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Foram encontradas 50 questões.

2377119 Ano: 2008
Disciplina: Matemática
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Carlos, ao levantar o total de suas dívidas, percebeu que dispõe de uma poupança com saldo de y reais que lhe permitirá pagar 40% do que deve. Se ele acrescentar a esse saldo de poupança x reais, apurado com a venda à vista de seu carro, ele pagará tudo e ainda lhe sobrará 10000 reais.
O irmão de Carlos, querendo ajudar, emprestou-lhe 3200 reais para serem devolvidos sem juros assim que Carlos consiga vender o carro.
Usando todo o saldo de sua poupança e mais o empréstimo do irmão, Carlos reduzirá sua dívida para !$ \dfrac {7} {15} !$ de seu valor original, enquanto aguarda a venda do carro.
Com base nesses dados é correto afirmar que
 

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2377030 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Assinale a alternativa correta.
 

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2377026 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Texto I
A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Texto II
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba2 de alto clangor3, lira4 singela,
Que tens o trom5 e o silvo da procela6
E o arrolo7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Texto III
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Texto IV
“O GRANDE ESTADISTA DO BRASIL - JOÃO MARIA JOSÉ
FRANCISCO XAVIER DE PAULA LUÍS ANTÔNIO DOMINGOS
RAFAEL DE BRAGANÇA ”
Compositor(es): Joel Simpatia / Aroldo Pereira / Paulinho do Táxi / Pierrot
Um corre-corre um alvoroço em Lisboa
Anunciada a temida invasão
Dona Maria conhecida como a louca
Vem pro Brasil com o regente D. João
Deixou a ver navios Napoleão
Que queria o domínio de toda Europa por ambição
Abrindo os Portos nosso grande estadista
Chega no Rio faz Brasil crescer nação
Cria banco pra guardar nossas riquezas
Com o Império, a cultura a impressão
Um santuário ele fez pra aclimatar
Especiarias de além mar academia militar
Circula o primeiro jornal brasileiro
É a Gazeta do Rio de Janeiro
Oh ! meu Brasil de encantos mil
Foi retratado por Debret
Com a missão iniciou-se a história (Bis)
De belas artes que hoje o mundo vê
Comércio a crescer, nobres a comprar
Negras de fazer senhor de engenho se apaixonar
O teatro e a capela musical
O Reino unido esperança geral
E como herança o café imperial
Quando foi obrigado governar sua terra natal
O nosso Rei chegou a ver no fim seu ideal
Fez no Brasil o que não fez em Portugal
Meu coração hoje é a sua Passarela
Minha Flor da Mina vem sacudir (Bis)
Com D. João na Sapucaí
(http://www.tamborins.com.br/agrem/exibe-escano.php?prm1=florma&prm2=2007/acesso em 15/05/2008 às 14 h)
Texto V
A maneira mais divertida de observar a sofisticação dos hábitos da sociedade carioca é ler os anúncios publicados na Gazeta do Rio de Janeiro a partir de 1808. No começo, oferecem serviços e produtos simples, reflexo de uma sociedade colonial ainda fechada para o mundo, que importava pouca coisa e produzia quase tudo que consumia. Esses primeiros anúncios tratam de aluguel de cavalos e carroças, venda de terrenos e casas e alguns serviços básicos como aulas de Catecismo, Língua Portuguesa, História e Geografia.
(...)
De 1810 em diante, o tom e o conteúdo dos anúncios mudam de forma radical. Em vez de casas, cavalos e escravos, passam a oferecer pianos, livros, tecidos de linho, lenços de seda, champanhe, água de colônia, leques, luvas, vasos de porcelana, quadros, relógios e uma infinidade de outras mercadorias importadas. Na edição de 2 de março de 1816 da Gazeta, o francês Girard se anuncia como “cabeleireiro de Sua Alteza Real a Senhora D Carlota, Princesa do Brasil, de Sua Alteza Real a Princesa de Galles e de sua Alteza Real a Duquesa de Algouleme.”
(Laurentino Gomes, 1808 – Editora Planeta, 2007)
Leia as assertivas abaixo.
I - No Texto IV, observa-se a supressão de elementos de ligação, como nos versos 11 e 12, e isso confere um ritmo mais ágil ao texto.
II - No Texto IV, a figura do regente D. João é tratada cerimoniosamente em quase todo o texto, mas isso deixa de acontecer nos três últimos versos do texto.
III - No Texto V, sugere-se que a formação religiosa, os conhecimentos da língua, de história e geografia têm pouca importância quando emprega a expressão “serviços básicos”. (l. 4)
IV - No Texto V, percebe-se que não só os produtos sofisticados eram estrangeiros, mas também os profissionais especializados e a alta sociedade.
V - No Texto I, tem-se a confirmação das informações a respeito dos hábitos, costumes, providências conseqüentes da vinda da corte portuguesa para o Brasil.
Estão corretas apenas
 

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2377023 Ano: 2008
Disciplina: Matemática
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Considere os valores reais de a e b, a ≠ b, na expressão !$ p = \dfrac {(a+b) (2a)^{-1} + a (b-a) ^{-1}} {(a^2 + b^2) (ab^2 - ba^2) ^{-1}} !$.
Após simplificar a expressão p e torná-la irredutível, pode-se dizer que !$ \sqrt {p^{-1}} !$ está definida para todo
 

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2377020 Ano: 2008
Disciplina: Matemática
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Dois aviões, respeitando as normas de segurança, voam em linha reta no mesmo sentido, com o objetivo de chegar à cidade D
O primeiro, com uma velocidade média de 150000 m/h, passa pela cidade A, às 10 horas da manhã de certo dia.
O segundo, com uma velocidade média de 2 km/min, passa pela cidade B, no mesmo instante em que o primeiro avião passa por A
A cidade B está situada entre A e D e entre as cidades B e D existe uma torre C, alinhada com as três cidades.
Sabe-se que as cidades A, B e D, bem como a região onde está localizada a torre C, possuem mesmo fuso horário e que as velocidades médias dos dois aviões se mantiveram constantes durante todo o percurso.
Sabe-se, também, que a distância entre C e B é 12000 dam e entre A e C é 3240 hm
Se os aviões chegam à cidade D, ao mesmo tempo, é correto afirmar que isso ocorreu entre
 

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2377013 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Texto I
A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Texto II
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba2 de alto clangor3, lira4 singela,
Que tens o trom5 e o silvo da procela6
E o arrolo7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Texto III
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Texto IV
“O GRANDE ESTADISTA DO BRASIL - JOÃO MARIA JOSÉ
FRANCISCO XAVIER DE PAULA LUÍS ANTÔNIO DOMINGOS
RAFAEL DE BRAGANÇA ”
Compositor(es): Joel Simpatia / Aroldo Pereira / Paulinho do Táxi / Pierrot
Um corre-corre um alvoroço em Lisboa
Anunciada a temida invasão
Dona Maria conhecida como a louca
Vem pro Brasil com o regente D. João
Deixou a ver navios Napoleão
Que queria o domínio de toda Europa por ambição
Abrindo os Portos nosso grande estadista
Chega no Rio faz Brasil crescer nação
Cria banco pra guardar nossas riquezas
Com o Império, a cultura a impressão
Um santuário ele fez pra aclimatar
Especiarias de além mar academia militar
Circula o primeiro jornal brasileiro
É a Gazeta do Rio de Janeiro
Oh ! meu Brasil de encantos mil
Foi retratado por Debret
Com a missão iniciou-se a história (Bis)
De belas artes que hoje o mundo vê
Comércio a crescer, nobres a comprar
Negras de fazer senhor de engenho se apaixonar
O teatro e a capela musical
O Reino unido esperança geral
E como herança o café imperial
Quando foi obrigado governar sua terra natal
O nosso Rei chegou a ver no fim seu ideal
Fez no Brasil o que não fez em Portugal
Meu coração hoje é a sua Passarela
Minha Flor da Mina vem sacudir (Bis)
Com D. João na Sapucaí
(http://www.tamborins.com.br/agrem/exibe-escano.php?prm1=florma&prm2=2007/acesso em 15/05/2008 às 14 h)
Texto V
A maneira mais divertida de observar a sofisticação dos hábitos da sociedade carioca é ler os anúncios publicados na Gazeta do Rio de Janeiro a partir de 1808. No começo, oferecem serviços e produtos simples, reflexo de uma sociedade colonial ainda fechada para o mundo, que importava pouca coisa e produzia quase tudo que consumia. Esses primeiros anúncios tratam de aluguel de cavalos e carroças, venda de terrenos e casas e alguns serviços básicos como aulas de Catecismo, Língua Portuguesa, História e Geografia.
(...)
De 1810 em diante, o tom e o conteúdo dos anúncios mudam de forma radical. Em vez de casas, cavalos e escravos, passam a oferecer pianos, livros, tecidos de linho, lenços de seda, champanhe, água de colônia, leques, luvas, vasos de porcelana, quadros, relógios e uma infinidade de outras mercadorias importadas. Na edição de 2 de março de 1816 da Gazeta, o francês Girard se anuncia como “cabeleireiro de Sua Alteza Real a Senhora D Carlota, Princesa do Brasil, de Sua Alteza Real a Princesa de Galles e de sua Alteza Real a Duquesa de Algouleme.”
(Laurentino Gomes, 1808 – Editora Planeta, 2007)
Coloque (V) para as afirmativas verdadeiras ou (F) para as falsas e, a seguir, assinale a seqüência correta.
( ) O pronome pessoal oblíquo consigo (l. 3, Texto I) tem valor reflexivo e pode ser substituído pela expressão com ela.
( ) O primeiro verso do Texto II apresenta uma figura de linguagem chamada metáfora.
( ) O verso 18 do Texto III apresenta uma palavra formada por justaposição.
( ) O verso 17 do Texto IV apresenta um verbo na voz passiva.
( ) O Texto V apresenta, através de comentários sobre anúncios de jornal, uma análise da evolução da língua portuguesa no Brasil.
 

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Questão presente nas seguintes provas
2376912 Ano: 2008
Disciplina: Matemática
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Uma mulher tinha entre 20 e 55 ações de uma empresa para dividir igualmente entre todos os seus filhos. No ano de 2003, quando tinha 3 filhos, se fossem divididas as ações, sobrariam duas. Em 2005, nasceu mais um filho e, se dividisse igualmente entre os quatro filhos a mesma quantidade de ações, sobrariam três ações. No ano de 2007 essa mulher teve, para sua surpresa, dois filhos gêmeos e dividiu igualmente as ações entre os seus seis filhos, observando que sobraram cinco ações.
Sabendo-se que a mulher não teve mais filhos e que o número total de ações foi mantido nesse período de 2003 a 2007, é INCORRETO afirmar que
 

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2376897 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Texto
“O GRANDE ESTADISTA DO BRASIL - JOÃO MARIA JOSÉ
FRANCISCO XAVIER DE PAULA LUÍS ANTÔNIO DOMINGOS
RAFAEL DE BRAGANÇA ”
Compositor(es): Joel Simpatia / Aroldo Pereira / Paulinho do Táxi / Pierrot
Um corre-corre um alvoroço em Lisboa
Anunciada a temida invasão
Dona Maria conhecida como a louca
Vem pro Brasil com o regente D. João
Deixou a ver navios Napoleão
Que queria o domínio de toda Europa por ambição
Abrindo os Portos nosso grande estadista
Chega no Rio faz Brasil crescer nação
Cria banco pra guardar nossas riquezas
Com o Império, a cultura a impressão
Um santuário ele fez pra aclimatar
Especiarias de além mar academia militar
Circula o primeiro jornal brasileiro
É a Gazeta do Rio de Janeiro
Oh ! meu Brasil de encantos mil
Foi retratado por Debret
Com a missão iniciou-se a história (Bis)
De belas artes que hoje o mundo vê
Comércio a crescer, nobres a comprar
Negras de fazer senhor de engenho se apaixonar
O teatro e a capela musical
O Reino unido esperança geral
E como herança o café imperial
Quando foi obrigado governar sua terra natal
O nosso Rei chegou a ver no fim seu ideal
Fez no Brasil o que não fez em Portugal
Meu coração hoje é a sua Passarela
Minha Flor da Mina vem sacudir (Bis)
Com D. João na Sapucaí
(http://www.tamborins.com.br/agrem/exibe-escano.php?prm1=florma&prm2=2007/acesso em 15/05/2008 às 14 h)
Dentre os trechos reescritos do Texto, somente um apresenta pluralização correta. Assinale-o.
 

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Questão presente nas seguintes provas
2376158 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Texto I
A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Texto II
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba2 de alto clangor3, lira4 singela,
Que tens o trom5 e o silvo da procela6
E o arrolo7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Texto III
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Texto IV
“O GRANDE ESTADISTA DO BRASIL - JOÃO MARIA JOSÉ
FRANCISCO XAVIER DE PAULA LUÍS ANTÔNIO DOMINGOS
RAFAEL DE BRAGANÇA ”
Compositor(es): Joel Simpatia / Aroldo Pereira / Paulinho do Táxi / Pierrot
Um corre-corre um alvoroço em Lisboa
Anunciada a temida invasão
Dona Maria conhecida como a louca
Vem pro Brasil com o regente D. João
Deixou a ver navios Napoleão
Que queria o domínio de toda Europa por ambição
Abrindo os Portos nosso grande estadista
Chega no Rio faz Brasil crescer nação
Cria banco pra guardar nossas riquezas
Com o Império, a cultura a impressão
Um santuário ele fez pra aclimatar
Especiarias de além mar academia militar
Circula o primeiro jornal brasileiro
É a Gazeta do Rio de Janeiro
Oh ! meu Brasil de encantos mil
Foi retratado por Debret
Com a missão iniciou-se a história (Bis)
De belas artes que hoje o mundo vê
Comércio a crescer, nobres a comprar
Negras de fazer senhor de engenho se apaixonar
O teatro e a capela musical
O Reino unido esperança geral
E como herança o café imperial
Quando foi obrigado governar sua terra natal
O nosso Rei chegou a ver no fim seu ideal
Fez no Brasil o que não fez em Portugal
Meu coração hoje é a sua Passarela
Minha Flor da Mina vem sacudir (Bis)
Com D. João na Sapucaí
(http://www.tamborins.com.br/agrem/exibe-escano.php?prm1=florma&prm2=2007/acesso em 15/05/2008 às 14 h)
Texto V
A maneira mais divertida de observar a sofisticação dos hábitos da sociedade carioca é ler os anúncios publicados na Gazeta do Rio de Janeiro a partir de 1808. No começo, oferecem serviços e produtos simples, reflexo de uma sociedade colonial ainda fechada para o mundo, que importava pouca coisa e produzia quase tudo que consumia. Esses primeiros anúncios tratam de aluguel de cavalos e carroças, venda de terrenos e casas e alguns serviços básicos como aulas de Catecismo, Língua Portuguesa, História e Geografia.
(...)
De 1810 em diante, o tom e o conteúdo dos anúncios mudam de forma radical. Em vez de casas, cavalos e escravos, passam a oferecer pianos, livros, tecidos de linho, lenços de seda, champanhe, água de colônia, leques, luvas, vasos de porcelana, quadros, relógios e uma infinidade de outras mercadorias importadas. Na edição de 2 de março de 1816 da Gazeta, o francês Girard se anuncia como “cabeleireiro de Sua Alteza Real a Senhora D Carlota, Princesa do Brasil, de Sua Alteza Real a Princesa de Galles e de sua Alteza Real a Duquesa de Algouleme.”
(Laurentino Gomes, 1808 – Editora Planeta, 2007)
Leia as assertivas abaixo.
I - O Texto II, ao exaltar o idioma, utiliza-se de um vocabulário requintado e do padrão culto e só faz uma concessão ao utilizar a expressão “meu filho”.
II - O Texto III revela a herança do português lusitano, porém a atitude perante esse não é de subserviência como mostram os versos 14 a 16.
III - O Texto I, ao afirmar que “o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia.” (l. 6), indica o domínio cultural imposto pelo elemento português.
IV - O Texto V demonstra que o uso da língua escrita, antes de 1810, era bastante precário, reflexo da condição de uma sociedade colonial fechada.
Estão corretas apenas
 

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2376017 Ano: 2008
Disciplina: Estatística
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Utilize as informações abaixo para resolver a questão.
Os dados do gráfico abaixo indicam o número de candidatos inscritos para as provas do Exame de Admissão ao 1º e 3º anos do CPCAR, no período de 2004 até o ano de 2008, e também a projeção efetuada pela Seção de Concursos da EPCAR para 2009
Enunciado 2376017-1
Se forem comparados o número de candidatos inscritos para o Exame de Admissão ao 1º ano do CPCAR com o número de candidatos inscritos para o Exame de Admissão ao 3o ano CPCAR, é correto afirmar que
 

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