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Foram encontradas 48 questões.

2631332 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO II

Você lerá, a seguir, um trecho do livro O homem delinquente, de Cesare Lombroso, autor citado nas notícias dos dias 23 e 24 do Texto I.

Fisionomia dos criminosos

/.../ estudando a massa inteira desses infelizes,

como o fiz nas casas de detenção, conclui-se que, ainda

que não tenham sempre uma fisionomia rebarbativa* e

assustadora, têm eles uma toda particular e quase

5 especial a cada forma de criminalidade.

Entre os violadores (quando não são cretinos),

quase sempre os olhos são salientes, a fisionomia é

delicada, os lábios são volumosos. A maior parte é frágil,

loura, raquítica e, às vezes, corcunda. /.../

10 Os homicidas, os arrombadores, têm cabelos

crespos, são deformados no crânio, têm possantes

maxilares, zigomas** enormes e frequentes tatuagens;

são cobertos de cicatrizes na cabeça e no tronco.

Os homicidas habituais têm o olhar vidrado, frio,

15 imóvel, algumas vezes sanguíneo e injetado; o nariz,

frequentemente aquilino ou adunco como o das aves de

rapina, sempre volumoso; os maxilares são robustos; as

orelhas, longas; os zigomas largos; os cabelos crespos

são abundantes e escuros. Com frequência, a barba é

20 escassa, os dentes caninos muito desenvolvidos; os

lábios, finos.

/.../

Em geral, muitos criminosos têm orelhas de abano,

cabelos abundantes, barba escassa, sinos frontais*** e

25 maxilares enormes, queixo quadrado e saliente, zigomas

largos /.../.

* rebarbativa: desagradável, rude, carrancuda.

** zigomas: bochechas.

*** sinos frontais: seios da face.

(LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. Tradução, atualização, notas e comentários de Maristela Tomasini e Oscar Antonio Corbo Garcia. Porto alegre: Ricardo Lenz Editor, 2001, p. 247-248)

Assinale a alternativa em que a proposta de reescrita do primeiro parágrafo do Texto II mantém a correção gramatical e preserva o sentido original do enunciado.

 

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2631331 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO II

Você lerá, a seguir, um trecho do livro O homem delinquente, de Cesare Lombroso, autor citado nas notícias dos dias 23 e 24 do Texto I.

Fisionomia dos criminosos

/.../ estudando a massa inteira desses infelizes,

como o fiz nas casas de detenção, conclui-se que, ainda

que não tenham sempre uma fisionomia rebarbativa* e

assustadora, têm eles uma toda particular e quase

5 especial a cada forma de criminalidade.

Entre os violadores (quando não são cretinos),

quase sempre os olhos são salientes, a fisionomia é

delicada, os lábios são volumosos. A maior parte é frágil,

loura, raquítica e, às vezes, corcunda. /.../

10 Os homicidas, os arrombadores, têm cabelos

crespos, são deformados no crânio, têm possantes

maxilares, zigomas** enormes e frequentes tatuagens;

são cobertos de cicatrizes na cabeça e no tronco.

Os homicidas habituais têm o olhar vidrado, frio,

15 imóvel, algumas vezes sanguíneo e injetado; o nariz,

frequentemente aquilino ou adunco como o das aves de

rapina, sempre volumoso; os maxilares são robustos; as

orelhas, longas; os zigomas largos; os cabelos crespos

são abundantes e escuros. Com frequência, a barba é

20 escassa, os dentes caninos muito desenvolvidos; os

lábios, finos.

/.../

Em geral, muitos criminosos têm orelhas de abano,

cabelos abundantes, barba escassa, sinos frontais*** e

25 maxilares enormes, queixo quadrado e saliente, zigomas

largos /.../.

* rebarbativa: desagradável, rude, carrancuda.

** zigomas: bochechas.

*** sinos frontais: seios da face.

(LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. Tradução, atualização, notas e comentários de Maristela Tomasini e Oscar Antonio Corbo Garcia. Porto alegre: Ricardo Lenz Editor, 2001, p. 247-248)

A forma de escrita do Texto II reúne recursos de linguagem que têm por objetivo transmitir confiança ao leitor, demonstrando o caráter científico das constatações apresentadas. Assinale a única alternativa que NÃO comprova esse aspecto.

 

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2631330 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO II

Você lerá, a seguir, um trecho do livro O homem delinquente, de Cesare Lombroso, autor citado nas notícias dos dias 23 e 24 do Texto I.

Fisionomia dos criminosos

/.../ estudando a massa inteira desses infelizes,

como o fiz nas casas de detenção, conclui-se que, ainda

que não tenham sempre uma fisionomia rebarbativa* e

assustadora, têm eles uma toda particular e quase

5 especial a cada forma de criminalidade.

Entre os violadores (quando não são cretinos),

quase sempre os olhos são salientes, a fisionomia é

delicada, os lábios são volumosos. A maior parte é frágil,

loura, raquítica e, às vezes, corcunda. /.../

10 Os homicidas, os arrombadores, têm cabelos

crespos, são deformados no crânio, têm possantes

maxilares, zigomas** enormes e frequentes tatuagens;

são cobertos de cicatrizes na cabeça e no tronco.

Os homicidas habituais têm o olhar vidrado, frio,

15 imóvel, algumas vezes sanguíneo e injetado; o nariz,

frequentemente aquilino ou adunco como o das aves de

rapina, sempre volumoso; os maxilares são robustos; as

orelhas, longas; os zigomas largos; os cabelos crespos

são abundantes e escuros. Com frequência, a barba é

20 escassa, os dentes caninos muito desenvolvidos; os

lábios, finos.

/.../

Em geral, muitos criminosos têm orelhas de abano,

cabelos abundantes, barba escassa, sinos frontais*** e

25 maxilares enormes, queixo quadrado e saliente, zigomas

largos /.../.

* rebarbativa: desagradável, rude, carrancuda.

** zigomas: bochechas.

*** sinos frontais: seios da face.

(LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. Tradução, atualização, notas e comentários de Maristela Tomasini e Oscar Antonio Corbo Garcia. Porto alegre: Ricardo Lenz Editor, 2001, p. 247-248)

No Texto II, a caracterização dos criminosos é feita com auxílio de adjetivos extraídos do mundo animal. Assinale a alternativa em que NÃO se verifica esse recurso.

 

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2631329 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO II

Você lerá, a seguir, um trecho do livro O homem delinquente, de Cesare Lombroso, autor citado nas notícias dos dias 23 e 24 do Texto I.

Fisionomia dos criminosos

/.../ estudando a massa inteira desses infelizes,

como o fiz nas casas de detenção, conclui-se que, ainda

que não tenham sempre uma fisionomia rebarbativa* e

assustadora, têm eles uma toda particular e quase

5 especial a cada forma de criminalidade.

Entre os violadores (quando não são cretinos),

quase sempre os olhos são salientes, a fisionomia é

delicada, os lábios são volumosos. A maior parte é frágil,

loura, raquítica e, às vezes, corcunda. /.../

10 Os homicidas, os arrombadores, têm cabelos

crespos, são deformados no crânio, têm possantes

maxilares, zigomas** enormes e frequentes tatuagens;

são cobertos de cicatrizes na cabeça e no tronco.

Os homicidas habituais têm o olhar vidrado, frio,

15 imóvel, algumas vezes sanguíneo e injetado; o nariz,

frequentemente aquilino ou adunco como o das aves de

rapina, sempre volumoso; os maxilares são robustos; as

orelhas, longas; os zigomas largos; os cabelos crespos

são abundantes e escuros. Com frequência, a barba é

20 escassa, os dentes caninos muito desenvolvidos; os

lábios, finos.

/.../

Em geral, muitos criminosos têm orelhas de abano,

cabelos abundantes, barba escassa, sinos frontais*** e

25 maxilares enormes, queixo quadrado e saliente, zigomas

largos /.../.

* rebarbativa: desagradável, rude, carrancuda.

** zigomas: bochechas.

*** sinos frontais: seios da face.

(LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. Tradução, atualização, notas e comentários de Maristela Tomasini e Oscar Antonio Corbo Garcia. Porto alegre: Ricardo Lenz Editor, 2001, p. 247-248)

Assinale a alternativa INCORRETA sobre o Texto II.

 

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2631328 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO I

Você lerá a seguir trechos – com ortografia atualizada – extraídos do jornal A Gazeta de notícias, da cidade do Rio de Janeiro, que publicou, dos dias 22 a 25 de julho de 1895, a notícia de um assassinato e os desdobramentos da investigação policial sobre o fato.

Dia 22

Às 2 ½ horas da madrugada de ontem, um indivíduo,

que corria da rua da Relação em direção à repartição da

polícia, caiu morto junto à porta principal do edifício,

apresentando no peito um profundo ferimento.

5 Ato contínuo um outro indivíduo, que também se

achava ferido no rosto, parou junto ao cadáver procurando

certificar-se se o indivíduo que ali se achava caído estava

com vida.

Tornando-se o referido indivíduo suspeito, foi

10 imediatamente preso e apresentado ao Sr. Dr. Carijó,

1º delegado auxiliar.

/.../

Ontem pela manhã apareceram no necrotério três

praças da brigada policial, entre os quais se achava

15 Antonio Primeiro, pertencente à 6ª companhia, que

declarou reconhecer o cadáver como o de João Ferreira

da Silva, ex-corneta da brigada policial, de onde teve baixa

há cerca de três meses.

/.../

20_ Silva era casado com Maria Virginia da Costa, com a

qual residia, em companhia de dois filhos menores, na

casinha nº 19 da estalagem da rua do Rezende, nº 109.

Segundo nos informou Maria Virginia, seu marido era

homem pacato, de bons costumes e trabalhava como

25 servente de pedreiro em umas obras da rua Francisco

Muratori.

Disse mais que seu marido havia estado no botequim

no 64 da referida rua, ponto de reunião de indivíduos

suspeitos, não regressando mais à casa.

Dia 23

30 O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, auxiliado por

seu escrivão o Sr. major Luiz de Andrade, já descobriu o

fio do misterioso assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, na madrugada de 21 do

corrente mês.

35 Já depuseram no inquérito muitas testemunhas, entre

as quais se acham os dois soldados de polícia que

rondaram a referida rua e a dos Inválidos, José Teixeira da

Silva, Balbino Ferreira de Oliveira, Pedro da Costa, Manuel

de Souza e Silva, Maria Regina da Costa e outras pessoas

40 que estiveram com o falecido no botequim nº 64 da rua do

Rezende, de onde saíram em serenata.

A autoridade policial espera em breve descobrir o

verdadeiro assassino para entregá-lo à ação da justiça.

Segundo trata C. Lombroso* em seu livro intitulado

45 L´Uomo delinquente, publicamos em seguida as tatuagens

verificadas no corpo de Manuel de Sousa e Silva pelos

Drs. Moraes Brito e Cunha Cruz.

Manuel de Sousa e Silva, de cor branca, com 21 anos

de idade, português, solteiro, morador à rua

50 Resende, nº 109.

Apresenta uma ferida incisa na região tenar**, dois

centímetros de extensão, dirigida de cima para baixo, de

dentro para fora, na mão esquerda; apresenta, entre

outras, as seguintes tatuagens: um crucifixo na face

55 anterior do braço esquerdo; um signo de Salomão, na face

externa do mesmo braço; as iniciais I. M. C. (Isaura Maria

da Conceição) isto no dorso da mão do mesmo lado; no

dorso da mão direita um signo de Salomão; na face

anterior do antebraço, do mesmo lado um coração, com

60 ápice para baixo, atravessado por uma seta, e um punhal

em cruz; na área representada pelo coração, as iniciais M.

S. S. (Manuel de Sousa e Silva); por baixo dessas iniciais,

e na mesma área, as iniciais S. E. S. (Sara Escaldina dos

Santos); por sobre o coração, na mesma face do braço,

65 uma estrela; sobre a estrela, uma fita com as iniciais M. S.

F. (Maria da Silva Fidalga); por sobre a fita as iniciais M. J.

R. C. (Maria Joaquina Rosa da Conceição); no peito, na

região precordial, um coração atravessado por dois

punhais em cruz. Uma figura de mulher e outra de homem,

70 em colóquio amoroso, na face anterior do braço direito.

*Cesare Lombroso (1835-1909) foi criminologista italiano, autor entre outros livros de L’uomo delinquente (1876), e muito influente na época, embora em boa parte desacreditado hoje. Achava que a criminalidade era hereditária, e que os criminosos podiam ser reconhecidos por certos traços e defeitos físicos, inclusive o uso excessivo de tatuagem.

** tenar: palma da mão.

Dia 24

Sobre o assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, temos a acrescentar o

seguinte:

O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, conseguiu

75 descobrir e prender todos os indivíduos que, na noite do

crime, estiveram em serenata com a vítima /.../.

O Sr. Dr. Souza Lima, lente* da Academia de

Medicina, requisitou ontem do Sr. Dr. Carijó a presença de

Manuel de Souza e Silva, o homem tatuado de que

80 tratamos ontem na nossa notícia.

À 1 hora da tarde, na aula de medicina legal, fez uma

pequena preleção aos seus alunos sobre os indivíduos

tatuados de que trata o professor Lombroso,

apresentando-lhes Souza e Silva como um dos indivíduos

85 que deviam estar sempre sob as vistas da polícia por isso

que os desenhos de tatuagem que apresentava no corpo

eram descritos pelo sábio escritor italiano em seu livro

L´Uomo delinquente, os quais demonstraram ser uma

cópia fiel dos que existiam no citado livro.

* lente: professor de escola superior ou secundária.

Dia 25

90 O Sr. Dr. Carijó, prosseguindo no inquérito sobre o

assassinato de João Ferreira da Silva, chegou à

conclusão de que o autor do crime foi Manuel de Souza e

Silva, vulgo Nené, o qual já cumpriu pena há anos

passados por crime de morte.

95 Nené é o indivíduo que, conforme noticiamos,

apresenta o corpo cheio de tatuagens.

/.../

Pelos depoimentos das testemunhas, vê-se que o

móvel do crime foram os ciúmes de Nené por causa de

100 uma mulher.

(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)

Considerando todo o Texto I, a explicação da função sintática do trecho NÃO está correta na alternativa:

 

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2631327 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO I

Você lerá a seguir trechos – com ortografia atualizada – extraídos do jornal A Gazeta de notícias, da cidade do Rio de Janeiro, que publicou, dos dias 22 a 25 de julho de 1895, a notícia de um assassinato e os desdobramentos da investigação policial sobre o fato.

Dia 22

Às 2 ½ horas da madrugada de ontem, um indivíduo,

que corria da rua da Relação em direção à repartição da

polícia, caiu morto junto à porta principal do edifício,

apresentando no peito um profundo ferimento.

5 Ato contínuo um outro indivíduo, que também se

achava ferido no rosto, parou junto ao cadáver procurando

certificar-se se o indivíduo que ali se achava caído estava

com vida.

Tornando-se o referido indivíduo suspeito, foi

10 imediatamente preso e apresentado ao Sr. Dr. Carijó,

1º delegado auxiliar.

/.../

Ontem pela manhã apareceram no necrotério três

praças da brigada policial, entre os quais se achava

15 Antonio Primeiro, pertencente à 6ª companhia, que

declarou reconhecer o cadáver como o de João Ferreira

da Silva, ex-corneta da brigada policial, de onde teve baixa

há cerca de três meses.

/.../

20_ Silva era casado com Maria Virginia da Costa, com a

qual residia, em companhia de dois filhos menores, na

casinha nº 19 da estalagem da rua do Rezende, nº 109.

Segundo nos informou Maria Virginia, seu marido era

homem pacato, de bons costumes e trabalhava como

25 servente de pedreiro em umas obras da rua Francisco

Muratori.

Disse mais que seu marido havia estado no botequim

no 64 da referida rua, ponto de reunião de indivíduos

suspeitos, não regressando mais à casa.

Dia 23

30 O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, auxiliado por

seu escrivão o Sr. major Luiz de Andrade, já descobriu o

fio do misterioso assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, na madrugada de 21 do

corrente mês.

35 Já depuseram no inquérito muitas testemunhas, entre

as quais se acham os dois soldados de polícia que

rondaram a referida rua e a dos Inválidos, José Teixeira da

Silva, Balbino Ferreira de Oliveira, Pedro da Costa, Manuel

de Souza e Silva, Maria Regina da Costa e outras pessoas

40 que estiveram com o falecido no botequim nº 64 da rua do

Rezende, de onde saíram em serenata.

A autoridade policial espera em breve descobrir o

verdadeiro assassino para entregá-lo à ação da justiça.

Segundo trata C. Lombroso* em seu livro intitulado

45 L´Uomo delinquente, publicamos em seguida as tatuagens

verificadas no corpo de Manuel de Sousa e Silva pelos

Drs. Moraes Brito e Cunha Cruz.

Manuel de Sousa e Silva, de cor branca, com 21 anos

de idade, português, solteiro, morador à rua

50 Resende, nº 109.

Apresenta uma ferida incisa na região tenar**, dois

centímetros de extensão, dirigida de cima para baixo, de

dentro para fora, na mão esquerda; apresenta, entre

outras, as seguintes tatuagens: um crucifixo na face

55 anterior do braço esquerdo; um signo de Salomão, na face

externa do mesmo braço; as iniciais I. M. C. (Isaura Maria

da Conceição) isto no dorso da mão do mesmo lado; no

dorso da mão direita um signo de Salomão; na face

anterior do antebraço, do mesmo lado um coração, com

60 ápice para baixo, atravessado por uma seta, e um punhal

em cruz; na área representada pelo coração, as iniciais M.

S. S. (Manuel de Sousa e Silva); por baixo dessas iniciais,

e na mesma área, as iniciais S. E. S. (Sara Escaldina dos

Santos); por sobre o coração, na mesma face do braço,

65 uma estrela; sobre a estrela, uma fita com as iniciais M. S.

F. (Maria da Silva Fidalga); por sobre a fita as iniciais M. J.

R. C. (Maria Joaquina Rosa da Conceição); no peito, na

região precordial, um coração atravessado por dois

punhais em cruz. Uma figura de mulher e outra de homem,

70 em colóquio amoroso, na face anterior do braço direito.

*Cesare Lombroso (1835-1909) foi criminologista italiano, autor entre outros livros de L’uomo delinquente (1876), e muito influente na época, embora em boa parte desacreditado hoje. Achava que a criminalidade era hereditária, e que os criminosos podiam ser reconhecidos por certos traços e defeitos físicos, inclusive o uso excessivo de tatuagem.

** tenar: palma da mão.

Dia 24

Sobre o assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, temos a acrescentar o

seguinte:

O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, conseguiu

75 descobrir e prender todos os indivíduos que, na noite do

crime, estiveram em serenata com a vítima /.../.

O Sr. Dr. Souza Lima, lente* da Academia de

Medicina, requisitou ontem do Sr. Dr. Carijó a presença de

Manuel de Souza e Silva, o homem tatuado de que

80 tratamos ontem na nossa notícia.

À 1 hora da tarde, na aula de medicina legal, fez uma

pequena preleção aos seus alunos sobre os indivíduos

tatuados de que trata o professor Lombroso,

apresentando-lhes Souza e Silva como um dos indivíduos

85 que deviam estar sempre sob as vistas da polícia por isso

que os desenhos de tatuagem que apresentava no corpo

eram descritos pelo sábio escritor italiano em seu livro

L´Uomo delinquente, os quais demonstraram ser uma

cópia fiel dos que existiam no citado livro.

* lente: professor de escola superior ou secundária.

Dia 25

90 O Sr. Dr. Carijó, prosseguindo no inquérito sobre o

assassinato de João Ferreira da Silva, chegou à

conclusão de que o autor do crime foi Manuel de Souza e

Silva, vulgo Nené, o qual já cumpriu pena há anos

passados por crime de morte.

95 Nené é o indivíduo que, conforme noticiamos,

apresenta o corpo cheio de tatuagens.

/.../

Pelos depoimentos das testemunhas, vê-se que o

móvel do crime foram os ciúmes de Nené por causa de

100 uma mulher.

(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)

Observe a imagem a seguir, que exemplifica a grafia original de um trecho do Texto I, como foi publicado no jornal A Gazeta de Notícias, em 1895:

Enunciado 2989996-1

Como se constata, há, no trecho, diferenças em relação à grafia padrão da Língua Portuguesa atual.

Imagine que um estudioso esteja desenvolvendo uma pesquisa sobre as mudanças do padrão ortográfico da nossa Língua ao longo do tempo e, a partir da leitura de todas as notícias que compõem o Texto I, em sua grafia original, tenha selecionado as seguintes palavras como amostragem para o estudo:

individuo

tambem

cahido

victima

tres

cadaver

Carijó

sahiram

apice

movel

até

ciumes

Invalidos

côr

noticia

está

centimetros

ha

sabio

além

medicos

A seguir, são apresentadas deduções feitas pelo pesquisador ao comparar o padrão ortográfico das duas épocas. Considerando apenas as palavras aqui listadas, pressupondo que não há erros de impressão no jornal e que a grafia das palavras está de acordo com o padrão da época, julgue cada dedução como “verdadeira” ou “falsa”.

I - O padrão de acentuação das palavras paroxítonas adotado em 1895 é o mesmo que vigora atualmente na Língua Portuguesa.

II - A obrigatoriedade da acentuação das proparoxítonas não existia em 1895.

III - A grafia das palavras “já” e “ha” representa uma dificuldade para o pesquisador estabelecer a regra de acentuação dos monossílabos tônicos de 1895.

IV - As palavras oxítonas estão grafadas de acordo com o padrão atual, indicando que a regra de 1895 era a mesma.

A partir da análise das afirmativas, conclui-se que

 

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2631326 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO I

Você lerá a seguir trechos – com ortografia atualizada – extraídos do jornal A Gazeta de notícias, da cidade do Rio de Janeiro, que publicou, dos dias 22 a 25 de julho de 1895, a notícia de um assassinato e os desdobramentos da investigação policial sobre o fato.

Dia 22

Às 2 ½ horas da madrugada de ontem, um indivíduo,

que corria da rua da Relação em direção à repartição da

polícia, caiu morto junto à porta principal do edifício,

apresentando no peito um profundo ferimento.

5 Ato contínuo um outro indivíduo, que também se

achava ferido no rosto, parou junto ao cadáver procurando

certificar-se se o indivíduo que ali se achava caído estava

com vida.

Tornando-se o referido indivíduo suspeito, foi

10 imediatamente preso e apresentado ao Sr. Dr. Carijó,

1º delegado auxiliar.

/.../

Ontem pela manhã apareceram no necrotério três

praças da brigada policial, entre os quais se achava

15 Antonio Primeiro, pertencente à 6ª companhia, que

declarou reconhecer o cadáver como o de João Ferreira

da Silva, ex-corneta da brigada policial, de onde teve baixa

há cerca de três meses.

/.../

20_ Silva era casado com Maria Virginia da Costa, com a

qual residia, em companhia de dois filhos menores, na

casinha nº 19 da estalagem da rua do Rezende, nº 109.

Segundo nos informou Maria Virginia, seu marido era

homem pacato, de bons costumes e trabalhava como

25 servente de pedreiro em umas obras da rua Francisco

Muratori.

Disse mais que seu marido havia estado no botequim

no 64 da referida rua, ponto de reunião de indivíduos

suspeitos, não regressando mais à casa.

Dia 23

30 O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, auxiliado por

seu escrivão o Sr. major Luiz de Andrade, já descobriu o

fio do misterioso assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, na madrugada de 21 do

corrente mês.

35 Já depuseram no inquérito muitas testemunhas, entre

as quais se acham os dois soldados de polícia que

rondaram a referida rua e a dos Inválidos, José Teixeira da

Silva, Balbino Ferreira de Oliveira, Pedro da Costa, Manuel

de Souza e Silva, Maria Regina da Costa e outras pessoas

40 que estiveram com o falecido no botequim nº 64 da rua do

Rezende, de onde saíram em serenata.

A autoridade policial espera em breve descobrir o

verdadeiro assassino para entregá-lo à ação da justiça.

Segundo trata C. Lombroso* em seu livro intitulado

45 L´Uomo delinquente, publicamos em seguida as tatuagens

verificadas no corpo de Manuel de Sousa e Silva pelos

Drs. Moraes Brito e Cunha Cruz.

Manuel de Sousa e Silva, de cor branca, com 21 anos

de idade, português, solteiro, morador à rua

50 Resende, nº 109.

Apresenta uma ferida incisa na região tenar**, dois

centímetros de extensão, dirigida de cima para baixo, de

dentro para fora, na mão esquerda; apresenta, entre

outras, as seguintes tatuagens: um crucifixo na face

55 anterior do braço esquerdo; um signo de Salomão, na face

externa do mesmo braço; as iniciais I. M. C. (Isaura Maria

da Conceição) isto no dorso da mão do mesmo lado; no

dorso da mão direita um signo de Salomão; na face

anterior do antebraço, do mesmo lado um coração, com

60 ápice para baixo, atravessado por uma seta, e um punhal

em cruz; na área representada pelo coração, as iniciais M.

S. S. (Manuel de Sousa e Silva); por baixo dessas iniciais,

e na mesma área, as iniciais S. E. S. (Sara Escaldina dos

Santos); por sobre o coração, na mesma face do braço,

65 uma estrela; sobre a estrela, uma fita com as iniciais M. S.

F. (Maria da Silva Fidalga); por sobre a fita as iniciais M. J.

R. C. (Maria Joaquina Rosa da Conceição); no peito, na

região precordial, um coração atravessado por dois

punhais em cruz. Uma figura de mulher e outra de homem,

70 em colóquio amoroso, na face anterior do braço direito.

*Cesare Lombroso (1835-1909) foi criminologista italiano, autor entre outros livros de L’uomo delinquente (1876), e muito influente na época, embora em boa parte desacreditado hoje. Achava que a criminalidade era hereditária, e que os criminosos podiam ser reconhecidos por certos traços e defeitos físicos, inclusive o uso excessivo de tatuagem.

** tenar: palma da mão.

Dia 24

Sobre o assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, temos a acrescentar o

seguinte:

O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, conseguiu

75 descobrir e prender todos os indivíduos que, na noite do

crime, estiveram em serenata com a vítima /.../.

O Sr. Dr. Souza Lima, lente* da Academia de

Medicina, requisitou ontem do Sr. Dr. Carijó a presença de

Manuel de Souza e Silva, o homem tatuado de que

80 tratamos ontem na nossa notícia.

À 1 hora da tarde, na aula de medicina legal, fez uma

pequena preleção aos seus alunos sobre os indivíduos

tatuados de que trata o professor Lombroso,

apresentando-lhes Souza e Silva como um dos indivíduos

85 que deviam estar sempre sob as vistas da polícia por isso

que os desenhos de tatuagem que apresentava no corpo

eram descritos pelo sábio escritor italiano em seu livro

L´Uomo delinquente, os quais demonstraram ser uma

cópia fiel dos que existiam no citado livro.

* lente: professor de escola superior ou secundária.

Dia 25

90 O Sr. Dr. Carijó, prosseguindo no inquérito sobre o

assassinato de João Ferreira da Silva, chegou à

conclusão de que o autor do crime foi Manuel de Souza e

Silva, vulgo Nené, o qual já cumpriu pena há anos

passados por crime de morte.

95 Nené é o indivíduo que, conforme noticiamos,

apresenta o corpo cheio de tatuagens.

/.../

Pelos depoimentos das testemunhas, vê-se que o

móvel do crime foram os ciúmes de Nené por causa de

100 uma mulher.

(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)

No Texto I, na conclusão do inquérito, que atribuiu a autoria do crime a Manuel de Souza e Silva, teve papel decisivo a

 

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2631325 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO I

Você lerá a seguir trechos – com ortografia atualizada – extraídos do jornal A Gazeta de notícias, da cidade do Rio de Janeiro, que publicou, dos dias 22 a 25 de julho de 1895, a notícia de um assassinato e os desdobramentos da investigação policial sobre o fato.

Dia 22

Às 2 ½ horas da madrugada de ontem, um indivíduo,

que corria da rua da Relação em direção à repartição da

polícia, caiu morto junto à porta principal do edifício,

apresentando no peito um profundo ferimento.

5 Ato contínuo um outro indivíduo, que também se

achava ferido no rosto, parou junto ao cadáver procurando

certificar-se se o indivíduo que ali se achava caído estava

com vida.

Tornando-se o referido indivíduo suspeito, foi

10 imediatamente preso e apresentado ao Sr. Dr. Carijó,

1º delegado auxiliar.

/.../

Ontem pela manhã apareceram no necrotério três

praças da brigada policial, entre os quais se achava

15 Antonio Primeiro, pertencente à 6ª companhia, que

declarou reconhecer o cadáver como o de João Ferreira

da Silva, ex-corneta da brigada policial, de onde teve baixa

há cerca de três meses.

/.../

20_ Silva era casado com Maria Virginia da Costa, com a

qual residia, em companhia de dois filhos menores, na

casinha nº 19 da estalagem da rua do Rezende, nº 109.

Segundo nos informou Maria Virginia, seu marido era

homem pacato, de bons costumes e trabalhava como

25 servente de pedreiro em umas obras da rua Francisco

Muratori.

Disse mais que seu marido havia estado no botequim

no 64 da referida rua, ponto de reunião de indivíduos

suspeitos, não regressando mais à casa.

Dia 23

30 O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, auxiliado por

seu escrivão o Sr. major Luiz de Andrade, já descobriu o

fio do misterioso assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, na madrugada de 21 do

corrente mês.

35 Já depuseram no inquérito muitas testemunhas, entre

as quais se acham os dois soldados de polícia que

rondaram a referida rua e a dos Inválidos, José Teixeira da

Silva, Balbino Ferreira de Oliveira, Pedro da Costa, Manuel

de Souza e Silva, Maria Regina da Costa e outras pessoas

40 que estiveram com o falecido no botequim nº 64 da rua do

Rezende, de onde saíram em serenata.

A autoridade policial espera em breve descobrir o

verdadeiro assassino para entregá-lo à ação da justiça.

Segundo trata C. Lombroso* em seu livro intitulado

45 L´Uomo delinquente, publicamos em seguida as tatuagens

verificadas no corpo de Manuel de Sousa e Silva pelos

Drs. Moraes Brito e Cunha Cruz.

Manuel de Sousa e Silva, de cor branca, com 21 anos

de idade, português, solteiro, morador à rua

50 Resende, nº 109.

Apresenta uma ferida incisa na região tenar**, dois

centímetros de extensão, dirigida de cima para baixo, de

dentro para fora, na mão esquerda; apresenta, entre

outras, as seguintes tatuagens: um crucifixo na face

55 anterior do braço esquerdo; um signo de Salomão, na face

externa do mesmo braço; as iniciais I. M. C. (Isaura Maria

da Conceição) isto no dorso da mão do mesmo lado; no

dorso da mão direita um signo de Salomão; na face

anterior do antebraço, do mesmo lado um coração, com

60 ápice para baixo, atravessado por uma seta, e um punhal

em cruz; na área representada pelo coração, as iniciais M.

S. S. (Manuel de Sousa e Silva); por baixo dessas iniciais,

e na mesma área, as iniciais S. E. S. (Sara Escaldina dos

Santos); por sobre o coração, na mesma face do braço,

65 uma estrela; sobre a estrela, uma fita com as iniciais M. S.

F. (Maria da Silva Fidalga); por sobre a fita as iniciais M. J.

R. C. (Maria Joaquina Rosa da Conceição); no peito, na

região precordial, um coração atravessado por dois

punhais em cruz. Uma figura de mulher e outra de homem,

70 em colóquio amoroso, na face anterior do braço direito.

*Cesare Lombroso (1835-1909) foi criminologista italiano, autor entre outros livros de L’uomo delinquente (1876), e muito influente na época, embora em boa parte desacreditado hoje. Achava que a criminalidade era hereditária, e que os criminosos podiam ser reconhecidos por certos traços e defeitos físicos, inclusive o uso excessivo de tatuagem.

** tenar: palma da mão.

Dia 24

Sobre o assassinato de João Ferreira da Silva,

perpetrado na rua da Relação, temos a acrescentar o

seguinte:

O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, conseguiu

75 descobrir e prender todos os indivíduos que, na noite do

crime, estiveram em serenata com a vítima /.../.

O Sr. Dr. Souza Lima, lente* da Academia de

Medicina, requisitou ontem do Sr. Dr. Carijó a presença de

Manuel de Souza e Silva, o homem tatuado de que

80 tratamos ontem na nossa notícia.

À 1 hora da tarde, na aula de medicina legal, fez uma

pequena preleção aos seus alunos sobre os indivíduos

tatuados de que trata o professor Lombroso,

apresentando-lhes Souza e Silva como um dos indivíduos

85 que deviam estar sempre sob as vistas da polícia por isso

que os desenhos de tatuagem que apresentava no corpo

eram descritos pelo sábio escritor italiano em seu livro

L´Uomo delinquente, os quais demonstraram ser uma

cópia fiel dos que existiam no citado livro.

* lente: professor de escola superior ou secundária.

Dia 25

90 O Sr. Dr. Carijó, prosseguindo no inquérito sobre o

assassinato de João Ferreira da Silva, chegou à

conclusão de que o autor do crime foi Manuel de Souza e

Silva, vulgo Nené, o qual já cumpriu pena há anos

passados por crime de morte.

95 Nené é o indivíduo que, conforme noticiamos,

apresenta o corpo cheio de tatuagens.

/.../

Pelos depoimentos das testemunhas, vê-se que o

móvel do crime foram os ciúmes de Nené por causa de

100 uma mulher.

(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)

Considerando a sequência de notícias apresentada ao longo dos dias (Texto I), julgue as afirmativas a seguir, considerando o processo de investigação do crime.

I - As notícias dos dias 23 a 25 são dispensáveis para se compreender a motivação do crime e a identificação do criminoso, pois tais informações já podem ser compreendidas na notícia do dia 22.

II - O papel das testemunhas tem relevância para o desfecho da investigação, mas não é o único elemento levado em consideração pelas autoridades policiais.

III - As notícias dos dias 23 e 24 revelam que a investigação do crime procura basear-se em dados tidos como científicos naquela época.

IV - A notícia do dia 25 revela uma mudança no rumo das investigações, ao divulgar a descoberta de que o suspeito era um homem procurado pela polícia por já ter cometido outro homicídio no passado.

A partir da análise das afirmativas, conclui-se que

 

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