudes? Um novo estudo indica que a primeira hipótese deve ser a correta.
A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do terceiro parágrafo, o trecho “O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam” (linhas 8 e 9) poderia ser reescrito da seguinte forma: O teste que os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação em que os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam.
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Muitos donos de cães têm a intuição de que seus animais vão entender suas vontades. Esses animais sabem antecipar o comportamento de humanos, mas uma pergunta ainda não tinha sido respondida pela ciência: cães realmente têm consciência da intenção dos humanos, ou apenas reagem mecanicamente a suas atitudes? Um novo estudo indica que a primeira hipótese deve ser a correta.
A resposta saiu de um experimento liderado por psicólogas alemãs da Universidade de Göttingen, que submeteram 51 cães a um teste engenhoso. Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, as pesquisadoras, lideradas por Britta Schünemann, descrevem como foi o trabalho.
O teste ao qual os cachorros foram submetidos consistia essencialmente na encenação de uma situação na qual os pesquisadores tentavam alimentar os animais, mas não conseguiam. Os cientistas tinham de passar um pedaço de alimento por meio de uma fenda em uma cerca transparente e ver como os animais reagiam.
Para diferenciar o comportamento dos animais, o desenho do experimento tinha três situações diferentes. Na primeira, os humanos deixavam cair a comida “sem querer” no chão antes de passá-la ao animal. Na segunda, eles eram impedidos de passar por um bloqueio na cerca. Na terceira, os pesquisadores simplesmente mostravam a comida e se negavam a entregá-la através da cerca.
A ideia dos pesquisadores era que, caso o comportamento dos cachorros fosse diferente nessas três situações, isso significaria que eles entendem a intenção dos humanos, já que o resultado nos três casos era sempre o mesmo: a comida não era entregue.
Após repetirem cada um dos procedimentos com os cães, os cientistas cronometravam quanto tempo o cão levava para perder a paciência até dar a volta na cerca para buscar o pedaço de alimento diretamente. O desenho da pesquisa foi inspirado em experimentos similares feitos com crianças, em um paradigma apelidado de “incapacidade contra má vontade”.
O tempo variava entre cada animal, mas em média todos tiveram duas vezes mais paciência de esperar assistindo aos humanos tentarem lhes dar comida por uma passagem bloqueada do que esperar os que pareciam não querer alimentá-los. Aqueles que viam os humanos deixarem a comida cair “acidentalmente” ficaram no meio-termo. “Os cães claramente distinguiam, em seu comportamento espontâneo, entre as condições de incapacidade e a má vontade. Isso indica que os cachorros, de fato, distinguem ações intencionais de comportamento acidental”, escreveram no estudo Schünemann e as outras pesquisadoras.
No entanto, nem todos os experimentos de inteligência animal confirmam as intuições dos donos de bichos de estimação. Cães evoluíram por vários milênios moldando seu comportamento ao dos humanos que viviam próximos, e muito daquilo que fazem ocorre por um contexto de condicionamento simples, que não envolve necessariamente a compreensão de uma situação.
A capacidade de ler intenções de terceiros, porém, que psicólogos costumam chamar de teoria da mente, aparentemente é uma habilidade que, de fato, os caninos têm, dizem as cientistas no estudo. Todavia, as pesquisadoras sugerem que mais estudos do gênero devem ser feitos para que seja dada uma resposta mais robusta à questão.
Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Quanto à tipologia textual, o texto é predominantemente argumentativo, por apresentar evidências, com base em estudo científico, a favor da hipótese de que cães têm consciência da intenção dos humanos.
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