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L.F.S.S., de 45 anos de idade, está internado na Enfermaria da Oncologia há 16 dias. Há um ano, passou por prostatectomia (retirada da próstata) e orquidectomia (retirada dos testículos) por quadro oncológico avançado, seguidas de tratamento radioterápico específico. Na anamnese, consta que o paciente, na ocasião residente em região rural, estava sendo tratado como se tivesse infecção urinária. Procurou hospital de alta complexidade com a ajuda de alguns familiares quando as dores tornaram-se excruciantes e a urina escureceu significativamente. Na internação atual, foi confirmada metástase óssea, razão das queixas álgicas do paciente. L.F.S.S. relatou não estar se sentindo bem, com dores incapacitantes, sono comprometido e sem conseguir alimentar-se. Conta que, no primeiro ciclo de tratamento, teve forças e enfrentou, mas agora é diferente, porque, se foi possível retirar a próstata, não será possível retirar todos os ossos. Está sem forças, porque não adianta. Sabe que não vai escapar, porque a dor tem piorado a cada dia. Chegou a pedir para as equipes uma injeção que o matasse logo de vez, porque ninguém merece ou consegue viver com a dor que ele sente continuamente, descrita como dolorida, latejante, com pontadas, fisgadas, e que se esparrama.
Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir
Observa-se, na internação do paciente, manejo álgico inadequado, insuficiente, deletério, ansiogênico, estressante, devastador e depressogênico.
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L.F.S.S., de 45 anos de idade, está internado na Enfermaria da Oncologia há 16 dias. Há um ano, passou por prostatectomia (retirada da próstata) e orquidectomia (retirada dos testículos) por quadro oncológico avançado, seguidas de tratamento radioterápico específico. Na anamnese, consta que o paciente, na ocasião residente em região rural, estava sendo tratado como se tivesse infecção urinária. Procurou hospital de alta complexidade com a ajuda de alguns familiares quando as dores tornaram-se excruciantes e a urina escureceu significativamente. Na internação atual, foi confirmada metástase óssea, razão das queixas álgicas do paciente. L.F.S.S. relatou não estar se sentindo bem, com dores incapacitantes, sono comprometido e sem conseguir alimentar-se. Conta que, no primeiro ciclo de tratamento, teve forças e enfrentou, mas agora é diferente, porque, se foi possível retirar a próstata, não será possível retirar todos os ossos. Está sem forças, porque não adianta. Sabe que não vai escapar, porque a dor tem piorado a cada dia. Chegou a pedir para as equipes uma injeção que o matasse logo de vez, porque ninguém merece ou consegue viver com a dor que ele sente continuamente, descrita como dolorida, latejante, com pontadas, fisgadas, e que se esparrama.
Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir
Nas intervenções do(a) psicólogo(a), é necessário abordar o tema do autoextermínio, significado pelo paciente como forma de manejo álgico.
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L.F.S.S., de 45 anos de idade, está internado na Enfermaria da Oncologia há 16 dias. Há um ano, passou por prostatectomia (retirada da próstata) e orquidectomia (retirada dos testículos) por quadro oncológico avançado, seguidas de tratamento radioterápico específico. Na anamnese, consta que o paciente, na ocasião residente em região rural, estava sendo tratado como se tivesse infecção urinária. Procurou hospital de alta complexidade com a ajuda de alguns familiares quando as dores tornaram-se excruciantes e a urina escureceu significativamente. Na internação atual, foi confirmada metástase óssea, razão das queixas álgicas do paciente. L.F.S.S. relatou não estar se sentindo bem, com dores incapacitantes, sono comprometido e sem conseguir alimentar-se. Conta que, no primeiro ciclo de tratamento, teve forças e enfrentou, mas agora é diferente, porque, se foi possível retirar a próstata, não será possível retirar todos os ossos. Está sem forças, porque não adianta. Sabe que não vai escapar, porque a dor tem piorado a cada dia. Chegou a pedir para as equipes uma injeção que o matasse logo de vez, porque ninguém merece ou consegue viver com a dor que ele sente continuamente, descrita como dolorida, latejante, com pontadas, fisgadas, e que se esparrama.
Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir
Observam-se no paciente dores cronificadas típicas do quadros oncológicos que ele apresenta.
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D.F.M., de 25 anos de idade, foi acometido por uma forma de câncer de pele (melanoma maligno, com ulceração) na região malar (bochecha) direita o qual foi cirurgicamente retirado. Alguns meses depois, surgiu tumoração agressiva manifestada na região da parótida direita (abaixo das bochechas), que exige cirurgia maior de exérese de todo o pavilhão auricular, globo ocular e reconstrução de parte da face. Pela profundidade da tumoração e pelas precárias condições gerais de saúde do paciente, há risco significativo de óbito durante a cirurgia. Ao perguntar se essa cirurgia resolveria o problema definitivamente, as equipes informaram que não, posto que exames indicavam metástases em linfonodos, com prognóstico reservado. D.F.M. está internado há 26 dias, com restrição de contato, e está empregado como jardineiro em empresa de terceirização de serviços. Tem esposa e um filho de 2 anos de idade e é responsável pelo sustento da casa. Solicitou ajuda da Psicologia para tentar obter transporte para a esposa poder visitá-lo mais vezes durante a semana.
A respeito desse caso clínico e dos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
As equipes envolvidas nos cuidados do paciente precisam ser poupadas do prognóstico reservado, para não ser um fator estressante no cotidiano dos procedimentos.
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D.F.M., de 25 anos de idade, foi acometido por uma forma de câncer de pele (melanoma maligno, com ulceração) na região malar (bochecha) direita o qual foi cirurgicamente retirado. Alguns meses depois, surgiu tumoração agressiva manifestada na região da parótida direita (abaixo das bochechas), que exige cirurgia maior de exérese de todo o pavilhão auricular, globo ocular e reconstrução de parte da face. Pela profundidade da tumoração e pelas precárias condições gerais de saúde do paciente, há risco significativo de óbito durante a cirurgia. Ao perguntar se essa cirurgia resolveria o problema definitivamente, as equipes informaram que não, posto que exames indicavam metástases em linfonodos, com prognóstico reservado. D.F.M. está internado há 26 dias, com restrição de contato, e está empregado como jardineiro em empresa de terceirização de serviços. Tem esposa e um filho de 2 anos de idade e é responsável pelo sustento da casa. Solicitou ajuda da Psicologia para tentar obter transporte para a esposa poder visitá-lo mais vezes durante a semana.
A respeito desse caso clínico e dos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Embora o filho tenha apenas 2 anos de idade, é necessário que ele seja envolvido nas ações de cuidados paliativos.
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D.F.M., de 25 anos de idade, foi acometido por uma forma de câncer de pele (melanoma maligno, com ulceração) na região malar (bochecha) direita o qual foi cirurgicamente retirado. Alguns meses depois, surgiu tumoração agressiva manifestada na região da parótida direita (abaixo das bochechas), que exige cirurgia maior de exérese de todo o pavilhão auricular, globo ocular e reconstrução de parte da face. Pela profundidade da tumoração e pelas precárias condições gerais de saúde do paciente, há risco significativo de óbito durante a cirurgia. Ao perguntar se essa cirurgia resolveria o problema definitivamente, as equipes informaram que não, posto que exames indicavam metástases em linfonodos, com prognóstico reservado. D.F.M. está internado há 26 dias, com restrição de contato, e está empregado como jardineiro em empresa de terceirização de serviços. Tem esposa e um filho de 2 anos de idade e é responsável pelo sustento da casa. Solicitou ajuda da Psicologia para tentar obter transporte para a esposa poder visitá-lo mais vezes durante a semana.
A respeito desse caso clínico e dos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
As ações de cuidados paliativos implicariam viabilizar as visitas da esposa mais vezes durante a semana.
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D.F.M., de 25 anos de idade, foi acometido por uma forma de câncer de pele (melanoma maligno, com ulceração) na região malar (bochecha) direita o qual foi cirurgicamente retirado. Alguns meses depois, surgiu tumoração agressiva manifestada na região da parótida direita (abaixo das bochechas), que exige cirurgia maior de exérese de todo o pavilhão auricular, globo ocular e reconstrução de parte da face. Pela profundidade da tumoração e pelas precárias condições gerais de saúde do paciente, há risco significativo de óbito durante a cirurgia. Ao perguntar se essa cirurgia resolveria o problema definitivamente, as equipes informaram que não, posto que exames indicavam metástases em linfonodos, com prognóstico reservado. D.F.M. está internado há 26 dias, com restrição de contato, e está empregado como jardineiro em empresa de terceirização de serviços. Tem esposa e um filho de 2 anos de idade e é responsável pelo sustento da casa. Solicitou ajuda da Psicologia para tentar obter transporte para a esposa poder visitá-lo mais vezes durante a semana.
A respeito desse caso clínico e dos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Esta é uma boa hora para o(a) psicólogo(a) iniciar intervenções de cuidados paliativos junto ao paciente e aos familiares.
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C. L. P., de 43 anos de idade, é a principal cuidadora da mãe, R.L.P., 78 anos de idade, que tem Alzheimer há cerca de 10 anos. Ela apresenta dificuldades de falar e de reconhecer pessoas e lugares, confunde-se em rotinas antes conhecidas, está emagrecida e descuida-se da higiene pessoal. A filha sempre morou com a mãe na região rural, e ambas não contam com outros familiares ou rede de apoio suficiente. Para cuidar das necessidades da mãe (medicamentos, fraldas, alimentação), chegou a vender um pedaço do sítio. Em uma das consultas, C.L.P. foi interpelada pela médica do Ambulatório do Idoso a respeito da sua própria saúde, que a considerou mais magra que o habitual. Ela relatou que, de fato, não vinha se alimentando direito, sentia um cansaço progressivo, algumas dores abdominais, azia, alguns episódios de vômitos, mas atribuía o cansaço aos crescentes cuidados dispensados à mãe e as indisposições estomacais a irregularidades da dieta. Ao ser examinada no consultório, mesmo a contragosto, a médica, durante palpação abdominal, constatou massa no hipocôndrio esquerdo, mais especificamente no estômago da C.L.P., que reagiu com um grito de dor. Com os demais exames, a paciente foi diagnosticada com câncer gástrico, do tipo adenocarcinoma, em Estadiamento III, com metástase nos gânglios linfáticos. C.L.P. alega que não tem condições de fazer qualquer tratamento, seja cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico, por não ter com quem deixar a mãe.
Quanto a esse caso clínico e nos demais conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.A díade mãe-filha, pelos papéis invertidos de cuidadoracuidada, constitui a base etiológica para o adoecimento da filha.
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- Psicologia da SaúdePsicologia e SaúdePolíticas Públicas
- Psicologia da SaúdeDoenças Crônico-Degenerativas
C. L. P., de 43 anos de idade, é a principal cuidadora da mãe, R.L.P., 78 anos de idade, que tem Alzheimer há cerca de 10 anos. Ela apresenta dificuldades de falar e de reconhecer pessoas e lugares, confunde-se em rotinas antes conhecidas, está emagrecida e descuida-se da higiene pessoal. A filha sempre morou com a mãe na região rural, e ambas não contam com outros familiares ou rede de apoio suficiente. Para cuidar das necessidades da mãe (medicamentos, fraldas, alimentação), chegou a vender um pedaço do sítio. Em uma das consultas, C.L.P. foi interpelada pela médica do Ambulatório do Idoso a respeito da sua própria saúde, que a considerou mais magra que o habitual. Ela relatou que, de fato, não vinha se alimentando direito, sentia um cansaço progressivo, algumas dores abdominais, azia, alguns episódios de vômitos, mas atribuía o cansaço aos crescentes cuidados dispensados à mãe e as indisposições estomacais a irregularidades da dieta. Ao ser examinada no consultório, mesmo a contragosto, a médica, durante palpação abdominal, constatou massa no hipocôndrio esquerdo, mais especificamente no estômago da C.L.P., que reagiu com um grito de dor. Com os demais exames, a paciente foi diagnosticada com câncer gástrico, do tipo adenocarcinoma, em Estadiamento III, com metástase nos gânglios linfáticos. C.L.P. alega que não tem condições de fazer qualquer tratamento, seja cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico, por não ter com quem deixar a mãe.
Quanto a esse caso clínico e nos demais conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.C.L.P. precisa de orientação específica de assistente social, que é profissional de saúde.
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- Psicologia da SaúdeDoenças Crônico-Degenerativas
- Psicologia da SaúdeProcesso Saúde-Doença
- Psicologia da SaúdeSaúde da Família
C. L. P., de 43 anos de idade, é a principal cuidadora da mãe, R.L.P., 78 anos de idade, que tem Alzheimer há cerca de 10 anos. Ela apresenta dificuldades de falar e de reconhecer pessoas e lugares, confunde-se em rotinas antes conhecidas, está emagrecida e descuida-se da higiene pessoal. A filha sempre morou com a mãe na região rural, e ambas não contam com outros familiares ou rede de apoio suficiente. Para cuidar das necessidades da mãe (medicamentos, fraldas, alimentação), chegou a vender um pedaço do sítio. Em uma das consultas, C.L.P. foi interpelada pela médica do Ambulatório do Idoso a respeito da sua própria saúde, que a considerou mais magra que o habitual. Ela relatou que, de fato, não vinha se alimentando direito, sentia um cansaço progressivo, algumas dores abdominais, azia, alguns episódios de vômitos, mas atribuía o cansaço aos crescentes cuidados dispensados à mãe e as indisposições estomacais a irregularidades da dieta. Ao ser examinada no consultório, mesmo a contragosto, a médica, durante palpação abdominal, constatou massa no hipocôndrio esquerdo, mais especificamente no estômago da C.L.P., que reagiu com um grito de dor. Com os demais exames, a paciente foi diagnosticada com câncer gástrico, do tipo adenocarcinoma, em Estadiamento III, com metástase nos gânglios linfáticos. C.L.P. alega que não tem condições de fazer qualquer tratamento, seja cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico, por não ter com quem deixar a mãe.
Quanto a esse caso clínico e nos demais conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.O descuido da filha com o próprio estado de saúde caracteriza estado de negação do adoecimento, próprio de cuidadores de idosos de alta dependência.
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