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2212564
Ano: 2018
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
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Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, os objetivos de controle e de controles segundo a norma ISO 27001.
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DESIGUALDADE
Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem
Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados pelo ‘Estado’ mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do país. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza. Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. Os meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.
Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. O ‘Estado’ checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete. Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima
de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que, mesmo entre os brancos, há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.
Segundo educadores e pesquisadores ouvidos pelo ‘Estado’, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.
“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.
Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OC DE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.
O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência”.
“A escola brasileira produz desigualdades. Ela acolhe o padrão de desigualdade e ainda tem o efeito perverso de entregar, no fim da educação básica, com mais desigualdade ainda”, diz o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Estudos brasileiros mostram que a diferença nas notas entre os gêneros é menor nos primeiros anos do ensino fundamental e vai aumentando. A entidade financia projetos que estimulem meninas a se envolver com Exatas.
Para Henriques, os estereótipos também são produzidos em casa. “Vai desde a primeira infância, com jogos e brincadeiras diferentes para meninos e meninas, que inibem a performance das jovens”. Brinquedos como blocos de montar e jogos de raciocínio acabam sendo mais direcionados aos meninos, enquanto as meninas ficam com as bonecas.
(Adaptado de: CAFARDO, R.; TOLEDO, L. F. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-degenero- e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018).
OPOSTO
Na prova de Redação, alunas do sexo feminino têm nota maior
Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520. Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista.
Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4% respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.
Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico. No Pisa (exame internacional), meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.
Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no país. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, quando cerca de 35% apenas são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam
cerca de 70%.
(CAFARDO, R. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-de-genero-e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018.)
Acerca dos recursos linguísticos utilizados no primeiro parágrafo do texto, considere as afirmativas a seguir.
I. A expressão “No entanto” indica oposição de ideias entre o argumento anterior e o seguinte.
II. Os termos “ainda” e “também” têm função de acrescentar informações ao texto.
III. O termo “só” tem papel de dar ênfase ao argumento apresentado.
IV. Na expressão “dessa ‘elite’ ”, o termo “dessa” refere-se aos resultados positivos.
Assinale a alternativa correta.
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2212558
Ano: 2018
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
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Com base nos conhecimentos sobre a linguagem Java, considere as afirmativas a seguir.
I. Os membros private de uma superclasse só podem ser acessados por meio dos métodos public ou protected herdados da superclasse.
II. Uma superclasse pode chamar o construtor da subclasse usando a palavra-chave super seguida por um conjunto de parênteses que contém os argumentos.
III. Um método sobrescrito da subclasse pode ser acessado de uma superclasse se o nome do método da subclasse for precedido por super e um ponto separador.
IV. Um método de superclasse pode ser sobrescrito em uma subclasse para declarar uma implementação apropriada para a subclasse.
Assinale a alternativa correta.
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2212548
Ano: 2018
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
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- Fundamentos de ProgramaçãoAlgoritmosConstrução de Algoritmos
- Fundamentos de ProgramaçãoOperadoresOperadores Relacionais
- Fundamentos de ProgramaçãoTipos de Dados
- Paradigmas de ProgramaçãoProgramação Estruturada
Em relação à construção de algoritmos, considere as afirmativas a seguir.
I. Programação estruturada consiste em uma metodologia de projetos de programas.
II. O comando GOTO é uma estrutura de controle com teste no final.
III. Uma variável inteira é um tipo de dado estruturado.
IV. O símbolo > é um operador relacional.
Assinale a alternativa correta.
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2212546
Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: COPS-UEL
Orgão: Fomento PR
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Leia o texto a seguir.
Uma das características prementes da democracia, afora a participação popular nas mais variadas decisões políticas, é o respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos. Quanto mais arraigados forem os princípios democráticos no imaginário coletivo da sociedade, maior será o papel dos direitos fundamentais no ordenamento jurídico e maior será o seu respeito.
(VELLOSO, C. M. da S.; AGRA, W. de M. Elementos de Direito Eleitoral. 4ª edição. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 20.)
A correlação contemporânea entre democracia e direitos fundamentais implica afirmar que a decisão da maioria deve
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Com base nos conhecimentos sobre generalização e especialização em modelos ER, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Especialização é o processo de definir um conjunto de subclasses de um tipo de entidade.
( ) O processo de generalização pode ser visto como sendo um detalhamento do processo de especialização.
( ) Uma especialização possui as seguintes restrições: disjunção total, disjunção parcial, sobreposição total e sobreposição parcial.
( ) Excluir uma entidade de uma superclasse implica que ela seja automaticamente excluída de todas as subclasses às quais pertence.
( ) Inserir uma entidade em uma superclasse implica que a entidade seja obrigatoriamente inseridas em todas as superclasses.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
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Sobre o gerenciamento de projetos, programas e portfólios no PMBOK, assinale a alternativa correta.
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DESIGUALDADE
Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem
Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados pelo ‘Estado’ mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do país. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza. Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. Os meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.
Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. O ‘Estado’ checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete. Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima
de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que, mesmo entre os brancos, há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.
Segundo educadores e pesquisadores ouvidos pelo ‘Estado’, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.
“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.
Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OC DE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.
O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência”.
“A escola brasileira produz desigualdades. Ela acolhe o padrão de desigualdade e ainda tem o efeito perverso de entregar, no fim da educação básica, com mais desigualdade ainda”, diz o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Estudos brasileiros mostram que a diferença nas notas entre os gêneros é menor nos primeiros anos do ensino fundamental e vai aumentando. A entidade financia projetos que estimulem meninas a se envolver com Exatas.
Para Henriques, os estereótipos também são produzidos em casa. “Vai desde a primeira infância, com jogos e brincadeiras diferentes para meninos e meninas, que inibem a performance das jovens”. Brinquedos como blocos de montar e jogos de raciocínio acabam sendo mais direcionados aos meninos, enquanto as meninas ficam com as bonecas.
(Adaptado de: CAFARDO, R.; TOLEDO, L. F. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-degenero- e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018).
OPOSTO
Na prova de Redação, alunas do sexo feminino têm nota maior
Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520. Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista.
Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4% respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.
Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico. No Pisa (exame internacional), meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.
Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no país. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, quando cerca de 35% apenas são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam
cerca de 70%.
(CAFARDO, R. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-de-genero-e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018.)
Em relação aos textos, considere as afirmativas a seguir.
I. No texto I, a fala de Priscila Cruz sobre a expectativa em torno das meninas corrobora a informação dada no texto II em relação à área de Leitura no exame internacional Pisa.
II. No texto I, a fala de Roberto Lent, professor de neurociência da UFRJ, desconsidera outras áreas como Engenharia e Construção ou Educação, como revela o texto II.
III. No texto I, o discurso de Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, é contraditório em relação às informações veiculadas no texto II.
IV. Tanto os dados apresentados no texto I quanto os do texto II revelam resultados cujo padrão se repete em relação a três anos de exames do Enem.
Assinale a alternativa correta.
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DESIGUALDADE
Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem
Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados pelo ‘Estado’ mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do país. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza. Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. Os meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.
Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. O ‘Estado’ checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete. Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima
de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que, mesmo entre os brancos, há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.
Segundo educadores e pesquisadores ouvidos pelo ‘Estado’, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.
“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.
Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OC DE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.
O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência”.
“A escola brasileira produz desigualdades. Ela acolhe o padrão de desigualdade e ainda tem o efeito perverso de entregar, no fim da educação básica, com mais desigualdade ainda”, diz o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Estudos brasileiros mostram que a diferença nas notas entre os gêneros é menor nos primeiros anos do ensino fundamental e vai aumentando. A entidade financia projetos que estimulem meninas a se envolver com Exatas.
Para Henriques, os estereótipos também são produzidos em casa. “Vai desde a primeira infância, com jogos e brincadeiras diferentes para meninos e meninas, que inibem a performance das jovens”. Brinquedos como blocos de montar e jogos de raciocínio acabam sendo mais direcionados aos meninos, enquanto as meninas ficam com as bonecas.
(Adaptado de: CAFARDO, R.; TOLEDO, L. F. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-degenero- e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018).
OPOSTO
Na prova de Redação, alunas do sexo feminino têm nota maior
Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520. Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista.
Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4% respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.
Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico. No Pisa (exame internacional), meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.
Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no país. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, quando cerca de 35% apenas são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam
cerca de 70%.
(CAFARDO, R. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-de-genero-e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018.)
Sobre a linguagem utilizada nos textos, assinale a alternativa correta.
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Questão presente nas seguintes provas
DESIGUALDADE
Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem
Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados pelo ‘Estado’ mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do país. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza. Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. Os meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.
Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. O ‘Estado’ checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete. Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima
de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que, mesmo entre os brancos, há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.
Segundo educadores e pesquisadores ouvidos pelo ‘Estado’, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.
“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.
Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OC DE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.
O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência”.
“A escola brasileira produz desigualdades. Ela acolhe o padrão de desigualdade e ainda tem o efeito perverso de entregar, no fim da educação básica, com mais desigualdade ainda”, diz o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Estudos brasileiros mostram que a diferença nas notas entre os gêneros é menor nos primeiros anos do ensino fundamental e vai aumentando. A entidade financia projetos que estimulem meninas a se envolver com Exatas.
Para Henriques, os estereótipos também são produzidos em casa. “Vai desde a primeira infância, com jogos e brincadeiras diferentes para meninos e meninas, que inibem a performance das jovens”. Brinquedos como blocos de montar e jogos de raciocínio acabam sendo mais direcionados aos meninos, enquanto as meninas ficam com as bonecas.
(Adaptado de: CAFARDO, R.; TOLEDO, L. F. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-degenero- e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018).
OPOSTO
Na prova de Redação, alunas do sexo feminino têm nota maior
Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520. Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista.
Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4% respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.
Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico. No Pisa (exame internacional), meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.
Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no país. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, quando cerca de 35% apenas são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam
cerca de 70%.
(CAFARDO, R. Disponível em: http://infograficos.estadao.com.br/educacao/enem/desigualdades-de-genero-e-raca/. Acesso em: 15 fev. 2018.)
Em relação ao objetivo principal dos textos, considerando o gênero textual ao qual pertencem, assinale a alternativa correta.
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