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Texto para os itens de 1 a 18.
...
1 Estudo recente da Embrapa comprovou que o uso de tecnologias sustentáveis na agricultura é capaz de gerar
economia de terras de cultivo da ordem de milhões de hectares. Somente no caso da soja, o uso dessas tecnologias, que
incluem sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, uso de bioinsumos,
4 controle biológico de pragas, entre várias outras, foi capaz de gerar uma economia de 71 milhões de hectares de áreas
plantadas, que correspondem à soma dos territórios de Irlanda e França. Outros exemplos aliam-se a esse, como a
avicultura de corte e a produção de suínos, nas quais o progresso tecnológico obtido entre as décadas de 1970 e 2000
7 levou à economia de 1,55 e 1 milhão de hectares, respectivamente.
O estudo, capitaneado pela Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, contou com a participação de
mais de 50 pesquisadores e analistas representando nove unidades de pesquisa da Empresa. Os dados, oriundos de
10 pesquisas e estudos desenvolvidos ao longo das últimas décadas, geraram a publicação Tecnologias Poupa-Terra 2021,
lançada em comemoração ao 48.º aniversário da Embrapa.
Na avicultura e suinocultura, o progresso tecnológico contínuo nas últimas quatro décadas garantiu às atividades
13 lugar cativo no ranking das melhores do mundo. Grande parte desse sucesso se deve ao processo de conversão alimentar,
a quantidade de ração que um animal precisa consumir para cada quilo de peso que ganha. Essa tecnologia é o resultado
direto dos progressos obtidos ao longo dos anos em vários segmentos, como melhoramento genético, nutrição, sanidade
16 animal, manejo e ambiência.
No caso da avicultura de corte, em 1975, o frango precisava de 2,1 kg de ração para ganhar um quilo de peso vivo.
Em 2020, esse mesmo quilo de peso foi obtido com 1,7 kg de ração. Considerada a produtividade atual do milho e da soja
19 no País, caso o desenvolvimento tecnológico não tivesse dotado os frangos de maior capacidade de conversão de ração
em ganho de peso, a avicultura de corte demandaria um adicional de 1.551.056,40 ha de terra para a entrega dos mesmos
16,4 milhões de toneladas de peso vivo de frango produzidos em 2020. Essa economia de terra equivale a três vezes o
22 tamanho do Distrito Federal.
Na suinocultura comercial brasileira, a melhora na conversão alimentar entre os anos de 1975 e 2020 permitiu
reduzir o consumo de ração de 3,5 kg para 2,6 kg. Sem o aporte tecnológico, seria necessário 1.007.745,70 ha de terra para
25 produzir os 5,3 milhões de toneladas de carne suína produzidos hoje. A terra poupada corresponde ao território inteiro da
República do Chipre.
As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros garantem à agricultura um efeito poupa-terra nas mais
28 diversas cadeias do agronegócio brasileiro. O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville relata
que os dados apresentados na publicação foram obtidos ao longo de décadas, o que traz robustez aos resultados
divulgados no documento.
31 A expectativa, segundo o diretor, é evidenciar que, graças ao uso da ciência em suporte à agricultura brasileira, o
País continuará seu crescimento sustentável no setor nas áreas ambiental, social e econômica, além de figurar entre os
principais atores da agropecuária mundial nas próximas décadas.
....
Internet: <www.nutrinewsbrasil.com> (com adaptações).
...
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 8.
O emprego da vírgula após “alimentar” (linha 13) justifica-se por separar um aposto explicativo.
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Texto para os itens de 1 a 18.
1 Quando se pensa em pecuária bovina, é consenso
que o bem-estar dos animais afeta o produto final. Dessa
forma, é importante que o pecuarista esteja ciente de que o
4 _rebanho bovino está sujeito a ser acometido por várias
doenças que provocam grandes prejuízos. Assim, para
alcançarem os objetivos de produção, os produtores que se
7_ dedicam à criação de gado bovino precisam criar um sistema
de controle cuidadoso contra as enfermidades que atingem
os animais, assim como devem estar bem-informados a
10 respeito do melhor método de prevenção de doenças e das
técnicas de manejo adequado dos animais.
Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença
13 mais comum e sua principal característica é a inflamação da
glândula mamária, geralmente causada por uma infecção
proveniente de diversos tipos de microrganismos. O contágio
16 ocorre por meio do solo e do contato com utensílios, dejetos,
água contaminados por microrganismos que podem atingir a
extremidade do úbere da vaca.
19 A tristeza parasitária bovina, ou babesiose, infecção
causada pelos parasitas do gênero Babesia sp. e Anaplasma
sp, é outra doença que atinge o rebanho bovino. Devido ao
22 clima tropical quente e úmido do Brasil, a enfermidade
encontra condições ideais para o seu desenvolvimento. Ela
causa grandes prejuízos à bovinocultura, pois, além de o
25 produtor ter de custear o tratamento, o rendimento do
animal é afetado e há risco de óbito.
Altamente contagiosa, a febre aftosa é também uma
28 doença viral preocupante para os pecuaristas porque, além
de causar a redução da produção de leite devido à perda de
apetite do gado em razão da febre, ela afeta a qualidade da
31 carne.
O manejo, ou seja, a maneira como os produtores
lidam com o rebanho bovino, é fundamental para o controle
34 de doenças e para a garantia do bem-estar animal e, ainda,
proporciona medidas de segurança para todos os
profissionais envolvidos no processo. Quando o manejo é
37 aplicado com exatidão, ou seja, quando se seguem as técnicas
adequadas, e não apenas a intuição, até a relação dos
trabalhadores com os animais melhora. Entre as práticas
40 recomendadas para o manejo do rebanho, incluem-se a
programação de ações de bem-estar animal; adaptações
físicas do local de criação do gado; um cronograma de
43 vacinação do rebanho; fornecimento de alimentação de
qualidade aos animais; e instrução e capacitação da equipe
de manejo.
Internet: <http://www.revistaeterinaria.com.br/> (com adaptações).
Julgue os itens 17 e 18, que consistem em propostas de reescrita para trechos destacados do texto, no que se refere à correção gramatical e à manutenção das ideias do texto.
“a mastite é a doença mais comum e sua principal característica é a inflamação da glândula mamária” (linhas de 12 a 14): a mastite é a doença mais comum, cuja a principal característica é a inflamação da glândula mamária
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Texto para os itens de 1 a 18.
1 Quando se pensa em pecuária bovina, é consenso
que o bem-estar dos animais afeta o produto final. Dessa
forma, é importante que o pecuarista esteja ciente de que o
4 _rebanho bovino está sujeito a ser acometido por várias
doenças que provocam grandes prejuízos. Assim, para
alcançarem os objetivos de produção, os produtores que se
7_ dedicam à criação de gado bovino precisam criar um sistema
de controle cuidadoso contra as enfermidades que atingem
os animais, assim como devem estar bem-informados a
10 respeito do melhor método de prevenção de doenças e das
técnicas de manejo adequado dos animais.
Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença
13 mais comum e sua principal característica é a inflamação da
glândula mamária, geralmente causada por uma infecção
proveniente de diversos tipos de microrganismos. O contágio
16 ocorre por meio do solo e do contato com utensílios, dejetos,
água contaminados por microrganismos que podem atingir a
extremidade do úbere da vaca.
19 A tristeza parasitária bovina, ou babesiose, infecção
causada pelos parasitas do gênero Babesia sp. e Anaplasma
sp, é outra doença que atinge o rebanho bovino. Devido ao
22 clima tropical quente e úmido do Brasil, a enfermidade
encontra condições ideais para o seu desenvolvimento. Ela
causa grandes prejuízos à bovinocultura, pois, além de o
25 produtor ter de custear o tratamento, o rendimento do
animal é afetado e há risco de óbito.
Altamente contagiosa, a febre aftosa é também uma
28 doença viral preocupante para os pecuaristas porque, além
de causar a redução da produção de leite devido à perda de
apetite do gado em razão da febre, ela afeta a qualidade da
31 carne.
O manejo, ou seja, a maneira como os produtores
lidam com o rebanho bovino, é fundamental para o controle
34 de doenças e para a garantia do bem-estar animal e, ainda,
proporciona medidas de segurança para todos os
profissionais envolvidos no processo. Quando o manejo é
37 aplicado com exatidão, ou seja, quando se seguem as técnicas
adequadas, e não apenas a intuição, até a relação dos
trabalhadores com os animais melhora. Entre as práticas
40 recomendadas para o manejo do rebanho, incluem-se a
programação de ações de bem-estar animal; adaptações
físicas do local de criação do gado; um cronograma de
43 vacinação do rebanho; fornecimento de alimentação de
qualidade aos animais; e instrução e capacitação da equipe
de manejo.
Internet: <http://www.revistaeterinaria.com.br/> (com adaptações).
Julgue os itens 17 e 18, que consistem em propostas de reescrita para trechos destacados do texto, no que se refere à correção gramatical e à manutenção das ideias do texto.
“Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença mais comum” (linhas 12 e 13): Entre as doenças que atingem o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a mais comum
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Texto para os itens de 1 a 18.
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1 Estudo recente da Embrapa comprovou que o uso de tecnologias sustentáveis na agricultura é capaz de gerar
economia de terras de cultivo da ordem de milhões de hectares. Somente no caso da soja, o uso dessas tecnologias, que
incluem sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, uso de bioinsumos,
4 controle biológico de pragas, entre várias outras, foi capaz de gerar uma economia de 71 milhões de hectares de áreas
plantadas, que correspondem à soma dos territórios de Irlanda e França. Outros exemplos aliam-se a esse, como a
avicultura de corte e a produção de suínos, nas quais o progresso tecnológico obtido entre as décadas de 1970 e 2000
7 levou à economia de 1,55 e 1 milhão de hectares, respectivamente.
O estudo, capitaneado pela Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, contou com a participação de
mais de 50 pesquisadores e analistas representando nove unidades de pesquisa da Empresa. Os dados, oriundos de
10 pesquisas e estudos desenvolvidos ao longo das últimas décadas, geraram a publicação Tecnologias Poupa-Terra 2021,
lançada em comemoração ao 48.º aniversário da Embrapa.
Na avicultura e suinocultura, o progresso tecnológico contínuo nas últimas quatro décadas garantiu às atividades
13 lugar cativo no ranking das melhores do mundo. Grande parte desse sucesso se deve ao processo de conversão alimentar,
a quantidade de ração que um animal precisa consumir para cada quilo de peso que ganha. Essa tecnologia é o resultado
direto dos progressos obtidos ao longo dos anos em vários segmentos, como melhoramento genético, nutrição, sanidade
16 animal, manejo e ambiência.
No caso da avicultura de corte, em 1975, o frango precisava de 2,1 kg de ração para ganhar um quilo de peso vivo.
Em 2020, esse mesmo quilo de peso foi obtido com 1,7 kg de ração. Considerada a produtividade atual do milho e da soja
19 no País, caso o desenvolvimento tecnológico não tivesse dotado os frangos de maior capacidade de conversão de ração
em ganho de peso, a avicultura de corte demandaria um adicional de 1.551.056,40 ha de terra para a entrega dos mesmos
16,4 milhões de toneladas de peso vivo de frango produzidos em 2020. Essa economia de terra equivale a três vezes o
22 tamanho do Distrito Federal.
Na suinocultura comercial brasileira, a melhora na conversão alimentar entre os anos de 1975 e 2020 permitiu
reduzir o consumo de ração de 3,5 kg para 2,6 kg. Sem o aporte tecnológico, seria necessário 1.007.745,70 ha de terra para
25 produzir os 5,3 milhões de toneladas de carne suína produzidos hoje. A terra poupada corresponde ao território inteiro da
República do Chipre.
As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros garantem à agricultura um efeito poupa-terra nas mais
28 diversas cadeias do agronegócio brasileiro. O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville relata
que os dados apresentados na publicação foram obtidos ao longo de décadas, o que traz robustez aos resultados
divulgados no documento.
31 A expectativa, segundo o diretor, é evidenciar que, graças ao uso da ciência em suporte à agricultura brasileira, o
País continuará seu crescimento sustentável no setor nas áreas ambiental, social e econômica, além de figurar entre os
principais atores da agropecuária mundial nas próximas décadas.
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Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 8.
Na linha 5, o emprego do acento indicativo de crase em “à soma” justifica-se pela regência da forma verbal “correspondem” e pela anteposição de artigo definido feminino ao vocábulo “soma”.
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Texto para os itens de 1 a 18.
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1 Estudo recente da Embrapa comprovou que o uso de tecnologias sustentáveis na agricultura é capaz de gerar
economia de terras de cultivo da ordem de milhões de hectares. Somente no caso da soja, o uso dessas tecnologias, que
incluem sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, uso de bioinsumos,
4 controle biológico de pragas, entre várias outras, foi capaz de gerar uma economia de 71 milhões de hectares de áreas
plantadas, que correspondem à soma dos territórios de Irlanda e França. Outros exemplos aliam-se a esse, como a
avicultura de corte e a produção de suínos, nas quais o progresso tecnológico obtido entre as décadas de 1970 e 2000
7 levou à economia de 1,55 e 1 milhão de hectares, respectivamente.
O estudo, capitaneado pela Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, contou com a participação de
mais de 50 pesquisadores e analistas representando nove unidades de pesquisa da Empresa. Os dados, oriundos de
10 pesquisas e estudos desenvolvidos ao longo das últimas décadas, geraram a publicação Tecnologias Poupa-Terra 2021,
lançada em comemoração ao 48.º aniversário da Embrapa.
Na avicultura e suinocultura, o progresso tecnológico contínuo nas últimas quatro décadas garantiu às atividades
13 lugar cativo no ranking das melhores do mundo. Grande parte desse sucesso se deve ao processo de conversão alimentar,
a quantidade de ração que um animal precisa consumir para cada quilo de peso que ganha. Essa tecnologia é o resultado
direto dos progressos obtidos ao longo dos anos em vários segmentos, como melhoramento genético, nutrição, sanidade
16 animal, manejo e ambiência.
No caso da avicultura de corte, em 1975, o frango precisava de 2,1 kg de ração para ganhar um quilo de peso vivo.
Em 2020, esse mesmo quilo de peso foi obtido com 1,7 kg de ração. Considerada a produtividade atual do milho e da soja
19 no País, caso o desenvolvimento tecnológico não tivesse dotado os frangos de maior capacidade de conversão de ração
em ganho de peso, a avicultura de corte demandaria um adicional de 1.551.056,40 ha de terra para a entrega dos mesmos
16,4 milhões de toneladas de peso vivo de frango produzidos em 2020. Essa economia de terra equivale a três vezes o
22 tamanho do Distrito Federal.
Na suinocultura comercial brasileira, a melhora na conversão alimentar entre os anos de 1975 e 2020 permitiu
reduzir o consumo de ração de 3,5 kg para 2,6 kg. Sem o aporte tecnológico, seria necessário 1.007.745,70 ha de terra para
25 produzir os 5,3 milhões de toneladas de carne suína produzidos hoje. A terra poupada corresponde ao território inteiro da
República do Chipre.
As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros garantem à agricultura um efeito poupa-terra nas mais
28 diversas cadeias do agronegócio brasileiro. O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville relata
que os dados apresentados na publicação foram obtidos ao longo de décadas, o que traz robustez aos resultados
divulgados no documento.
31 A expectativa, segundo o diretor, é evidenciar que, graças ao uso da ciência em suporte à agricultura brasileira, o
País continuará seu crescimento sustentável no setor nas áreas ambiental, social e econômica, além de figurar entre os
principais atores da agropecuária mundial nas próximas décadas.
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Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 8.
Entende-se da leitura do texto que a avicultura e a suinocultura são as principais atividades da economia brasileira, responsáveis por inserir o Brasil entre os mais importantes atores do agronegócio sustentável mundial.
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Texto para os itens de 1 a 18.
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1 Estudo recente da Embrapa comprovou que o uso de tecnologias sustentáveis na agricultura é capaz de gerar
economia de terras de cultivo da ordem de milhões de hectares. Somente no caso da soja, o uso dessas tecnologias, que
incluem sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, uso de bioinsumos,
4 controle biológico de pragas, entre várias outras, foi capaz de gerar uma economia de 71 milhões de hectares de áreas
plantadas, que correspondem à soma dos territórios de Irlanda e França. Outros exemplos aliam-se a esse, como a
avicultura de corte e a produção de suínos, nas quais o progresso tecnológico obtido entre as décadas de 1970 e 2000
7 levou à economia de 1,55 e 1 milhão de hectares, respectivamente.
O estudo, capitaneado pela Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, contou com a participação de
mais de 50 pesquisadores e analistas representando nove unidades de pesquisa da Empresa. Os dados, oriundos de
10 pesquisas e estudos desenvolvidos ao longo das últimas décadas, geraram a publicação Tecnologias Poupa-Terra 2021,
lançada em comemoração ao 48.º aniversário da Embrapa.
Na avicultura e suinocultura, o progresso tecnológico contínuo nas últimas quatro décadas garantiu às atividades
13 lugar cativo no ranking das melhores do mundo. Grande parte desse sucesso se deve ao processo de conversão alimentar,
a quantidade de ração que um animal precisa consumir para cada quilo de peso que ganha. Essa tecnologia é o resultado
direto dos progressos obtidos ao longo dos anos em vários segmentos, como melhoramento genético, nutrição, sanidade
16 animal, manejo e ambiência.
No caso da avicultura de corte, em 1975, o frango precisava de 2,1 kg de ração para ganhar um quilo de peso vivo.
Em 2020, esse mesmo quilo de peso foi obtido com 1,7 kg de ração. Considerada a produtividade atual do milho e da soja
19 no País, caso o desenvolvimento tecnológico não tivesse dotado os frangos de maior capacidade de conversão de ração
em ganho de peso, a avicultura de corte demandaria um adicional de 1.551.056,40 ha de terra para a entrega dos mesmos
16,4 milhões de toneladas de peso vivo de frango produzidos em 2020. Essa economia de terra equivale a três vezes o
22 tamanho do Distrito Federal.
Na suinocultura comercial brasileira, a melhora na conversão alimentar entre os anos de 1975 e 2020 permitiu
reduzir o consumo de ração de 3,5 kg para 2,6 kg. Sem o aporte tecnológico, seria necessário 1.007.745,70 ha de terra para
25 produzir os 5,3 milhões de toneladas de carne suína produzidos hoje. A terra poupada corresponde ao território inteiro da
República do Chipre.
As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros garantem à agricultura um efeito poupa-terra nas mais
28 diversas cadeias do agronegócio brasileiro. O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville relata
que os dados apresentados na publicação foram obtidos ao longo de décadas, o que traz robustez aos resultados
divulgados no documento.
31 A expectativa, segundo o diretor, é evidenciar que, graças ao uso da ciência em suporte à agricultura brasileira, o
País continuará seu crescimento sustentável no setor nas áreas ambiental, social e econômica, além de figurar entre os
principais atores da agropecuária mundial nas próximas décadas.
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Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 8.
No texto, estruturado em forma dissertativa, o tema está delimitado no primeiro período.
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Texto para os itens de 1 a 18.
1 Quando se pensa em pecuária bovina, é consenso
que o bem-estar dos animais afeta o produto final. Dessa
forma, é importante que o pecuarista esteja ciente de que o
4 _rebanho bovino está sujeito a ser acometido por várias
doenças que provocam grandes prejuízos. Assim, para
alcançarem os objetivos de produção, os produtores que se
7_ dedicam à criação de gado bovino precisam criar um sistema
de controle cuidadoso contra as enfermidades que atingem
os animais, assim como devem estar bem-informados a
10 respeito do melhor método de prevenção de doenças e das
técnicas de manejo adequado dos animais.
Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença
13 mais comum e sua principal característica é a inflamação da
glândula mamária, geralmente causada por uma infecção
proveniente de diversos tipos de microrganismos. O contágio
16 ocorre por meio do solo e do contato com utensílios, dejetos,
água contaminados por microrganismos que podem atingir a
extremidade do úbere da vaca.
19 A tristeza parasitária bovina, ou babesiose, infecção
causada pelos parasitas do gênero Babesia sp. e Anaplasma
sp, é outra doença que atinge o rebanho bovino. Devido ao
22 clima tropical quente e úmido do Brasil, a enfermidade
encontra condições ideais para o seu desenvolvimento. Ela
causa grandes prejuízos à bovinocultura, pois, além de o
25 produtor ter de custear o tratamento, o rendimento do
animal é afetado e há risco de óbito.
Altamente contagiosa, a febre aftosa é também uma
28 doença viral preocupante para os pecuaristas porque, além
de causar a redução da produção de leite devido à perda de
apetite do gado em razão da febre, ela afeta a qualidade da
31 carne.
O manejo, ou seja, a maneira como os produtores
lidam com o rebanho bovino, é fundamental para o controle
34 de doenças e para a garantia do bem-estar animal e, ainda,
proporciona medidas de segurança para todos os
profissionais envolvidos no processo. Quando o manejo é
37 aplicado com exatidão, ou seja, quando se seguem as técnicas
adequadas, e não apenas a intuição, até a relação dos
trabalhadores com os animais melhora. Entre as práticas
40 recomendadas para o manejo do rebanho, incluem-se a
programação de ações de bem-estar animal; adaptações
físicas do local de criação do gado; um cronograma de
43 vacinação do rebanho; fornecimento de alimentação de
qualidade aos animais; e instrução e capacitação da equipe
de manejo.
Internet: <http://www.revistaeterinaria.com.br/> (com adaptações).
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens de 14 a 16.
“proveniente” (linha 15) por provinda
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Texto para os itens de 1 a 18.
1 Quando se pensa em pecuária bovina, é consenso
que o bem-estar dos animais afeta o produto final. Dessa
forma, é importante que o pecuarista esteja ciente de que o
4 _rebanho bovino está sujeito a ser acometido por várias
doenças que provocam grandes prejuízos. Assim, para
alcançarem os objetivos de produção, os produtores que se
7_ dedicam à criação de gado bovino precisam criar um sistema
de controle cuidadoso contra as enfermidades que atingem
os animais, assim como devem estar bem-informados a
10 respeito do melhor método de prevenção de doenças e das
técnicas de manejo adequado dos animais.
Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença
13 mais comum e sua principal característica é a inflamação da
glândula mamária, geralmente causada por uma infecção
proveniente de diversos tipos de microrganismos. O contágio
16 ocorre por meio do solo e do contato com utensílios, dejetos,
água contaminados por microrganismos que podem atingir a
extremidade do úbere da vaca.
19 A tristeza parasitária bovina, ou babesiose, infecção
causada pelos parasitas do gênero Babesia sp. e Anaplasma
sp, é outra doença que atinge o rebanho bovino. Devido ao
22 clima tropical quente e úmido do Brasil, a enfermidade
encontra condições ideais para o seu desenvolvimento. Ela
causa grandes prejuízos à bovinocultura, pois, além de o
25 produtor ter de custear o tratamento, o rendimento do
animal é afetado e há risco de óbito.
Altamente contagiosa, a febre aftosa é também uma
28 doença viral preocupante para os pecuaristas porque, além
de causar a redução da produção de leite devido à perda de
apetite do gado em razão da febre, ela afeta a qualidade da
31 carne.
O manejo, ou seja, a maneira como os produtores
lidam com o rebanho bovino, é fundamental para o controle
34 de doenças e para a garantia do bem-estar animal e, ainda,
proporciona medidas de segurança para todos os
profissionais envolvidos no processo. Quando o manejo é
37 aplicado com exatidão, ou seja, quando se seguem as técnicas
adequadas, e não apenas a intuição, até a relação dos
trabalhadores com os animais melhora. Entre as práticas
40 recomendadas para o manejo do rebanho, incluem-se a
programação de ações de bem-estar animal; adaptações
físicas do local de criação do gado; um cronograma de
43 vacinação do rebanho; fornecimento de alimentação de
qualidade aos animais; e instrução e capacitação da equipe
de manejo.
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Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens de 14 a 16.
“a ser acometido por” (linha 4) por a
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Texto para os itens de 1 a 18.
1 Quando se pensa em pecuária bovina, é consenso
que o bem-estar dos animais afeta o produto final. Dessa
forma, é importante que o pecuarista esteja ciente de que o
4 _rebanho bovino está sujeito a ser acometido por várias
doenças que provocam grandes prejuízos. Assim, para
alcançarem os objetivos de produção, os produtores que se
7_ dedicam à criação de gado bovino precisam criar um sistema
de controle cuidadoso contra as enfermidades que atingem
os animais, assim como devem estar bem-informados a
10 respeito do melhor método de prevenção de doenças e das
técnicas de manejo adequado dos animais.
Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença
13 mais comum e sua principal característica é a inflamação da
glândula mamária, geralmente causada por uma infecção
proveniente de diversos tipos de microrganismos. O contágio
16 ocorre por meio do solo e do contato com utensílios, dejetos,
água contaminados por microrganismos que podem atingir a
extremidade do úbere da vaca.
19 A tristeza parasitária bovina, ou babesiose, infecção
causada pelos parasitas do gênero Babesia sp. e Anaplasma
sp, é outra doença que atinge o rebanho bovino. Devido ao
22 clima tropical quente e úmido do Brasil, a enfermidade
encontra condições ideais para o seu desenvolvimento. Ela
causa grandes prejuízos à bovinocultura, pois, além de o
25 produtor ter de custear o tratamento, o rendimento do
animal é afetado e há risco de óbito.
Altamente contagiosa, a febre aftosa é também uma
28 doença viral preocupante para os pecuaristas porque, além
de causar a redução da produção de leite devido à perda de
apetite do gado em razão da febre, ela afeta a qualidade da
31 carne.
O manejo, ou seja, a maneira como os produtores
lidam com o rebanho bovino, é fundamental para o controle
34 de doenças e para a garantia do bem-estar animal e, ainda,
proporciona medidas de segurança para todos os
profissionais envolvidos no processo. Quando o manejo é
37 aplicado com exatidão, ou seja, quando se seguem as técnicas
adequadas, e não apenas a intuição, até a relação dos
trabalhadores com os animais melhora. Entre as práticas
40 recomendadas para o manejo do rebanho, incluem-se a
programação de ações de bem-estar animal; adaptações
físicas do local de criação do gado; um cronograma de
43 vacinação do rebanho; fornecimento de alimentação de
qualidade aos animais; e instrução e capacitação da equipe
de manejo.
Internet: <http://www.revistaeterinaria.com.br/> (com adaptações).
Com relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 13.
A forma verbal “incluem-se” (linha 40) está empregada na voz passiva pronominal e poderia ser corretamente substituída por estão incluídos.
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Texto para os itens de 1 a 18.
1 Quando se pensa em pecuária bovina, é consenso
que o bem-estar dos animais afeta o produto final. Dessa
forma, é importante que o pecuarista esteja ciente de que o
4 _rebanho bovino está sujeito a ser acometido por várias
doenças que provocam grandes prejuízos. Assim, para
alcançarem os objetivos de produção, os produtores que se
7_ dedicam à criação de gado bovino precisam criar um sistema
de controle cuidadoso contra as enfermidades que atingem
os animais, assim como devem estar bem-informados a
10 respeito do melhor método de prevenção de doenças e das
técnicas de manejo adequado dos animais.
Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença
13 mais comum e sua principal característica é a inflamação da
glândula mamária, geralmente causada por uma infecção
proveniente de diversos tipos de microrganismos. O contágio
16 ocorre por meio do solo e do contato com utensílios, dejetos,
água contaminados por microrganismos que podem atingir a
extremidade do úbere da vaca.
19 A tristeza parasitária bovina, ou babesiose, infecção
causada pelos parasitas do gênero Babesia sp. e Anaplasma
sp, é outra doença que atinge o rebanho bovino. Devido ao
22 clima tropical quente e úmido do Brasil, a enfermidade
encontra condições ideais para o seu desenvolvimento. Ela
causa grandes prejuízos à bovinocultura, pois, além de o
25 produtor ter de custear o tratamento, o rendimento do
animal é afetado e há risco de óbito.
Altamente contagiosa, a febre aftosa é também uma
28 doença viral preocupante para os pecuaristas porque, além
de causar a redução da produção de leite devido à perda de
apetite do gado em razão da febre, ela afeta a qualidade da
31 carne.
O manejo, ou seja, a maneira como os produtores
lidam com o rebanho bovino, é fundamental para o controle
34 de doenças e para a garantia do bem-estar animal e, ainda,
proporciona medidas de segurança para todos os
profissionais envolvidos no processo. Quando o manejo é
37 aplicado com exatidão, ou seja, quando se seguem as técnicas
adequadas, e não apenas a intuição, até a relação dos
trabalhadores com os animais melhora. Entre as práticas
40 recomendadas para o manejo do rebanho, incluem-se a
programação de ações de bem-estar animal; adaptações
físicas do local de criação do gado; um cronograma de
43 vacinação do rebanho; fornecimento de alimentação de
qualidade aos animais; e instrução e capacitação da equipe
de manejo.
Internet: <http://www.revistaeterinaria.com.br/> (com adaptações).
Com relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 13.
Estaria mantida a correção gramatical do texto, mas não o seu sentido original, caso se suprimisse, no segmento “todos os profissionais envolvidos no processo” (linhas 35 e 36) o artigo definido “os”.
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