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643437 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
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Pedra Pintada, passeio por registros misteriosos de nossos ancestrais

Em Roraima, existe um lugar que representa um momento único de observar os registros de nossos ancestrais. Trata-se da Pedra Pintada, uma formação rochosa situada em um sítio arqueológico ao norte do estado.
Os pesquisadores dizem que a principal pedra do sítio tem mais de 35 metros de altura em uma altitude de 83 metros em relação ao nível do mar, onde existe uma caverna cujas paredes apresentam pinturas rupestres. Lá também foram encontrados pedaços de cerâmicas, machadinhas, contas de colar, entre outros artefatos.
Pelo lado de fora é possível ver pinturas em cor branca rosada, fato que deu o nome de Pedra Pintada. O sítio arqueológico localiza-se nos limites da terra indígena de São Marcos, a 140 quilômetros da Capital, no sul do Município de Pacaraima, quase na divisa com o Município de Amajari.
Os registros rupestres da Pedra Pintada podem lançar luz sobre a compreensão do passado, mas as pesquisas arqueológicas não avançaram e o local não está protegido como deveria, a não ser com placas indicando que se trata de área do patrimônio histórico a ser preservada.
Há indício de ter servido de abrigo para povos primitivos em um passado muito remoto. O paredão de granito altaneiro é como se fosse um mural feito há milênios por “artistas” do passado, com várias pinturas, algumas alcançando até mesmo cerca de 15 metros de altura, como se a pedra tivesse sido escalada para que a pintura fosse realizada.
Para alguns pesquisadores, a Pedra Pintada teria surgido na Era Mesozoica, nos períodos do Cretáceo e Jurássico, há aproximadamente 67 e 137 milhões de anos. Outros adotaram a teoria de que a região teria sido um grande lago chamado de Lago de Manoá e que cobria parcialmente a Pedra Pintada, justificando assim a altura em que são encontradas certas pinturas gravadas em seus paredões retilíneos.

(Adaptado de: SOUZA, Jessé, 20/10/2015. Disponível em: http://roraimadefato.com/main/2015/10/20/pedra-pintada-passeio-por-registros-misteriosos-de-nossos-ancestrais. Acesso em: 21/10/2015)
Está clara e corretamente reescrita, com o sentido preservado, em linhas gerais, a seguinte passagem do texto:
 

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643436 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
A independência dos Estados Unidos resultou na criação da primeira democracia republicana da história moderna. Ao se separar da monárquica e conservadora Inglaterra, 13 anos antes da queda da Bastilha, os americanos criaram o laboratório onde seriam testadas com sucesso as ideias que os filósofos iluministas haviam desenvolvido nas décadas anteriores. É preciso lembrar que, até então, todo o poder emanava do rei e em seu nome era exercido. Pensadores como David Hume, John Locke e Montesquieu sustentavam, no entanto, que era possível limitar o poder dos reis ou até mesmo governar sem eles. O iluminismo preconizava uma nova era, em que a razão, a liberdade de expressão e de culto e os direitos individuais predominariam sobre os direitos divinos invocados pelos reis e pela nobreza para manter os seus privilégios.

Durante muito tempo tudo isso funcionou apenas como teoria, intensamente discutida nos cafés parisienses. Até então, democracia e república eram conceitos testados por breves períodos na Antiguidade. Seria possível aplicar essa teoria ao mundo moderno para governar sociedades maiores e mais complexas? Coube aos norte-americanos demonstrar que era possível inverter a pirâmide do poder. A partir dali, todo o poder emanaria do povo (por meio de eleições).

O paradigma da nova era aparecia logo na certidão de nascimento dos Estados Unidos. Redigida pelo futuro presidente Thomas Jefferson, a declaração de independência americana anunciava que “todos os homens nascem iguais" e com alguns direitos inalienáveis, incluindo a vida, a liberdade e a busca da felicidade. O texto de Jefferson serviria de inspiração para que o marquês de Lafayette, nobre francês que havia lutado ao lado dos americanos na guerra da independência, escrevesse a famosa Declaração Universal dos Direitos do Homem. Proclamada pelos revolucionários franceses, seria adotada, um século e meio mais tarde, com algumas adaptações, como a carta de princípios das Nações Unidas.

(Adaptado de: GOMES, Laurentino. 1822. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2010, p.48)
Pensadores como David Hume, John Locke e Montesquieu sustentavam, no entanto, que era possível limitar o poder dos reis ou até mesmo governar sem eles. (1° parágrafo)

O segmento sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo da correção e do sentido, e sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, por:
 

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643435 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
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Um aplicativo na internet vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o instrumento será lançado este mês [novembro de 2015] e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.

De acordo com o professor responsável pelo projeto, Fábio Malini, os direitos humanos são vistos de maneira pejorativa na internet e discursos de ódio têm ganhado fôlego. “É preciso desmantelar esse processo", defende. Ele acredita que, por meio da disponibilização dos dados, é possível criar políticas públicas para amparar e “empoderar" as vítimas.

(Adaptado de: App vai monitorar mensagens racistas nas redes sociais. Disponível em: http://exame.abril.com.br/ brasil/noticias/app-vai-monitorar-mensagens-racistas-nas-redes-sociais. Acesso em: 02/11/2015)

A concordância está correta na seguinte frase, redigida a partir do texto:


 

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643434 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
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Pedra Pintada, passeio por registros misteriosos de nossos ancestrais

Em Roraima, existe um lugar que representa um momento único de observar os registros de nossos ancestrais. Trata-se da Pedra Pintada, uma formação rochosa situada em um sítio arqueológico ao norte do estado.
Os pesquisadores dizem que a principal pedra do sítio tem mais de 35 metros de altura em uma altitude de 83 metros em relação ao nível do mar, onde existe uma caverna cujas paredes apresentam pinturas rupestres. Lá também foram encontrados pedaços de cerâmicas, machadinhas, contas de colar, entre outros artefatos.
Pelo lado de fora é possível ver pinturas em cor branca rosada, fato que deu o nome de Pedra Pintada. O sítio arqueológico localiza-se nos limites da terra indígena de São Marcos, a 140 quilômetros da Capital, no sul do Município de Pacaraima, quase na divisa com o Município de Amajari.
Os registros rupestres da Pedra Pintada podem lançar luz sobre a compreensão do passado, mas as pesquisas arqueológicas não avançaram e o local não está protegido como deveria, a não ser com placas indicando que se trata de área do patrimônio histórico a ser preservada.
Há indício de ter servido de abrigo para povos primitivos em um passado muito remoto. O paredão de granito altaneiro é como se fosse um mural feito há milênios por “artistas” do passado, com várias pinturas, algumas alcançando até mesmo cerca de 15 metros de altura, como se a pedra tivesse sido escalada para que a pintura fosse realizada.
Para alguns pesquisadores, a Pedra Pintada teria surgido na Era Mesozoica, nos períodos do Cretáceo e Jurássico, há aproximadamente 67 e 137 milhões de anos. Outros adotaram a teoria de que a região teria sido um grande lago chamado de Lago de Manoá e que cobria parcialmente a Pedra Pintada, justificando assim a altura em que são encontradas certas pinturas gravadas em seus paredões retilíneos.

(Adaptado de: SOUZA, Jessé, 20/10/2015. Disponível em: http://roraimadefato.com/main/2015/10/20/pedra-pintada-passeio-por-registros-misteriosos-de-nossos-ancestrais. Acesso em: 21/10/2015)
Para alguns pesquisadores, a Pedra Pintada teria surgido na Era Mesozoica, nos períodos do Cretáceo e Jurássico, há aproximadamente 67 e 137 milhões de anos. Outros adotaram a teoria de que a região teria sido um grande lago chamado de Lago de Manoá e que cobria parcialmente a Pedra Pintada... (último parágrafo)

No contexto, as formas verbais sublinhadas − teria surgido e teria sido − expressam

 

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A morte e a morte do poeta

Ao ler o seu necrológio no jornal outro dia, o pianista Marcos Resende primeiro tratou de verificar que estava vivo, bem vivo. Em seguida gravou uma mensagem na sua secretária eletrônica: “Hoje é 27 e eu não morri. Não posso atender porque estou na outra linha dando a mesma explicação”. Quando li esta nota, me lembrei de como tudo neste mundo caminha cada vez mais depressa. Em 1862, chegou aqui a notícia da morte de Gonçalves Dias.

O poeta estava a bordo do Grand Condé havia cinquenta e cinco dias. O brigue chegou a Marselha com um morto a bordo. À falta de lazareto, o navio estava obrigado à caceteação da quarentena. Gonçalves Dias tinha ido se tratar na Europa e logo se concluiu que era ele o morto. A notícia chegou ao Instituto Histórico durante uma sessão presidida por d. Pedro II. Suspensa a sessão, começaram as homenagens ao que era tido e havido como o maior poeta do Brasil.

Suspeitar que podia ser mentira? Impossível. O imperador, em pleno Instituto Histórico, só podia ser verdade. Ofícios fúnebres solenes foram celebrados na Corte e na província. Vinte e cinco nênias saíram publicadas de estalo. Joaquim Serra, Juvenal Galeno e Bernardo Guimarães debulharam lágrimas de esguicho, quentes e sinceras. O grande poeta! O grande amigo! Que trágica perda! As comunicações se arrastavam a passo de cágado. Mal se começava a aliviar o luto fechado, dois meses depois chegou o desmentido: morreu, uma vírgula! Vivinho da silva.

A carta vinha escrita pela mão do próprio poeta: “É mentira! Não morri, nem morro, nem hei de morrer nunca mais!” Entre exclamações, citou Horácio: “Não morrerei de todo.” Todavia, morreu, claro. E morreu num naufrágio, vejam a coincidência. Em 1864, trancado na sua cabine do Ville de Boulogne, à vista da costa do Maranhão. Seu corpo não foi encontrado. Terá sido devorado pelos tubarões. Mas o poeta, este de fato não morreu.

[...]

(Adaptado de: RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p.107-8)

Joaquim Serra, Juvenal Galeno e Bernardo Guimarães debulharam lágrimas de esguicho, quentes e sinceras.

O verbo transitivo empregado com o mesmo tipo de complemento com que foi empregado o verbo grifado acima está em:

 

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643432 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
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Já tive muitas capas e infinitos guarda-chuvas, mas acabei me cansando de tê-los e perdê-los; há anos vivo sem nenhum desses abrigos, e também, como toda gente, sem chapéu. Tenho apanhado muita chuva, dado muita corrida, me plantado debaixo de muita marquise, mas resistido.

Ontem, porém, choveu demais, e eu precisava ir a três pontos diferentes do bairro. Pedi ao moço de recados, quando veio apanhar a crônica para o jornal, que me comprasse um chapéu-de-chuva que não fosse vagabundo demais, mas também não muito caro. Ele me comprou um de pouco mais de trezentos cruzeiros.

Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele; meu velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber qual a origem desse carinho.

Pensando bem, ele talvez derive do fato de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quarentão, e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva.

O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas.

Reparem que é um dos engenhos mais curiosos que o homem já inventou; tem ao mesmo tempo algo de ridículo e algo de fúnebre, essa pequena barraca ambulante.

Já na minha infância era um objeto de ares antiquados, que parecia vindo de épocas remotas, e uma de suas características era ser muito usado em enterros. Por outro lado, esse grande acompanhador de defuntos sempre teve, apesar de seu feitio grave, o costume leviano de se perder, de sumir, de mudar de dono. Ele na verdade só é fiel a seus amigos cem por cento, que com ele saem todo dia, faça chuva ou sol, apesar dos motejos alheios; a estes, respeita. O freguês vulgar e ocasional, este o irrita, e ele se aproveita da primeira distração para sumir.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Coisas antigas. In: 200 Crônicas escolhidas. 13. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998, p.217-9)

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi feita corretamente em:
 

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643431 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
A independência dos Estados Unidos resultou na criação da primeira democracia republicana da história moderna. Ao se separar da monárquica e conservadora Inglaterra, 13 anos antes da queda da Bastilha, os americanos criaram o laboratório onde seriam testadas com sucesso as ideias que os filósofos iluministas haviam desenvolvido nas décadas anteriores. É preciso lembrar que, até então, todo o poder emanava do rei e em seu nome era exercido. Pensadores como David Hume, John Locke e Montesquieu sustentavam, no entanto, que era possível limitar o poder dos reis ou até mesmo governar sem eles. O iluminismo preconizava uma nova era, em que a razão, a liberdade de expressão e de culto e os direitos individuais predominariam sobre os direitos divinos invocados pelos reis e pela nobreza para manter os seus privilégios.

Durante muito tempo tudo isso funcionou apenas como teoria, intensamente discutida nos cafés parisienses. Até então, democracia e república eram conceitos testados por breves períodos na Antiguidade. Seria possível aplicar essa teoria ao mundo moderno para governar sociedades maiores e mais complexas? Coube aos norte-americanos demonstrar que era possível inverter a pirâmide do poder. A partir dali, todo o poder emanaria do povo (por meio de eleições).

O paradigma da nova era aparecia logo na certidão de nascimento dos Estados Unidos. Redigida pelo futuro presidente Thomas Jefferson, a declaração de independência americana anunciava que “todos os homens nascem iguais" e com alguns direitos inalienáveis, incluindo a vida, a liberdade e a busca da felicidade. O texto de Jefferson serviria de inspiração para que o marquês de Lafayette, nobre francês que havia lutado ao lado dos americanos na guerra da independência, escrevesse a famosa Declaração Universal dos Direitos do Homem. Proclamada pelos revolucionários franceses, seria adotada, um século e meio mais tarde, com algumas adaptações, como a carta de princípios das Nações Unidas.

(Adaptado de: GOMES, Laurentino. 1822. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2010, p.48)
Considerado o contexto, afirma-se corretamente:
 

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643430 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
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Pedra Pintada, passeio por registros misteriosos de nossos ancestrais

Em Roraima, existe um lugar que representa um momento único de observar os registros de nossos ancestrais. Trata-se da Pedra Pintada, uma formação rochosa situada em um sítio arqueológico ao norte do estado.
Os pesquisadores dizem que a principal pedra do sítio tem mais de 35 metros de altura em uma altitude de 83 metros em relação ao nível do mar, onde existe uma caverna cujas paredes apresentam pinturas rupestres. Lá também foram encontrados pedaços de cerâmicas, machadinhas, contas de colar, entre outros artefatos.
Pelo lado de fora é possível ver pinturas em cor branca rosada, fato que deu o nome de Pedra Pintada. O sítio arqueológico localiza-se nos limites da terra indígena de São Marcos, a 140 quilômetros da Capital, no sul do Município de Pacaraima, quase na divisa com o Município de Amajari.
Os registros rupestres da Pedra Pintada podem lançar luz sobre a compreensão do passado, mas as pesquisas arqueológicas não avançaram e o local não está protegido como deveria, a não ser com placas indicando que se trata de área do patrimônio histórico a ser preservada.
Há indício de ter servido de abrigo para povos primitivos em um passado muito remoto. O paredão de granito altaneiro é como se fosse um mural feito há milênios por “artistas” do passado, com várias pinturas, algumas alcançando até mesmo cerca de 15 metros de altura, como se a pedra tivesse sido escalada para que a pintura fosse realizada.
Para alguns pesquisadores, a Pedra Pintada teria surgido na Era Mesozoica, nos períodos do Cretáceo e Jurássico, há aproximadamente 67 e 137 milhões de anos. Outros adotaram a teoria de que a região teria sido um grande lago chamado de Lago de Manoá e que cobria parcialmente a Pedra Pintada, justificando assim a altura em que são encontradas certas pinturas gravadas em seus paredões retilíneos.

(Adaptado de: SOUZA, Jessé, 20/10/2015. Disponível em: http://roraimadefato.com/main/2015/10/20/pedra-pintada-passeio-por-registros-misteriosos-de-nossos-ancestrais. Acesso em: 21/10/2015)
No que se refere à concordância, está correta a seguinte frase redigida a partir do texto:
 

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Já tive muitas capas e infinitos guarda-chuvas, mas acabei me cansando de tê-los e perdê-los; há anos vivo sem nenhum desses abrigos, e também, como toda gente, sem chapéu. Tenho apanhado muita chuva, dado muita corrida, me plantado debaixo de muita marquise, mas resistido.

Ontem, porém, choveu demais, e eu precisava ir a três pontos diferentes do bairro. Pedi ao moço de recados, quando veio apanhar a crônica para o jornal, que me comprasse um chapéu-de-chuva que não fosse vagabundo demais, mas também não muito caro. Ele me comprou um de pouco mais de trezentos cruzeiros.

Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele; meu velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber qual a origem desse carinho.

Pensando bem, ele talvez derive do fato de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quarentão, e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva.

O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas.

Reparem que é um dos engenhos mais curiosos que o homem já inventou; tem ao mesmo tempo algo de ridículo e algo de fúnebre, essa pequena barraca ambulante.

Já na minha infância era um objeto de ares antiquados, que parecia vindo de épocas remotas, e uma de suas características era ser muito usado em enterros. Por outro lado, esse grande acompanhador de defuntos sempre teve, apesar de seu feitio grave, o costume leviano de se perder, de sumir, de mudar de dono. Ele na verdade só é fiel a seus amigos cem por cento, que com ele saem todo dia, faça chuva ou sol, apesar dos motejos alheios; a estes, respeita. O freguês vulgar e ocasional, este o irrita, e ele se aproveita da primeira distração para sumir.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Coisas antigas. In: 200 Crônicas escolhidas. 13. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998, p.217-9)

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na redação da seguinte frase:
 

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643428 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: DPE-RR
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Pedra Pintada, passeio por registros misteriosos de nossos ancestrais

Em Roraima, existe um lugar que representa um momento único de observar os registros de nossos ancestrais. Trata-se da Pedra Pintada, uma formação rochosa situada em um sítio arqueológico ao norte do estado.
Os pesquisadores dizem que a principal pedra do sítio tem mais de 35 metros de altura em uma altitude de 83 metros em relação ao nível do mar, onde existe uma caverna cujas paredes apresentam pinturas rupestres. Lá também foram encontrados pedaços de cerâmicas, machadinhas, contas de colar, entre outros artefatos.
Pelo lado de fora é possível ver pinturas em cor branca rosada, fato que deu o nome de Pedra Pintada. O sítio arqueológico localiza-se nos limites da terra indígena de São Marcos, a 140 quilômetros da Capital, no sul do Município de Pacaraima, quase na divisa com o Município de Amajari.
Os registros rupestres da Pedra Pintada podem lançar luz sobre a compreensão do passado, mas as pesquisas arqueológicas não avançaram e o local não está protegido como deveria, a não ser com placas indicando que se trata de área do patrimônio histórico a ser preservada.
Há indício de ter servido de abrigo para povos primitivos em um passado muito remoto. O paredão de granito altaneiro é como se fosse um mural feito há milênios por “artistas” do passado, com várias pinturas, algumas alcançando até mesmo cerca de 15 metros de altura, como se a pedra tivesse sido escalada para que a pintura fosse realizada.
Para alguns pesquisadores, a Pedra Pintada teria surgido na Era Mesozoica, nos períodos do Cretáceo e Jurássico, há aproximadamente 67 e 137 milhões de anos. Outros adotaram a teoria de que a região teria sido um grande lago chamado de Lago de Manoá e que cobria parcialmente a Pedra Pintada, justificando assim a altura em que são encontradas certas pinturas gravadas em seus paredões retilíneos.

(Adaptado de: SOUZA, Jessé, 20/10/2015. Disponível em: http://roraimadefato.com/main/2015/10/20/pedra-pintada-passeio-por-registros-misteriosos-de-nossos-ancestrais. Acesso em: 21/10/2015)
A partir da leitura do texto, é correto concluir que
 

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