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Gadgets de sangue
Felipe Pontes
Felipe Pontes
Se você comprou um celular ou um iPod de 1996 para cá, pode ter ajudado a financiar uma guerra civil. Desde essa data, o leste da República Democrática do Congo — região que abastece grandes empresas de eletrônicos com quatro minérios essenciais para o funcionamento de qualquer gadget — é tomado por alguns grupos armados rebeldes. Essas milícias, envolvidas num dos piores conflitos da nossa época, se sustentam com dinheiro do contrabando desses minerais.
Só em 2009, os grupos armados congoleses receberam US$ 185 milhões com a mineração ilegal, de acordo com estimativa da organização americana de direitos humanos Enough Project. “Os valores podem flutuar, mas certamente são suficientes para perpetuar a guerra, comprar armas e pagar soldados”, afirma Aaron Hall, analista de política da entidade. Ou seja, adquirir algum aparelho eletrônico está indiretamente relacionado à manutenção do conflito mais violento do planeta após a Segunda Guerra Mundial. Esqueça o Afeganistão ou o Iraque. Nos últimos 15 anos, os confrontos em terras congolesas mataram 5,5 milhões de pessoas e mais e 200 mil mulheres foram estupradas, de acordo com estudo da ONG International Rescue Committee. Formalmente, a guerra terminou em 2003, mas as batalhas, turbinadas pelas reservas minerais do país, continuam entre os grupos armados que dominam e mantêm as minas.
Os quatro minérios envolvidos no conflito são o tântalo, o tungstênio, o estanho e, em menores quantidades, o ouro. O tântalo serve para armazenar energia em smartphones e computadores. O tungstênio é usado para fazer os celulares vibrarem e o estanho entra na solda de circuitos. O ouro melhora a conectividade na fiação desses equipamentos.
Fonte: Galileu, 28/04/2011.
“Se você comprou um celular ou um iPod de 1996 para cá, pode ter ajudado a financiar uma guerra civil. Desde essa data, o leste da República Democrática do Congo — região que abastece grandes empresas de eletrônicos com quatro minérios essenciais para o funcionamento de qualquer gadget — é tomado por alguns grupos armados rebeldes. Essas milícias, envolvidas num dos piores conflitos da nossa época, se sustentam com dinheiro do contrabando desses minerais."
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Assinale a única assertiva que NÃO apresenta problema(s) de concordância verbo-nominal:
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Leia o texto e o infográfico apresentados abaixo e assinale a única assertiva que revela uma análise CORRETA de ambos:


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Santa Catarina registra 38 mortes por gripe A
H1N1 em 2012 Ao menos 38 mortes decorrentes da gripe A H1N1 já foram registradas em Santa Catarina, neste ano. O dado, atualizado pela Secretaria Estadual da Saúde nesta sexta-feira (29), preocupa, já que nenhum óbito foi registrado em todo o ano passado. Dados do Ministério da Saúde apontam 51 mortes em todo o país, segundo balanço do último dia 14, o que, se comparado aos dados de Santa Catarina,causa espanto.
O diretor da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi de Faria, diz que não há uma explicação para a concentração de casos no estado, que não teve nenhuma morte registrada em decorrência do H1N1 no ano passado. "É quase impossível prever com certeza absoluta a dispersão dos vírus influenza, porque há uma série de fatores que diminuem ou favorecem a circulação do vírus em um determinado momento", afirma.
Segundo ele, apesar da alta, não há nenhum tipo de medida emergencial programada no estado e não há motivos para pânico. "A secretaria continuará passando à população as orientações iniciadas em maio, como a etiqueta respiratória, a forma mais eficaz de diminuir a circulação dos vírus respiratórios de inverno. O estado de Santa Catarina preparou campanha publicitária e material para distribuição.Além disso, há uma série de medidas realizadas para que os serviços de saúde consigam atender adequadamente os casos de doença respiratória."
Técnicos do Ministério da Saúde foram enviados ao estado para avaliar a situação. Há duas semanas eles investigam as causas do aumento de mortes. A gripe, também conhecida como influenza, é uma doença causada por uma grande variedade de vírus. O H1N1 é apenas um deles. Avaliações realizadas desde 2009 mostraram que a mortalidade pelo vírus é um pouco maior que a causada por outros vírus influenza. A principal diferença é que ele também se mostra muito letal em jovens e adultos, não apenas em crianças e idosos.
A influenza, em geral, tem um certo potencial de gravidade, e o contágio se dá por meio de gotículas liberadas pela respiração, fala ou tosse. A vacina é uma das formas de prevenção, mas a dose tem uma taxa de proteção em torno de 70%. Assim, mesmo que se vacine toda a população, 30% dela não estará protegida.
Fonte: Portal G1, 29/06/2012.Provas
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O profissional que o mercado quer
Débora Rubin Esqueça tudo o que você aprendeu sobre o mercado de trabalho. Estabilidade, benefícios, vestir a camisa da empresa, jornadas intermináveis, hierarquia, promoção, ser chefe. Ainda que tais conceitos estejam arraigados na cabeça do brasileiro, eles fazem parte de um pacote com cheiro de naftalina. O novo profissional, autônomo, colaborativo, versátil, empreendedor, conhecedor de suas próprias vontades e ultraconectado é o que o mercado começa a demandar. O modelo tradicional de trabalho que foi sonho de consumo de todo jovem egresso da faculdade nas últimas duas décadas está ficando para trás. Surge o modelo de trabalho contemporâneo, novinho em folha. É a maior transformação desde que a Revolução Industrial, no século XVIII, mandou centenas de pessoas para as linhas de produção.
Nas novas gerações esse fenômeno é mais evidente. Hoje, poucos recém-formados se veem fiéis a uma única empresa por toda a vida. Em grande parte das universidades de elite do país, os alunos sequer cogitam servir a um empregador. “Quando perguntamos onde eles querem trabalhar, a resposta é: na minha empresa”, conta Adriana Gomes, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo. Entre os brasileiros que seguem o modelo tradicional, a média de tempo em um emprego é de cinco anos, uma das menores do mundo, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – os americanos trocam mais, a cada quatro anos.
O cenário atual contribui. “Estamos migrando de um padrão previsível para um modelo no qual impera a instabilidade”, diz Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quem apostar na estrutura antiga vai sair perdendo, segundo a professora Tânia Casado, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Isso significa, inclusive, rever o significado de profissão. “O que passa a valer é o conceito de carreira sem fronteiras, ou seja, a sequência de experiências pessoais de trabalho que você vai desenvolver ao longo da sua vida”, define Tânia, uma das maiores especialistas em gestão de pessoas do País. Dentro desse novo ideal, vale somar cada vivência, inclusive serviços não remunerados, como os voluntários, e os feitos porpuro prazer, como escrever um blog.
Fonte: Isto é, 30 de março de 2012.
“O cenário atual contribui. “Estamos migrando de um padrão previsível para um modelo no qual impera a instabilidade", diz Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quem apostar na estrutura antiga vai sair perdendo, segundo a professora Tânia Casado, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Isso significa, inclusive, rever o significado de profissão. “O que passa a valer é o conceito de carreira sem fronteiras, ou seja, a sequência de experiências pessoais de trabalho que você vai desenvolver ao longo da sua vida", define Tânia, uma das maiores especialistas em gestão de pessoas do País. Dentro desse novo ideal, vale somar cada vivência, inclusive serviços não remunerados, como os voluntários, e os feitos por puro prazer, como escrever um blog."
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Se você comprou um celular ou um iPod de 1996 para cá, pode ter ajudado a financiar uma guerra civil. Desde essa data, o leste da República Democrática do Congo — região que abastece grandes empresas de eletrônicos com quatro minérios essenciais para o funcionamento de qualquer gadget — é tomado por alguns grupos armados rebeldes. Essas milícias, envolvidas num dos piores conflitos da nossa época, se sustentam com dinheiro do contrabando desses minerais.
Só em 2009, os grupos armados congoleses receberam US$ 185 milhões com a mineração ilegal, de acordo com estimativa da organização americana de direitos humanos Enough Project. “Os valores podem flutuar, mas certamente são suficientes para perpetuar a guerra, comprar armas e pagar soldados”, afirma Aaron Hall, analista de política da entidade. Ou seja, adquirir algum aparelho eletrônico está indiretamente relacionado à manutenção do conflito mais violento do planeta após a Segunda Guerra Mundial. Esqueça o Afeganistão ou o Iraque. Nos últimos 15 anos, os confrontos em terras congolesas mataram 5,5 milhões de pessoas e mais e 200 mil mulheres foram estupradas, de acordo com estudo da ONG International Rescue Committee. Formalmente, a guerra terminou em 2003, mas as batalhas, turbinadas pelas reservas minerais do país, continuam entre os grupos armados que dominam e mantêm as minas.
Os quatro minérios envolvidos no conflito são o tântalo, o tungstênio, o estanho e, em menores quantidades, o ouro. O tântalo serve para armazenar energia em smartphones e computadores. O tungstênio é usado para fazer os celulares vibrarem e o estanho entra na solda de circuitos. O ouro melhora a conectividade na fiação desses equipamentos.
Fonte: Galileu, 28/04/2011.
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Leia o texto a seguir para responder à questão 46:

Em 2012, a situação de crise apresentada no pequeno trecho acima continua, com altos índices de desemprego. Em meio a esse quadro de instabilidade, em 17 de julho de 2012 foi lançada, no Rio de Janeiro, a programação do ano do Brasil nesse país e do ano desse país no Brasil, um projeto cultural com fortes vieses políticos e econômicos, que pretende intensificar as trocas (culturais e monetárias) entre as diferentes nações. As celebrações, nos dois países, serão abertas em 7 de setembro de 2012, dia da Independência do Brasil. A partir dessas informações, assinale a única assertiva que apresenta CORRETAMENTE o nome desse país europeu em questão:

Em 2012, a situação de crise apresentada no pequeno trecho acima continua, com altos índices de desemprego. Em meio a esse quadro de instabilidade, em 17 de julho de 2012 foi lançada, no Rio de Janeiro, a programação do ano do Brasil nesse país e do ano desse país no Brasil, um projeto cultural com fortes vieses políticos e econômicos, que pretende intensificar as trocas (culturais e monetárias) entre as diferentes nações. As celebrações, nos dois países, serão abertas em 7 de setembro de 2012, dia da Independência do Brasil. A partir dessas informações, assinale a única assertiva que apresenta CORRETAMENTE o nome desse país europeu em questão:
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Leia o texto abaixo, fragmento de notícia, e assinale a única assertiva que apresenta CORRETAMENTE o evento relacionado a ele:
Ao contrário do que inicialmente esperavam as autoridades políticas, a quantidade de turistas tradicionais na cidade vem caindo, ao invés de aumentar, segundo a Associação Europeia de Operadores de Turismo (ETOA, na sigla em inglês) - que já havia alertado para essa possibilidade. "Estimamos que tenha havido, nesses primeiros dias de evento, uma queda de 50% no número de turistas tradicionais, embora os dados ainda não estejam consolidados", disse à BBC Brasil Tom Jenkins, diretor-executivo da ETOA. Segundo Jenkins, nesta época do ano (julho/agosto) a cidade recebe cerca de 1,1 milhão de visitantes por dia. O número desses turistas tradicionais, interessados em compras, museus e na cena cultural da cidade, teria caído para algo em torno de 550 mil. O problema, segundo Jenkins, é que esses visitantes estariam pouco interessados em outros programas e atrações - e por isso alguns setores do comércio, os táxis, os museus e os teatros estariam vendo seus lucros caírem. De acordo com a associação representa os principais museus, galerias e atrações turísticas da cidade, a frequência em seus estabelecimentos teve uma queda de até 35% nos últimos dias. Fonte: BBC Brasil, 01 de agosto de 2012. Adaptado.
Ao contrário do que inicialmente esperavam as autoridades políticas, a quantidade de turistas tradicionais na cidade vem caindo, ao invés de aumentar, segundo a Associação Europeia de Operadores de Turismo (ETOA, na sigla em inglês) - que já havia alertado para essa possibilidade. "Estimamos que tenha havido, nesses primeiros dias de evento, uma queda de 50% no número de turistas tradicionais, embora os dados ainda não estejam consolidados", disse à BBC Brasil Tom Jenkins, diretor-executivo da ETOA. Segundo Jenkins, nesta época do ano (julho/agosto) a cidade recebe cerca de 1,1 milhão de visitantes por dia. O número desses turistas tradicionais, interessados em compras, museus e na cena cultural da cidade, teria caído para algo em torno de 550 mil. O problema, segundo Jenkins, é que esses visitantes estariam pouco interessados em outros programas e atrações - e por isso alguns setores do comércio, os táxis, os museus e os teatros estariam vendo seus lucros caírem. De acordo com a associação representa os principais museus, galerias e atrações turísticas da cidade, a frequência em seus estabelecimentos teve uma queda de até 35% nos últimos dias. Fonte: BBC Brasil, 01 de agosto de 2012. Adaptado.
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Imigrantes que fugiram do Haiti ajudam a ampliar hospital no Paraná
Quarenta e quatro haitianos que ficaram no Acre por dois meses terão a chance de recomeçar a vida em Cascavel, no oeste do Paraná. Eles vão trabalhar na ampliação do Hospital São Lucas, que pertence a uma faculdade de medicina. O acordo entre a faculdade e cada um dos imigrantes foi firmado nesta segunda-feira (30). Os haitianos foram contratados conforme a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). “Nós estamos felizes. Aqui é muito bom, a cidade é muito grande e se paga bem", disse Saint Vil Jean, de 26 anos. Ele conta que, no período em que ficaram no Acre, o governo brasileiro cedeu ajuda pagando estadia em um hotel de Rio Branco e três refeições diárias.
“Nós chegamos ilegalmente, mas agora está tudo certo, temos CPF e Carteira de Trabalho", contou entusiasmado o jovem haitiano. Saint disse que ele não tem parentes no Haiti, mas que muitos amigos possuem e, se tudo der certo no Paraná, pretendem buscá-los. Dois anos depois do terremoto, que matou 250 mil pessoas, o Haiti entrou em uma crise humanitária e os problemas econômicos pioraram. A solução encontrada por muitos moradores foi abandonar o país e vir para o Brasil, ainda que ilegalmente, em busca de emprego e melhor condição de vida.
“A situação é muito difícil. Depois do terremoto, o país está destruído e não tem trabalho", explicou Saint Vil Jean. Ele contou que perdeu uma tia e dois primos na tragédia.
G1 Paraná, 30/01/2012. O trágico terremoto mencionado na notícia, ocorrido em janeiro de 2010, vitimou uma ilustre liderança brasileira, internacionalmente conhecida por sua luta contra a miséria e a desnutrição, por meio da Pastoral da Criança. Assinale a única assertiva que apresenta CORRETAMENTE o nome dessa importante figura pública, que transformou o estado do Paraná em um símbolo mundial de luta a favor da transformação social, contra a mortalidade infantil:
Imigrantes que fugiram do Haiti ajudam a ampliar hospital no Paraná
Quarenta e quatro haitianos que ficaram no Acre por dois meses terão a chance de recomeçar a vida em Cascavel, no oeste do Paraná. Eles vão trabalhar na ampliação do Hospital São Lucas, que pertence a uma faculdade de medicina. O acordo entre a faculdade e cada um dos imigrantes foi firmado nesta segunda-feira (30). Os haitianos foram contratados conforme a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). “Nós estamos felizes. Aqui é muito bom, a cidade é muito grande e se paga bem", disse Saint Vil Jean, de 26 anos. Ele conta que, no período em que ficaram no Acre, o governo brasileiro cedeu ajuda pagando estadia em um hotel de Rio Branco e três refeições diárias.
“Nós chegamos ilegalmente, mas agora está tudo certo, temos CPF e Carteira de Trabalho", contou entusiasmado o jovem haitiano. Saint disse que ele não tem parentes no Haiti, mas que muitos amigos possuem e, se tudo der certo no Paraná, pretendem buscá-los. Dois anos depois do terremoto, que matou 250 mil pessoas, o Haiti entrou em uma crise humanitária e os problemas econômicos pioraram. A solução encontrada por muitos moradores foi abandonar o país e vir para o Brasil, ainda que ilegalmente, em busca de emprego e melhor condição de vida.
“A situação é muito difícil. Depois do terremoto, o país está destruído e não tem trabalho", explicou Saint Vil Jean. Ele contou que perdeu uma tia e dois primos na tragédia.
G1 Paraná, 30/01/2012. O trágico terremoto mencionado na notícia, ocorrido em janeiro de 2010, vitimou uma ilustre liderança brasileira, internacionalmente conhecida por sua luta contra a miséria e a desnutrição, por meio da Pastoral da Criança. Assinale a única assertiva que apresenta CORRETAMENTE o nome dessa importante figura pública, que transformou o estado do Paraná em um símbolo mundial de luta a favor da transformação social, contra a mortalidade infantil:
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