Foram encontradas 50 questões.
TEXTO I - DESIGUALDADE
Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem
Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados pelo ‘Estado’ mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do país. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza. Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. Os meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.
Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. O ‘Estado’ checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete. Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima
de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que, mesmo entre os brancos, há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.
Segundo educadores e pesquisadores ouvidos pelo ‘Estado’, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.
“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.
Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OC DE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.
O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência”.
“A escola brasileira produz desigualdades. Ela acolhe o padrão de desigualdade e ainda tem o efeito perverso de entregar, no fim da educação básica, com mais desigualdade ainda”, diz o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Estudos brasileiros mostram que a diferença nas notas entre os gêneros é menor nos primeiros anos do ensino fundamental e vai aumentando. A entidade financia projetos que estimulem meninas a se envolver com Exatas.
Para Henriques, os estereótipos também são produzidos em casa. “Vai desde a primeira infância, com jogos e brincadeiras diferentes para meninos e meninas, que inibem a performance das jovens”. Brinquedos como blocos de montar e jogos de raciocínio acabam sendo mais direcionados aos meninos, enquanto as meninas ficam com as bonecas.
(Adaptado de: CAFARDO, R.; TOLEDO, L. F. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-degenero- e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018).
TEXTO II - OPOSTO
Na prova de Redação, alunas do sexo feminino têm nota maior
Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520. Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista.
Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4% respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.
Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico. No Pisa (exame internacional), meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.
Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no país. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, quando cerca de 35% apenas são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam
cerca de 70%.
(CAFARDO, R. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-de-genero-e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018.)
Sobre o texto II, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o conectivo adequado para introduzir o segundo parágrafo, mantendo o sentido original do texto.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
2212689
Ano: 2018
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Provas:
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a entidade que desempenha o papel de monitorar e controla o hardware e o software de um mainframe.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
DESIGUALDADE
Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem
Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados pelo ‘Estado’ mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do país. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza. Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. Os meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.
Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. O ‘Estado’ checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete. Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima
de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que, mesmo entre os brancos, há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.
Segundo educadores e pesquisadores ouvidos pelo ‘Estado’, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.
“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.
Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OC DE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.
O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência”.
“A escola brasileira produz desigualdades. Ela acolhe o padrão de desigualdade e ainda tem o efeito perverso de entregar, no fim da educação básica, com mais desigualdade ainda”, diz o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Estudos brasileiros mostram que a diferença nas notas entre os gêneros é menor nos primeiros anos do ensino fundamental e vai aumentando. A entidade financia projetos que estimulem meninas a se envolver com Exatas.
Para Henriques, os estereótipos também são produzidos em casa. “Vai desde a primeira infância, com jogos e brincadeiras diferentes para meninos e meninas, que inibem a performance das jovens”. Brinquedos como blocos de montar e jogos de raciocínio acabam sendo mais direcionados aos meninos, enquanto as meninas ficam com as bonecas.
(Adaptado de: CAFARDO, R.; TOLEDO, L. F. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-degenero- e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018).
OPOSTO
Na prova de Redação, alunas do sexo feminino têm nota maior
Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520. Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista.
Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4% respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.
Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico. No Pisa (exame internacional), meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.
Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no país. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, quando cerca de 35% apenas são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam
cerca de 70%.
(CAFARDO, R. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-de-genero-e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018.)
Em relação ao texto, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Matemática e Ciências da Natureza são áreas mais complexas do que Ciências Humanas e Linguagens.
( ) Fatores socioculturais influenciam no desempenho das mulheres em Matemática e Ciências.
( ) O Brasil também apresenta diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa.
( ) Por questões biológicas, a aprendizagem de meninos e meninas é diferente.
( ) Estereótipos produzidos em casa influenciam na aprendizagem de meninos e meninas.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
2212669
Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Provas:
Leia o texto a seguir.
A Inflação é tão importante que foi preciso estabelecer uma meta para estabilizá-la, um objetivo que é perseguido todos os anos pelo Banco Central (BC). Para manter o custo de vida em um nível tolerável, o BC precisa mexer nos juros da economia.
(Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2018/01/entenda-como-a-inflacao-afeta-o-seu-dia-a-dia>. Acesso em: 4 jan. 2018.)
Sobre as consequências da inflação no Brasil, considere as afirmativas a seguir.
I. Afeta o poder de compra da população.
II. Resulta no aumento geral de preços.
III. A diminuição de taxas de juros é recurso usado no controle da inflação.
IV. A emissão de papel-moeda pelo governo é alternativa para conter a inflação.
Assinale a alternativa correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
2212662
Ano: 2018
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Provas:
Sobre engenharia de requisitos, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) A engenharia de requisitos abrange 5 tarefas distintas: levantamento, elaboração, especificação, implementação e implantação.
( ) A engenharia de requisitos fornece o mecanismo apropriado para entender aquilo que o cliente deseja, analisando as necessidades e avaliando a viabilidade.
( ) Problemas de escopo ocorrem quando os limites do sistema são definidos de forma precária ou os clientes especificam detalhes técnicos desnecessários que podem confundir os objetivos globais do
sistema.
( ) É comum diferentes usuários proporem necessidades conflitantes, devendo-se então conciliar tais conflitos por meio de um processo de negociação.
( ) Problemas de volatilidade ocorrem quando os clientes não estão completamente certos do que é preciso ou têm um entendimento inadequado das capacidades de seus ambientes computacionais.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
2212656
Ano: 2018
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Provas:
Sobre classes abstratas na linguagem Java, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Uma classe concreta fornece implementação para cada método declarado.
( ) Variáveis abstratas de uma superclasse podem conter referências a objetos de qualquer classe concreta derivada.
( ) Métodos abstratos fornecem uma implementação, mesmo que herdada.
( ) Classes abstratas podem ser usadas para instanciar objetos.
( ) As classes abstratas, às vezes, constituem vários níveis de hierarquia.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
De acordo com o conjunto de atividades desenvolvidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento - BNDES, assinale a alternativa correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
DESIGUALDADE
Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem
Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados pelo ‘Estado’ mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do país. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza. Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. Os meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.
Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. O ‘Estado’ checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete. Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima
de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que, mesmo entre os brancos, há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.
Segundo educadores e pesquisadores ouvidos pelo ‘Estado’, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.
“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.
Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OC DE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.
O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência”.
“A escola brasileira produz desigualdades. Ela acolhe o padrão de desigualdade e ainda tem o efeito perverso de entregar, no fim da educação básica, com mais desigualdade ainda”, diz o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Estudos brasileiros mostram que a diferença nas notas entre os gêneros é menor nos primeiros anos do ensino fundamental e vai aumentando. A entidade financia projetos que estimulem meninas a se envolver com Exatas.
Para Henriques, os estereótipos também são produzidos em casa. “Vai desde a primeira infância, com jogos e brincadeiras diferentes para meninos e meninas, que inibem a performance das jovens”. Brinquedos como blocos de montar e jogos de raciocínio acabam sendo mais direcionados aos meninos, enquanto as meninas ficam com as bonecas.
(Adaptado de: CAFARDO, R.; TOLEDO, L. F. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-degenero- e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018).
OPOSTO
Na prova de Redação, alunas do sexo feminino têm nota maior
Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520. Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista.
Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4% respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.
Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico. No Pisa (exame internacional), meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.
Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no país. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, quando cerca de 35% apenas são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam
cerca de 70%.
(CAFARDO, R. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-de-genero-e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018.)
Em relação aos textos, considere as afirmativas a seguir.
I. Na prova de Redação do Enem 2016, jovens do sexo feminino tiveram desempenho superior ao dos homens.
II. Homens têm melhor desempenho no Enem, em contrapartida apresentam maior evasão escolar.
III. Do total de candidatos do ENEM 2016 com melhor desempenho na Redação, 70% eram meninas.
IV. Os resultados opostos entre as provas objetiva e de Redação foram insignificantes do ponto de vista de gênero.
Assinale a alternativa correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
2212634
Ano: 2018
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Provas:
A Lei Estadual 11.741, de 19 de junho de 1997, autorizou o Poder Executivo a instituir uma agência de desenvolvimento vinculada à Secretaria de Estado da Fazenda, denominada de Agência de Fomento, e adotou outras providências. Tendo em vista o conjunto de regras que esta Lei explicita, considerando-se inclusive as posteriores alterações, é correto afirmar que a Agência de Fomento do Paraná
Provas
Questão presente nas seguintes provas
2212614
Ano: 2018
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Provas:
Considere a hierarquia de herança apresentada a seguir.

Considere os tipos de herança.
I- Herança Única.
II- Herança Múltipla.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a classificação do tipo de herança.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container