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2778834 Ano: 2023
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC

Nos pacientes com fisiologia pulmonar obstrutiva, está indicado iniciar a ventilação mecânica com frequências ventilatórias , visando o tempo e evitar pressões intratorácicas elevadas, que podem gerar comprometimento cardiovascular e barotrauma. A permissiva é o custo esperado dessa estratégia.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

 

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como?

Por Martha Medeiros

01 Tem pessoas que adoram obras, estão sempre derrubando uma parede, trocando um piso,

02 con...ertando um telhado, vezes tudo isso ao mesmo tempo. Eu? Nem que tivesse energia e

03 dinheiro sobrando. Minha especialidade na vida é evitar incomodação. Sou craque em manter as

04 coisas como encontro – a não ser que representem algum risco. Só de imaginar as

05 negociações de prazo, o entra-e-sai de funcionários e o barulho, desisto e me apego tese de

06 que o tempo deixa tudo mais bonito.

07 Parece desculpa para a preguiça, mas há um fundamento. As coisas gastas desenvolvem

08 um valor, digamos, atmosférico. Ganham ranhuras, trocam de cor e se revestem, por fim, com

09 a aura sofisticada da permanência. Resistiram a modismos e an...iedades, viraram testemunhas

10 do que foi vivido ao seu redor. Acho isso de uma elegância rara, pena que só valorizada lá longe,

11 na Europa.

12 Este texto deveria ser publicado em algum folheto de antiquário, eu sei, ou de um museu.

13 Sou bem retrô em relação a certos assuntos. Gosto de novidades, desde que a ebulição aconteça

14 dentro da minha cabeça, sem necessidade de um caminhão de mudanças. Tive poucos endereços

15 na vida. Preservo amizades feitas no colégio. Conto mês a mês os aniversários de

16 relacionamento, e quanto mais ele resiste íntegro e satisfatório, mais me orgulho. Quase gosto

17 de estar envelhecendo.

18 Quase. Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como? Cada um é livre para fazer o

19 que deseja, eu faço nada. No que diz respeito à vaidade pessoal, sigo a mesma cartilha das

20 paredes, pisos e telhados: deixo tudo como está. Invisto em maquiagem leve, tonalizante nos

21 cabelos e exercícios físicos – de agulhas, passo longe. Até aqui, dispensei procedimentos

22 rejuvenescedores, como botox, preenchimentos ou lifting (o “valor atmosférico” do meu rosto

23 confirma). Nunca fui estonteante, o que ajuda a envelhecer sem pânico. Não há tanto a perder,

24 afinal, e o que se ganha fica visível de outra forma.

25 Mulheres lindas de na...ença talvez sofram mais para aceitar com tranquilidade o desgaste

26 da própria aparência. E as apaixonadas por obras, essas nem querem saber: têm conta nas

27 clínicas de estética e trocam de pele como quem troca de tapete. Não posso garantir que um dia

28 não venha também a ceder meu corpo a reformas (mesmo o corpo sendo uma casa provisória:

29 não o deixaremos de herança para ninguém). Mas ainda prefiro defender a tese de que o tempo

30 costuma, sim, deixar tudo mais bonito. É quando a dignidade prevalece.

31 Alterações físicas nos abalam, mas devemos reagir a elas com calma, sem exagerar na

32 camuflagem. Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para

33 se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o número correto de orações que compõem o período a seguir: “Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro”.

 

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como?

Por Martha Medeiros

01 Tem pessoas que adoram obras, estão sempre derrubando uma parede, trocando um piso,

02 con...ertando um telhado, vezes tudo isso ao mesmo tempo. Eu? Nem que tivesse energia e

03 dinheiro sobrando. Minha especialidade na vida é evitar incomodação. Sou craque em manter as

04 coisas como encontro – a não ser que representem algum risco. Só de imaginar as

05 negociações de prazo, o entra-e-sai de funcionários e o barulho, desisto e me apego tese de

06 que o tempo deixa tudo mais bonito.

07 Parece desculpa para a preguiça, mas há um fundamento. As coisas gastas desenvolvem

08 um valor, digamos, atmosférico. Ganham ranhuras, trocam de cor e se revestem, por fim, com

09 a aura sofisticada da permanência. Resistiram a modismos e an...iedades, viraram testemunhas

10 do que foi vivido ao seu redor. Acho isso de uma elegância rara, pena que só valorizada lá longe,

11 na Europa.

12 Este texto deveria ser publicado em algum folheto de antiquário, eu sei, ou de um museu.

13 Sou bem retrô em relação a certos assuntos. Gosto de novidades, desde que a ebulição aconteça

14 dentro da minha cabeça, sem necessidade de um caminhão de mudanças. Tive poucos endereços

15 na vida. Preservo amizades feitas no colégio. Conto mês a mês os aniversários de

16 relacionamento, e quanto mais ele resiste íntegro e satisfatório, mais me orgulho. Quase gosto

17 de estar envelhecendo.

18 Quase. Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como? Cada um é livre para fazer o

19 que deseja, eu faço nada. No que diz respeito à vaidade pessoal, sigo a mesma cartilha das

20 paredes, pisos e telhados: deixo tudo como está. Invisto em maquiagem leve, tonalizante nos

21 cabelos e exercícios físicos – de agulhas, passo longe. Até aqui, dispensei procedimentos

22 rejuvenescedores, como botox, preenchimentos ou lifting (o “valor atmosférico” do meu rosto

23 confirma). Nunca fui estonteante, o que ajuda a envelhecer sem pânico. Não há tanto a perder,

24 afinal, e o que se ganha fica visível de outra forma.

25 Mulheres lindas de na...ença talvez sofram mais para aceitar com tranquilidade o desgaste

26 da própria aparência. E as apaixonadas por obras, essas nem querem saber: têm conta nas

27 clínicas de estética e trocam de pele como quem troca de tapete. Não posso garantir que um dia

28 não venha também a ceder meu corpo a reformas (mesmo o corpo sendo uma casa provisória:

29 não o deixaremos de herança para ninguém). Mas ainda prefiro defender a tese de que o tempo

30 costuma, sim, deixar tudo mais bonito. É quando a dignidade prevalece.

31 Alterações físicas nos abalam, mas devemos reagir a elas com calma, sem exagerar na

32 camuflagem. Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para

33 se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale o número do termo sublinhado (inserido imediatamente depois dele) que tem a função sintática de adjunto adverbial no trecho a seguir: “Conto mês a mês (1) os aniversários de relacionamento (2), e quanto mais ele (3) resiste íntegro e satisfatório (4), mais me (5) orgulho”.

 

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Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como?

Por Martha Medeiros

01 Tem pessoas que adoram obras, estão sempre derrubando uma parede, trocando um piso,

02 con...ertando um telhado, vezes tudo isso ao mesmo tempo. Eu? Nem que tivesse energia e

03 dinheiro sobrando. Minha especialidade na vida é evitar incomodação. Sou craque em manter as

04 coisas como encontro – a não ser que representem algum risco. Só de imaginar as

05 negociações de prazo, o entra-e-sai de funcionários e o barulho, desisto e me apego tese de

06 que o tempo deixa tudo mais bonito.

07 Parece desculpa para a preguiça, mas há um fundamento. As coisas gastas desenvolvem

08 um valor, digamos, atmosférico. Ganham ranhuras, trocam de cor e se revestem, por fim, com

09 a aura sofisticada da permanência. Resistiram a modismos e an...iedades, viraram testemunhas

10 do que foi vivido ao seu redor. Acho isso de uma elegância rara, pena que só valorizada lá longe,

11 na Europa.

12 Este texto deveria ser publicado em algum folheto de antiquário, eu sei, ou de um museu.

13 Sou bem retrô em relação a certos assuntos. Gosto de novidades, desde que a ebulição aconteça

14 dentro da minha cabeça, sem necessidade de um caminhão de mudanças. Tive poucos endereços

15 na vida. Preservo amizades feitas no colégio. Conto mês a mês os aniversários de

16 relacionamento, e quanto mais ele resiste íntegro e satisfatório, mais me orgulho. Quase gosto

17 de estar envelhecendo.

18 Quase. Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como? Cada um é livre para fazer o

19 que deseja, eu faço nada. No que diz respeito à vaidade pessoal, sigo a mesma cartilha das

20 paredes, pisos e telhados: deixo tudo como está. Invisto em maquiagem leve, tonalizante nos

21 cabelos e exercícios físicos – de agulhas, passo longe. Até aqui, dispensei procedimentos

22 rejuvenescedores, como botox, preenchimentos ou lifting (o “valor atmosférico” do meu rosto

23 confirma). Nunca fui estonteante, o que ajuda a envelhecer sem pânico. Não há tanto a perder,

24 afinal, e o que se ganha fica visível de outra forma.

25 Mulheres lindas de na...ença talvez sofram mais para aceitar com tranquilidade o desgaste

26 da própria aparência. E as apaixonadas por obras, essas nem querem saber: têm conta nas

27 clínicas de estética e trocam de pele como quem troca de tapete. Não posso garantir que um dia

28 não venha também a ceder meu corpo a reformas (mesmo o corpo sendo uma casa provisória:

29 não o deixaremos de herança para ninguém). Mas ainda prefiro defender a tese de que o tempo

30 costuma, sim, deixar tudo mais bonito. É quando a dignidade prevalece.

31 Alterações físicas nos abalam, mas devemos reagir a elas com calma, sem exagerar na

32 camuflagem. Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para

33 se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. A autora do texto confessa ser amante de mudanças, pois deixar as coisas envelhecerem pode representar perigo.

II. De acordo com Martha Medeiros, a beleza na juventude pode deixar a aceitação do processo de envelhecimento mais difícil.

III. A reflexão final da autora remete ao cuidado para não nos tornarmos apenas corpo, sem conteúdo interno.

Quais estão corretas?

 

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Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como?

Por Martha Medeiros

01 Tem pessoas que adoram obras, estão sempre derrubando uma parede, trocando um piso,

02 con...ertando um telhado, vezes tudo isso ao mesmo tempo. Eu? Nem que tivesse energia e

03 dinheiro sobrando. Minha especialidade na vida é evitar incomodação. Sou craque em manter as

04 coisas como encontro – a não ser que representem algum risco. Só de imaginar as

05 negociações de prazo, o entra-e-sai de funcionários e o barulho, desisto e me apego tese de

06 que o tempo deixa tudo mais bonito.

07 Parece desculpa para a preguiça, mas há um fundamento. As coisas gastas desenvolvem

08 um valor, digamos, atmosférico. Ganham ranhuras, trocam de cor e se revestem, por fim, com

09 a aura sofisticada da permanência. Resistiram a modismos e an...iedades, viraram testemunhas

10 do que foi vivido ao seu redor. Acho isso de uma elegância rara, pena que só valorizada lá longe,

11 na Europa.

12 Este texto deveria ser publicado em algum folheto de antiquário, eu sei, ou de um museu.

13 Sou bem retrô em relação a certos assuntos. Gosto de novidades, desde que a ebulição aconteça

14 dentro da minha cabeça, sem necessidade de um caminhão de mudanças. Tive poucos endereços

15 na vida. Preservo amizades feitas no colégio. Conto mês a mês os aniversários de

16 relacionamento, e quanto mais ele resiste íntegro e satisfatório, mais me orgulho. Quase gosto

17 de estar envelhecendo.

18 Quase. Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como? Cada um é livre para fazer o

19 que deseja, eu faço nada. No que diz respeito à vaidade pessoal, sigo a mesma cartilha das

20 paredes, pisos e telhados: deixo tudo como está. Invisto em maquiagem leve, tonalizante nos

21 cabelos e exercícios físicos – de agulhas, passo longe. Até aqui, dispensei procedimentos

22 rejuvenescedores, como botox, preenchimentos ou lifting (o “valor atmosférico” do meu rosto

23 confirma). Nunca fui estonteante, o que ajuda a envelhecer sem pânico. Não há tanto a perder,

24 afinal, e o que se ganha fica visível de outra forma.

25 Mulheres lindas de na...ença talvez sofram mais para aceitar com tranquilidade o desgaste

26 da própria aparência. E as apaixonadas por obras, essas nem querem saber: têm conta nas

27 clínicas de estética e trocam de pele como quem troca de tapete. Não posso garantir que um dia

28 não venha também a ceder meu corpo a reformas (mesmo o corpo sendo uma casa provisória:

29 não o deixaremos de herança para ninguém). Mas ainda prefiro defender a tese de que o tempo

30 costuma, sim, deixar tudo mais bonito. É quando a dignidade prevalece.

31 Alterações físicas nos abalam, mas devemos reagir a elas com calma, sem exagerar na

32 camuflagem. Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para

33 se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o correto tempo verbal em que a forma verbal sublinhada a seguir está conjugada: “Preferiria congelar nos 50”.

 

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Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como?

Por Martha Medeiros

01 Tem pessoas que adoram obras, estão sempre derrubando uma parede, trocando um piso,

02 con...ertando um telhado, vezes tudo isso ao mesmo tempo. Eu? Nem que tivesse energia e

03 dinheiro sobrando. Minha especialidade na vida é evitar incomodação. Sou craque em manter as

04 coisas como encontro – a não ser que representem algum risco. Só de imaginar as

05 negociações de prazo, o entra-e-sai de funcionários e o barulho, desisto e me apego tese de

06 que o tempo deixa tudo mais bonito.

07 Parece desculpa para a preguiça, mas há um fundamento. As coisas gastas desenvolvem

08 um valor, digamos, atmosférico. Ganham ranhuras, trocam de cor e se revestem, por fim, com

09 a aura sofisticada da permanência. Resistiram a modismos e an...iedades, viraram testemunhas

10 do que foi vivido ao seu redor. Acho isso de uma elegância rara, pena que só valorizada lá longe,

11 na Europa.

12 Este texto deveria ser publicado em algum folheto de antiquário, eu sei, ou de um museu.

13 Sou bem retrô em relação a certos assuntos. Gosto de novidades, desde que a ebulição aconteça

14 dentro da minha cabeça, sem necessidade de um caminhão de mudanças. Tive poucos endereços

15 na vida. Preservo amizades feitas no colégio. Conto mês a mês os aniversários de

16 relacionamento, e quanto mais ele resiste íntegro e satisfatório, mais me orgulho. Quase gosto

17 de estar envelhecendo.

18 Quase. Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como? Cada um é livre para fazer o

19 que deseja, eu faço nada. No que diz respeito à vaidade pessoal, sigo a mesma cartilha das

20 paredes, pisos e telhados: deixo tudo como está. Invisto em maquiagem leve, tonalizante nos

21 cabelos e exercícios físicos – de agulhas, passo longe. Até aqui, dispensei procedimentos

22 rejuvenescedores, como botox, preenchimentos ou lifting (o “valor atmosférico” do meu rosto

23 confirma). Nunca fui estonteante, o que ajuda a envelhecer sem pânico. Não há tanto a perder,

24 afinal, e o que se ganha fica visível de outra forma.

25 Mulheres lindas de na...ença talvez sofram mais para aceitar com tranquilidade o desgaste

26 da própria aparência. E as apaixonadas por obras, essas nem querem saber: têm conta nas

27 clínicas de estética e trocam de pele como quem troca de tapete. Não posso garantir que um dia

28 não venha também a ceder meu corpo a reformas (mesmo o corpo sendo uma casa provisória:

29 não o deixaremos de herança para ninguém). Mas ainda prefiro defender a tese de que o tempo

30 costuma, sim, deixar tudo mais bonito. É quando a dignidade prevalece.

31 Alterações físicas nos abalam, mas devemos reagir a elas com calma, sem exagerar na

32 camuflagem. Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para

33 se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta relação de sentido expressa pela locução conjuntiva “desde que” (l. 13).

 

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Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como?

Por Martha Medeiros

01 Tem pessoas que adoram obras, estão sempre derrubando uma parede, trocando um piso,

02 con...ertando um telhado, vezes tudo isso ao mesmo tempo. Eu? Nem que tivesse energia e

03 dinheiro sobrando. Minha especialidade na vida é evitar incomodação. Sou craque em manter as

04 coisas como encontro – a não ser que representem algum risco. Só de imaginar as

05 negociações de prazo, o entra-e-sai de funcionários e o barulho, desisto e me apego tese de

06 que o tempo deixa tudo mais bonito.

07 Parece desculpa para a preguiça, mas há um fundamento. As coisas gastas desenvolvem

08 um valor, digamos, atmosférico. Ganham ranhuras, trocam de cor e se revestem, por fim, com

09 a aura sofisticada da permanência. Resistiram a modismos e an...iedades, viraram testemunhas

10 do que foi vivido ao seu redor. Acho isso de uma elegância rara, pena que só valorizada lá longe,

11 na Europa.

12 Este texto deveria ser publicado em algum folheto de antiquário, eu sei, ou de um museu.

13 Sou bem retrô em relação a certos assuntos. Gosto de novidades, desde que a ebulição aconteça

14 dentro da minha cabeça, sem necessidade de um caminhão de mudanças. Tive poucos endereços

15 na vida. Preservo amizades feitas no colégio. Conto mês a mês os aniversários de

16 relacionamento, e quanto mais ele resiste íntegro e satisfatório, mais me orgulho. Quase gosto

17 de estar envelhecendo.

18 Quase. Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como? Cada um é livre para fazer o

19 que deseja, eu faço nada. No que diz respeito à vaidade pessoal, sigo a mesma cartilha das

20 paredes, pisos e telhados: deixo tudo como está. Invisto em maquiagem leve, tonalizante nos

21 cabelos e exercícios físicos – de agulhas, passo longe. Até aqui, dispensei procedimentos

22 rejuvenescedores, como botox, preenchimentos ou lifting (o “valor atmosférico” do meu rosto

23 confirma). Nunca fui estonteante, o que ajuda a envelhecer sem pânico. Não há tanto a perder,

24 afinal, e o que se ganha fica visível de outra forma.

25 Mulheres lindas de na...ença talvez sofram mais para aceitar com tranquilidade o desgaste

26 da própria aparência. E as apaixonadas por obras, essas nem querem saber: têm conta nas

27 clínicas de estética e trocam de pele como quem troca de tapete. Não posso garantir que um dia

28 não venha também a ceder meu corpo a reformas (mesmo o corpo sendo uma casa provisória:

29 não o deixaremos de herança para ninguém). Mas ainda prefiro defender a tese de que o tempo

30 costuma, sim, deixar tudo mais bonito. É quando a dignidade prevalece.

31 Alterações físicas nos abalam, mas devemos reagir a elas com calma, sem exagerar na

32 camuflagem. Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para

33 se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a palavra que poderia substituir o vocábulo “íntegro” (l. 16) sem alterar significativamente o sentido do texto original.

 

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Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como?

Por Martha Medeiros

01 Tem pessoas que adoram obras, estão sempre derrubando uma parede, trocando um piso,

02 con...ertando um telhado, vezes tudo isso ao mesmo tempo. Eu? Nem que tivesse energia e

03 dinheiro sobrando. Minha especialidade na vida é evitar incomodação. Sou craque em manter as

04 coisas como encontro – a não ser que representem algum risco. Só de imaginar as

05 negociações de prazo, o entra-e-sai de funcionários e o barulho, desisto e me apego tese de

06 que o tempo deixa tudo mais bonito.

07 Parece desculpa para a preguiça, mas há um fundamento. As coisas gastas desenvolvem

08 um valor, digamos, atmosférico. Ganham ranhuras, trocam de cor e se revestem, por fim, com

09 a aura sofisticada da permanência. Resistiram a modismos e an...iedades, viraram testemunhas

10 do que foi vivido ao seu redor. Acho isso de uma elegância rara, pena que só valorizada lá longe,

11 na Europa.

12 Este texto deveria ser publicado em algum folheto de antiquário, eu sei, ou de um museu.

13 Sou bem retrô em relação a certos assuntos. Gosto de novidades, desde que a ebulição aconteça

14 dentro da minha cabeça, sem necessidade de um caminhão de mudanças. Tive poucos endereços

15 na vida. Preservo amizades feitas no colégio. Conto mês a mês os aniversários de

16 relacionamento, e quanto mais ele resiste íntegro e satisfatório, mais me orgulho. Quase gosto

17 de estar envelhecendo.

18 Quase. Preferiria congelar nos 50, mas deter o tempo como? Cada um é livre para fazer o

19 que deseja, eu faço nada. No que diz respeito à vaidade pessoal, sigo a mesma cartilha das

20 paredes, pisos e telhados: deixo tudo como está. Invisto em maquiagem leve, tonalizante nos

21 cabelos e exercícios físicos – de agulhas, passo longe. Até aqui, dispensei procedimentos

22 rejuvenescedores, como botox, preenchimentos ou lifting (o “valor atmosférico” do meu rosto

23 confirma). Nunca fui estonteante, o que ajuda a envelhecer sem pânico. Não há tanto a perder,

24 afinal, e o que se ganha fica visível de outra forma.

25 Mulheres lindas de na...ença talvez sofram mais para aceitar com tranquilidade o desgaste

26 da própria aparência. E as apaixonadas por obras, essas nem querem saber: têm conta nas

27 clínicas de estética e trocam de pele como quem troca de tapete. Não posso garantir que um dia

28 não venha também a ceder meu corpo a reformas (mesmo o corpo sendo uma casa provisória:

29 não o deixaremos de herança para ninguém). Mas ainda prefiro defender a tese de que o tempo

30 costuma, sim, deixar tudo mais bonito. É quando a dignidade prevalece.

31 Alterações físicas nos abalam, mas devemos reagir a elas com calma, sem exagerar na

32 camuflagem. Nada adianta fazermos das nossas casas – corpo e residência – lugares belos para

33 se fotografar, mas que dão a impressão de não haver nenhum morador dentro.

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Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 04 e 05.

 

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Disciplina: Pedagogia
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Sobre as concepções teórico-metodológicas presentes na obra de John Dewey é correto afirmar que ele:
I. Enfatizou a importância da aprendizagem por descoberta. II. Defendeu o ponto de vista de que a aprendizagem deve aproximar-se o máximo possível da vida prática dos alunos. III. Reconheceu a necessidade de preparar os alunos para a prática social e a vida democrática.
Quais estão corretas?
 

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2778822 Ano: 2023
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC
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Carapeto Ferreira (2007), tendo por base uma concepção dialética de educação, afirma que a Supervisão Educacional é compreendida como:
I. Um mecanismo de centralização e controle sobre o corpo docente. II. Um elemento integrante da gestão da educação que é responsável pela garantia da qualidade do processo educacional. III. Tendo na formação o centro do seu trabalho, a formação para a cidadania.
Quais estão corretas?
 

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