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Segundo Roberto DaMatta, o uso da expressão “Quem
você pensa que é?”, no Brasil, seria uma variação de “Você
sabe com quem está falando?”. Segundo o autor, essa
sentença expressa uma sociabilidade inerente a um sistema
de crenças no qual pessoas se relacionam de forma
hierárquica e desigual. Nos Estados Unidos, porém, a mesma
expressão – “Who do you think you are?”- teria efeito oposto.
Isso se verifica, segundo o antropólogo brasileiro, por que:
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Na contemporaneidade, o patrimônio cultural preservado
em museus é difundido em redes comunicativas que
abrangem sociedades nacionais e indígenas. Os Ticuna,
povo estudado por Priscila Faulhaber, realizava atividades no
Museu Maguita, em Benjamin Constant (AM), que podem ser
caracterizadas como cerimoniais interétnicos, dos quais
participam antropólogos, linguistas, agentes indigenistas,
entre outros atores. Segundo a antropóloga, uma vez que
entre os Ticuna não se observa continuidade entre vivos e
mortos, os artefatos e indumentárias existentes nos museus
são associados a seres invisíveis que mediam as relações
entre o povo e o meio ambiente. Com essa forma particular de
se relacionar com tais materiais, os representantes daquele
povo:
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Pierre Clastres afirmava que a poliandria que observou
entre os “Guaiaqui”, era uma espécie de razão de Estado. Ao
compartilhar suas esposas, os homens Guaiaqui tornavam
possíveis a vida em comum e a sobrevivência da sociedade.A
assertiva do autor se fundamenta no fato de que:
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No texto “O senso comum como sistema cultural”, Clifford
Geertz considera o trabalho de Evans Pritchard sobre
feitiçaria entre os “Azande”. E afirma: “se o conteúdo das
crenças azande sobre feitiçaria é ou não místico (...), elas são
utilizadas pelos Azande de uma forma nada mística – e sim
como uma elaboração e uma defesa das afirmações reais da
razão coloquial” (119). Geertz realiza tal afirmação sobre o
trabalho de Evans Pritchard porque entende que as crenças
Azande:
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Conforme a Lei n° 11.904, de 14/01/2009, Estatuto dos
Museus, artigo primeiro, “enquadrar-se-ão nesta Lei as
instituições e os processos museológicos voltados para o
trabalho com o patrimônio cultural e o território, visando ao
desenvolvimento cultural e socioeconômico e à participação
das comunidades.” Tal enquadramento pressupõe que os
museus devem ser entendidos como:
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Conforme as Bases para a Política Nacional de Museus, o
objetivo de tal política é “promover a valorização, a
preservação e a fruição do patrimônio cultural brasileiro,
considerado como um dos dispositivos de inclusão social e
cidadania, por meio do desenvolvimento e da revitalização
das instituições museológicas existentes e pelo fomento à
criação de novos processos de produção e institucionalização
de memórias constitutivas da diversidade social, étnica e
cultural do País.” Para tanto, esta política deve:
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Fredrik Barth critica a afirmação “praticamente todo
raciocínio antropológico baseia-se na premissa de que a
variação cultural é descontínua: supõe-se que há agregados
humanos que compartilham essencialmente uma mesma
cultura e que há diferenças interligadas que distinguem cada
uma dessas culturas de todas as outras. Uma vez que cultura
nada mais é que uma maneira de descrever o comportamento
humano, segue-se disso que há grupos delimitados de
pessoas, ou seja, unidades étnicas que correspondem a cada
cultura” (2000:25). O autor, em discussão com esta
perspectiva, propõe:
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No mundo moderno, como regra, todas as pessoas têm e
devem ter uma nacionalidade. Esta constatação universal
confronta-se, por sua vez, com a particularidade inexorável
das manifestações concretas de cada nacionalidade. No
clássico estudo sobre a origem e difusão do nacionalismo,
Benedict Anderson (1983) analisa esta questão. Dedica
especial interesse também ao fato de, durante os últimos
séculos, tantos milhões de pessoas matem e, sobretudo,
estejam dispostas a morrer em nome de sua nação. A
explicação de Anderson para este fato reside no conceito de
nação que ele mesmo propõe. Para este autor, a nação pode
ser definida como:
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Na “Floresta dos símbolos”, Victor Turner descreve e
interpreta rituais da vida dos Ndembu da Zâmbia.Oautor, “por
'ritual', entende o comportamento formal prescrito para
ocasiões não devotadas à rotina tecnológica, tendo como
referência a crença em seres ou poderes místicos” (2005:49).
O “símbolo”, por sua parte, é entendido por Turner como a
menor unidade do ritual que expressa as propriedades
específicas do comportamento ritual. Nesta proposta, Turner
entende que a importância do estudo do ritual entre os
Ndembu se deve ao fato de:
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No livro “A interpretação das culturas”, Clifford Geertz
defende um conceito semiótico de cultura. Ele afirma:
“acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal
amarrado a teias de significado que ele mesmo teceu,
assumo a cultura como sendo essas teias e sua análise;
portanto, não como uma ciência experimental em busca de
leis, mas como uma ciência interpretativa à procura do
significado” (1989:4). Para este autor, o método que
corresponde a esta perspectiva da cultura é:
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