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Luiza e Ana Beatriz possuem uma coleção de bonecas. Se Luiza tivesse !$ \dfrac {5} {6} !$ da quantidade de bonecas que tem, e Ana Beatriz tivesse !$ \dfrac {1} {4} !$ da quantidade de bonecas que possui, juntas teriam 3 bonecas a mais que Luiza. Mas se Luiza tivesse !$ \dfrac {4} {9} !$ da quantidade de bonecas que tem e Ana Beatriz tivesse !$ \dfrac {7} {12} !$ da quantidade que possui, juntas teriam 2 bonecas a menos do que Luiza.
Com base nessas informações, é correto afirmar que
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Num certo ano, todos os alunos do CPCAR foram divididos por faixa etária, nos grupos A, B e C, conforme tabela abaixo.
| GRUPO | FAIXA ETÁRIA | QUANTIDADE (%) |
| A | de 13 a 15 anos | 45 |
| B | de 16 a 18 anos | 20 |
| C | mais de 18 anos | y |
De todos os alunos, 30% optaram por participar de uma Olimpíada de Matemática. Desses participantes, 20% foram do grupo A e 35% do grupo B
Com base nesses dados, pode-se afirmar que a porcentagem de alunos do grupo C que não participou da Olimpíada, considerando-se todos os alunos do CPCAR com mais de 18 anos, é um número entre
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Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Assinale a opção cuja expressão sublinhada exerce a mesma função sintática da destacada no verso abaixo.
“E quero me dedicar / A criar confusões de prosódia”
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Um fardo de alimentos será entregue para alguns habitantes de uma região de difícil acesso na Floresta Amazônica por um helicóptero, conforme a figura abaixo.

No momento em que o fardo atinge o ponto P no solo, o cabo que sai do helicóptero e sustenta o fardo está esticado e perpendicular ao plano que contém os pontos A, P e B
Sabe-se que o helicóptero está a uma altura h do solo e é avistado do ponto A sob um ângulo de 30º e do ponto B sob um ângulo de 45º
Sabe-se, também, que a medida de !$ A \hat {P} B = 90^º !$ e que a distância entre A e B é 100 metros.
O número que expressa a medida de h, em metros,
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A partir de dados extraídos do livro 1808, a respeito da população encontrada em terras brasileiras, detalhados pelo estudioso Luccock, quando da chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro, obtém-se a tabela a seguir:
| Classe | |
| 1600 estrangeiros | C |
| 1000 pessoas relacionadas com a corte de D. João | A |
| 1000 funcionários públicos | A |
| 1000 que residiam na cidade tiravam seu sustento das terras vizinhas ou dos navios | C |
| 700 padres | A |
| 500 advogados | A |
| 200 profissionais que praticavam a medicina | A |
| 40 negociantes regulares | B |
| 2000 retalhistas | B |
| 4000 caixeiros, aprendizes e criados de lojas | B |
| 1250 mecânicos | D |
| 100 taberneiros, “vulgarmente chamados de vendeiros” | B |
| 300 pescadores | D |
| 1000 soldados de linha | C |
| 1000 marinheiros do porto | C |
| 1000 negros forros (libertos) | D |
| 12000 escravos | D |
| 4000 mulheres chefe de família | D |
A população se completava com cerca de 29000 crianças, quase a metade do total.
(GOMES, Laurentino. 1808. SP/RJ: Planeta, 2007. Adaptado)
Excluindo-se as crianças, cada gráfico abaixo representa a população de uma das classes A, B, C ou D

Relacione a população de cada classe A, B, C ou D aos gráficos e, a seguir, marque a alternativa que apresenta essa relação.
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Uma fábrica de aviões levantou dados sobre sua produção e verificou que foram vendidos, no ano de 2007, 140 aviões.
A fábrica produziu três modelos de aviões: A, B e C
Sabe-se que o número de aviões vendidos do modelo A é o sêxtuplo de !$ 0,\bar {3} !$ do quádruplo da metade do número de aviões vendidos do modelo C e os modelos B e C juntos, correspondem a 40% dos aviões vendidos.
Com base nessas informações, é INCORRETO afirmar que
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Todos os anos, as escolas de formação militar de ensino médio das três Forças Armadas Brasileiras se reúnem para colocar seus alunos em competições esportivas. São os chamados Jogos da NAE – Naval, Aeronáutica e Exército.
Em 2008, esses jogos ocorrerão na EPCAR e, para a recepção dos atletas, será elaborado um letreiro em concreto com as letras N, A e E para ser colocado próximo ao Pátio da Bandeira.
Com a intenção de saber quanto de cimento será gasto para a confecção das letras, desenhou-se um croqui com a indicação das medidas reais como na reprodução abaixo.

O rendimento do cimento que será usado é de 0,5 kg para cada 9,31l de concreto.
A quantidade de cimento a ser usada para a confecção do letreiro é, em kg, igual a
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Texto I
A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Texto II
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba2 de alto clangor3, lira4 singela,
Que tens o trom5 e o silvo da procela6
E o arrolo7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Texto III
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Texto IV
“O GRANDE ESTADISTA DO BRASIL - JOÃO MARIA JOSÉ
FRANCISCO XAVIER DE PAULA LUÍS ANTÔNIO DOMINGOS
RAFAEL DE BRAGANÇA ”
Compositor(es): Joel Simpatia / Aroldo Pereira / Paulinho do Táxi / Pierrot
Um corre-corre um alvoroço em Lisboa
Anunciada a temida invasão
Dona Maria conhecida como a louca
Vem pro Brasil com o regente D. João
Deixou a ver navios Napoleão
Que queria o domínio de toda Europa por ambição
Abrindo os Portos nosso grande estadista
Chega no Rio faz Brasil crescer nação
Cria banco pra guardar nossas riquezas
Com o Império, a cultura a impressão
Um santuário ele fez pra aclimatar
Especiarias de além mar academia militar
Circula o primeiro jornal brasileiro
É a Gazeta do Rio de Janeiro
Oh ! meu Brasil de encantos mil
Foi retratado por Debret
Com a missão iniciou-se a história (Bis)
De belas artes que hoje o mundo vê
Comércio a crescer, nobres a comprar
Negras de fazer senhor de engenho se apaixonar
O teatro e a capela musical
O Reino unido esperança geral
E como herança o café imperial
Quando foi obrigado governar sua terra natal
O nosso Rei chegou a ver no fim seu ideal
Fez no Brasil o que não fez em Portugal
Meu coração hoje é a sua Passarela
Minha Flor da Mina vem sacudir (Bis)
Com D. João na Sapucaí
(http://www.tamborins.com.br/agrem/exibe-escano.php?prm1=florma&prm2=2007/acesso em 15/05/2008 às 14 h)
Texto V
A maneira mais divertida de observar a sofisticação dos hábitos da sociedade carioca é ler os anúncios publicados na Gazeta do Rio de Janeiro a partir de 1808. No começo, oferecem serviços e produtos simples, reflexo de uma sociedade colonial ainda fechada para o mundo, que importava pouca coisa e produzia quase tudo que consumia. Esses primeiros anúncios tratam de aluguel de cavalos e carroças, venda de terrenos e casas e alguns serviços básicos como aulas de Catecismo, Língua Portuguesa, História e Geografia.
(...)
De 1810 em diante, o tom e o conteúdo dos anúncios mudam de forma radical. Em vez de casas, cavalos e escravos, passam a oferecer pianos, livros, tecidos de linho, lenços de seda, champanhe, água de colônia, leques, luvas, vasos de porcelana, quadros, relógios e uma infinidade de outras mercadorias importadas. Na edição de 2 de março de 1816 da Gazeta, o francês Girard se anuncia como “cabeleireiro de Sua Alteza Real a Senhora D Carlota, Princesa do Brasil, de Sua Alteza Real a Princesa de Galles e de sua Alteza Real a Duquesa de Algouleme.”
(Laurentino Gomes, 1808 – Editora Planeta, 2007)
Leia as assertivas abaixo.
I - O Texto II é uma declaração de amor à Língua Portuguesa, o que fica evidenciado pelo emprego do verbo amar, pelas referências à voz materna e ao poeta Camões.
II - O Texto III revela o gosto do eu-lírico pela unicidade da língua, o que se observa nas citações contidas nos versos 15 e 16.
III - O Texto IV apresenta, entre os benefícios resultantes da vinda de D. João para o Brasil, a abertura de portos, a criação de bancos, a cultura e a construção de engenhos.
IV - O Texto V apresenta o anúncio do cabeleireiro Girard cuja sofisticação dos seus serviços é assegurada pela citação de nomes da realeza.
Estão corretas apenas
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Marque a alternativa verdadeira.
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Texto
A maneira mais divertida de observar a sofisticação dos hábitos da sociedade carioca é ler os anúncios publicados na Gazeta do Rio de Janeiro a partir de 1808. No começo, oferecem serviços e produtos simples(a), reflexo de uma sociedade colonial ainda fechada para o mundo, que importava pouca coisa e produzia quase tudo que consumia. Esses primeiros anúncios tratam de aluguel de cavalos e carroças, venda de terrenos e casas e alguns serviços básicos como aulas de Catecismo, Língua Portuguesa, História e Geografia.
(...)
De 1810 em diante, o tom e o conteúdo dos anúncios mudam de forma radical. Em vez de casas, cavalos e escravos(b), passam a oferecer pianos, livros, tecidos de linho, lenços de seda, champanhe, água de colônia, leques, luvas, vasos de porcelana, quadros, relógios e uma infinidade de outras mercadorias importadas. Na edição de 2 de março de 1816 da Gazeta, o francês Girard se anuncia como “cabeleireiro de Sua Alteza(c) Real a Senhora D Carlota, Princesa do Brasil, de Sua Alteza Real a Princesa de Galles e de sua Alteza Real a Duquesa de Algouleme.”
(Laurentino Gomes, 1808 – Editora Planeta, 2007)
Em relação ao Texto, assinale a alternativa cuja análise está correta.
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