Foram encontradas 640 questões.
Respondida
Em relação à fisiologia da perfusão miocárdica e sua avaliação pela Medicina Nuclear,
assinale a alternativa correta.
Respondida
Em PET, a coincidência verdadeira ocorre quando:
Respondida
No SI, qual é a unidade para dose absorvida?
Respondida
Em relação às unidades físicas empregadas em Medicina Nuclear, assinale a
alternativa correta.
Respondida
Sobre a interação das radiações ionizantes com a matéria, assinale a alternativa
correta.
Respondida
Com base em fisiopatologia avançada e evidências de prevenção de TVP em pacientes
críticos, assinale a alternativa correta.
A
A profilaxia farmacológica de TVP deve ser evitada em pacientes críticos com função renal normal,
pois qualquer heparina, mesmo em doses profiláticas, aumenta significativamente o risco de
sangramento sem benefício na redução de embolia pulmonar.
B
A profilaxia mecânica com meias de compressão intermitente ou botas de retorno venoso não altera marcadores de coagulação nem fluxo venoso, sendo indicada apenas para fins de mobilização passiva em pacientes com contraindicação absoluta a anticoagulação.
C
Em pacientes críticos pós-operatórios, a profilaxia combinada (farmacológica + mecânica) não
apresenta benefício adicional em relação à profilaxia isolada, independentemente do risco
trombótico ou da presença de sepse.
D
Pacientes críticos apresentam risco aumentado de trombose devido à triade de Virchow ampliada:
estase venosa secundária à sedação e ventilação mecânica, hipercoagulabilidade induzida por
inflamação sistêmica e sepse, e lesão endotelial relacionada a cateteres centrais e isquemia
perioperatória, justificando profilaxia farmacológica ou mecânica adaptada ao perfil de risco
individual.
E
A decisão de iniciar profilaxia deve se basear exclusivamente em escore de risco (ex.: Padua ou
Caprini), sem considerar condições dinâmicas do paciente, como hipotensão, necessidade de
vasopressores ou plaquetopenia transitória.
Respondida
Homem, 35 anos, portador de epilepsia idiopática, chega à UTI com convulsão
contínua há 45 minutos, sem recuperação entre crises (status epiléptico convulsivo). Ele está
intubado, com saturação 92% sob O2 suplementar e pressão arterial 100/60 mmHg. Com base em
fisiopatologia avançada, complicações sistêmicas e manejo intensivo, assinale a alternativa correta.
A
O status epiléptico prolongado induz alterações metabólicas e excitotoxicidade neuronal, aumento
de demanda metabólica cerebral e liberação de citocinas pró-inflamatórias, podendo causar lesão
neuronal irreversível, hipertensão intracraniana, rabdomiólise, disfunção cardiorrespiratória e insuficiência multiorgânica, justificando intervenção imediata com benzodiazepínico IV de curta
ação, seguido de antiepiléptico de manutenção, sedação controlada, intubação se necessária
monitorização multimodal (EEG contínuo, parâmetros hemodinâmicos e metabólicos).
B
O manejo inicial do status epiléptico deve priorizar a correção de alterações eletrolíticas e
metabólicas antes da administração de benzodiazepínicos, pois apenas a normalização de glicemia, sódio e cálcio reduziria a excitotoxicidade neuronal e previne evolução para status refratário.
C
Benzodiazepínicos e anestésicos intravenosos devem ser evitados em pacientes críticos, pois,
embora reduzam atividade elétrica cortical, aumentam risco de hipotensão e depressão respiratória
sem impacto sobre mortalidade ou dano neuronal.
D
O EEG contínuo só é indicado em pacientes com suspeita de status epiléptico não convulsivo, não
sendo relevante em pacientes com status convulsivo clássico, mesmo sedados ou em ventilação
mecânica invasiva.
E
O status epiléptico autolimitado (<60 minutos) em pacientes críticos não requer monitorização
intensiva ou avaliação de complicações sistêmicas, pois a excitotoxicidade e disfunção orgânica só
ocorrem em crises prolongadas (>120 minutos).
Respondida
Considerando a fisiopatologia avançada e o manejo intensivo do potencial doador,
assinale a alternativa correta.
A
Após declaração de morte encefálica, a perda completa da regulação autonômica cerebral implica
que manutenção hemodinâmica e ventilatória não altera a perfusão de órgãos, sendo qualquer
intervenção intensiva irrelevante para viabilidade de transplante.
B
A morte encefálica desencadeia uma tempestade autonômica inicial, seguida de vasoplegia,
hipotireoidismo relativo, deficiência de ADH, instabilidade hemodinâmica, acidose metabólica e
inflamação sistêmica, comprometendo perfusão e função de múltiplos órgãos. O manejo intensivo
inclui reposição volêmica guiada, vasopressores adequados, hormonioterapia combinada (tiroxina,
vasopressina e corticoides), otimização ventilatória para preservação pulmonar, monitorização
hemodinâmica contínua e correção metabólica, visando maximizar viabilidade de órgãos sólidos e
tecidos.
C
Hipotensão e diurese aumentada em potencial doador podem ser abordadas de forma reativa,
apenas se houver colapso cardiovascular iminente, pois intervenções proativas em perfusão ou
hormonioterapia não melhoram a função cardíaca, renal ou pulmonar para transplante.
D
A reposição hormonal (tiroxina, corticoides e vasopressina) é experimental e deve ser reservada
para protocolos de pesquisa, pois não existem evidências robustas de melhora na perfusão de
múltiplos órgãos em morte encefálica.
E
Estratégias ventilatórias em potencial doador devem priorizar baixa pressão inspiratória e
ventilação mínima, sem ajustes de PEEP ou FiO2 , já que alterações nos parâmetros respiratórios
não influenciam oxigenação pulmonar ou preservação de função alveolar para transplante.
Respondida
Homem, 72 anos, internado em UTI com sepse grave secundária à pneumonia,
apresenta choque refratário, insuficiência renal aguda e ventilação mecânica. A equipe deseja estimar
prognóstico e risco de mortalidade utilizando escores de gravidade em UTI. Considerando a
fisiopatologia subjacente à disfunção orgânica múltipla e as limitações dos escores prognósticos,
assinale a alternativa correta.
A
O escore APACHE II é totalmente preciso na predição de mortalidade individual em pacientes
críticos, sendo suficiente para decisões clínicas sobre limitação de suporte ou recursos terapêuticos.
B
O escore SAPS III considera apenas dados laboratoriais iniciais e idade, não sendo útil em pacientes
com instabilidade hemodinâmica ou deterioração rápida e, portanto, não possui valor prognóstico.
C
Os escores de gravidade em UTI substituem julgamento clínico individual, podendo ser usados
isoladamente para indicar interrupção de medidas de suporte vital em pacientes críticos.
D
A utilização de escores de gravidade não é recomendada para estratificação de risco, comunicação
com familiares ou avaliação de qualidade assistencial, sendo restrita apenas a estudos
epidemiológicos retrospectivos.
E
O escore SOFA avalia a disfunção orgânica de múltiplos sistemas (respiratório, cardiovascular,
renal, hematológico, hepático e neurológico), refletindo gravidade fisiológica e permitindo
acompanhamento dinâmico da evolução do paciente. Seu aumento progressivo correlaciona-se com
maior mortalidade e risco de falência multiorgânica.
Respondida
Mulher, 58 anos, internada em UTI com sepse persistente e acesso venoso central
jugular direito há 10 dias. Evolui com febre, leucocitose e hipotensão, sem foco infeccioso aparente
em exames iniciais. Hemoculturas enviadas. Considerando fisiopatologia, diagnóstico e manejo de
infecção relacionada a cateter, assinale a alternativa correta.
A
Envolve colonização intraluminal ou extraluminal por bactérias ou fungos, podendo evoluir para
sepse. O manejo inclui remoção do cateter suspeito, antibioticoterapia dirigida baseada em
hemoculturas, prevenção com higienização rigorosa, bundles de inserção e manutenção, e
avaliação de necessidade contínua do cateter.
B
Ocorre apenas por contaminação externa no momento da inserção, sendo desconsiderada a
suspeita de infecção se o cateter estiver inserido há mais de 5 dias sem sinais locais.
C
A remoção do cateter central deve ser evitada em qualquer suspeita de infecção relacionada ao
cateter, pois aumenta risco de perda de acesso venoso e complicações hemorrágicas. Antibióticos
isolados são suficientes.
D
Raramente evolui para sepse ou disfunção orgânica múltipla, portanto, monitoramento
hemodinâmico e suporte intensivo não são necessários.
E
O uso de antissépticos e bundles de inserção são opcionais, pois a principal forma de prevenção
apenas a troca rotineira do curativo do cateter a cada 48 horas.